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Novembro de 2026
⁶O Senhor dos Exércitos fará neste monte para todos os povos um banquete de manjares deliciosos, de vinho, de carnes gordas e tenras, e com um vinho sem mistura. ⁷Neste monte romperá a cadeia que tinha aprisionado todos os povos e as redes estendidas contra todas as nações. ⁸Precipitará a morte para sempre; o Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e tirará de cima de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o Senhor falou. ⁹E se dirá naquele dia: “Eis que este é o nosso Deus, nele esperamos e ele nos salvará; este é que é o Senhor, nós o temos esperado, nós exultaremos e nos alegraremos com a salvação que vem dele. ¹⁰ᵃPorque neste monte repousará a mão do Senhor.
Palavra do Senhor.
¹ Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, e nada me faltará;
² num lugar de pastos, ali me colocou. Conduziu-me junto à água que restaura,
³ᵃ converteu a minha alma. R.
³ᵇ Levou-me por veredas de justiça, por causa do seu nome.
⁴ Por isso, ainda que eu ande no meio da sombra da morte, não temerei males, porque tu estás comigo. A tua vara e o teu báculo me consolaram. R.
⁵ Preparaste uma mesa diante de mim, à vista daqueles que me perseguem. Ungiste com óleo a minha cabeça, e quão precioso é o meu cálice que embriaga! R.
⁶ E a tua misericórdia me seguirá todos os dias da minha vida, a fim de que eu habite na casa do Senhor, durante longos dias. R.
²⁹Jesus saiu dali e dirigiu-se para o mar da Galileia. Subindo a um monte, ali se sentou. ³⁰Então concorreu a ele uma grande multidão, que trazia consigo mudos, cegos, coxos, aleijados e muitos outros, lançando-os a seus pés, e ele os curou. ³¹As turbas se admiravam, vendo os mudos falarem, os coxos andarem, os cegos enxergando, e [por isso] davam glória ao Deus de Israel. ³²Jesus, porém, chamando os seus discípulos, disse: “Tenho piedade deste povo, porque já faz três dias que não se afastam de mim, e não têm que comer. Não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam no caminho”. ³³Os discípulos disseram-lhe: “Onde poderemos nós encontrar, neste deserto, pães suficientes para matar a fome a tão grande multidão?”. ³⁴E Jesus disse-lhes: “Quantos pães tendes vós?”. Eles responderam: “Sete, e uns poucos peixinhos”. ³⁵Ordenou então ao povo que se sentasse sobre a terra. ³⁶Ele tomou os sete pães e os peixes e, dando graças, partiu-os e deu-os aos seus discípulos, e os discípulos os deram ao povo. ³⁷Todos comeram e saciaram-se. E dos pedaços que restaram, levantaram sete alcofas cheias.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Silvério nasceu em Frosinone, na Itália, filho do Papa Hormisdas, que teve esposa e família antes de seguir o chamado ao alto clero. Desde jovem, cresceu em ambiente de fé e proximidade com a Igreja.
Um momento marcante de sua vida ocorreu em abril de 536, quando, ainda subdiácono, foi eleito Papa — uma decisão imposta ao clero pelo rei ostrogodo Teodato, após a morte do Papa Agapito. Sua nomeação gerou controvérsias e resistências, mas Silvério assumiu o pontificado em um dos períodos mais delicados da história da Igreja.
Seu breve pontificado foi atravessado por intensas disputas políticas e religiosas. A imperatriz Teodora, defensora da heresia monofisita — que negava a natureza humana de Cristo —, exigiu que Silvério restaurasse o patriarca herege Antêmio em Constantinopla. Ao recusar-se a ceder, fiel à doutrina do Concílio de Calcedônia, Silvério tornou-se alvo de uma trama: foi falsamente acusado de colaborar com os godos e, por ordem do general bizantino Belisário, foi deposto, vestido como monge e exilado para Patara, na Lícia.
Mesmo depois de ser inocentado e autorizado a retornar a Roma, Silvério foi novamente enviado ao exílio, desta vez para a ilha de Palmarola, onde viveu seus últimos dias.
Seu maior feito foi a fidelidade à verdade da fé diante da perseguição e da injustiça. Silvério preferiu abdicar do trono de Pedro a trair a ortodoxia da Igreja, entregando sua vida como semente de unidade e testemunho de coragem cristã.
São Silvério faleceu em exílio, em 2 de dezembro de 537, cerca de um mês após sua renúncia. É venerado como padroeiro de Frosinone, sua terra natal, e lembrado como Papa mártir da fidelidade à doutrina de Cristo.
São Silvério, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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