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Novembro de 2026
¹²Portanto, meus caríssimos, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor, não só como na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência. ¹³Porque Deus é o que opera em vós o querer e o realizar, segundo o seu beneplácito. ¹⁴Fazei, pois, todas as coisas sem murmuração nem hesitações, ¹⁵a fim de serdes irrepreensíveis e sinceros filhos de Deus, sem culpa, no meio de uma nação depravada e corrompida, onde vós brilhais como astros do mundo, ¹⁶conservando a palavra de vida, para minha glória no dia de Cristo, de que não corri em vão, nem trabalhei em vão. ¹⁷Mas, ainda que eu fosse oferecido em libação sobre o sacrifício, e a vítima da vossa fé, alegro-me e congratulo-me com todos vós. ¹⁸E vós também alegrai-vos e congratulai-vos comigo.
Palavra do Senhor.
¹ Salmo de Davi antes de ser ungido. O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é o defensor da minha vida; diante de quem temerei? R.
⁴ Uma só coisa pedi ao Senhor, esta solicitarei, é que habite eu na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para ver as delícias do Senhor e visitar o seu templo. R.
¹³ Creio ver os bens do Senhor na terra dos viventes.
¹⁴ Espera o Senhor, porta-te varonilmente; fortifique-se o teu coração, e espera no Senhor. R.
²⁵Ora, seguia-o grande multidão; Jesus, voltando-se, disse-lhes: ²⁶“Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. ²⁷E o que não leva a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo. ²⁸Porque qual de vós, querendo edificar uma torre, não faz primeiro sentado a conta dos gastos que são necessários, para ver se tem com o que concluí-la? ²⁹Para que, depois de ter assentado o fundamento e não puder terminá-la, todos os que virem não comecem a fazer zombaria dele, dizendo: ³⁰‘Este homem principiou a edificar, e não pôde terminar’. ³¹Ou qual é o rei que, estando para entrar em guerra contra outro rei, não se assenta primeiro a considerar se com dez mil homens pode ir encontrar-se com o que traz contra ele vinte mil? ³²Doutra maneira, quando o outro está ainda longe, envia-lhe embaixadores para negociar a paz. ³³Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Carlos Borromeu nasceu em 2 de outubro de 1538, em Arona, na Itália, numa família nobre. Desde criança, demonstrava inteligência rara e forte inclinação para a vida religiosa. Seu passatempo favorito era construir pequenos altares e imitar as funções sacerdotais, demonstrando um amor precoce pela oração e aversão aos divertimentos mundanos.
Ordenado sacerdote em 1562, dedicou-se profundamente à renovação da Igreja, tendo papel decisivo na conclusão do Concílio de Trento. Como Arcebispo de Milão, empenhou-se em aplicar as reformas conciliares, tornando-se um modelo de pastor zeloso e reformador.
São Carlos Borromeu viveu intensamente a caridade, distribuindo aos pobres grande parte de sua receita e os bens que herdava. Durante a fome de 1569-1570 e a peste de 1576, não hesitou em doar tudo o que possuía para socorrer os necessitados, chegando a pedir esmolas em favor dos pobres.
Visitava pessoalmente os doentes, administrava-lhes os sacramentos e consolava os abandonados, mesmo quando muitos sacerdotes já haviam sucumbido à epidemia. Sua vida foi um testemunho vivo de que a caridade abre os corações à verdadeira fé.
Enfrentou perseguições e incompreensões, mas manteve-se fiel à missão, sendo apoiado pelo Papa Gregório XIII, que o honrou publicamente. Sua firmeza e bondade conquistaram até seus opositores, como o governador de Milão, que, no leito de morte, reconheceu seus erros e recebeu a assistência do santo Arcebispo.
Faleceu em 3 de novembro de 1584, com apenas 46 anos, foi beatificado em 1602 pelo Papa Clemente VIII e canonizado em 1610 por Paulo V.
São Carlos Borromeu nos convida à fidelidade à Igreja, à dedicação ao próximo e à prática concreta da caridade, especialmente em tempos de crise e sofrimento. É modelo de pastor comprometido com a verdade e o bem das almas e padroeiro dos catequistas e seminaristas.
São Carlos Borromeu , rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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