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Maio de 2026
¹⁸[Porque] sabeis que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida dos vossos pais, não a preço de coisas corruptíveis, como ouro ou prata, ¹⁹mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e sem contaminação, ²⁰predestinado antes da criação do mundo e manifestado nos últimos tempos por amor de vós, ²¹que por ele tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dos mortos e o glorificou, a fim de que a vossa fé e a vossa esperança estivessem em Deus. ²²Purificando as vossas almas na obediência da caridade, no amor dos irmãos, amai-vos ardentemente uns aos outros, do íntimo do coração – ²³renascidos como sois, não de uma semente corruptível, mas incorruptível, pela palavra de Deus vivo, que permanece eternamente. ²⁴Porque toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva; secou-se a erva, e caiu a sua flor; ²⁵mas a palavra do Senhor permanece eternamente. Ora, esta palavra é a que vos foi anunciada.
Palavra do Senhor.
¹² Aleluia. Louva, ó Jerusalém, o Senhor; louva, ó Sião, o teu Deus.
¹³ Porque reforçou os ferrolhos das tuas portas, abençoou os teus filhos dentro de ti. R.
¹⁴ Foi ele que estabeleceu a paz nas tuas fronteiras, e da flor da farinha te sacia.
¹⁵ É ele que envia as suas ordens à terra, e a sua palavra corre velozmente. R.
¹⁹ É ele que anuncia a sua palavra a Jacó, as suas justiças e os seus preceitos a Israel.
²⁰ Não fez assim a todas as outras nações, e não lhes manifestou os seus preceitos. Aleluia. R.
³²Ora, iam em viagem para subir a Jerusalém, e Jesus ia adiante deles. Estavam admirados e seguiam-no com medo. Então, tomando novamente à parte os doze, começou a dizer-lhes as coisas que tinham de lhe acontecer. ³³“Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciãos. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios, ³⁴e o escarnecerão, e lhe cuspirão, e o açoitarão, e lhe tirarão a vida; e, ao terceiro dia, ressuscitará”. ³⁵Então aproximaram-se dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo: “Mestre, queremos que nos concedas tudo o que te pedirmos”. ³⁶E ele lhes disse: “Que quereis vós que eu vos conceda?” ³⁷Eles responderam: “Concede-nos que, na tua glória, um de nós se sente à tua direita e outro à tua esquerda”. ³⁸Mas Jesus disse-lhes: “Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber, ou ser batizados no batismo em que eu hei de ser batizado?” ³⁹E eles responderam-lhe: “Podemos”. Jesus disse-lhes: “Efetivamente haveis de beber o cálice que eu vou beber, e haveis de ser batizados no batismo em que eu vou ser batizado, ⁴⁰mas, quanto a estardes sentados à minha direita ou à minha esquerda, não pertence a mim concedê-lo a vós, mas [será o lugar] para aqueles a quem está preparado”. ⁴¹E os dez, ao ouvirem isso, começaram a indignar-se contra Tiago e João. ⁴²Mas Jesus, chamando-os, disse-lhes: “Vós sabeis que aqueles que são reconhecidos como chefes das nações as dominam, e que os seus príncipes têm poder sobre elas. ⁴³Porém entre vós não deve ser assim, mas o que quiser ser o maior será vosso servidor; ⁴⁴e o que entre vós quiser ser o primeiro, será escravo de todos. ⁴⁵Porque também o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida para redenção de muitos”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Pouco se sabe sobre a juventude de Agostinho antes de ser enviado à missão que marcaria sua vida.
Era monge beneditino e prior do mosteiro de Santo André, em Roma, fundado por ninguém menos que o Papa São Gregório Magno. Foi justamente este Papa que, ao perceber a decadência espiritual das ilhas britânicas, viu uma oportunidade de evangelização quando o rei Etelberto de Kent se casou com uma princesa cristã. Assim, escolheu Agostinho para liderar um grupo de missionários em direção à Inglaterra.
A missão foi composta por quarenta monges; porém, ao ouvirem rumores sobre a crueldade dos saxões, muitos se assustaram e quiseram recuar. Com sabedoria e firmeza, o Papa encorajou Agostinho, entregando-lhe cartas de recomendação para os reis locais e renovando a confiança dos monges, que seguiram viagem e desembarcaram na Inglaterra em 596.
Chegando ao reino de Kent, os monges foram ao encontro do rei entoando hinos sagrados, e Agostinho pediu permissão para pregar a fé cristã, o que foi concedido. Eles se estabeleceram na capital do reino, em uma antiga capela dedicada a São Martinho. A missão cresceu rapidamente e, em menos de um ano, mais de dez mil pessoas foram batizadas, incluindo o próprio rei e toda a sua corte.
Santo Agostinho não apenas levou a Boa-Nova aos corações daquela terra, mas também fundou a base da Igreja inglesa. Por orientação do Papa, foi ordenado bispo e, depois, tornou-se o primeiro arcebispo de Cantuária. Seu zelo pastoral e sua obediência às moções do Espírito Santo o tornaram um verdadeiro pai espiritual daquela nação. Com o auxílio de novos missionários, consolidou a fé cristã entre os povos da ilha.
Santo Agostinho de Cantuária faleceu entre os anos de 604 e 605, e é considerado o Apóstolo da Inglaterra.
Santo Agostinho de Cantuária, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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