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Novembro de 2026
¹Sairá uma vara do tronco de Jessé e uma flor brotará da sua raiz. ²E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e de piedade; ³e será cheio do espírito do temor do Senhor. Não julgará pelo que se manifesta exteriormente à vista, nem condenará somente pelo que ouve dizer; ⁴mas julgará os pobres com justiça e tomará com equidade a defesa dos humildes da terra, e ferirá a terra com a vara da sua boca e matará o ímpio com o sopro dos seus lábios. ⁵E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a fé o talabarte dos seus rins. ⁶O lobo habitará com o cordeiro; e o leopardo se deitará ao pé do cabrito; o novilho, o leão e a ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os conduzirá. ⁷O novilho e o urso irão comer as mesmas pastagens, as suas crias descansarão umas com as outras, e o leão comerá palha como o boi. ⁸A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e na caverna do basilisco meterá a sua mão a que estiver já desmamada. ⁹Eles não farão dano algum nem matarão em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia da ciência do Senhor, assim como as águas do mar que as cobrem. ¹⁰Naquele dia o rebento da raiz de Jessé, que está posto por estandarte dos povos, será invocado pelas nações, e será glorioso o seu sepulcro.
Palavra do Senhor.
¹ Salmo sobre Salomão.
² Ó Deus, dá a tua equidade ao rei, e a tua justiça, ao filho do rei; para que ele julgue o teu povo com justiça e os teus pobres com equidade. R.
⁷ Nos seus dias aparecerá a justiça e a abundância da paz, até que a lua deixe de existir.
⁸ E dominará de mar a mar, e desde o rio até os extremos da terra. R.
¹² Porque livrará o pobre do poderoso, e o indigente, que não tem quem lhe valha.
¹³ Usará de clemência com o pobre e o desvalido, e salvará as almas dos pobres. R.
¹⁷ Seja o seu nome bendito pelos séculos; o seu nome existe antes do sol. Serão benditas nele todas as tribos da terra; todas as nações o glorificarão. R.
²¹Naquela mesma hora exultou no Espírito Santo e disse: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos prudentes, e as revelaste aos pequeninos. Assim é, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. ²²Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. E ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai, nem quem é o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelar”. ²³E, tendo-se voltado para seus discípulos, disse: “Ditosos os olhos que veem o que vós vedes. ²⁴Porque eu vos afirmo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Carlos de Jesus nasceu em Estrasburgo, na França, em 15 de setembro de 1858. Órfão de pai e mãe aos seis anos, foi criado pela irmã Marie e pelo avô. Recebeu formação cristã na infância e fez a Primeira Comunhão em 1870. No entanto, ainda jovem, afastou-se da fé, buscando prazer, conforto e reconhecimento. Entrou para o exército, mas acabou sendo dispensado por indisciplina.
Sua vida tomou um rumo inesperado durante uma expedição como explorador ao Marrocos. Lá, o testemunho de fé dos muçulmanos despertou-lhe uma profunda inquietação interior: “Mas Deus existe?”
De volta à França, reencontrou sua família cristã e foi acolhido com carinho. Passou a estudar e procurou a orientação espiritual do padre Huvelin, que o ajudou a reencontrar-se com Deus. Aos 28 anos, viveu uma verdadeira conversão. Em peregrinação à Terra Santa, sentiu-se chamado a imitar Jesus em Nazaré — no silêncio, na oração, na pobreza e na humildade escondida da vida comum.
Foi ordenado sacerdote em 1901 e partiu para viver entre os mais pobres no deserto do Saara, primeiro em Beni Abbès, depois entre os tuaregues, em Tamanrasset. Levando uma vida de intensa oração, adoração eucarística e serviço simples, tornou-se uma presença de paz e fraternidade. Escreveu regras de vida que inspirariam, mais tarde, diversas comunidades religiosas e leigas, sempre centradas na “espiritualidade de Nazaré”.
Na noite de 1º de dezembro de 1916, foi assassinado por assaltantes no Saara argelino, que erroneamente acreditavam que ele escondia riquezas. Seu único tesouro, porém, era Jesus presente na Eucaristia.
Canonizado em 15 de maio de 2022, é venerado hoje como modelo de missionário contemplativo e irmão universal, sinal de amor silencioso entre os mais esquecidos da terra.
“Eu gostaria de ser bom para que possamos dizer: ‘Se tal é o servo, como será o Mestre?” São Carlos de Foucauld
São Carlos de Foucauld, rogai por nós.
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