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Espiritualidade

Meditação para o Sábado Santo

Confira uma meditação para o Sábado Santo, terceiro dia do Tríduo Pascal, um dia cheio de simbolismos e da graça da Ressurreição.

Meditação para o Sábado Santo
Espiritualidade

Meditação para o Sábado Santo

Confira uma meditação para o Sábado Santo, terceiro dia do Tríduo Pascal, um dia cheio de simbolismos e da graça da Ressurreição.

Data da Publicação: 06/04/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC
Data da Publicação: 06/04/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC

Depois da Sexta-feira santa, chegamos no grande dia do Sábado Santo, terceiro dia do Tríduo Pascal. Por isso que a Igreja nos pede para que esta celebração seja depois das 18h, para justamente fechar três dias: a ressurreição.

Os sinais do Sábado Santo


O Sábado Santo é marcado por inúmeros sinais. É uma missa um pouco mais comprida, um pouco mais demorada e que, talvez, a gente não entenda muito bem o significado.

É uma liturgia por excelência batismal. Nós caminhamos todo o período da Quaresma, nós vivemos o deserto, subimos o Tabor, fomos à Samaria para poder professar o nosso batismo neste dia de grande alegria.

A celebração inicia com a bênção do fogo novo, no átrio da igreja. A igreja está na escuridão, pois ainda Cristo está adormecido. Ainda não ressurgiu.

Abençoamos o fogo, porque o fogo é este sinal de purificação, é aquilo que nos purifica dos nossos pecados, das nossas mazelas, das nossas limitações. Ele ilumina esta escuridão, assim como o fogo iluminou o povo hebreu para atravessar o Mar Vermelho a pé enxuto. Este fogo, hoje, ilumina as nossas almas.

O padre, então, — como canta no Exulte — pega a coluna luminosa, o círio pascal, o Cristo ressuscitado; acende o círio no fogo novo e monta-o, com o ano litúrgico, o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, e os cravos representando as chagas do Senhor.

E entra na Igreja com esta coluna luminosa, iluminando todo o templo e as velas dos batizados. Isso é muito bonito, porque os catecúmenos, aqueles que serão batizados nesta noite santa, não acendem suas velas no círio pascal neste momento. Vão acender só depois, antes do batismo.

Por que? Porque o círio pascal é próprio para os crentes, é próprio para os batizados. A luz de Cristo ilumina a nossa vida de batizados. É a nossa pertença à fé católica, à Igreja Católica. É lindo! É belo ser católico.

Após, o padre canta e entoa o cântico do Exulte. Este canto, um hino pascal belíssimo, vai fazer toda uma retrospectiva da história da salvação. De Adão até um novo Adão, o Cristo ressuscitado.

Muitas leituras, um único itinerário da história do homem até a sua redenção


Você talvez tenha percebido que nesta celebração há inúmeras leituras. Na verdade, são nove ao total. São oito leituras, mais o Evangelho. Em algumas dioceses e localidades se abrevia para quatro e mais o Evangelho. Mas a origem são nove. E por que são nove leituras? Porque neste itinerário das leituras, as nossas almas são geradas, assim como uma criança, nove meses no ventre da mãe. Nós somos gerados pela fé, no percurso destas nove leituras que culminam no Santo Evangelho da Ressurreição.

Após a liturgia da Palavra, o padre consagra a água batismal, pega o círio pascal e insere na talha onde a água está. E esta água será usada para todos os próximos batizados. Assim como na antiguidade, em que os catecúmenos eram batizados na Páscoa, as nossas crianças são batizadas com a água consagrada no dia da Páscoa.

Esta unidade da liturgia, esta beleza que a liturgia tem na sua costura, que está conectada em todos os pontos. E por fim, a liturgia do Sábado Santo culmina na Eucaristia. Nós celebramos a Eucaristia na Quinta-feira Santa, na Sexta-feira Santa não há Eucaristia —ainda que haja comunhão, não há consagração — para de novo, com alegria, celebrarmos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte no altar.

Se ontem nós celebrávamos a morte do Senhor, a sua separação, do seu sangue, do seu corpo; hoje novamente o padre parte o Cordeiro e pega aquele fragmento da Hóstia Magna e coloca no cálice. Para o quê? Para que o sangue volte ao corpo e haja vida!

Confira também a Meditação para o Domingo de Páscoa.

Renovemos nosso batismo neste Sábado Santo


É o dia, queridos filhos e filhas, de renovarmos o nosso batismo, de renovarmos a maior graça que podemos ter nesta vida: de sermos chamados filhos de Deus. E nós o somos. O grande problema da sociedade, do mundo tão moderno e relativista que hoje nós temos, é isto: a perda do sentido da filiação. Somos filhos, e filhos amados de Deus.

Que depois do Calvário, nós possamos ressuscitar com a Eucaristia, sempre crendo que tudo passa, tudo muda, que sempre haverá em Deus vitória e vida nova. Desejamos aqui uma santa e abençoada Páscoa.

O Senhor ressuscitou verdadeiramente! Aleluia! Aleluia!

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    MBC

    O que você vai encontrar neste artigo?

    Depois da Sexta-feira santa, chegamos no grande dia do Sábado Santo, terceiro dia do Tríduo Pascal. Por isso que a Igreja nos pede para que esta celebração seja depois das 18h, para justamente fechar três dias: a ressurreição.

    Os sinais do Sábado Santo


    O Sábado Santo é marcado por inúmeros sinais. É uma missa um pouco mais comprida, um pouco mais demorada e que, talvez, a gente não entenda muito bem o significado.

    É uma liturgia por excelência batismal. Nós caminhamos todo o período da Quaresma, nós vivemos o deserto, subimos o Tabor, fomos à Samaria para poder professar o nosso batismo neste dia de grande alegria.

    A celebração inicia com a bênção do fogo novo, no átrio da igreja. A igreja está na escuridão, pois ainda Cristo está adormecido. Ainda não ressurgiu.

    Abençoamos o fogo, porque o fogo é este sinal de purificação, é aquilo que nos purifica dos nossos pecados, das nossas mazelas, das nossas limitações. Ele ilumina esta escuridão, assim como o fogo iluminou o povo hebreu para atravessar o Mar Vermelho a pé enxuto. Este fogo, hoje, ilumina as nossas almas.

    O padre, então, — como canta no Exulte — pega a coluna luminosa, o círio pascal, o Cristo ressuscitado; acende o círio no fogo novo e monta-o, com o ano litúrgico, o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, e os cravos representando as chagas do Senhor.

    E entra na Igreja com esta coluna luminosa, iluminando todo o templo e as velas dos batizados. Isso é muito bonito, porque os catecúmenos, aqueles que serão batizados nesta noite santa, não acendem suas velas no círio pascal neste momento. Vão acender só depois, antes do batismo.

    Por que? Porque o círio pascal é próprio para os crentes, é próprio para os batizados. A luz de Cristo ilumina a nossa vida de batizados. É a nossa pertença à fé católica, à Igreja Católica. É lindo! É belo ser católico.

    Após, o padre canta e entoa o cântico do Exulte. Este canto, um hino pascal belíssimo, vai fazer toda uma retrospectiva da história da salvação. De Adão até um novo Adão, o Cristo ressuscitado.

    Muitas leituras, um único itinerário da história do homem até a sua redenção


    Você talvez tenha percebido que nesta celebração há inúmeras leituras. Na verdade, são nove ao total. São oito leituras, mais o Evangelho. Em algumas dioceses e localidades se abrevia para quatro e mais o Evangelho. Mas a origem são nove. E por que são nove leituras? Porque neste itinerário das leituras, as nossas almas são geradas, assim como uma criança, nove meses no ventre da mãe. Nós somos gerados pela fé, no percurso destas nove leituras que culminam no Santo Evangelho da Ressurreição.

    Após a liturgia da Palavra, o padre consagra a água batismal, pega o círio pascal e insere na talha onde a água está. E esta água será usada para todos os próximos batizados. Assim como na antiguidade, em que os catecúmenos eram batizados na Páscoa, as nossas crianças são batizadas com a água consagrada no dia da Páscoa.

    Esta unidade da liturgia, esta beleza que a liturgia tem na sua costura, que está conectada em todos os pontos. E por fim, a liturgia do Sábado Santo culmina na Eucaristia. Nós celebramos a Eucaristia na Quinta-feira Santa, na Sexta-feira Santa não há Eucaristia —ainda que haja comunhão, não há consagração — para de novo, com alegria, celebrarmos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte no altar.

    Se ontem nós celebrávamos a morte do Senhor, a sua separação, do seu sangue, do seu corpo; hoje novamente o padre parte o Cordeiro e pega aquele fragmento da Hóstia Magna e coloca no cálice. Para o quê? Para que o sangue volte ao corpo e haja vida!

    Confira também a Meditação para o Domingo de Páscoa.

    Renovemos nosso batismo neste Sábado Santo


    É o dia, queridos filhos e filhas, de renovarmos o nosso batismo, de renovarmos a maior graça que podemos ter nesta vida: de sermos chamados filhos de Deus. E nós o somos. O grande problema da sociedade, do mundo tão moderno e relativista que hoje nós temos, é isto: a perda do sentido da filiação. Somos filhos, e filhos amados de Deus.

    Que depois do Calvário, nós possamos ressuscitar com a Eucaristia, sempre crendo que tudo passa, tudo muda, que sempre haverá em Deus vitória e vida nova. Desejamos aqui uma santa e abençoada Páscoa.

    O Senhor ressuscitou verdadeiramente! Aleluia! Aleluia!

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