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Outubro de 2026
¹⁸Eleazar, um dos primeiros doutores da lei, varão provecto na idade e de venerável presença, depois de lhe abrirem a boca à força, era constrangido a comer carne de porco. ¹⁹Mas ele, preferindo uma morte cheia de glória a uma vida odiosa, voluntariamente caminhava para o suplício. ²⁰Considerando como devia proceder, firme na paciência, resolveu não fazer nada contra a lei por amor da vida. ²¹Mas os que estavam presentes, movidos de uma injusta compaixão, por causa da antiga amizade que tinham com ele, tomaram-no à parte e rogavam-lhe que lhes permitisse trazerem-lhe das carnes que lhe era lícito comer, para depois poder fingir que ele tinha comido das carnes do sacrifício, como o rei tinha mandado, ²²tudo a fim de que, por esse modo, fosse salvo da morte. E usavam com Eleazar dessa espécie de benevolência, por causa da antiga amizade que lhe professavam. ²³Ele, porém, começou a considerar a alta dignidade da sua idade e velhice, e das suas cãs, companheiras daquela grandeza de ânimo que lhe era natural, e dos irrepreensíveis costumes em que sempre se criara desde menino, e respondeu imediatamente segundo as ordenações da lei santa estabelecida por Deus, dizendo que antes queria ser lançado na sepultura. ²⁴“Porque não é digno da nossa idade”, dizia-lhes ele, “usar de uma tal ficção; dela poderá resultar que muitos jovens, julgando que Eleazar, aos noventa anos, passara para a vida dos pagãos, ²⁵venham também eles, por causa deste meu fingimento, [que seria] para conservar um pequeno resto de uma vida corruptível, a cair em erro, e com isto eu atrairia a vergonha e a execração sobre a minha velhice. ²⁶Pois, ainda que eu me livrasse presentemente dos suplícios dos homens, não poderia todavia fugir à mão do Todo-Poderoso, nem na vida, nem depois da morte. ²⁷Por isso, morrendo valorosamente, mostrar-me-ei digno da velhice em que estou ²⁸e deixarei aos jovens um exemplo de fortaleza, se sofrer com ânimo pronto e constante uma honrosa morte em defesa de leis tão graves e tão santas”. ²⁹Logo que acabou de dizer estas palavras, foi arrastado para o suplício. ³⁰E os que o levavam, e que pouco antes tinham sido mais brandos, se acenderam em cólera por causa das palavras que Eleazar acabara de dizer, as quais eles julgaram tê-las proferido por arrogância. ³¹Quando estava para morrer pela veemência dos golpes, deu um grande suspiro e disse: “Senhor, que tens a ciência santa, tu sabes bem que, podendo eu livrar-me da morte, sofro em meu corpo acerbas dores. Mas na alma sinto alegria em as padecer pelo temor que tenho por ti”. ³² E desta maneira é que ele morreu, deixando não somente aos jovens, como também a toda a sua nação, a lembrança da sua morte como um exemplo de virtude e de fortaleza.
¹ Cântico do mesmo Davi, quando se edificava a casa de Deus depois do cativeiro. Cantai ao Senhor um cântico novo; cantai ao Senhor, ó terra inteira.
²ᵃ Cantai ao Senhor e bendizei o seu nome
³ Anunciai entre as gentes a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas. R.
⁴ Porque o Senhor é grande e digníssimo de louvor; é mais terrível que todos os deuses.
⁵ Porque todos os deuses das gentes são demônios; mas o Senhor é que fez os céus; R.
⁷ Tributai ao Senhor, ó famílias das nações, tributai ao Senhor glória e honra,
⁸ tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome. Tomai vítimas e entrai nos seus átrios; R.
⁹ adorai o Senhor no átrio do seu santo tabernáculo. Trema toda a terra em sua presença.
¹⁰ᵃ Dizei entre as nações que o Senhor reina.
¹⁰ᶜ ele julgará os povos com equidade. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Sl 95(96),1.2a.3.4-5.7-8.9-10a.c (R. 7ab)
¹⁵Então, retirando-se os fariseus, consultaram entre si como o surpreenderiam no que falasse. ¹⁶E enviaram-lhe seus discípulos juntamente com os herodianos, os quais disseram: “Mestre, nós sabemos que és verdadeiro, e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem atender a ninguém, porque não fazes acepção de pessoas. ¹⁷Dize-nos, pois, o teu parecer: é lícito dar o tributo a César ou não?”. ¹⁸Porém, Jesus, conhecendo a sua malícia, disse: “Por que me tentais, hipócritas? ¹⁹Mostrai-me a moeda do tributo”. E eles lhe apresentaram um denário. ²⁰Jesus disse-lhes: “De quem é esta imagem e inscrição?”. ²¹Eles responderam: “De César”. Então disse-lhes: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Segundo a tradição, São Lucas nasceu em Antioquia, em uma família de origem pagã. Era um homem culto e, desde jovem, formou-se como médico, profissão que exerceu com zelo e dedicação.
Sua conversão ao cristianismo aconteceu já na vida adulta, tornando-se discípulo dos apóstolos e companheiro muito próximo de São Paulo. Acompanhou-o em diversas viagens missionárias e permaneceu ao seu lado até o martírio do apóstolo. Nunca se casou nem teve filhos, dedicando-se inteiramente ao anúncio do Evangelho e ao serviço da Igreja.
Seu Evangelho é conhecido pela atenção especial aos pobres, aos pecadores arrependidos e à misericórdia de Deus. Lucas é chamado de “Evangelista da Misericórdia”, pois é o único que narra parábolas como a do Filho Pródigo, do Bom Samaritano e do rico e Lázaro, além do belíssimo cântico do Magnificat, colocado nos lábios de Maria.
Além do Evangelho, São Lucas também é autor dos Atos dos Apóstolos, onde narra os primeiros anos da vida da Igreja, guiada pelo Espírito Santo.
A tradição mais antiga relata que São Lucas morreu na Beócia, na Grécia, aos 84 anos, após dedicar sua vida à evangelização. Há relatos que falam de martírio, mas a versão mais aceita é que tenha morrido em idade avançada.
É padroeiro dos médicos, dos pintores, dos escritores, dos vidraceiros e também de todos os que trabalham na área da comunicação.
“Derrubou governantes dos seus tronos, mas exaltou os humildes.Encheu de coisas boas os famintos, mas despediu de mãos vazias os ricos” (Lc 1,52-53).
São Lucas, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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*Segundo a divisão moderna: 2Mc 6,18-31