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Novembro de 2026
¹E vi na mão direita do que estava sentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. ²Depois vi um anjo forte que gritava em alta voz: “Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?” ³E ninguém podia, nem no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, abrir o livro nem olhar para ele. ⁴Eu chorava muito, porque não se tinha encontrado ninguém que fosse digno de abrir o livro, nem de olhar para ele. ⁵Então um dos anciãos disse-me: “Não chores; eis que o leão da tribo de Judá, a estirpe de Davi, venceu de maneira a poder abrir o livro e desatar os seus sete selos”. ⁶Então olhei, e eis que, no meio do trono e dos quatro animais, e no meio dos anciãos, estava de pé um Cordeiro, parecendo ter sido imolado, o qual tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, mandados por toda a terra. ⁷Ele veio e recebeu o livro da mão direita do que estava sentado no trono. ⁸Ao abrir o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um cítaras e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos. ⁹Eles cantavam um cântico novo, dizendo: “Digno és, Senhor, de receber o livro, e de desatar os seus selos; porque foste morto e nos resgataste para Deus com o teu sangue, de toda tribo, língua, povo e nação. ¹⁰Fizeste-nos para o nosso Deus reis e sacerdotes, e reinaremos sobre a terra”.
Palavra do Senhor.
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
¹ Aleluia. Cantai ao Senhor um cântico novo; o seu louvor na assembleia dos fiéis.
² Alegre-se Israel naquele que o criou, e os filhos de Sião regozijem-se em seu rei. R.
³ Louvem em coro o seu nome; cantem-no ao som do tambor e do saltério.
⁴ Porque o Senhor tem-se comprazido no seu povo, e há de exaltar os humildes, e salvá-los. R.
⁵ Regozijar-se-ão os santos na glória; eles se alegrarão em seus leitos.
⁶ᵃ Os louvores de Deus estarão na sua boca,
⁹ᵇ Tal é a glória reservada a todos os seus santos. Aleluia. R.
⁴¹Quando chegou perto, ao ver a cidade, chorou sobre ela, dizendo: ⁴²“Se ao menos neste dia, que te é dado, tu também conhecesses o que te pode trazer a paz! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. ⁴³Porque virão para ti dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão por todos os lados; ⁴⁴e derrubarão por terra a ti e aos teus filhos, que estão dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra; porque não conheceste o tempo da tua visita”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Roque González de Santa Cruz nasceu em Assunção, Paraguai, em 1576. Destacou-se desde cedo pela honestidade, pureza, espírito de oração e frequência aos sacramentos. Era líder entre os colegas, conhecido pela coragem e pelo caráter forte, sempre coerente com sua fé.
Desde jovem, demonstrou profunda preocupação com os índios, cuja língua dominava. Conheceu e penetrou a alma guarani, sensibilizando-se com a exploração cruel praticada pelos “encomenderos”. Estudou com os jesuítas e foi ordenado sacerdote aos 22 anos, em Assunção.
Logo após a ordenação, foi enviado à Serra de Maracaju para atuar junto aos índios ervateiros, submetidos a condições de escravidão. Após um período missionário intenso, retornou a Assunção, onde foi nomeado cura da catedral.
Seu amor pelos povos nativos gerou resistência entre os espanhóis e “encomenderos”. Foi considerado iletrado por não ter estudado nas universidades de Alcalá ou Salamanca, mas era amplamente reconhecido por sua virtude, dedicação e prudência.
Recusou cargos e honrarias, como o de Provisor e Vigário Geral da diocese, optando por ingressar na Companhia de Jesus, em 9 de maio de 1609. Encontrou, entre os jesuítas, sua verdadeira vocação.
Pouco depois de ingressar na Ordem, recebeu a missão de pacificar os guaicurus do Chaco, povo belicoso e resistente. Por sua bravura e dedicação, passou a ser chamado de “Santo Inácio Guaçu” ou o “segundo fundador”.
Em 3 de maio de 1626, celebrou a primeira Missa no solo gaúcho brasileiro, fundando a redução de São Nicolau, marco da evangelização na região.
Seu trabalho despertou o ódio de índios hostis e, em 15 de novembro de 1628, logo após celebrar a Missa, foi assassinado.
Em 1988, o Papa João Paulo II canonizou os três primeiros mártires sul-americanos que morreram no mesmo período: São Roque González, Santo Afonso Rodríguez e São João del Castillo.
São Roque González e companheiros mártires, rogai por nós!
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Autor: Redação Biblioteca Católica