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Agosto de 2026
⁹Estava eu atento ao que via, até que foram postos uns tronos, e o Ancião dos Dias sentou-se. O seu vestido era branco como a neve, e os cabelos da sua cabeça como a pura lã. O seu trono era de chamas de fogo, e as rodas deste trono um fogo ardente. ¹⁰De diante dele saía um impetuoso rio de fogo. Eram milhares de milhares os que o serviam, e mil milhões os que assistiam diante dele. Assentou-se para julgar, e foram abertos os livros. ¹³Eu estava, pois, observando essas coisas durante a visão noturna, e eis que vi um que parecia o Filho do homem, que vinha com as nuvens do céu, e que chegou até o Ancião dos dias, e o apresentaram diante dele. ¹⁴E ele deu-lhe o poder, a honra e o reino, e todos os povos, tribos e línguas o serviram. O seu poder é um poder eterno que lhe não será tirado, e o seu reino não será jamais destruído.
Palavra do Senhor.
Ou:
¹⁶Porque não foi seguindo fábulas engenhosas que vos fizemos conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas foi depois de termos sido espectadores da sua grandeza. ¹⁷Pois que ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da majestosa glória desceu-lhe uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem pus as minhas complacências, ouvi-o”. ¹⁸Nós mesmos ouvimos esta voz vinda do céu, quando estávamos com ele sobre o monte santo. ¹⁹E temos ainda a palavra mais firme dos profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lâmpada que ilumina num lugar escuro, até que venha o dia, e a estrela da manhã nasça em vossos corações.
Palavra do Senhor.
¹ De Davi, quando foi restaurada a sua terra. O Senhor é rei, regozije-se a terra, alegrem-se as numerosas ilhas.
² A nuvem e a escuridão estão ao redor dele; a justiça e a equidade são a base do seu trono, R.
⁵ Os montes fundiram-se como cera ante a face do Senhor; diante do Senhor se funde toda a terra.
⁶ Os céus anunciaram a sua justiça, e todos os povos viram a sua glória. R.
⁹ Porque tu és o Senhor altíssimo sobre toda a terra; tu és elevadíssimo acima de todos os deuses. R.
¹Seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro e Tiago, e João, seu irmão, e levou-os à parte a um alto monte, ²e transfigurou-se diante deles. O seu rosto ficou refulgente como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a neve. ³E eis que lhes apareceram Moisés e Elias falando com ele. ⁴Então Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: “Senhor, bom é nós estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e outro para Elias”. ⁵Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem resplandecente os envolveu, e saiu da nuvem uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem pus toda a minha complacência; ouvi-o”. ⁶Ao ouvir isso, os discípulos caíram com o rosto por terra, e tiveram grande medo. ⁷Porém, Jesus aproximou-se deles, tocou-os e disse-lhes: “Levantai-vos, e não temais”. ⁸Eles então, levantando os olhos, não viram ninguém exceto Jesus. ⁹Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou: “Não digais a ninguém o que vistes, até que o Filho do homem ressuscite dos mortos”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Anna Maria Rubatto nasceu no dia 14 de fevereiro de 1844, em Carmagnola, perto de Turim, na Itália. Desde jovem, dedicou-se ao serviço voluntário, ajudando os pobres, visitando doentes no hospital e colaborando com o Oratório de Dom Bosco e com as Senhoras de Caridade de São Vicente.
Sua vida mudou completamente em 1884, aos 40 anos, quando socorreu um jovem operário ferido em um canteiro de obras. Um padre capuchinho, que há algum tempo queria fundar uma comunidade religiosa feminina dedicada aos pobres e enfermos, viu naquele gesto o sinal que buscava: convidou Anna Maria para guiar a nova fundação. Ela aceitou. Em 23 de janeiro de 1885, vestiu o hábito das Terciárias Capuchinhas, tomando o nome de Irmã Maria Francisca de Jesus.
Com fé inabalável, conduziu a expansão da congregação pela Itália e, depois, pela América Latina, onde sob sua liderança, as religiosas chegaram ao Uruguai, Argentina e Brasil.
Em 1901, na missão de São José da Providência, em Alto Alegre (Brasil), sete irmãs foram martirizadas por um grupo indígena armado. Madre Francisca nunca hesitou diante do sofrimento e continuou visitando as missões, fortalecendo suas irmãs. Sua última viagem à América do Sul, que deveria durar apenas semanas, estendeu-se por dois anos. Faleceu no Uruguai, em Montevidéu, no dia 6 de agosto de 1904, onde permanece sepultada, conforme seu desejo.
Foi beatificada por São João Paulo II em 1993. Em 2020, o Papa Francisco reconheceu o milagre que levou à sua canonização: a cura inexplicável de um jovem uruguaio atropelado, com lesões cerebrais graves, em abril de 2000.
Santa Maria Francisca Rubatto, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
A Festa da Transfiguração tem origem antiga: no Oriente, já era celebrada no final do século V, ligada à dedicação de basílicas no Monte Tabor. No Ocidente, foi introduzida no calendário romano apenas no século XV, quando o Papa Calisto III a oficializou, em 1457.
O relato da Transfiguração do Senhor aparece nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. Também é mencionado, de forma indireta, na Segunda Carta de São Pedro (2 Pd 1,16-18).
Nesse acontecimento extraordinário, Jesus sobe ao monte com Pedro, Tiago e João. Lá, seu rosto resplandeceu como o sol e suas vestes se tornaram brancas como a luz. Moisés e Elias aparecem ao seu lado, representando a Lei e os Profetas. Diante disso, Pedro, admirado e assustado, diz: “Mestre, é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias”.
Logo em seguida, uma nuvem luminosa — sinal da presença divina — os envolveu, e dela se ouve uma voz: “Este é o meu Filho amado: escutai-o!”. Essa declaração repete o que já havia sido dito no batismo de Jesus no Jordão, confirmando sua identidade como Filho de Deus.
O título “Filho Amado” vem da profecia de Isaías, onde o “servo amado” é aquele que cumpre a vontade do Senhor. O convite a “escutar” Jesus remete à promessa feita por Moisés, de que viria um profeta a quem o povo deveria obedecer.
Tomados de temor, os discípulos caem por terra. Mas, ao levantarem os olhos, veem somente Jesus. Esse momento é profundo: a única realidade que permanece é Cristo. Ele é o essencial.
Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contem a ninguém sobre o que viram, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.
A Transfiguração é uma teofania, isto é, uma manifestação visível da glória de Deus. É também uma revelação da Trindade: o Pai se manifesta pela voz, o Filho se transfigura em luz, e o Espírito Santo está presente na nuvem que os envolve.
A festa expressa o destino glorioso que aguarda todos os que seguem Cristo: a participação na sua glória. É também um chamado à contemplação e à escuta do Filho amado, para que, mesmo nas tribulações, o cristão persevere com os olhos fixos em Jesus.
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Autor: Redação Biblioteca Católica