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Novembro de 2026
⁴Muito me alegrei por ter achado que alguns de teus filhos seguem o caminho da verdade, segundo o mandamento que recebemos do Pai. ⁵E agora rogo-te, senhora, não como se te escrevesse um novo mandamento, mas o que tivemos desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. ⁶E a caridade consiste em que andemos segundo os seus mandamentos. Porque este é o mandamento segundo o qual deveis caminhar, como ouvistes desde o princípio. ⁷Muitos sedutores se têm levantado no mundo, que não confessam que Jesus Cristo tenha vindo em carne; este tal é sedutor e anticristo. ⁸Acautelai-vos, para que não percais o fruto do vosso trabalho, mas recebais uma plena recompensa. ⁹Todo o que se aparta e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus; o que permanece na doutrina, este tem o Pai e o Filho.
Palavra do Senhor.
¹ Aleluia. Bem-aventurados os imaculados no caminho, que andam na lei do Senhor. R.
² Bem-aventurados os que estudam os seus testemunhos, os que de todo o coração o buscam. R.
¹⁰ De todo o meu coração te busquei; não me deixes transviar dos teus mandamentos. R.
¹¹ Escondi no meu coração as tuas palavras, para não pecar contra ti. R.
¹⁷ Concede esta graça ao teu servo, dá-me vida, e eu guardarei as tuas palavras. R.
¹⁸ Tira o véu dos meus olhos, e eu considerarei as maravilhas da tua lei. R.
²⁶E como sucedeu nos dias de Noé, do mesmo modo sucederá também quando vier o Filho do homem: ²⁷comiam e bebiam, tomavam mulheres e davam-se em núpcias até o dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e exterminou a todos. ²⁸Como sucedeu também no tempo de Ló: [os de Sodoma e Gomorra] comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e edificavam; ²⁹mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu, e exterminou a todos. ³⁰Assim será no dia em que se manifestar o Filho do homem. ³¹Então quem estiver no terraço e tiver os seus móveis em casa, não desça para tomá-los; e, da mesma sorte, quem estiver no campo, não volte atrás. ³²Lembrai-vos da mulher de Ló. ³³Todo o que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á; e todo o que a perder, salvá-la-á. ³⁴Eu vos digo: naquela noite, de dois homens que estiverem num leito, um será tomado e o outro deixado. ³⁵Duas mulheres estarão moendo juntas: uma será tomada, e a outra deixada; dois estarão no campo: um será tomado, e o outro deixado”. ³⁶Eles indagaram-lhe: “Onde será isso, Senhor?”. ³⁷E Jesus disse-lhes: “Onde quer que esteja o corpo, aí se ajuntarão também as águias”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Santo Abão de Fleury nasceu entre 945 e 950, perto de Orléans, na França. Desde muito pequeno, foi confiado à abadia de São Bento do Loire (em Fleury), onde iniciou sua formação monástica e acadêmica, destacando-se nos estudos de gramática, dialética e aritmética. Tão aplicado era que, ainda muito jovem, começou a ensinar na própria escola do mosteiro.
Desejando ampliar seus conhecimentos, Abão viajou para Paris e Reims, onde se aprofundou em astronomia, e depois retornou a Orléans para estudar música.
Não satisfeito, completou sua formação com retórica e geometria, passando então a lecionar novamente em Fleury. Sob sua direção, a escola monástica de Fleury tornou-se um centro florescente de ensino, incluindo até mesmo a prática da taquigrafia.
Em 982, foi chamado pelo arcebispo Dom Oswald, de York, para dirigir a escola da Ramsey Abbey, na Inglaterra, onde alcançou grande reputação e cultivou amizades com importantes figuras religiosas e civis.
Após dois anos, Abão retornou a Fleury e, em 988, foi nomeado abade. Sua nova missão trouxe desafios ainda maiores, mas Abão buscou sempre promover a paz e a justiça, mesmo enfrentando fortes hostilidades. Em meio a conflitos, viu-se envolvido em questões delicadas, como as relações entre bispos, reis e o Papa.
Certa vez, foi agredido em uma emboscada enquanto viajava para a festa de São Martinho, mas sobreviveu. Lutou contra o rei Hugo Capeto para garantir os direitos eclesiásticos e escreveu o célebre Apologeticus, uma obra dirigida aos reis Hugo e Roberto, tratando de temas como virgindade e viuvez, agricultura e guerra, casamento e simonia.
Em 996, foi enviado duas vezes a Roma pelo rei Hugo Capeto, com o objetivo de evitar uma interdição papal ao casamento do rei Roberto II com Berta. Abão conseguiu convencer o Papa, mas despertou a ira do rei, que, ao fim, precisou obedecer à decisão eclesiástica.
Em 1004, partiu para uma viagem à Gasconha, com o objetivo de restabelecer a disciplina religiosa no mosteiro de La Réole.
Durante essa missão, ocorreu um motim entre francos e gascões, onde Santo Abão foi gravemente ferido e faleceu alguns dias depois, em 13 de novembro de 1004.
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Santo Abão de Fluery, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica