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Maio de 2026
²²Então o povo levantou-se contra eles, e os magistrados, rasgando as suas vestes, mandaram que fossem açoitados com varas. ²³Depois de lhes terem dado muitos açoites, meteram-nos numa prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com cuidado. ²⁴Quando ele recebeu esta ordem, meteu-os no cárcere interior e apertou-lhes os pés no cepo. ²⁵Mas, pela meia-noite, Paulo e Silas oravam, cantando louvores a Deus, e os que estavam na prisão os ouviam. ²⁶Subitamente, sentiu-se um terremoto tão grande que se moveram os fundamentos do cárcere. Abriram-se logo todas as portas, e quebraram-se as cadeias de todos. ²⁷Tendo despertado o carcereiro e vendo abertas as portas do cárcere, sacou da espada e queria matar-se, julgando que tinham fugido os presos. ²⁸Mas Paulo gritou em alta voz, dizendo: “Não te faças nenhum mal, porque estamos aqui todos”. ²⁹Então o carcereiro pediu luz, entrou e, tremendo, lançou-se aos pés de Paulo e de Silas, ³⁰e, tirando-os para fora, disse: “Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?”. ³¹Eles responderam: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo tu e a tua família”. ³²Então pregaram a palavra do Senhor a ele e a todos os que estavam em sua casa. ³³Naquela mesma hora da noite, tomou-os e lavou-lhes as chagas, e imediatamente foi batizado ele e toda a sua família. ³⁴Depois, levou-os a sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se com todos os da sua casa por ter crido em Deus.
Palavra do Senhor.
¹ Do mesmo Davi. Eu te glorificarei a ti, Senhor, de todo o coração, porque ouviste as palavras da minha boca. Em presença dos anjos te cantarei salmos;
²ᵃ eu te adorarei no teu santo templo e glorificarei o teu nome, R.
²ᵇ causa da tua misericórdia e da tua verdade,
²ᶜ porque engrandeceste sobre tudo o teu santo nome.
³ Em qualquer dia que te invocar, ouve-me; tu aumentarás a fortaleza na minha alma. R.
⁷ᶜ porque estendeste a tua mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua direita me salvou.
⁸ O Senhor tomará a minha defesa. Senhor, a tua misericórdia é eterna; não desprezes as obras de tuas mãos. R.
⁵Não vos disse, porém, isto desde o princípio, porque estava convosco. Agora vou para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’ ⁶Mas, como eu vos disse estas coisas, a tristeza encheu o vosso coração. ⁷Mas eu digo-vos a verdade: a vós convém que eu vá, porque, se eu não for, não virá a vós o Paráclito; mas, se for, eu o enviarei. ⁸E ele, quando vier, convencerá o mundo quanto ao pecado, e à justiça, e ao juízo. ⁹Quanto ao pecado, porque não creram em mim; ¹⁰quanto à justiça, porque vou para o Pai, e vós não me vereis mais; ¹¹e quanto ao juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Nereu, Aquiles e Pancrácio estão entre os mártires mais antigos venerados em Roma.
Nereu e Aquiles viveram no final do século III e morreram durante as perseguições promovidas pelo imperador Diocleciano. Segundo o Papa Dâmaso, que já no século IV se referia a eles com segurança, eram soldados forçados a participar da repressão contra os cristãos.
Tocados pela coragem dos mártires, suas consciências despertaram, e decidiram abandonar as armas para professar a fé cristã. Por isso, foram privados de suas insígnias militares e conduzidos ao suplício. A gravura que representa Santo Aquiles sendo atingido pelo verdugo é considerada a mais antiga representação de um martírio cristão.
Pancrácio, por sua vez, foi martirizado ainda jovem, também sob o governo de Diocleciano. Embora sua história tenha sido enriquecida por lendas ao longo do tempo, seu culto se espalhou por toda Roma, pela Itália e até fora dela.
Ele é padroeiro da Juventude da Ação Católica e teve igrejas e mosteiros dedicados à sua memória, como a basílica fundada por São Gregório Magno, em Roma, e outra em Londres, erguida por Santo Agostinho de Canterbury. Na capital inglesa, há até uma estação de metrô com seu nome. Sua basílica em Roma foi uma das tradicionais estações quaresmais, e a devoção popular o reconhecia como um intercessor vigoroso, especialmente na proteção dos juramentos verdadeiros.
Em comum, esses três mártires enfrentaram a morte com fidelidade e coragem, sendo sepultados em duas célebres vias romanas: a Ardeatina, onde repousam Nereu e Aquiles, e a Aurélia, onde está Pancrácio. Suas vidas continuam a testemunhar a força da fé cristã diante das perseguições.
Santos Nereu, Aquiles e Pancrácio, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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