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Outubro de 2026
¹⁸Se vós, porém, sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. ¹⁹Ora, as obras da carne são manifestas, a saber: a fornicação, a impureza, a luxúria, ²⁰a idolatria, os malefícios, as inimizades, as contendas, as rivalidades, as iras, as rixas, as discórdias, as seitas, ²¹as invejas, os homicídios, a embriaguez, as glutonarias e outras coisas semelhantes, sobre as quais vos previno, como já vos disse, que os que fazem tais coisas não possuirão o reino de Deus. ²²Ao contrário, o fruto do Espírito é a caridade, a alegria, a paz, a paciência, a benignidade, a bondade, a longanimidade, ²³a mansidão, a fidelidade, a modéstia, a continência e a castidade. Contra estas coisas não há lei. ²⁴E os que são de Cristo crucificaram a sua própria carne com os vícios e concupiscências. ²⁵Se vivemos pelo Espírito, conduzamo-nos também pelo Espírito.
Palavra do Senhor.
¹ Bem-aventurado o homem que não se deixou levar pelo conselho dos ímpios, e não se deteve no caminho dos pecadores, e não se sentou na cadeira pestilencial,
² mas que tem a sua vontade na lei do Senhor, e que nesta lei medita dia e noite. R.
³ Ele será como a árvore que está plantada junto às correntes das águas, que a seu tempo dará o seu fruto e cuja folha não cairá, e todas as coisas que fizer serão prósperas. R.
⁴ Não assim os ímpios, não assim; mas serão como o pó que o vento dispersa sobre a face da terra.
⁶ pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Sl 1,1-2.3.4 e 6 (R. cf. Jo 8,12)
⁴²Mas ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de toda casta de ervas, e desprezais a justiça e o amor de Deus! Era necessário praticar estas coisas, mas não omitir aquelas. ⁴³Ai de vós, fariseus, que gostais de ter as primeiras cadeiras nas sinagogas, e as saudações nas praças! ⁴⁴Ai de vós, porque sois como os sepulcros que não se veem, sobre os quais andam os homens sem o saberem”. ⁴⁵Então um dos doutores da lei, tomando a palavra, disse-lhe: “Mestre, falando assim, também nos ofendes a nós”. ⁴⁶Mas ele respondeu-lhe: “Ai de vós também, doutores da lei, porque carregais os homens com pesos que não podem suportar, e vós nem com um dedo vosso lhes tocais a carga!
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Romano, filho de escravos, São Calisto I nasceu em meio a dificuldades.
Foi colocado para administrar os bens da comunidade cristã, mas, por não ter habilidade na função, um desfalque foi descoberto, e Calisto fugiu.
Capturado, foi condenado aos trabalhos forçados, girando a roda de um moinho. Depois, sofreu flagelação e foi deportado para as minas da Sardenha.
Conseguiu a liberdade graças à ajuda de cristãos influentes, e o Papa Vítor acolheu-o e garantiu-lhe um sustento.
Depois, o Papa Zeferino o ordenou diácono e lhe confiou a administração dos cemitérios cristãos, especialmente do grande cemitério na Via Ápia, que leva hoje seu nome: as Catacumbas de São Calisto (onde ele não foi sepultado).
Como diácono, Calisto liderou a escavação e expansão do cemitério na Via Ápia, uma obra grandiosa, com cerca de 20 km de túneis e quatro níveis, que serviu de sepultura para muitos mártires e papas.
Com a morte de Zeferino, foi eleito Papa, e seu pontificado foi marcado por críticas e oposição, especialmente de grupos que o acusaram falsamente de heresia e atacaram sua história.
Grande parte das informações sobre São Calisto vem de escritos desses opositores, que o retratam de forma tendenciosa, destacando seu passado como escravo, prisioneiro e trabalhador nas minas.
Faleceu como mártir e, segundo a tradição, foi lançado em um poço. Seu corpo foi sepultado no Cemitério de Calepódio, na Via Aurélia, perto do local de seu martírio, e não nas catacumbas que ele mesmo administrava.
Suas relíquias estão hoje na Basílica de Santa Maria in Trastevere, uma das mais antigas igrejas de Roma, construída no século IV e dedicada também a ele.
São Calisto I, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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