Devoção

Meditação para a Segunda-feira Santa

Nesta Segunda-feira Santa, meditamos a partir do Evangelho que vai nos falar: "Seis dias antes da Páscoa, Nosso Senhor vai até Betânia."

Meditação para a Segunda-feira Santa
Devoção

Meditação para a Segunda-feira Santa

Nesta Segunda-feira Santa, meditamos a partir do Evangelho que vai nos falar: "Seis dias antes da Páscoa, Nosso Senhor vai até Betânia."

Data da Publicação: 01/04/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC
Data da Publicação: 01/04/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC

Nesta Segunda-feira Santa, queremos meditar a partir do Evangelho que vai nos falar: “Seis dias antes da Páscoa, Nosso Senhor vai até Betânia.”

Jesus esteve com seus amigos antes de enfrentar a solidão da Cruz


Betânia é onde moram Marta, Maria e Lázaro, amigos de Nosso Senhor. É bonito perceber que Nosso Senhor, antes de viver a solidão da cruz, quer se ater com seus amigos, quer estar com seus. E lá existe esta mulher, Maria de Betânia.

Alguns padres da Igreja vão dizer que é a mesma Maria Madalena, outros, vão dizer que não. Mas isso aqui não nos importa tanto. Importa o que ela fez nesse dia. Naquela Segunda-feira Santa, ela comprou um perfume — um nardo, que custava 300 moedas — e quebrou aquele vaso aos pés de Nosso Senhor

A Tradição vai dizer que, entre os móveis da casa, havia uma espécie de divã, e Nosso Senhor estava deitado nele. Ela vai ali aos pés d’Ele, quebra o perfume, unge os pés de Nosso Senhor, e seca com seus cabelos. E no próprio Evangelho o Senhor vai dizer: “Ela fez isto em vista do meu sepultamento.” É uma prefiguração. Maria unge os pés para prefigurar a unção do Seu corpo morto.

Como não nos recordar da mirra que o Rei Mago oferta a São José e à Virgem Maria na gruta de Belém, também já fazendo alusão à esta planta que era usada para embalsamar os corpos na tradição judaica?

As figuras de Judas e Maria na Segunda-feira Santa


Maria ama, simplesmente isto. Ela ama e este amor é demonstrado na preciosidade deste perfume. Ela ama porque fez a experiência da ressurreição: com seu irmão, Lázaro, ela fez a experiência daquele que é o Ressuscitado.

Mas ali, existe uma outra figura que vai ter voz neste Evangelho: Judas. Ele vai cobrar que este dinheiro que foi usado para comprar o perfume deveria ter sido dado aos pobres. Ora, Judas não queria dar aos pobres. Na verdade, queria o dinheiro para si. Não é nada humilde. A maldade já está adentrando a alma de Judas, o apóstolo.

Mas temos Maria, que ama o Senhor, que quebra o seu vaso aos pés do seu Mestre. E aqui está o centro para nós vivermos bem esta Segunda-feira Santa.

Eu amo Jesus como Maria de Betânia?


Para nós meditarmos e refletirmos: eu amo, de fato, Nosso Senhor ou não? Eu O amo como Maria de Betânia, ou não?

Porque a verdade, irmãos e irmãs, é que o nosso amor muitas vezes é calculista, é mesquinho. Nós medimos o nosso amor por Nosso Senhor. Maria, não. Ela comprou o que tinha de melhor e quebrou, transbordou aos pés do Senhor.

O nosso amor é genuíno, é generoso ou é mesquinho e calculista?

Veja que este ato de quebrar está muito presente na liturgia da Igreja. O partir. O incenso só gera o odor agradável Quando ele é partido. A própria Eucaristia, só é Eucaristia quando ela é partida pelo sacerdote, no Cordeiro de Deus. E, por vezes, Deus só consegue entrar na vida de uma pessoa quando Ele também a parte pelo meio.

Como é que você está nesta Segunda-feira Santa? Como está o teu coração: partido ou não? Porque se ele estiver partido, quebrado, Deus tem uma chance de entrar e de fazer morada. É o próprio Senhor que unge os teus pés com um óleo divino e você corresponde a este amor com um amor genuíno, generoso — e não mesquinho.

Que tu possas viver esta Segunda-feira Santa tendo como modelo Maria de Betânia, que amou o seu Senhor e tudo fez por este amor.

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    Nesta Segunda-feira Santa, queremos meditar a partir do Evangelho que vai nos falar: “Seis dias antes da Páscoa, Nosso Senhor vai até Betânia.”

    Jesus esteve com seus amigos antes de enfrentar a solidão da Cruz


    Betânia é onde moram Marta, Maria e Lázaro, amigos de Nosso Senhor. É bonito perceber que Nosso Senhor, antes de viver a solidão da cruz, quer se ater com seus amigos, quer estar com seus. E lá existe esta mulher, Maria de Betânia.

    Alguns padres da Igreja vão dizer que é a mesma Maria Madalena, outros, vão dizer que não. Mas isso aqui não nos importa tanto. Importa o que ela fez nesse dia. Naquela Segunda-feira Santa, ela comprou um perfume — um nardo, que custava 300 moedas — e quebrou aquele vaso aos pés de Nosso Senhor

    A Tradição vai dizer que, entre os móveis da casa, havia uma espécie de divã, e Nosso Senhor estava deitado nele. Ela vai ali aos pés d’Ele, quebra o perfume, unge os pés de Nosso Senhor, e seca com seus cabelos. E no próprio Evangelho o Senhor vai dizer: “Ela fez isto em vista do meu sepultamento.” É uma prefiguração. Maria unge os pés para prefigurar a unção do Seu corpo morto.

    Como não nos recordar da mirra que o Rei Mago oferta a São José e à Virgem Maria na gruta de Belém, também já fazendo alusão à esta planta que era usada para embalsamar os corpos na tradição judaica?

    As figuras de Judas e Maria na Segunda-feira Santa


    Maria ama, simplesmente isto. Ela ama e este amor é demonstrado na preciosidade deste perfume. Ela ama porque fez a experiência da ressurreição: com seu irmão, Lázaro, ela fez a experiência daquele que é o Ressuscitado.

    Mas ali, existe uma outra figura que vai ter voz neste Evangelho: Judas. Ele vai cobrar que este dinheiro que foi usado para comprar o perfume deveria ter sido dado aos pobres. Ora, Judas não queria dar aos pobres. Na verdade, queria o dinheiro para si. Não é nada humilde. A maldade já está adentrando a alma de Judas, o apóstolo.

    Mas temos Maria, que ama o Senhor, que quebra o seu vaso aos pés do seu Mestre. E aqui está o centro para nós vivermos bem esta Segunda-feira Santa.

    Eu amo Jesus como Maria de Betânia?


    Para nós meditarmos e refletirmos: eu amo, de fato, Nosso Senhor ou não? Eu O amo como Maria de Betânia, ou não?

    Porque a verdade, irmãos e irmãs, é que o nosso amor muitas vezes é calculista, é mesquinho. Nós medimos o nosso amor por Nosso Senhor. Maria, não. Ela comprou o que tinha de melhor e quebrou, transbordou aos pés do Senhor.

    O nosso amor é genuíno, é generoso ou é mesquinho e calculista?

    Veja que este ato de quebrar está muito presente na liturgia da Igreja. O partir. O incenso só gera o odor agradável Quando ele é partido. A própria Eucaristia, só é Eucaristia quando ela é partida pelo sacerdote, no Cordeiro de Deus. E, por vezes, Deus só consegue entrar na vida de uma pessoa quando Ele também a parte pelo meio.

    Como é que você está nesta Segunda-feira Santa? Como está o teu coração: partido ou não? Porque se ele estiver partido, quebrado, Deus tem uma chance de entrar e de fazer morada. É o próprio Senhor que unge os teus pés com um óleo divino e você corresponde a este amor com um amor genuíno, generoso — e não mesquinho.

    Que tu possas viver esta Segunda-feira Santa tendo como modelo Maria de Betânia, que amou o seu Senhor e tudo fez por este amor.

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