Dois países, dois movimentos da mesma graça: lançamentos de livros no Brasil e nos Estados Unidos apontam para um mesmo sinal de esperança.
Dois países, dois movimentos da mesma graça: lançamentos de livros no Brasil e nos Estados Unidos apontam para um mesmo sinal de esperança.
A santidade é um chamado universal, mas chega sempre num endereço específico. Assim como Deus se encarnou, a santidade também encontra o seu tempo e o seu lugar. Os santos de um país comeram a sua comida, debateram na sua língua, andaram por ruas que ainda hoje se pode andar. Neste mês de setembro, nossas editoras estão lançando livros exatamente sobre esse tema, um no Brasil e outro nos Estados Unidos, no mesmo mês, sem que nenhum de nós tenha combinado nada. Uma coincidência dessas só pode ser lida como providencial.
José de Anchieta pregou em tupi para pessoas que nunca tinha ouvido o nome de Cristo antes. Fulton Sheen pregou na televisão em horário nobre para o maior país cristão do mundo. No Brasil, a Minha Biblioteca Católica está lançando o primeiro mapeamento completo da santidade brasileira já reunido. Nos Estados Unidos, a My Catholic Library está lançando a autobiografia de Sheen justamente no mês em que ele será beatificado.
Nosso volume brasileiro nasceu de um longo trabalho editorial onde construímos tudo do zero porque não havia nada parecido disponível no mercado. A obra reúne mais de trinta santos, beatos, veneráveis e servos de Deus ligados à nossa terra, organizados pelos próprios graus de reconhecimento que a Igreja usa. Cada personagem recebe uma biografia, uma oração e um ensaio sobre a sua vida e a sua espiritualidade. Ao final do livro, apresentamos o Mapa da Graça, que mostra as cidades e os estados onde essas vidas aconteceram e onde nasceram as devoções. São 672 páginas costurando a geografia inteira do nosso país para mostrar onde a Graça operou de modo extraordinário. Mais que um livro, é praticamente uma enciclopédia da santidade nacional, e é a primeira obra inteiramente autoral que produzimos. Um estudo inteiramente original. Acredito que essa obra será luz por muitas décadas e que trará um novo sopro de vida para milhares – Deus queira milhões – de pessoas.
O Brasil segue sendo o maior país católico do mundo. O Censo de 2022 contou 100,2 milhões de católicos declarados, contra 105,4 milhões em 2010, com a participação dos católicos na população caindo de 65,1% para 56,7%. Esses números são parte da razão pela qual fizemos este livro. Um país que perde sua fé precisa de rostos concretos, de biografias mais do que de meros argumentos: gente que nasceu aqui, rezou na nossa língua e chegou aos altares. De Anchieta a Santa Dulce dos Pobres, da Beata Nhá Chica ao Venerável Guido Schäffer, a santidade brasileira tem o seu próprio endereço, e a maioria dos brasileiros não faz ideia de quão perto de casa ela nasceu.
Providencialmente, no dia 24 de setembro a Igreja vai beatificar Fulton Sheen, em St. Louis (EUA). É uma beatificação que estava marcada para dezembro de 2019 e foi adiada, e que agora chega sete anos depois. Para marcar a data, estamos publicando uma edição premium em capa dura de Treasure in Clay, o relato que Sheen fez da própria vida, com prefácio de Dom Louis Tylka, Bispo de Peoria, a diocese onde Sheen foi ordenado, onde está sepultado e que abriu a sua causa de canonização em 2002. A edição sai este mês pela My Catholic Library, a nossa assinatura americana.
O lado americano dessa história de santidade nacional também merece atenção. Mais de 140 das 175 dioceses dos Estados Unidos registraram um aumento médio anual de 38% de adultos entrando na Igreja pelas iniciativas de catequese para adultos. Só Los Angeles recebeu quase 8.600 catecúmenos numa única Páscoa. Dioceses inteiras dobraram os seus números em doze meses. São homens e mulheres adultos encontrando a fé católica por decisão própria, num país em que todo mundo passou as últimas décadas prevendo o contrário.
Dois países, dois movimentos diferentes da mesma graça. O Brasil carrega cinco séculos de fé plantada e um mapa de santos que ainda está aprendendo a ler. Os Estados Unidos estão redescobrindo como país católico uma conversão por vez – e agora em setembro estão prestes a ver um dos seus maiores expoentes subir aos altares. Publicar essas duas obras no mesmo mês, em duas línguas e dois hemisférios, não foi algo que planejamos, portanto é difícil olhar para isso e enxergar outra coisa que não um sinal de esperança.
É diretor de arte, fotógrafo, produtor, empresário e ensaísta. Fundador das empresas Minha Biblioteca Católica, Lumine e Peregrino.
A santidade é um chamado universal, mas chega sempre num endereço específico. Assim como Deus se encarnou, a santidade também encontra o seu tempo e o seu lugar. Os santos de um país comeram a sua comida, debateram na sua língua, andaram por ruas que ainda hoje se pode andar. Neste mês de setembro, nossas editoras estão lançando livros exatamente sobre esse tema, um no Brasil e outro nos Estados Unidos, no mesmo mês, sem que nenhum de nós tenha combinado nada. Uma coincidência dessas só pode ser lida como providencial.
José de Anchieta pregou em tupi para pessoas que nunca tinha ouvido o nome de Cristo antes. Fulton Sheen pregou na televisão em horário nobre para o maior país cristão do mundo. No Brasil, a Minha Biblioteca Católica está lançando o primeiro mapeamento completo da santidade brasileira já reunido. Nos Estados Unidos, a My Catholic Library está lançando a autobiografia de Sheen justamente no mês em que ele será beatificado.
Nosso volume brasileiro nasceu de um longo trabalho editorial onde construímos tudo do zero porque não havia nada parecido disponível no mercado. A obra reúne mais de trinta santos, beatos, veneráveis e servos de Deus ligados à nossa terra, organizados pelos próprios graus de reconhecimento que a Igreja usa. Cada personagem recebe uma biografia, uma oração e um ensaio sobre a sua vida e a sua espiritualidade. Ao final do livro, apresentamos o Mapa da Graça, que mostra as cidades e os estados onde essas vidas aconteceram e onde nasceram as devoções. São 672 páginas costurando a geografia inteira do nosso país para mostrar onde a Graça operou de modo extraordinário. Mais que um livro, é praticamente uma enciclopédia da santidade nacional, e é a primeira obra inteiramente autoral que produzimos. Um estudo inteiramente original. Acredito que essa obra será luz por muitas décadas e que trará um novo sopro de vida para milhares – Deus queira milhões – de pessoas.
O Brasil segue sendo o maior país católico do mundo. O Censo de 2022 contou 100,2 milhões de católicos declarados, contra 105,4 milhões em 2010, com a participação dos católicos na população caindo de 65,1% para 56,7%. Esses números são parte da razão pela qual fizemos este livro. Um país que perde sua fé precisa de rostos concretos, de biografias mais do que de meros argumentos: gente que nasceu aqui, rezou na nossa língua e chegou aos altares. De Anchieta a Santa Dulce dos Pobres, da Beata Nhá Chica ao Venerável Guido Schäffer, a santidade brasileira tem o seu próprio endereço, e a maioria dos brasileiros não faz ideia de quão perto de casa ela nasceu.
Providencialmente, no dia 24 de setembro a Igreja vai beatificar Fulton Sheen, em St. Louis (EUA). É uma beatificação que estava marcada para dezembro de 2019 e foi adiada, e que agora chega sete anos depois. Para marcar a data, estamos publicando uma edição premium em capa dura de Treasure in Clay, o relato que Sheen fez da própria vida, com prefácio de Dom Louis Tylka, Bispo de Peoria, a diocese onde Sheen foi ordenado, onde está sepultado e que abriu a sua causa de canonização em 2002. A edição sai este mês pela My Catholic Library, a nossa assinatura americana.
O lado americano dessa história de santidade nacional também merece atenção. Mais de 140 das 175 dioceses dos Estados Unidos registraram um aumento médio anual de 38% de adultos entrando na Igreja pelas iniciativas de catequese para adultos. Só Los Angeles recebeu quase 8.600 catecúmenos numa única Páscoa. Dioceses inteiras dobraram os seus números em doze meses. São homens e mulheres adultos encontrando a fé católica por decisão própria, num país em que todo mundo passou as últimas décadas prevendo o contrário.
Dois países, dois movimentos diferentes da mesma graça. O Brasil carrega cinco séculos de fé plantada e um mapa de santos que ainda está aprendendo a ler. Os Estados Unidos estão redescobrindo como país católico uma conversão por vez – e agora em setembro estão prestes a ver um dos seus maiores expoentes subir aos altares. Publicar essas duas obras no mesmo mês, em duas línguas e dois hemisférios, não foi algo que planejamos, portanto é difícil olhar para isso e enxergar outra coisa que não um sinal de esperança.