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Novembro de 2026
¹E Jó, em resposta, disse: ²³”Quem me dera que as minhas palavras fossem escritas! Quem me dera que se imprimissem num livro ²⁴com um ponteiro de ferro, sobre uma lâmina de chumbo, ou que com cinzel se gravassem em pederneira! ²⁵Porque eu sei que o meu Redentor vive e que no último dia ressurgirei da terra, ²⁶e serei novamente revestido da minha pele, e na minha própria carne verei o meu Deus. ²⁷ᵃEu mesmo o verei, os meus olhos hão de contemplá-lo e não os de outro.”
Palavra do Senhor.
Ou: Por isso, ainda que eu ande no meio da sombra da morte, não temerei males.
¹ Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, e nada me faltará;
² num lugar de pastos, ali me colocou. Conduziu-me junto à água que restaura, R.
³ converteu a minha alma. Levou-me por veredas de justiça, por causa do seu nome. R.
⁴ Por isso, ainda que eu ande no meio da sombra da morte, não temerei males, porque tu estás comigo. A tua vara e o teu báculo me consolaram. R.
⁵ Preparaste uma mesa diante de mim, à vista daqueles que me perseguem. Ungiste com óleo a minha cabeça, e quão precioso é o meu cálice que embriaga! R.
⁶ E a tua misericórdia me seguirá todos os dias da minha vida, a fim de que eu habite na casa do Senhor, durante longos dias. R.
²⁰Mas Cristo ressuscitou dos mortos, sendo ele as primícias dos que dormem; ²¹porque, assim como a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. ²²E, assim como todos morreram em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. ²³Mas cada um em sua ordem: como primícias, Cristo; depois, os que são de Cristo, que creram na sua vinda. ²⁴ᵃDepois será o fim, quando tiver entregado o reino a Deus e ao Pai. ²⁵Porque é necessário que ele reine, até que ponha todos os inimigos debaixo de seus pés. ²⁶Ora, o último inimigo a ser destruído será a morte, porque Deus todas as coisas sujeitou debaixo dos seus pés. E quando [a Escritura] diz: ²⁷Tudo está sujeito a ele, excetua-se sem dúvida aquele que lhe sujeitou todas as coisas. ²⁸E quando tudo lhe estiver sujeito, então ainda o mesmo Filho estará sujeito àquele que lhe sujeitou todas as coisas, a fim de que Deus seja tudo em todos.
Palavra do Senhor.
³⁵Estejam cingidos os vossos rins e acesas as lâmpadas nas vossas mãos, ³⁶e fazei como os homens que esperam o seu senhor quando volta das bodas, para que, quando vier e bater à porta, logo a abram. ³⁷Bem-aventurados aqueles servos a quem o Senhor achar vigiando, quando vier. Em verdade vos digo que se cingirá e os fará sentar à mesa e, passando por entre eles, os servirá. ³⁸E, se vier na segunda vigília, ou se vier na terceira vigília, e assim os encontrar, bem-aventurados serão aqueles servos. ³⁹Mas sabei que, se o pai de família soubesse a hora em que viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria arrombar a sua casa. ⁴⁰Vós, pois, estai preparados, porque na hora que não cuidais virá o Filho do homem.”
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Vitorino foi bispo de Poetovio, na antiga Panônia, atual Ptuj, na Eslovênia. Viveu no século III e destacou-se como um dos primeiros escritores cristãos da região, conhecido por seus comentários sobre textos bíblicos. Durante as perseguições do imperador Diocleciano, sofreu o martírio por sua fidelidade à fé, por volta do ano 303 ou 304. É venerado como mártir e santo pela Igreja.
São Vitorino, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
Em vez de propor-nos hoje a veneração de um santo em particular, a Igreja nos convida a comemorar as almas dos fiéis falecidos, com a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos que foi instituída justamente para socorrer, com boas obras e orações gerais, aqueles que não se beneficiam de preces específicas.
Esta celebração surgiu de uma iniciativa dos monges beneditinos, por volta do ano 1000, quando o abade São Odilo, superior do Mosteiro de Cluny, na França, determinou que, em todos os conventos filiados à Ordem, fosse celebrado um ofício pelos defuntos na tarde do dia 1º de novembro. Com o tempo, esta comemoração foi adotada pela autoridade da Igreja e, pouco a pouco, tornou-se universal a dedicação do dia 2 de novembro à memória dos irmãos falecidos.
O Dia de Finados não é ocasião de tristeza e lamento, mas de reflexão esperançosa, pois a fé nos garante que nosso relacionamento com os falecidos não está interrompido pela morte, mas permanece vivo e atuante através da oração.
A doutrina do Purgatório ilumina a harmonia entre a justiça e a bondade de Deus. A fé nos ensina que, após a morte, muitas almas precisam de uma purificação, pois, embora reconciliadas com Deus, ainda carregam faltas, misérias e dívidas espirituais que as impedem de entrar diretamente no Reino de Deus, que é a perfeita santidade.
O Catecismo da Igreja Católica ensina: “O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, portanto, torna-nos incapazes da vida eterna, cuja privação se chama ‘pena eterna’ do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, traz consigo um apego desordenado às criaturas, o qual precisa ser purificado, quer nesta vida, quer depois da morte, no estado que se chama Purgatório. Esta purificação liberta do que se chama ‘pena temporal’ do pecado.” (CIC 1472)
Assim, compreendemos que temos condições de oferecer orações, sacrifícios e sufrágios pelas almas que se purificam no Purgatório.
No Dia de Finados, a Igreja concede aos fiéis que visitarem um cemitério e rezarem, mesmo que apenas mentalmente, pelos falecidos, uma Indulgência Plenária, aplicável somente às almas do Purgatório.
Esta indulgência pode ser obtida diariamente, de 1º a 8 de novembro, desde que sejam cumpridas as condições habituais de Confissão sacramental, Comunhão eucarística e Oração nas intenções do Santo Padre.
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Autor: Redação Biblioteca Católica