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Novembro de 2026
¹⁷Sede meus imitadores, irmãos, e ponde os olhos naqueles que andam conforme o modelo que tendes em vós. ¹⁸Porque muitos, de quem muitas vezes vos falei e também agora falo com lágrimas, procedem como inimigos da cruz de Cristo. ¹⁹O fim deles é a perdição. O deus deles é o ventre, e fazem consistir a sua glória na sua própria confusão, gostando somente das coisas terrenas. ²⁰Nós, porém, somos cidadãos dos céus, donde também esperamos o Salvador Nosso Senhor Jesus Cristo, ²¹o qual transformará o nosso corpo de miséria, fazendo-o semelhante ao seu corpo glorioso, com aquele poder com que pode também sujeitar a si todas as coisas. ¹Portanto, meus muito amados e desejados irmãos, minha alegria e minha coroa, permanecei assim firmes no Senhor, caríssimos.
Palavra do Senhor.
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
¹ Cântico gradual. Eu me alegrei com o que me foi dito: que iremos à casa do Senhor.
² E agora os nossos pés param às tuas portas, ó Jerusalém. R.
³ Jerusalém, que está edificada como uma cidade, cujas partes estão em perfeita e mútua união.
⁴ᵃ Porque lá subiram as tribos, as tribos do Senhor, R.
⁴ᵇ segundo a ordem dada a Israel, para louvar o nome do Senhor.
⁵ Porque ali se estabeleceram os tribunais da justiça, os tribunais da casa de Davi. R.
¹Dizia também a seus discípulos: “Havia um homem rico que tinha um administrador, e este foi acusado diante dele de ter dissipado os seus bens. ²O homem o chamou e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, porque já não poderás mais ser administrador’. ³Então o administrador disse consigo: ‘Que farei, visto que o meu senhor me tira a administração? Cavar não posso, e de mendigar me envergonho. ⁴Já sei o que hei de fazer, para que, quando for removido da administração, haja quem me receba em sua casa’. ⁵Chamou então cada um dos devedores do seu senhor e disse ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’. ⁶Ele respondeu: ‘Cem cados de azeite’. Então disse-lhe: ‘Toma a tua caução, senta-te depressa e escreve cinquenta’. ⁷Depois disse a outro: ‘E tu quanto deves?’. E ele respondeu: ‘Cem alqueires de trigo’. E disse-lhe o administrador: ‘Toma a tua caução e escreve oitenta’. ⁸E o Senhor louvou o administrador iníquo, por ter procedido sagazmente, porque os filhos deste século são mais sagazes na sua geração que os filhos da luz.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Nuno de Santa Maria, nasceu em Portugal no dia 24 de junho de 1360 com o nome de batismo Nuno Álvares Pereira. Filho do cavaleiro Álvaro Gonçalves Pereira, foi educado segundo os valores da cavalaria cristã, típicos das famílias nobres de seu tempo.
Desde jovem, demonstrou talento para as armas e para o serviço público e, aos treze anos, tornou-se pajem da rainha D. Leonor e, pouco depois, foi armado cavaleiro. Aos 16 anos, casou-se com D. Leonor de Alvim, com quem teve três filhos, dos quais sobreviveu apenas Beatriz.
Em 1383, com a crise dinástica causada pela morte do rei D. Fernando, Nuno tomou partido de D. João, Mestre de Avis, em defesa da independência de Portugal frente às pretensões do rei de Castela. D. João nomeou Nuno Condestável, ou seja, comandante supremo do exército português. Sob sua liderança, Portugal venceu diversas batalhas, destacando-se a vitória decisiva na Batalha de Aljubarrota, em 14 de agosto de 1385, que assegurou a independência do país.
Apesar de sua fama militar, São Nuno de Santa Maria era também um homem de profunda espiritualidade, tendo a Eucaristia e a devoção à Virgem Maria como alicerces de sua vida interior. Seu estandarte pessoal exibia as imagens do Crucificado, de Maria e dos santos cavaleiros Tiago e Jorge.
Com grande generosidade, financiou a construção de igrejas e mosteiros, como o Carmo de Lisboa e a Igreja de Santa Maria da Vitória.
Após a morte de sua esposa, em 1387, Nuno recusou novo casamento, mantendo-se fiel a uma vida de pureza e serviço. Com a chegada da paz, distribuiu a maior parte de seus bens entre seus companheiros de guerra e, em 1423, renunciou a tudo para ingressar no convento carmelita que ele mesmo havia fundado, em Lisboa. Ali, adotou o nome de Frei Nuno de Santa Maria, abandonando as armas e privilégios para revestir-se da humildade do hábito carmelita.
São Nuno de Santa Maria faleceu no dia 1º de abril de 1431 e foi beatificado pelo Papa Bento XV, em 23 de janeiro de 1918, e canonizado pelo Papa Bento XVI, no dia 26 de abril de 2009, reconhecendo a santidade do homem que, com coragem e humildade, marcou a história de Portugal e da Igreja.
“A maior liberdade que existe é servir a Deus.” - São Nuno de Santa Maria
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São Nuno de Santa Maria, rogai por nós
Autor: Redação Biblioteca Católica