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Novembro de 2026
¹Depois fez-me voltar para a porta da casa [do Senhor], e eis que brotavam águas debaixo do limiar da porta, do lado do oriente, porque a face da casa dava para o oriente, e as águas desciam ao lado direito do templo, ao sul do altar. ²Fez-me sair pela porta norte e fez-me dar a volta por fora até a porta exterior que dava para o oriente; então vi que as águas jorravam do lado direito. ⁸E disse-me: “Estas águas que saem para os montões de saibro do oriente e que descem para a planície do deserto, entrarão no mar [Morto] e sairão dele, e as águas [do mar] ficarão saudáveis. ⁹E todo animal vivo que anda a rasto viverá por toda parte onde chegar a torrente, e haverá ali peixes em abundância, depois que lá chegarem estas águas, e terá saúde e vida tudo aonde chegar esta torrente. ¹²Ao longo da torrente nascerá nas suas ribanceiras, de ambos os lados, toda espécie de árvores frutíferas; não lhes cairá a folha, nem faltará o seu fruto, dando-os novos todos os meses, porque as suas águas sairão do santuário, os seus frutos servirão de sustento e as suas folhas de remédio”.
Palavra do Senhor.
² Deus é nosso refúgio e nossa força; nosso auxílio nas tribulações que nos cercavam em toda parte.
³ Por isso não temeremos, ainda que a terra seja abafada, e sejam trasladados os montes para o meio do mar. R.
⁵ Um rio caudaloso alegra a cidade de Deus; o Altíssimo santificou o seu tabernáculo.
⁶ Deus está no meio dela, não será abalada; Deus a ajudará desde o raiar da manhã. R.
⁸ O Senhor dos exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso defensor.
⁹ Vinde e vede as obras do Senhor, as maravilhas que operou sobre a terra, R.
⁹ᶜVós sois cultura de Deus, sois edifício de Deus. ¹⁰Segundo a graça de Deus, que me foi dada, lancei o fundamento como sábio arquiteto, e outro edifica sobre ele. Porém, veja cada um como edifica sobre ele. ¹¹Porque ninguém pode pôr outro fundamento, senão o que foi posto, que é Jesus Cristo. ¹⁶Não sabeis que sois templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? ¹⁷Se alguém violar o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque é santo o templo de Deus, que vós sois.
Palavra do Senhor.
¹³Ora, estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. ¹⁴Lá encontrou no templo muitos homens vendendo bois, ovelhas e pombas, e os cambistas sentados [às suas mesas]. ¹⁵Então, fazendo um como chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo, e as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos cambistas e derrubou as mesas. ¹⁶E aos que vendiam pombas, disse: “Tirai daqui isto, e não façais da casa de meu Pai casa de negócio!”. ¹⁷Então lembraram-se seus discípulos do que está escrito: “O zelo da tua casa devorou-me”. ¹⁸Tomaram então a palavra os judeus e disseram-lhe: “Com que sinal nos mostras tu que tens autoridade para fazer estas coisas?”. ¹⁹Jesus respondeu-lhes: “Desfazei este templo, e eu o reedificarei em três dias”. ²⁰Replicaram, pois, os judeus: “Este templo foi edificado em quarenta e seis anos, e tu o reedificarás em três dias?”. ²¹Ora, ele falava do templo de seu corpo. ²²Logo, quando ressuscitou dos mortos, lembraram-se seus discípulos do que ele dissera e creram na Escritura e nas palavras que Jesus tinha dito.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Santo Ursino foi o primeiro bispo da cidade de Bourges, na Gália. Segundo São Gregório de Tours, foi ele quem levou a Palavra de Deus à região, fundando e governando a primeira comunidade cristã local. Após sua morte, foi sepultado no campo, entre outros túmulos, em uma área que depois foi coberta por parreiras, fazendo com que sua sepultura fosse esquecida.
Anos mais tarde, quando Santo Augusto era abade do mosteiro de São Sinforiano, teve um sonho no qual o próprio Santo Ursino lhe apareceu e disse: “Cava a terra e procura meu corpo, porque eu sou Ursino, o primeiro bispo desta cidade.” Quando o abade respondeu que não sabia onde procurar, Ursino o conduziu, em sonho, até o local da sepultura e indicou o ponto exato: “Meu corpo está debaixo desta parreira.”
Ao acordar, Santo Augusto relatou a visão ao bispo, que não lhe deu atenção. Mas, algum tempo depois, São Germano, de passagem por Bourges, teve o mesmo sonho. Ao comparar as visões, Santo Germano e Santo Augusto foram até a vinha, acompanhados de um clérigo. Cavaram a terra e encontraram um sarcófago com um corpo incorrupto. O corpo foi então transferido para a basílica de São Sinforiano, que passou a receber o nome de Santo Ursino.
A tradição atribui a Ursino uma origem apostólica: teria presenciado o Lava-pés, a Paixão de Cristo, a Ressurreição, a Ascensão e o Pentecostes. Após acompanhar Santo Estêvão até seu martírio e sepultar seu corpo, relatou tudo a São Pedro e permaneceu com ele até sua crucifixão em Roma.
Foi o Papa São Clemente quem o teria enviado como missionário à Gália. Chegando a Bourges, converteu muitos pagãos, batizou diversos fiéis e faleceu em paz, já em idade avançada.
Santo Ursino, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
A Festa da Dedicação da Basílica de Latrão foi instituída pelo Papa Bento XIII em 1724 como um sinal de amor e unidade com o Papa, sucessor de Pedro, e um convite para rezarmos por ele, reconhecendo sua importância espiritual e missionária no mundo.
Este dia também é uma oportunidade para louvar e agradecer a Deus pelos locais sagrados onde cada um se reúne para celebrar a fé, como patrimônio espiritual e fonte de comunhão eclesial.
Quando, no ano 313, o imperador Constantino concedeu liberdade religiosa aos cristãos, eles puderam, com alegria, construir templos, e o próprio imperador doou ao Papa Melquíades a antiga propriedade da família Lateranense, em Roma.
Neste local, foram erguidos a Basílica, o Batistério e a "Patriarquia", residência oficial dos Papas até o período de Avinhão, na Idade Média. A Basílica foi dedicada ao Santíssimo Salvador pelo Papa Silvestre I, entre os anos de 318 e 324. No século VI, foram acrescentados os títulos de São João Batista e São João Evangelista, em honra dos quais também foram erguidos espaços de culto, como o Batistério dedicado a São João Batista.
Assim, a Basílica passou a ser conhecida como "Basílica Papal do Santíssimo Salvador e dos Santos João Batista e Evangelista de Latrão". Ela é considerada a "mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade e do mundo", sinal de unidade com o Papa e centro espiritual do catolicismo.
Esta festa nos lembra não só a importância dos edifícios sagrados, mas também que Deus quer edificar no mundo um templo espiritual: uma comunidade que O adore em espírito e em verdade. A celebração da Dedicação da Basílica de Latrão nos recorda que, além dos templos materiais, cada um de nós é morada de Deus.
Por isso, somos convidados a manter o olhar fixo em Jesus, “autor e aperfeiçoador da nossa fé” (Hb 12,2). Assim, nossa vida torna-se um contínuo caminho interior, uma busca permanente de comunhão com Deus, como ensinou Santa Teresa de Ávila ao falar do “Castelo Interior”, onde a alma é a morada do Rei.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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