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Junho de 2026
¹Ora, Atalia, mãe de Ocozias, vendo morto seu filho, levantou-se e matou toda a descendência real. ²Porém, Jeoseba, filha do rei Jorão, irmã de Ocozias, pegando em Joás, filho de Ocozias, tirou-o do meio dos filhos do rei que estavam para ser mortos, furtando-o do leito com a sua ama, e escondeu-o da presença de Atalia, para que o não matasse. ³Ele esteve seis anos oculto com a ama na casa do Senhor. E Atalia reinou sobre o país [de Judá]. ⁴No sétimo ano, porém, Joiada mandou chamar os centuriões e os soldados e introduziu-os consigo no templo do Senhor. Fez com eles um pacto; depois que prestaram juramento na casa do Senhor, mostrou-lhes o filho do rei ⁹Os centuriões executaram tudo o que o sacerdote Joiada lhes tinha ordenado. Tomando cada um a sua gente, tanto os que começavam o serviço no sábado quanto os que o terminavam, foram ter com o sacerdote Joiada, ¹⁰o qual lhes deu as lanças e as armas do rei Davi, que estavam na casa do Senhor. ¹¹Puseram-se, pois, cada um com as armas em punho em volta do rei, desde o lado direito do templo até o lado esquerdo do altar e do templo. ¹²Joiada apresentou-lhes o filho do rei, pôs-lhe sobre a cabeça o diadema e entregou-lhe o livro da lei. Eles o constituíram rei e o ungiram, e, batendo palmas, disseram: “Viva o rei!” ¹³Ora, Atalia ouviu o clamor do povo que corria e, entrando por entre a multidão no templo do Senhor, ¹⁴viu o rei sentado no trono, segundo o costume, e junto dele os cantores e trombetas, e todo o povo do país muito alegre, tocando trombetas. Então rasgou as suas vestes e gritou: “Traição! Traição!” ¹⁵Mas Joiada ordenou aos centuriões que comandavam as tropas, dizendo-lhes: “Levai-a para fora do recinto do templo, e se alguém a seguir, morra à espada”. Porque o sacerdote havia dito: “Não seja morta dentro do templo do Senhor”. ¹⁶Assim, lançaram-lhe as mãos e levaram-na aos empurrões pelo caminho da entrada dos cavalos, junto ao palácio, e ali foi morta. ¹⁷Joiada então fez entre o Senhor, o rei e o povo a aliança pela qual ele devia ser o povo do Senhor, e fez também aliança entre o rei e o povo. ¹⁸E todo o povo do país entrou no templo de Baal, onde derrubaram os seus altares, fizeram as suas imagens em pedaços e mataram Matã, sacerdote de Baal, diante do altar. E o sacerdote pôs guardas na casa do Senhor. ²⁰ᵃTodo o povo da terra se alegrou, e a cidade ficou em paz.
Palavra do Senhor.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: 2Rs 11,1-4.9-18.20
¹¹ Jurou o Senhor uma verdade a Davi e não deixará de cumpri-la: “Do fruto das tuas entranhas porei sobre o teu trono. R.
¹² Se os teus filhos guardarem a minha aliança e os preceitos que eu lhes ensinarei, também os filhos deles para sempre se sentarão sobre o teu trono”. R.
¹³ Porque o Senhor escolheu Sião, escolheu-a para sua habitação.
¹⁴ “Este é o meu repouso para sempre; aqui habitarei porque o escolhi. R.
¹⁷ Ali dilatarei o chifre de Davi; preparei uma lâmpada para o meu ungido.
¹⁸ Cobrirei de confusão os seus inimigos; mas sobre eles florescerá a minha santidade”. R.
¹⁹Não queirais acumular para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e a traça consomem, e onde os ladrões desenterram e roubam, ²⁰mas entesourai para vós tesouros no céu, onde nem a ferrugem, nem a traça consome, e onde os ladrões não desenterram, nem roubam. ²¹Porque onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração. ²²O teu olho é a lâmpada do teu corpo. Se o teu olho for são, todo o teu corpo terá luz. ²³Mas, se o teu olho for defeituoso, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, se a luz que há em ti é trevas, quão grandes serão as próprias trevas!
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Romualdo nasceu no ano de 952, em Ravena, na Itália. Um episódio de conflito familiar violento marcou profundamente sua juventude e foi decisivo para o amadurecimento de sua vocação religiosa. Junto com seu pai, ingressou no mosteiro de Santo Apolinário, onde iniciou a vida monástica, marcada por penitência, meditação e oração.
Mesmo quando foi chamado a exercer funções eclesiásticas e políticas, Romualdo manteve o desejo de recolhimento e busca interior. Em Veneza, teve como diretor espiritual o eremita Marino e, posteriormente, conheceu o abade Guarino, com quem viajou à Catalunha, onde permaneceu por dez anos, completando sua formação espiritual e monástica.
De volta a Ravena, em 988, Romualdo renunciou ao cargo de abade e iniciou uma peregrinação por diversas regiões da Itália, fundando pequenos mosteiros e eremitérios. Sempre buscava lugares que favorecessem o silêncio, a contemplação e a vida de oração.
Inspirado pela Regra de São Bento, transmitiu aos seus discípulos um ideal de vida centrado no amor fraterno, considerado por ele o critério maior de convivência. Dessa experiência nasceu uma espiritualidade original que unia três formas complementares de vida monástica: a vida comunitária no mosteiro, a vida solitária no eremitério e a entrega radical a Deus no abandono total em Cristo - caminho que ficou conhecido como triplex bonum.
Em 1012, no vale de Casentino, Romualdo conheceu o conde Maldolo, que lhe doou terras em Camáldoli. Ali fundou um eremitério e um asilo, consolidando o que viria a ser uma das expressões mais marcantes da espiritualidade camaldulense.
São Romualdo faleceu no dia 19 de junho de 1027 e foi canonizado pelo Papa Clemente VIII, em 1595.
"Amado Jesus Cristo, tu és o maior consolo que existe para os teus amigos" - São Romualdo
São Romualdo, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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