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Abril de 2026
¹⁴ᵃEntão Pedro, apresentando-se com os onze, levantou a voz e disse-lhes: ³⁶“Saiba, pois, toda a casa de Israel com a maior certeza que Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus a quem vós crucificastes.” ³⁷Depois que ouviram estas coisas, ficaram compungidos no seu coração, e disseram a Pedro e aos outros Apóstolos: “Que devemos fazer, irmãos?”. ³⁸Pedro então disse-lhes: “Fazei penitência, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. ³⁹Porque a promessa é para vós e para os vossos filhos, e para todos os que estão longe, e para quantos o nosso Deus chamar”. ⁴⁰E, com outras muitíssimas palavras, os persuadia e exortava, dizendo: “Salvai-vos desta geração perversa”. ⁴¹Então os que receberam a sua palavra foram batizados, e ficaram agregadas naquele dia cerca de três mil pessoas.
Palavra do Senhor.
¹ Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, e nada me faltará;
² num lugar de pastos, ali me colocou. Conduziu-me junto à água que restaura,
³ᵃ converteu a minha alma. R.
³ᵇ Levou-me por veredas de justiça, por causa do seu nome.
⁴ Por isso, ainda que eu ande no meio da sombra da morte, não temerei males, porque tu estás comigo. A tua vara e o teu báculo me consolaram. R.
⁵ Preparaste uma mesa diante de mim, à vista daqueles que me perseguem. Ungiste com óleo a minha cabeça, e quão precioso é o meu cálice que embriaga! R.
⁶ E a tua misericórdia me seguirá todos os dias da minha vida, a fim de que eu habite na casa do Senhor, durante longos dias. R.
²⁰ᵇMas se, fazendo o bem, sofreis com paciência, isto é que é agradável diante de Deus. ²¹Pois para isto é que vós fostes chamados; porquanto também Cristo sofreu por nós, deixando-vos o exemplo, para que sigais os seus passos. ²²Ele não cometeu pecado, nem se encontrou dolo na sua boca; ²³quando o amaldiçoavam, não amaldiçoava; sofrendo, não ameaçava, mas entregava-se àquele que o julgava injustamente. ²⁴Foi ele mesmo que levou os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, a fim de que, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas fostes sarados. ²⁵Porque vós éreis como ovelhas desgarradas, mas agora vos convertestes ao pastor e bispo das vossas almas.
Palavra do Senhor.
¹“Em verdade, em verdade vos digo que quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. ²Mas o que entra pela porta é pastor das ovelhas. ³A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama cada uma de suas ovelhas pelo nome, e as tira para fora. ⁴Depois que tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. ⁵Mas não seguem o estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”. ⁶Jesus disse-lhes esta alegoria, mas eles não compreenderam o que lhes dizia. ⁷Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: “Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas. ⁸Todos quantos vieram são ladrões e salteadores, e as ovelhas não os ouviram. ⁹Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo: entrará e sairá, e encontrará pastagens. ¹⁰O ladrão não vem senão para roubar, e matar, e perder. Mas eu vim para que elas tenham vida, e a tenham em abundância.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Rafael nasceu em Burgos, na Espanha, no ano de 1911, em uma família católica e culta.
Desde jovem, se destacou por seus dons artísticos: era pintor, poeta, violinista e estudante de arquitetura. Com o incentivo dos pais, passou férias em Ávila com tios piedosos, que se tornaram seus amigos espirituais e influenciaram fortemente seu caminho de fé.
Aos 19 anos, numa carta ao tio, confessou: “Eu não sei rezar”. Essa frase marcou sua decisão de buscar um caminho mais profundo com Deus. Três anos depois, ingressou no Mosteiro Trapista de São Isidro de Dueñas. Com bom humor e sinceridade, relatava à família as dificuldades da vida monástica, como a saudade do vício do fumo e os horários rigorosos. Mas enfrentou tudo com alegria e determinação.
Poucos meses após entrar na Trapa, foi diagnosticado com diabetes e precisou sair. Retornou em 1936, mas, por causa da saúde frágil, não pôde professar os votos solenes, sendo admitido como oblato.
Rafael morreu em 26 de abril de 1938, aos 27 anos. Sua entrega total a Deus e a forma como viveu a dor com alegria e fé o tornaram um farol espiritual. Em 2001, uma mulher foi curada da eclâmpsia após orações ao Beato Rafael. Esse milagre levou à sua canonização em 2009, pelo Papa Bento XVI.
“Amar a Deus e deixar-se amar por Ele, e nada além disso.” - São Rafael Arnaiz Barón
São Rafael Arnaiz Barón, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
No dia 26 de abril, celebramos Nossa Senhora do Bom Conselho.
Essa é uma das devoções marianas mais antigas da Igreja. Sua origem remonta ao século IV, quando a cidade de Genazzano, na Itália, que tinha um templo pagão dedicado a Vênus, foi doada ao Papa São Marcos. Em 336, o Papa mandou derrubar o templo pagão e construiu, no mesmo lugar, uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Bom Conselho, fixando o dia 26 de abril como sua festa oficial.
O grande milagre aconteceu em 26 de abril de 1467. Enquanto a cidade estava em uma feira, uma nuvem luminosa desceu sobre a antiga igreja. Os sinos começaram a tocar sozinhos. Quando a nuvem se dissipou, surgiu na parede um quadro belíssimo de Nossa Senhora com o Menino Jesus, suspenso no ar, sem estar preso a nada.
Dois homens, vindos da Albânia, contaram que sua cidade, Scutari, estava sob invasão dos turcos. Diante da perseguição, rezaram pedindo um sinal a Nossa Senhora. E então, a própria imagem se desprendeu da parede do santuário deles e viajou sobre uma nuvem até Genazzano, onde permanece até hoje.
O quadro segue suspenso, desafiando qualquer explicação. Desde então, milagres, curas e conversões são atribuídos à intercessão da Virgem.
A Igreja reconheceu oficialmente o milagre. E, até hoje, ela é sinal de que Nossa Senhora do Bom Conselho nunca abandona quem busca seu auxílio.
Gloriosíssima Virgem Maria, escolhida pelo eterno Conselho para Mãe do Verbo Humanado, tesoureira das divinas graças e advogada dos pecadores, eu, o mais indigno dos vossos servos, a vós recorro para que me sejais guia e conselheira neste vale de lágrimas. Alcançai-me, pelo preciosíssimo sangue de vosso divino Filho, o perdão de meus pecados, a salvação de minha alma e os meios necessários para obtê-la. Alcançai também para a Santa Igreja o triunfo sobre os seus inimigos e a propagação do reino de Jesus Cristo em todo o mundo. Amém.
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