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Novembro de 2026
¹Depois disto olhei, e eis que vi uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvi era como de trombeta que falava comigo, dizendo: “Sobe aqui, e te mostrarei as coisas que devem acontecer depois destas”. ²E logo fui arrebatado em espírito. Eis que um trono estava colocado no céu, e sobre o trono estava alguém sentado. ³E aquele que estava sentado no trono era no aspecto semelhante a uma pedra de jaspe e de sardônica, e em volta do trono estava um arco-íris que se assemelhava à cor de esmeralda. ⁴Em volta do trono vinte e quatro tronos, e sobre estes tronos estavam sentados vinte e quatro anciãos, vestidos de roupas brancas, e nas suas cabeças coroas de ouro. ⁵E do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões. Diante do trono, sete lâmpadas ardentes, que são os sete espíritos de Deus. ⁶E em frente do trono havia um como mar de vidro semelhante ao cristal, e no meio do trono e em volta do trono, quatro animais cheios de olhos por diante e por detrás. ⁷E o primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante a um novilho, e o terceiro animal tinha o rosto como de homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando. ⁸Os quatro animais tinham cada um seis asas, e em volta e por dentro estavam cheios de olhos. E não cessavam dia e noite de dizer: “Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus onipotente, que era, e que é, e que há de vir”. ⁹Enquanto aqueles animais davam glória, honra e ação de graças ao que estava sentado sobre o trono e que vive pelos séculos dos séculos, ¹⁰os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava sentado no trono e adoravam o que vive pelos séculos dos séculos, e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: ¹¹“Tu és digno, ó Senhor nosso Deus, de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e pela tua vontade é que elas subsistem e foram criadas”.
Palavra do Senhor.
¹ Aleluia. Louvai o Senhor no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.
² Louvai-o por seus prodígios: louvai-o segundo a abundância da sua grandeza. R.
³ Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com o saltério e a cítara.
⁴ Louvai-o com timbales e em coro; louvai-o com instrumentos de corda e com órgão. R.
⁵ Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos de júbilo.
⁶ Tudo o que respira louve o Senhor. Aleluia. R.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Romão, diácono na Síria, foi um corajoso mártir da Igreja que sofreu durante as ferozes perseguições promovidas pelo imperador Galério, no ano 303. Seu martírio teve início quando ele se opôs publicamente à destruição de uma igreja cristã por ordem de Asclepíades. Em vez de ceder ao medo, Romão animava os fiéis a se manterem firmes na fé, proclamando com ousadia a verdade de Cristo mesmo diante da ameaça de morte.
Sua voz, porém, tornou-se um incômodo para os perseguidores. Como punição por suas palavras, cortaram-lhe a língua na tentativa de silenciá-lo para sempre. Mas, segundo a tradição cristã e o relato poético de Aurélio Prudêncio, um milagre aconteceu: mesmo sem a língua, São Romão continuou a falar, proclamando a fé com ainda mais fervor. Esse sinal extraordinário comoveu os presentes e provocou reações inesperadas.
Entre os que testemunharam estava um menino chamado Várula (ou Várulas), que, tocado pela força do exemplo de Romão, começou a proclamar, com simplicidade e coragem, que Cristo era Deus. Sua confissão custou-lhe a vida: foi torturado e decapitado diante da própria mãe.
O testemunho de São Romão, registrado com detalhes num hino de quase mil versos composto por Prudêncio no fim do século IV, foi preservado também por outros historiadores eclesiásticos.
São Romão de Antioquia, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
Neste dia, a Igreja celebra a dedicação das Basílicas de São Pedro, no Vaticano, e de São Paulo Fora dos Muros, em Roma.
Ambas são importantes centros de peregrinação, pois guardam os túmulos dos dois grandes apóstolos, considerados “as duas colunas da Igreja”: São Pedro, primeiro Papa e pastor da Igreja, e São Paulo, missionário incansável que levou Cristo aos povos pagãos.
Nesta data, a Igreja recorda a fraternidade entre Pedro e Paulo, ressaltando a comunhão e a diversidade na missão eclesial: um, pescador da Galileia, chamado a confirmar os irmãos na fé e a guiar a Igreja como pastor supremo; o outro, o grande anunciador do Evangelho aos povos gentios. Cada um, à sua maneira, expressa a riqueza e a universalidade da missão apostólica.
No ano 323, o imperador Constantino iniciou a construção da basílica sobre o túmulo de São Pedro, e séculos depois, a antiga igreja foi substituída pela atual, cujo projeto foi iniciado por Bramante, continuado por Michelangelo — que construiu a famosa cúpula — e finalizado por Carlo Maderno e Bernini.
A Basílica de São Pedro é a maior igreja católica do mundo e símbolo da unidade da Igreja.
A Basílica de São Paulo foi construída sobre o local onde o apóstolo foi sepultado após seu martírio. Desde os primeiros séculos, tornou-se destino de peregrinação. Em 1823, um incêndio destruiu a basílica, que foi posteriormente reconstruída com ainda maior esplendor. Sob o altar-mor, uma placa indica o local do túmulo do apóstolo, com a inscrição: “Paulo, Apóstolo, mártir”.
Por decisão do Papa Pio IX, a dedicação da Basílica de São Paulo passou a ser celebrada também no dia 18 de novembro, unindo-se à de São Pedro como sinal de fraternidade apostólica e de unidade da Igreja.
A festa da Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo nos recorda que a Igreja está fundada sobre o testemunho desses dois apóstolos, que, com suas vidas, pregaram, sofreram e morreram por Cristo.
Ambos, com diferentes dons e missões, são sinais do chamado que Cristo faz a cada um: ser testemunha do Evangelho, segundo os próprios talentos e circunstâncias.
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Autor: Redação Biblioteca Católica