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Novembro de 2026
²E vi outro anjo que subia da parte do oriente tendo o selo do Deus vivo. Ele clamou em alta voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de fazer mal à terra e ao mar, ³dizendo: “Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que assinalemos sobre a sua fronte os servos do nosso Deus”. ⁴E ouvi o número dos que foram assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel. ⁹Depois disto, vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados de vestes brancas e com palmas nas suas mãos. ¹⁰E clamavam em voz alta, dizendo: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado sobre o trono, e ao Cordeiro”. ¹¹Todos os anjos estavam de pé em volta do trono, dos anciãos e dos quatro animais, e prostraram-se sobre os seus rostos, ante o trono, e adoraram a Deus, ¹²dizendo: “Amém. Bênção e claridade, sabedoria, ação de graças, honra, virtude e fortaleza ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém”. ¹³Então um dos anciãos, tomando a palavra, perguntou-me: “Estes que estão trajando vestes brancas, quem são? Donde vieram?” ¹⁴E eu respondi-lhe: “Meu Senhor, tu o sabes”. E ele disse-me: “Estes são aqueles que vieram de grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.
Palavra do Senhor.]
¹ Para o primeiro dia da semana: Salmo de Davi. Do Senhor é a terra e tudo que ela encerra; a redondeza da terra e todos os que a habitam.
² Porque ele a fundou sobre os mares e a estabeleceu sobre os rios. R.
³ Quem subirá ao monte do Senhor? Ou quem estará no seu lugar santo?
⁴ᵃ O inocente de mãos e limpo de coração,
⁴ᵇ o que não entregou à vaidade a sua alma. R.
⁵ Este receberá a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu Salvador.
⁶ Tal é a geração dos que o buscam, dos que buscam a face do Deus de Jacó. R.
¹Considerai que amor nos mostrou o Pai [em querer] que sejamos chamados filhos de Deus – e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece, pois não o conhece a ele. ²Caríssimos, agora somos filhos de Deus; mas não se manifestou ainda o que seremos [um dia]. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. ³E todo aquele que tem esta esperança nele, santifica-se a si mesmo, assim como também ele é santo.
Palavra do Senhor.
¹Vendo Jesus aquela multidão, subiu a um monte, e, tendo-se sentado, aproximaram-se dele os seus discípulos. ²E ele, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: ³“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. ⁴Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. ⁵Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. ⁶Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados. ⁷Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. ⁸Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. ⁹Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. ¹⁰Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus. ¹¹Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim. ¹²ᵃAlegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus.”
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Na Solenidade de Todos os Santos, a Igreja, mais uma vez, não olha para si mesma, mas ergue o olhar para o céu e aspira à eternidade. A santidade é um caminho ao qual todos somos chamados a trilhar, seguindo o exemplo desses nossos “irmãos mais velhos”, que aceitaram ser encontrados por Jesus e se encaminharam rumo a Ele com confiança, apesar de suas fraquezas e sofrimentos.
O Catecismo da Igreja Católica (2013) nos recorda: “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ (Mt 5,48).”
Esta solenidade possui raízes antigas, se iniciando no século IV, com a celebração comum dos mártires nas diversas Igrejas, onde a festa era celebrada no domingo após o dia de Pentecostes, conforme testemunho de São João Crisóstomo.
Entre os séculos VIII e IX, a festa começou a se difundir pela Europa. Em Roma, especialmente no século IX, o Papa Gregório III (731-741) estabeleceu a data de 1º de novembro, coincidindo com a consagração de uma capela na Basílica de São Pedro, dedicada às relíquias “dos santos Apóstolos, dos santos mártires e confessores e de todos os justos, que chegaram à perfeição e descansam em paz no mundo inteiro”.
Neste dia, a Igreja dedica uma memória litúrgica especial a todos aqueles que se uniram a Cristo na glória eterna. Eles são para nós não apenas modelos a serem seguidos, mas também protetores de nossas ações. Todos os santos vivem na eternidade aquela condição de bem-aventurança expressa por Jesus no Sermão da Montanha (Mt 5,1-12).
Todos esses combatentes de Deus são para nós sinais vivos do que o Espírito Santo pode realizar quando alguém decide viver o Evangelho atuando na Igreja e na sociedade: adolescentes, jovens, pais e mães de família, trabalhadores, sacerdotes, religiosos, ricos e pobres, todos unidos na mesma santidade.
Eles são modelos de perseverança, pois enfrentaram, como nós, as dificuldades do mundo: fome, tentações, perseguições, doenças, calúnias e injustiças, mas mantiveram o entusiasmo pela Pátria definitiva.
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