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Novembro de 2026
¹⁹O povo de Sião habitará em Jerusalém; tu [ó povo fiel] deixarás de chorar; o Senhor, compadecendo-se de ti, usará contigo de misericórdia; logo que ouvir a voz do teu clamor, te responderá. ²⁰E [antes] o Senhor vos dará o pão da angústia e a água da tribulação; porém, [depois] fará com que nunca se afaste de ti o teu mestre; e os teus olhos estarão vendo sempre o teu preceptor. ²¹Os teus ouvidos ouvirão a sua palavra, quando clamar atrás de ti: “Este é o caminho, andai por ele; não declineis nem para a direita nem para a esquerda”. ²³Então será dada chuva para o teu grão onde quer que o semeares na terra; e o fruto que a terra produzir será abundantíssimo e excelente; naquele dia será o cordeiro apascentado em espaçosa extensão na tua herdade. ²⁴e os teus touros e jumentinhos, que lavram a terra, comerão uma forragem apetitosa, limpa com a pá e o crivo. ²⁵E sobre todo o monte alto, sobre todo o outeiro elevado haverá arroios de águas correntes no dia da mortandade de muitos, quando caírem as torres. ²⁶E a luz da lua será como a luz do sol, e a luz do sol será sete vezes maior, como seria a luz de sete dias juntos, no dia em que o Senhor atar a ferida do seu povo e curar o golpe da sua chaga.
Palavra do Senhor.
¹ Aleluia. Louvai o Senhor, porque é bom cantar-lhe hinos; agradável seja o louvar o nosso Deus, e digno dele.
² O Senhor que edifica Jerusalém congregará os dispersos de Israel. R.
³ É ele que sara os atribulados de coração e ata as suas chagas.
⁴ É ele que conta a multidão das estrelas e as chama todas por seus nomes. R.
⁵ Grande é o nosso Senhor, e grande o seu poder, e a sua sabedoria não tem limites.
⁶ O Senhor é quem ampara os humildes e abate os pecadores até a terra. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Sl 146(147A),1-2.3-4.5-6 (R. Is 30,18)
³⁵E Jesus ia percorrendo todas as cidades e aldeias, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do reino, e curando toda doença e toda enfermidade. ³⁶Vendo aquelas multidões, compadeceu-se delas, porque estavam fatigadas e como ovelhas sem pastor. ³⁷Então disse a seus discípulos: “A messe é verdadeiramente grande, mas os operários poucos. ³⁸Rogai, pois, ao Senhor da messe, que mande operários para a sua messe”. ¹Jesus, convocando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem e curarem todas as doenças e todas as enfermidades. A estes doze enviou Jesus, ordenando-lhes e dizendo: ⁶”mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel. ⁷E, pondo-vos a caminho, pregai, dizendo: ‘Está próximo o reino dos céus’. ⁸Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios. Dai de graça o que de graça recebestes.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
«Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: “Faça-se conforme a vossa fé”. E os olhos deles se abriram.»Nas homilias precedentes falamos sobre o Advento como ocasião para acordar para a vida espiritual, como um chamado à penitência, à humildade, à docilidade… como um caminho para a autêntica liberdade… Nos textos desta primeira 6ª feira vemos muito claramente presente o tema da fé e da luz. Da necessidade da fé para se abrir aos dons de Deus e da consequência da luz que entra na nossa vida e a ilumina poderosamente.Na primeira leitura, Isaías apresenta como sinal dos tempos messiânicos que «os surdos ouvirão as palavras do livro e os olhos dos cegos verão, no meio das trevas e das sombras» (Is 29, 18). No Salmo rezamos dizendo: «O Senhor é minha luz e salvação» (Sal 26 ou 27). E o Evangelho narra o encontro de Nosso Senhor com dois cegos a quem cura fazendo com que enxerguem.A iluminação é um símbolo muito presente na tradição cristã e mais além dela, em outras religiões. A epístola aos Hebreus se refere ao cristãos como iluminados e é isso que significa Buda, que não é um nome, mas um título: o iluminado, aquele que está acordado. Na noite Natal o símbolo da chegada da luz se faz presente para expressar com beleza a vinda de Cristo, luz do mundo: “O povo que ficava nas trevas viu uma grande luz, para os habitantes da região sombria da morte uma luz surgiu” (Mt 4,16 citando Is 9, 2). Inclusive o Natal é celebrado no hemisfério norte no solstício de inverno, quando –depois de ir-se reduzindo– o dia volta a crescer: a luz começa a vencer a escuridão.Tudo isso nos remete ao convite que Deus nos faz nestas semanas de Advento a abrir-nos à sua luz. Essa luz que é capaz de nos mostrar o caminho para a Vida e aquecer os nossos frios corações. O que traz consigo –é verdade– um certo drama.Drama porque uma parte de nós não quer a luz, rejeita a luz, porque “as suas obras são más” (Jo 3, 19s). Por isso é preciso armar-se de coragem para se abrir à luz de Cristo. Confiar que vale a pena apresentar-lhe nossos olhos turvos, com suas traves. Deixar que Ele os toque e remova os obstáculos depositados na nossa visão pelos nossos vícios, para se protegerem.Uma vez me explicaram que os mosquitos têm uma saliva anestésica. Assim antes de nos picar ele cospem na nossa pele, para que a gente não sinta na hora a agressão. Quando começa a coceira o danado já foi embora levando o nosso sangue.O pecado funciona de forma semelhante: ele começa sequestrando a nossa racionalidade, adormecendo a nossa consciência. E –se nos descuidamos– essa deformação da visão vai se solidificando, tornando-se permanente. “Quem não vive como pensa, acaba pensando como vive”.Aproveitemos pois este tempo de graça para nos abrir a essa luz transformadora, para deixar que Cristo entre na nossa alma revelando-nos o nosso caminho para Ele, para o Céu, para a Vida.
São Martinho de Dume nasceu por volta do ano 518, na Panônia, região que corresponde à atual Hungria. Ainda jovem, partiu para o Oriente, onde estudou teologia, grego e outras ciências eclesiásticas, adquirindo sólida formação intelectual e espiritual.
Após completar seus estudos, retornou à Europa, passando por Roma e pela Gália. Durante essa jornada, visitou o túmulo de São Martinho de Tours, de quem tornou-se devoto e cujo nome adotou como patrono e inspiração para sua missão.
Em 550, acompanhou o rei suevo Charrarico até a região da Galécia (atual norte de Portugal), onde iniciou um intenso trabalho missionário, enfrentando o arianismo que dominava entre os suevos. Fundou o Mosteiro de Dume, próximo a Braga, que logo se transformou em um importante centro de espiritualidade, formação doutrinal e evangelização.
Em 556, foi ordenado bispo auxiliar de Braga e, mais tarde, em 569, assumiu como arcebispo da Sé bracarense.
São Martinho foi o grande responsável pela conversão do povo suevo ao catolicismo, conduzindo-os da heresia ariana à fé ortodoxa. Como pastor e teólogo, deixou uma notável produção escrita, abordando as virtudes monásticas, temas teológicos e normas canônicas, promovendo uma formação profunda para o clero e contribuindo decisivamente para a renovação da Igreja na Península Ibérica.
Faleceu no dia 20 de março de 579. Seus restos mortais foram transferidos para a Sé de Braga em 1606. Desde 1985, é padroeiro principal da Arquidiocese de Braga.
São Martinho de Dume, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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Homilia por Padre Pedro Willemsens