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Maio de 2026
⁷E, tendo-se suscitado uma grande discussão, levantando-se Pedro, disse-lhes: “Homens irmãos, vós sabeis que, desde os primeiros dias, Deus ordenou entre nós que da minha boca ouvissem os gentios a palavra do Evangelho e cressem. ⁸E Deus, que conhece os corações, declarou-se por eles, dando-lhes o Espírito Santo, como também a nós, ⁹e não fez diferença alguma entre nós e eles, purificando com a fé os seus corações. ¹⁰Logo, por que tentais agora a Deus, impondo um jugo sobre as cervizes dos discípulos, que nem nossos pais, nem nós pudemos suportar? ¹¹Mas, pela graça do Senhor Jesus Cristo, cremos que seremos salvos, do mesmo modo que eles”. ¹²Então toda a assembleia se calou; e ouviam Barnabé e Paulo contar quão grandes milagres e prodígios Deus tinha feito por intervenção deles entre os gentios. ¹³Depois que se calaram, Tiago tomou a palavra, dizendo: “Homens irmãos, ouvi-me. ¹⁴Simão contou como Deus, desde o princípio, cuidou em tirar do meio dos gentios um povo para o seu nome. ¹⁵E com isto concordam as palavras dos profetas, como está escrito: ¹⁶Depois disto eu voltarei e reedificarei o tabernáculo de Davi, que caiu; repararei as suas ruínas e o levantarei, ¹⁷a fim de que busquem a Deus todos os outros homens e todas as gentes sobre as quais tem sido invocado o meu nome, diz o Senhor, que faz estas coisas. ¹⁸Pelo Senhor é conhecida a sua obra desde a eternidade. ¹⁹Por isso eu sou de opinião que se não devem inquietar os que, dentre os gentios, se convertem a Deus. ²⁰Mas que se lhes escreva que se abstenham das contaminações dos ídolos, e da fornicação e das carnes sufocadas, e do sangue. ²¹Porque Moisés, desde tempos antigos, tem em cada cidade homens que o pregam nas sinagogas, onde é lido todos os sábados”.
Palavra do Senhor.
¹ Cântico do mesmo Davi, quando se edificava a casa de Deus depois do cativeiro. Cantai ao Senhor um cântico novo; cantai ao Senhor, ó terra inteira.
²ᵃ Cantai ao Senhor e bendizei o seu nome; R.
²ᵇ anunciai todos os dias a sua salvação.
³ Anunciai entre as gentes a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas. R.
¹⁰ Dizei entre as nações que o Senhor reina. Porque firmou toda a terra, que não será abalada; ele julgará os povos com equidade. R.
⁹Como o Pai me amou, assim eu vos amei. Permanecei no meu amor. ¹⁰Se observardes os meus preceitos, permanecereis no meu amor, como eu observei os preceitos de meu Pai, e permaneço no seu amor. ¹¹Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria seja em vós, e para que a vossa alegria seja completa.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Francisco Paleari nasceu no dia 22 de outubro de 1863, em Pogliano Milanese, na arquidiocese de Milão. Era o penúltimo de oito filhos de uma família pobre, cujas limitações financeiras não permitiam que ele fosse enviado ao seminário diocesano. No entanto, Francisco foi acolhido na Pequena Casa da Divina Providência, em Turim, onde iniciou sua formação sacerdotal e pôde realizar seu chamado.
Foi ordenado sacerdote em 18 de setembro de 1886. Desde então, sua vida tornou-se reflexo do zelo e do amor que nutria por Deus e pelos mais frágeis. Atuou com sabedoria e prudência em diversas missões: como mestre, confessor, diretor espiritual, pregador e até mesmo como responsável geral da arquidiocese de Turim.
A vida desse beato não foi marcada por acontecimentos extraordinários, mas por uma constante fidelidade nas pequenas coisas. Tinha o coração moldado por grandes santos: a mansidão de São Francisco de Sales, a humildade de São Francisco de Assis, o ardor missionário de São Francisco Xavier, a caridade concreta de São Vicente de Paulo e o dinamismo educativo de Dom Bosco.
A alma de sua vida era a oração, com uma fé intensa que o levava a enxergar tudo com os olhos de Deus. Tinha uma devoção eucarística fervorosa e um amor filial por Maria Santíssima. Do silêncio diante do Santíssimo nasciam duas chamas: uma que se elevava a Deus e outra que se inclinava ao próximo. Essa união entre contemplação e caridade se expressava em suas visitas diárias aos doentes da “Casinha”, nas palavras de consolo que distribuía, na preparação dos prisioneiros para a Páscoa e na orientação espiritual que oferecia com doçura a sacerdotes e leigos.
Era procurado com frequência para o sacramento da reconciliação. Sua misericórdia no confessionário era notável, e muitos testemunharam que, com ele, sentiam-se profundamente acolhidos por Deus. Diziam que Dom Paleari era um padre santo, e que se confessar com ele era como se aproximar do céu.
Em 1936, começou a sofrer uma longa doença, e acolhendo a cruz com fé, faleceu no dia 7 de maio de 1939, e foi beatificado no dia 17 de setembro de 2011.
“A cruz é primeiro amarga, depois amarga, depois doce e finalmente sequestra em êxtase.” - Beato Francisco Paleari
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Beato Francisco Paleari, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica