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Maio de 2026
²como meninos recém-nascidos, desejais ardentemente o leite puro e espiritual, a fim de, por meio dele, crescerdes para a salvação, ³se é que saboreastes quão doce é o Senhor. ⁴Aproximai-vos dele, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e honrada por Deus, ⁵e vós também, como pedras vivas, sede edificados sobre ele em casa espiritual, em sacerdócio santo, a fim de oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo. ⁹Vós, porém, sois uma geração escolhida, um sacerdócio real, uma gente santa, um povo de conquista, para que publiqueis as perfeições daquele que das trevas vos chamou à sua luz admirável. ¹⁰Vós, que outrora não éreis seu povo, mas agora sois povo de Deus; vós, que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia. ¹¹Caríssimos, rogo-vos que, como estrangeiros e peregrinos, vos abstenhais dos desejos carnais que combatem contra a alma, ¹²tendo bom proceder entre os gentios, a fim de que, assim como agora murmuram de vós como de malfeitores, considerando-vos por vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação.
Palavra do Senhor.
² Aclamai a Deus, povos de toda a terra; servi o Senhor com alegria. Vinde à sua presença com alvoroço. R.
³ Sabei que o Senhor é Deus; ele nos fez, e não nós a nós mesmos. Nós somos o seu povo e as ovelhas do seu pasto. R.
⁴ Transponde as suas portas com louvor, os seus átrios com hinos; glorificai-o. Louvai o seu nome, porque o Senhor é suave; R.
⁵ a sua misericórdia é eterna, e a sua verdade permanece de geração em geração. R.
⁴⁶Então chegaram a Jericó. E, ao sair de Jericó ele, os seus discípulos e grande multidão, o cego Bartimeu, filho de Timeu, estava sentado junto ao caminho pedindo esmola. ⁴⁷Quando ouviu que era Jesus Nazareno, começou a gritar e a dizer: “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!” ⁴⁸E ameaçavam-no muitos para que se calasse. Mas ele cada vez gritava mais forte: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” ⁴⁹Então Jesus parou e mandou chamá-lo. E chamaram o cego, dizendo-lhe: “Tem confiança; levanta-te, ele te chama”. ⁵⁰Lançando fora sua capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus. ⁵¹E Jesus, tomando a palavra, perguntou-lhe: “Que queres que eu te faça?” O cego respondeu-lhe: “Mestre, que eu veja!”. ⁵²Então disse-lhe Jesus: “Vai, a tua fé te salvou”. No mesmo instante passou a ver, e depois foi seguindo-o pelo caminho.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Nascido em Autun, na França, por volta do ano 496, a tradição conta que a própria mãe de São Germano de Paris tentou por duas vezes tirar-lhe a vida: primeiro durante a gravidez e, depois, já em sua infância, por envenenamento. Nenhuma das tentativas teve êxito; a Providência o queria vivo, e sua história mostra que Deus o preparava para uma grande missão.
Após esses episódios, Germano foi acolhido por seu primo Escapilão, um ermitão muito mais velho, que o criou como filho e o conduziu aos estudos. Durante quinze anos, Germano viveu com ele na região de Lazy, imerso na vida de oração, estudo e silêncio, crescendo na fé e na intimidade com Deus.
Em 531, foi chamado pelo bispo de Autun e ordenado diácono; três anos depois, recebeu a ordenação sacerdotal. Após a morte do bispo, Germano foi encarregado de dirigir o mosteiro de São Sinforiano, que estava em decadência.
No entanto, sua tentativa de reformar o mosteiro foi frustrada pelas intrigas internas e pela resistência à sua austeridade. Germano deixou o mosteiro e foi para Paris, onde se destacou pelo dom do conselho e pela sabedoria, chamando a atenção do rei Childeberto, que o convidou, em 536, a assumir o bispado da cidade. Germano aceitou, e sua presença começou a transformar Paris.
A vida de oração de São Germano era tão intensa que, frequentemente, passava noites em vigília e, aos poucos, os dons de profecia e de milagres se manifestaram, curando o próprio rei de uma grave enfermidade.
Sua maior obra foi o amor pelos pobres. Não eram apenas os nobres que o respeitavam: todo o povo o amava profundamente. Germano era generoso nas esmolas e, muitas vezes, tirava a própria roupa para aquecer alguém necessitado; quando não tinha mais o que oferecer, entristecia-se, com semblante grave e coração inquieto.
São Germano de Paris faleceu no dia 28 de maio de 576.
Logo após sua morte, muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão, e seu culto foi reconhecido pela Igreja.
São Germano de Paris, rogai por nós!
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Autor: Redação Biblioteca Católica