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Novembro de 2026
⁵Tende entre vós os mesmos sentimentos que em Jesus Cristo, ⁶o qual, existindo na forma de Deus, não julgou que fosse uma rapina o seu ser igual a Deus; ⁷mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens e sendo reconhecido por condição como homem. ⁸Humilhou-se a si mesmo, feito obediente até a morte, e morte de cruz. ⁹Por isso também Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo nome: ¹⁰para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e no inferno, ¹¹e toda língua confesse que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai.
Palavra do Senhor.
²⁶ᵇ Eu cumprirei os meus votos em presença dos que o temem.
²⁷ Os pobres comerão e serão saciados, e os que buscam o Senhor o louvarão; os seus corações viverão pelos séculos dos séculos. R.
²⁸ Lembrar-se-ão e converter-se-ão ao Senhor todos os limites da terra; e todas as famílias das nações o adorarão na s ua presença,
²⁹ porque o reino pertence ao Senhor, e ele reinará sobre as nações.
³⁰ᵃ Comeram e adoraram-no todos os ricos da terra. R.
³¹ E a minha alma viverá para ele, e a minha descendência o servirá.
³² A geração que há de vir será anunciada ao Senhor, e os céus anunciarão a sua justiça ao povo que há de nascer e que o Senhor formou. R.
¹⁵Tendo ouvido estas coisas um dos que estavam à mesa, disse-lhe: “Bem-aventurado o que comer o pão no reino de Deus”. ¹⁶Mas Jesus respondeu-lhe: “Um homem fez uma grande ceia e convidou a muitos. ¹⁷À hora da ceia, mandou um seu servo dizer aos convidados que viessem, porque tudo estava preparado. ¹⁸E todos ao mesmo tempo começaram a apresentar desculpas. O primeiro disse-lhe: ‘Comprei uma quinta, e preciso vê-la; rogo-te que me perdoes’. ¹⁹E outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me perdoes’. ²⁰Disse também outro: ‘Casei-me, e por isso não posso ir’. ²¹O servo retornou e referiu estas coisas ao seu senhor. Então, irado, o pai de família disse ao seu servo: ‘Vai já pelas praças e pelas ruas da cidade, e traze aqui os pobres e aleijados, e cegos e coxos’. ²²Depois disse o servo: ‘Senhor, está feito como mandaste, e ainda há lugar’. ²³Disse então o Senhor ao servo: ‘Vai pelos caminhos e ao longo dos cercados, e força-os a vir, para que se encha a minha casa’. ²⁴Porque eu vos digo que nenhum daqueles que foram convidados provará a minha ceia.”
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Martinho nasceu em Lima, no Peru, no dia 9 de dezembro de 1579, filho de João Porres, e de Ana Velásquez, de origem africana. Por causa da cor de sua pele, não foi reconhecido oficialmente pelo pai e, por isso, foi registrado no livro de batismo como “filho de pai ignorado”.
São Martinho viveu até os oito anos de idade de maneira pobre, na companhia de sua mãe e de uma irmã, nascida dois anos depois dele. Para ajudar em casa começou ainda criança a trabalhar como aprendiz de barbeiro. Contudo, naquela época, o barbeiro também atuava como dentista e cirurgião, exercendo uma função importante para a sociedade.
Com 15 anos, Martinho deixou tudo e buscou abrigo no convento dos dominicanos, sendo aceito apenas como terciário (não como religioso de pleno direito) e incumbido dos trabalhos mais humildes da comunidade.
Sua vida espiritual era profunda, marcada por intensa oração e dedicação aos doentes e pobres. Mais tarde, reconhecendo sua santidade, os superiores o acolheram como membro efetivo, e ele fez a profissão solene no dia 2 de junho de 1603.
Martinho dedicou-se especialmente ao cuidado dos irmãos doentes, mesmo quando as portas estavam trancadas, e durante uma epidemia de peste, curou todos os que recorreram a ele.
Fundou um hospital para meninos abandonados, sustentado pelas esmolas que pedia e pelos sacrifícios pessoais. Assim, sem fazer outra coisa além de praticar a caridade, alcançou a santidade.
São Martinho faleceu em Lima, no dia 3 de novembro de 1639, com 60 anos de idade. Imediatamente após sua morte, foi honrado e venerado como santo, sendo beatificado em 1837 por Papa Gregório XVI e canonizado no dia 6 de maio de 1962 por São João XXIII.
É o padroeiro dos barbeiros e, mais amplamente, um modelo de amor e solidariedade para com os pobres e enfermos.
“Eu estou contente neste estado, porque no serviço de Deus não há inferiores nem superiores, e é meu desejo imitar o mais possível a Nosso Senhor, que se fez servo por nós” - São Martinho de Lima
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Autor: Redação Biblioteca Católica