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Janeiro de 2027
¹Eis o meu servo, eu o ampararei; o meu escolhido, no qual a minha alma pôs a sua complacência. Sobre ele derramei o meu espírito, ele espalhará a justiça entre as nações. ²Não clamará nem fará acepção de pessoas, nem a sua voz se ouvirá nas ruas. ³Não quebrará a cana rachada, nem apagará o pavio que ainda fumega; fará justiça conforme a verdade. ⁴Não será triste nem turbulento até que estabeleça a justiça sobre a terra; e as ilhas esperarão a sua lei. ⁶“Eu sou o Senhor, que te chamei na justiça, te tomei pela mão, te conservei e te pus para seres a reconciliação do povo e a luz das nações; ⁷para abrires os olhos dos cegos, e para tirares da cadeia o preso e do cárcere os que estão sentados nas trevas.
Palavra do Senhor.
¹ᵇ Oferecei ao Senhor, ó filhos de Deus, oferecei ao Senhor tenros cordeiros.
² Rendei ao Senhor glória e honra; rendei ao Senhor a glória ao seu nome; adorai o Senhor no átrio do seu santuário. R.
³ᵃ A voz do Senhor está sobre as águas;
³ᶜ o Senhor está sobre muitas águas.
⁴ A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é majestosa. R.
³ᵇ o Deus da majestade trovejou;
⁹ᵇ e no seu templo todos anunciarão a sua glória.
¹⁰ O Senhor faz do dilúvio a sua habitação; sentar-se-á o Senhor como rei para sempre. R.
³⁴Então Pedro, abrindo a boca, disse: “Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas, ³⁵mas que, em qualquer nação, aquele que o teme e pratica a justiça lhe é agradável. ³⁶Deus enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando-lhes a paz por meio de Jesus Cristo (o qual é o Senhor de todos). ³⁷Vós sabeis o que aconteceu por toda a Judeia, começando pela Galileia, depois do batismo que João pregou. ³⁸Como Deus ungiu com o Espírito Santo e com a virtude a Jesus de Nazaré, o qual andou de lugar em lugar fazendo bem e sarando todos os oprimidos pelo demônio, porque Deus era com ele.
Palavra do Senhor.
⁷“Vem depois de mim quem é mais forte do que eu, ao qual eu não sou digno de prostrar-me em terra para desatar-lhe a correia dos sapatos. ⁸Eu tenho-vos batizado em água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo”. ⁹E aconteceu naqueles dias que Jesus veio de Nazaré da Galileia, e foi batizado por João no Jordão. ¹⁰E, logo ao sair da água, viu os céus abertos, e o Espírito Santo que descia e pousava sobre ele em forma de pomba. ¹¹Então ouviu-se dos céus uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti pus as minhas complacências”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Gonçalo nasceu em 1187, em Arriconha, perto de Guimarães, no norte de Portugal. Desde muito jovem, sentiu o chamado ao sacerdócio. Foi formado no Convento Beneditino e, mais tarde, em Braga, onde foi ordenado padre pelo arcebispo. Com dedicação e zelo, tornou-se abade de São Paio de Riba Vizela, bem próximo de sua terra natal.
Movido pelo desejo de aprofundar-se na fé, Frei Gonçalo empreendeu peregrinações que marcaram profundamente sua alma. Esteve em Roma, onde venerou os túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo, e também visitou a Terra Santa, caminhando pelos lugares santificados pela presença de Jesus. Nessas viagens, mergulhou ainda mais no mistério da Igreja e na entrega a Cristo.
Ao retornar, seu coração estava abrasado de zelo apostólico. Discernindo sua vocação religiosa, ingressou na Ordem dos Pregadores (Dominicanos), assumindo a vida de frei com entusiasmo missionário. Foi enviado à cidade de Amarante, onde sua presença se tornou tão marcante que é lembrado como um segundo fundador do lugar. Ali, foi um verdadeiro sinal de Deus no meio do povo.
São Gonçalo faleceu em 10 de janeiro de 1262.
Dizia com frequência: “Não se edifica para Deus se não se edifica para os pobres”, frase que resume sua espiritualidade: tudo o que fazia — obras, capelas, pontes — era para que Cristo fosse conhecido e amado, sobretudo entre os mais humildes.
São Gonçalo, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
A Festa do Batismo do Senhor encerra o Tempo do Natal e celebra o dia em que Jesus, mesmo sendo sem pecado, se colocou entre os pecadores e foi batizado por João Batista no rio Jordão.
O batismo, que simboliza arrependimento e mudança de vida, foi assumido por Cristo como um gesto de humildade e entrega. Ele não precisava ser purificado, mas quis se unir plenamente à humanidade, colocando-se no lugar dos pecadores para purificá-los com sua própria vida.
Ao ser batizado, os céus se abriram, o Espírito Santo desceu como uma pomba, e a voz do Pai se fez ouvir: “Este é o meu Filho amado, em quem pus todo o meu amor.” Nesse momento, a Trindade se manifesta, as águas se santificam e a criação se alegra. A Tradição da Igreja reconhece nesse gesto o início de uma nova etapa: Deus, feito homem, se aproxima de nós de maneira concreta, revelando seu amor e sua misericórdia. O batismo de Jesus mostra que Ele veio para nos salvar, para nos tornar filhos no Filho e nos conduzir ao coração do Pai.
Enquanto o batismo de João era feito com água, como sinal de penitência, o batismo católico nos concede a graça do Espírito Santo. Ele não apenas nos limpa do pecado, mas nos fortalece no caminho da santidade.
Celebrar essa festa é recordar que somos chamados a viver como filhos amados do Pai. Que neste dia, ao lembrarmos das águas do Jordão, peçamos a graça de reavivar nossa fé e seguir com coragem o caminho da santidade.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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