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Dezembro de 2026
¹“Consolai-vos, consolai-vos, povo meu”, diz o vosso Deus. ²Falai ao coração de Jerusalém e dizei-lhe que os seus males terminaram, que está perdoada a sua iniquidade e que ela recebeu da mão do Senhor o dobro por todos os seus pecados. ³Voz do que clama no deserto: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai na solidão as veredas do nosso Deus. ⁴Todo o vale será alterado, e todo o monte e outeiro será rebaixado, e os caminhos tortuosos serão endireitados, e os escabrosos aplanados. ⁵Então a glória do Senhor se manifestará, e todos os homens verão ao mesmo tempo o que a boca do Senhor falou”. ⁹Sobe a um alto monte tu, que anuncias a boa nova a Sião; levanta com força a tua voz tu, que anuncias a boa nova a Jerusalém; levanta-a, não temas. Dize às cidades de Judá: “Eis aí o vosso Deus; ¹⁰eis que o Senhor Deus vem com fortaleza, e o seu braço dominará; a sua recompensa está com ele e a sua obra está diante dele”. ¹¹Ele apascentará como um pastor o seu rebanho; nos seus braços recolherá os cordeiros e os tomará em seu seio; ele mesmo levará sobre si as ovelhas que estiverem para ter os seus filhos.
Palavra do Senhor.
⁹ᵃ Eu ouvirei o que o Senhor Deus me disser, porque ele anunciará a paz ao seu povo,
⁹ᵇ aos seus santos e aos que se convertem de coração.
¹⁰ Sim, a sua salvação está perto dos que o temem, e a glória habitará na nossa terra. R.
¹¹ A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.
¹² A fidelidade brotou da terra, e a justiça olhou do alto do céu. R.
¹³ Porque o Senhor dará a sua bondade, e a nossa terra produzirá o seu fruto.
¹⁴ A justiça irá adiante dele, e imprimirá os seus passos no caminho. R.
⁸Há, porém, uma coisa, caríssimos, que não deveis ignorar: é que um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. ⁹Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns pensam, mas usa de paciência convosco, não querendo que nenhum pereça, mas que todos se convertam à penitência. ¹⁰Mas, como um ladrão, virá o dia do Senhor; então passarão os céus com grande estrondo, e os elementos com o calor se dissolverão, e a terra e todas as obras que nela há serão queimadas. ¹¹Portanto, visto que todas estas coisas estão destinadas a ser desfeitas, quais [tipos de pessoas] vos convém ser em santidade de vida e em piedade, ¹²esperando e correndo ao encontro da vinda do dia do Senhor, no qual os céus, ardendo, se desfarão, e os elementos com o ardor do fogo se fundirão? ¹³Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habite a justiça. ¹⁴Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, procurai com diligência ser encontrados por ele imaculados e irrepreensíveis na paz.
Palavra do Senhor.
¹Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. ²Conforme está escrito no profeta Isaías: Eis que envio o meu anjo ante a tua presença, o qual preparará o teu caminho diante de ti. ³Voz do que clama no deserto: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas”. ⁴Estava João batizando no deserto e pregando o batismo de penitência, para a remissão dos pecados. ⁵Ia ter com ele toda a região da Judeia e todos os de Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. ⁶João andava vestido de pelo de camelo e trazia uma cinta de couro em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre. Ele pregava, dizendo: ⁷“Vem depois de mim quem é mais forte do que eu, ao qual eu não sou digno de prostrar-me em terra para desatar-lhe a correia dos sapatos. ⁸Eu tenho-vos batizado em água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Nicolau nasceu por volta do ano 275, em Pátara. Filho de pais cristãos fervorosos e abastados, perdeu-os ainda jovem, e ao herdar grande fortuna, decidiu viver o Evangelho com radicalidade, seguindo o conselho de Jesus ao jovem rico: distribuiu seus bens aos pobres e deu início a uma vida marcada pela generosidade e pela caridade discreta.
Educado na fé cristã, foi ordenado sacerdote na diocese de Mira. Em meio às perseguições do Império Romano, destacou-se pelo zelo pastoral e pela coragem na evangelização. Após a morte do bispo local, Nicolau foi escolhido para sucedê-lo como bispo de Mira, função que assumiu com humildade, espírito de oração e profunda atenção aos pobres, enfermos e aflitos. Ganhou fama de milagreiro ainda em vida, sendo procurado por pessoas de várias regiões.
Um dos momentos marcantes de sua vida foi sua participação no Concílio de Niceia, em 325, onde combateu com firmeza a heresia ariana, que negava a divindade de Cristo. Segundo a tradição, durante o concílio, o imperador Constantino — que antes perseguira cristãos — ajoelhou-se diante dos bispos portadores de cicatrizes da perseguição, entre eles Nicolau, em sinal de arrependimento e respeito.
São Nicolau é lembrado por inúmeros milagres: desde curas e libertações até o salvamento de marinheiros em tempestades e o resgate de crianças e inocentes em perigo. Seu legado inspirou a figura do “bom velhinho” que viria a se tornar o Papai Noel, mas sua verdadeira história revela um pastor cheio de fé, misericórdia e coragem.
São Nicolau faleceu em 343, em Mira, com fama de santidade. É invocado como padroeiro dos marinheiros, das crianças, dos pobres e daqueles em perigo de naufrágios ou incêndios.
“Seria um pecado não repartir muito, sendo que Deus nos dá tanto” São Nicolau de Mira
São Nicolau de Mira, rogai por nós
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