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Novembro de 2026
¹Tu, porém, ensina o que convém à sã doutrina: ²aos idosos, que sejam sóbrios, honestos, prudentes, sãos na fé, na caridade, na paciência; ³igualmente às mulheres idosas, que exibam uma modéstia santa, que não sejam caluniadoras, não dadas a muito vinho e que ensinem o bem. ⁴Que saibam instruir na prudência as mulheres jovens a amarem seus maridos e filhos, ⁵a serem prudentes, castas, sóbrias, cuidadosas da casa, bondosas e sujeitas a seus maridos, para que não se blasfeme a palavra de Deus. ⁶Exorta também os jovens a que sejam regrados. ⁷Faze-te a ti mesmo um modelo de boas obras em tudo: na doutrina, na integridade, na gravidade; ⁸a palavra [seja] sã, irrepreensível, para que os nossos adversários sejam confundidos, não tendo mal algum a dizer de nós. ¹¹Porquanto a graça de Deus, nosso Salvador, apareceu a todos os homens, ¹²ensinando-nos que devemos renunciar à impiedade e aos desejos do século, e viver neste século de maneira sóbria, justa e piedosa, ¹³aguardando a esperança bem-aventurada e a vinda gloriosa do grande Deus e Salvador nosso, Jesus Cristo, ¹⁴que se deu a si mesmo por nós, a fim de nos redimir de toda a iniquidade e purificar para si um povo aceitável, zeloso pelas boas obras.
Palavra do Senhor.
¹ Louvor do mesmo Davi. Eu te exaltarei, ó Deus, meu rei, e bendirei o teu nome para sempre e pelos séculos dos séculos.
⁹ Suave é o Senhor para com todos, e as suas misericórdias estendem-se sobre todas as suas obras. R.
¹⁰ Deem-te glória, Senhor, todas as tuas obras, e os teus santos te bendigam.
¹¹ Eles publicarão a glória do teu reino e falarão do teu poder, R.
¹² para fazerem conhecer aos filhos dos homens o teu poder e a gloriosa magnificência do teu reino.
¹³ᵃ O teu reino é um reino que se estende a todos os séculos,
¹³ᵇ e o teu império a todas as gerações. R.
⁷Qual é de vós o que, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado, lhe diga, quando ele se recolhe do campo: ‘Vem, põe-te à mesa’, ⁸e não lhe diga antes: ‘Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo, e depois tu comerás e beberás’? ⁹Porventura, fica o senhor obrigado àquele servo, porque fez tudo o que lhe tinha mandado? ¹⁰Creio que não. Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi mandado, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’.”
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Leão Magno nasceu na região da Toscana e, por volta do ano 430, tornou-se diácono da Igreja de Roma.
Homem de profunda sabedoria e caridade pastoral, foi conselheiro próximo do Papa Sisto III. Após a morte deste, Leão foi eleito como o 45º sucessor de Pedro, sendo consagrado Papa em 440.
Um dos episódios mais marcantes de sua vida foi o encontro com Átila, o rei dos Hunos, em 452 d.C. Átila já havia invadido e saqueado diversas cidades do norte da Itália, como Aquileia, Pádua e Milão, e avançava em direção a Roma.
São Leão Magno, guiando uma delegação romana, encontrou-se com Átila próximo ao rio Mincio, perto de Mântua. Com sua autoridade espiritual e diplomacia, conseguiu convencer Átila a desistir de saquear Roma. A tradição cristã narra que Átila viu, atrás do Papa, a aparição dos santos Pedro e Paulo, armados, o que o fez recuar definitivamente.
Poucos anos depois, em 455, quando os Vândalos, liderados por Genserico, ameaçavam Roma, São Leão novamente intercedeu. Embora a cidade tenha sido saqueada, graças à intervenção do Papa foi poupada de incêndios e destruições maiores, preservando-se as basílicas de São Pedro, São Paulo e São João de Latrão, que serviram de abrigo à população.
Além de sua missão diplomática e pastoral, São Leão Magno foi um grande defensor da doutrina cristã. Inspirou o Concílio Ecumênico de Calcedônia, em 451, que reafirmou a doutrina da Igreja sobre a unidade das duas naturezas de Cristo: divina e humana.
São Leão Magno deixou uma herança valiosa: quase 100 sermões e cerca de 150 cartas, nas quais expressou sua visão teológica, pastoral e eclesial. Foi um zeloso defensor da unidade e da comunhão entre as Igrejas, sempre atento às necessidades dos fiéis.
Em uma Roma marcada pela pobreza e pelas crises sociais, promoveu intensamente as obras de caridade e o cuidado com os mais necessitados, sendo modelo de pastor vigilante e misericordioso.
São Leão foi o primeiro Papa a receber o título de “Magno”, em reconhecimento à sua grandeza espiritual, doutrinal e pastoral. Em 1754, foi proclamado Doutor da Igreja por Bento XIV, sendo, ao lado de São Gregório Magno, um dos dois Papas a receber esse título.
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São Leão Magno faleceu no dia 10 de novembro de 461.
“A verdadeira paz consiste em não se afastar da vontade de Deus e só se comprazer naquilo que Deus ama” - São Leão Magno
São Leão Magno, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica