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Maio de 2026
¹⁰Desta salvação inquiriram e indagaram os profetas, que predisseram a graça que havia de vir a vós, ¹¹procurando descobrir qual o tempo e quais as circunstâncias indicadas por aquele que estava neles, o Espírito de Cristo, ao predizer os sofrimentos reservados a Cristo e as glórias que se lhes seguiriam. ¹²Foi-lhes revelado que, não para si mesmos, mas para vós, ministravam aquelas coisas que agora vos são anunciadas por intermédio daqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o Evangelho, no qual os próprios anjos desejam penetrar com os seus olhares. ¹³Portanto, cingidos os rins da vossa mente, sendo sóbrios, esperai inteiramente naquela graça que vos é oferecida na manifestação de Jesus Cristo. ¹⁴Como filhos obedientes, não vos conformeis com os desejos do vosso passado, quando estáveis na ignorância, ¹⁵mas, à imitação do Santo que vos chamou, sede vós também santos em todas as ações. ¹⁶Porque está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo.
Palavra do Senhor.
¹ Salmo do mesmo Davi. Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. A sua destra e o seu santo braço fizeram-no triunfar. R.
² O Senhor manifestou o seu salvador; revelou a sua justiça aos olhos das nações.
³ᵃ Lembrou-se da sua misericórdia e da fidelidade
³ᵇ em favor da casa de Israel. R.
³ᶜ Todos os limites da terra viram
³ᵈ a salvação do nosso Deus.
⁴ Aclamai a Deus, povos de toda a terra; cantai e saltai de alegria, e tocai instrumentos. R.
²⁸Então Pedro começou a dizer-lhe: “Eis que deixamos tudo e te seguimos”. ²⁹Ao que Jesus respondeu: “Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado a casa, ou os irmãos, ou as irmãs, ou o pai, ou a mãe, ou os filhos, ou as terras, por causa de mim e do Evangelho, ³⁰que não receba o cêntuplo, mesmo nesta vida, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, mesmo no meio das perseguições, e no século futuro, a vida eterna. ³¹E muitos primeiros serão os últimos, e muitos últimos, os primeiros”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Filipe Néri nasceu em Florença, Itália, no ano de 1515, em uma família rica. Órfão de mãe ainda muito jovem, o pequeno Filipe já se destacava pela bondade, alegria e lealdade, sendo carinhosamente apelidado de “Pippo bono” (Filipe bom).
Aos 18 anos, recebeu um convite de seu tio para trabalhar com negócios em São Germano, mas, sentindo-se atraído por algo maior, abandonou essa possibilidade e foi estudar Filosofia e Teologia em Roma, onde passou a se deixar formar inteiramente pelo Espírito Santo.
Antes mesmo de ser ordenado padre, já percorria os lugares mais esquecidos e sofridos da cidade, como hospitais, prisões e ruas, levando uma pregação simples e alegre, mas profundamente cristã. Sua caridade cativava a todos, e ele se tornou conhecido como “o apóstolo de Roma”.
Filipe tinha um amor especial pelos jovens, a quem acolhia com firmeza e ternura, e dizia: “Contanto que não pequem, de boa vontade suportarei que rachem lenha nas minhas costas.”
Apaixonado por poesia e música, deu início ao “Oratório do Divino Amor”, onde reunia os jovens para cantar, rezar e escutar a Palavra. Dessa experiência nasceu o drama lírico com coros e orquestras, como uma semente para a Congregação do Oratório, que ele viria a fundar mais tarde.
São Filipe Néri foi um homem de intensa oração, penitência e adoração, mas o que mais o distinguia era sua alegria como reflexo da sua união íntima com Deus. Seu sorriso e leveza encantavam a todos, fazendo dele um testemunho vivo do Evangelho.
Faleceu no dia 26 de maio de 1595, aos 80 anos de idade. Foi beatificado por Paulo V em 1614 e canonizado em 1622 por Gregório XV.
Após sua morte, médicos constataram que seu coração era tão dilatado que duas costelas haviam se quebrado para acomodá-lo. Esse fato físico se tornou um símbolo do imenso amor de Filipe por Deus e pelas pessoas: um coração literalmente alargado pela caridade.
“Quem quiser outra coisa que não seja Cristo, não sabe aquilo que quer; quem pede outra coisa que não seja Cristo, não sabe aquilo que faz.” - São Filipe Néri
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São Filipe Néri, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica