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Novembro de 2026
¹Adverte-os que sejam sujeitos aos príncipes e às autoridades, que lhes obedeçam, que estejam prontos para toda boa obra; ²que não digam mal de ninguém, nem sejam questionadores, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens. ³Porque também nós outrora éramos insensatos, incrédulos, desgarrados, escravos de várias paixões e prazeres, vivendo na malícia e na inveja, dignos de ódio e odiando os outros. ⁴Mas, quando apareceu a bondade do Salvador nosso Deus e o seu amor pelo homem – ⁵não pelas obras de justiça que tivéssemos feito, mas por sua misericórdia – Ele nos salvou mediante o batismo de regeneração e de renovação do Espírito Santo, ⁶que difundiu sobre nós abundantemente por Jesus Cristo, nosso Salvador, ⁷a fim de que, justificados pela sua graça, sejamos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.
Palavra do Senhor.
¹ Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, e nada me faltará;
² num lugar de pastos, ali me colocou. Conduziu-me junto à água que restaura, R.
³ converteu a minha alma. Levou-me por veredas de justiça, por causa do seu nome.
⁴ Por isso, ainda que eu ande no meio da sombra da morte, não temerei males, porque tu estás comigo. A tua vara e o teu báculo me consolaram. R.
⁵ Preparaste uma mesa diante de mim, à vista daqueles que me perseguem. Ungiste com óleo a minha cabeça, e quão precioso é o meu cálice que embriaga! R.
⁶ E a tua misericórdia me seguirá todos os dias da minha vida, a fim de que eu habite na casa do Senhor, durante longos dias. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Sl 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R. 1)
¹¹E sucedeu que, indo para Jerusalém, atravessava a Samaria e a Galileia. ¹²Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, que pararam ao longe ¹³e levantaram a voz, dizendo: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!”. ¹⁴Ao avistá-los, disse-lhes: “Ide, mostrai-vos aos sacerdotes”. E aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos. ¹⁵Um deles, quando viu que tinha ficado limpo, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, ¹⁶e prostrou-se por terra aos pés de Jesus, dando-lhe graças – e este era samaritano. ¹⁷Jesus disse: “Não são dez os que foram curados? E os outros nove, onde estão? ¹⁸Não se encontrou quem voltasse e desse glória a Deus, senão este estrangeiro”. ¹⁹E disse a ele: “Levanta-te, vai; a tua fé te salvou”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Martinho nasceu entre os anos 316 e 317, na Panônia. Filho de um tribuno militar romano, viveu sua infância em Pavia, na Itália, onde seu pai recebeu terras como recompensa pelos serviços prestados ao Império.
Embora seus pais fossem pagãos, Martinho, desde pequeno, sentiu-se profundamente atraído pelo cristianismo. Aos 12 anos, já desejava ser asceta e se retirar para uma vida de oração no deserto. Contudo, a imposição de um édito imperial o levou, ainda jovem, ao serviço militar, adiando temporariamente seus sonhos religiosos.
Servindo como soldado na Gália, Martinho realizou um dos gestos mais célebres da hagiografia cristã. Por volta do ano 335, em uma fria noite de inverno, quando fazia ronda a cavalo, encontrou um mendigo seminu. Movido pela compaixão, cortou com sua espada o manto militar e entregou metade ao homem que tremia de frio.
Na noite seguinte, Cristo apareceu-lhe em sonho, vestindo a mesma parte do manto, e disse aos anjos: “Este é Martinho, o soldado romano não batizado: ele me cobriu com seu manto.”
Profundamente tocado por essa visão, Martinho, por volta dos 20 anos, recebeu o sacramento do Batismo, dando início à sua caminhada explícita de fé.
Durante cerca de 20 anos, Martinho continuou a servir no exército romano, sempre dando testemunho de sua fé, mesmo em meio a um ambiente hostil e distante de seus ideais espirituais. Quando finalmente foi dispensado do serviço militar, dirigiu-se a Poitiers, onde se colocou sob a orientação de Dom Hilário, bispo combativo contra a heresia ariana.
Devido à oposição do bispo Hilário ao imperador Constâncio II, adepto do arianismo, o bispo foi exilado. Nesse período, Martinho viajou para visitar sua família na Panônia e, diante da perseguição, retirou-se para um mosteiro próximo a Milão, vivendo em oração e pobreza. Quando Hilário retornou do exílio, Martinho foi até ele, recebeu a permissão para fundar um mosteiro nas proximidades de Tours e foi ordenado diácono e presbítero. Nesse lugar, passou a levar uma vida austera, como desejava desde a infância, dedicando-se à oração e à pregação.
Por volta do ano 371, o povo cristão de Tours, órfão de seu bispo, aclamou Martinho como novo pastor da diocese. Mesmo relutante, aceitou a missão, mantendo, contudo, seu estilo de vida simples e humilde.
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Como bispo, dedicou-se com grande zelo à evangelização das zonas rurais, ao acolhimento dos pobres, dos presos e dos enfermos. Em 397, aos 80 anos, São Martinho, mesmo debilitado, partiu em missão para pacificar um cisma entre membros do clero na localidade de Condate, mas faleceu ao ser acometido pela febre.
“Senhor, se o vosso povo precisa de mim, não vou fugir do trabalho. Seja feita a vossa vontade” - São Martinho de Tours
São Martinho de Tours, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica