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Outubro de 2026
¹E a vós [deu a vida espiritual], quando estáveis mortos pelos vossos delitos e pecados, ²nos quais andastes outrora, segundo o costume deste mundo, segundo o príncipe das potestades deste ar, príncipe daqueles espíritos, que agora domina sobre os filhos da incredulidade, ³entre os quais também todos nós vivemos outrora, segundo os desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos apetites. Éramos por natureza filhos da ira, como todos os outros. ⁴Mas Deus, que é rico em misericórdia, pela sua extrema caridade, com que nos amou, ⁵estando nós mortos pelos pecados, convivificou-nos em Cristo, (por cuja graça fostes salvos), ⁶e com Cristo nos ressuscitou, e com Cristo nos fez sentar nos céus, ⁷a fim de mostrar aos séculos futuros as abundantes riquezas da sua graça, por meio da sua bondade para conosco em Jesus Cristo. ⁸Porque é pela graça que fostes salvos, mediante a fé, e isto não de vós, porque é um dom de Deus, ⁹nem das obras, para que ninguém se glorie. ¹⁰Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para boas obras, que Deus preparou para nelas caminharmos.
Palavra do Senhor.
² Aclamai a Deus, povos de toda a terra; servi o Senhor com alegria. Vinde à sua presença com alvoroço. R.
³ Sabei que o Senhor é Deus; ele nos fez, e não nós a nós mesmos. Nós somos o seu povo e as ovelhas do seu pasto. R.
⁴ Transponde as suas portas com louvor, os seus átrios com hinos; glorificai-o. Louvai o seu nome, porque o Senhor é suave; R.
⁵ a sua misericórdia é eterna, e a sua verdade permanece de geração em geração. R.
¹³Então interpelou-o um homem da multidão: “Mestre, dize a meu irmão que me dê a minha parte da herança”. ¹⁴Porém, Jesus respondeu-lhe: “[Ora,] homem, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós?” ¹⁵E disse-lhes: “Guardai-vos e acautelai-vos de toda avareza, porque a vida de cada um não consiste na abundância dos bens que possui”. ¹⁶E sobre isto propôs-lhe uma parábola, dizendo: “O campo de um homem rico tinha dado abundantes frutos, ¹⁷e ele andava discorrendo consigo: ‘Que farei? Pois não tenho onde recolher os meus frutos’. ¹⁸Então disse: ‘Farei isto: demolirei os meus celeiros e os construirei maiores, e neles recolherei toda a minha safra e os meus bens. ¹⁹E direi à minha alma: Ó alma, tu tens muitos bens em depósito para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te’. ²⁰Mas Deus disse-lhe: ‘Néscio, esta noite te virão demandar a tua alma; e as coisas que juntaste, para quem serão?’ ²¹Assim é o que entesoura para si e não é rico para Deus”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Pedro de Alcântara nasceu em 1499, na cidade de Alcântara, na Espanha, em uma família nobre. Desde criança, demonstrava simplicidade, espírito de oração e grande zelo pelas virtudes cristãs.
Ainda jovem, ingressou na universidade, mas sua verdadeira vocação estava na vida religiosa. Mesmo enfrentando a resistência do pai, que desejava que ele seguisse a carreira no Direito, Pedro escolheu seguir a Cristo, entrando para a Ordem dos Frades Menores, fundada por São Francisco de Assis.
Após ser ordenado sacerdote, destacou-se como exemplo de vida monástica. Com apenas vinte anos, tornou-se superior de um convento franciscano e, mais tarde, foi eleito provincial da Ordem.
Era um homem de profunda oração, penitência e jejum. Usava um hábito simples e remendado, dormia pouco e dedicava suas forças à pregação e à visita aos conventos, promovendo uma profunda reforma, sempre fiel à Regra original de São Francisco.
Homem de grande influência espiritual, foi procurado até por reis e imperadores, como Carlos V e João III de Portugal, que buscavam seus conselhos. Além de amigo de santos, foi um dos grandes místicos do século XVI, vivendo uma vida de austeridade e mortificação, profundamente unida a Deus.
Conhecido como Padroeiro do Brasil, a devoção a São Pedro de Alcântara chegou ao Brasil, trazida pelos franciscanos portugueses e espanhóis durante o período colonial. Seu testemunho de vida de pobreza, oração e penitência encontravam forte eco nas missões e na espiritualidade da época.
Além disso, ele era particularmente venerado pela família imperial brasileira. Dom Pedro I, imperador do Brasil, nutria especial devoção ao santo, em parte por ser seu homônimo. A pedido do próprio imperador, o Papa Leão XII declarou São Pedro de Alcântara Padroeiro do Brasil, em 1826, como sinal de proteção espiritual para a nação nascente.
São Pedro de Alcântara faleceu em 1562, aos 63 anos, após receber os sacramentos e entregar sua vida a Deus.
Foi beatificado em 1622 pelo Papa Gregório XV e canonizado em 1669 por Clemente IX.
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São Pedro de Alcântara, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica