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Agosto de 2026
¹E foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: ²“Filho do homem, tu moras no meio dum povo rebelde, no meio de homens que têm olhos para ver, e não veem, e ouvidos para ouvir, e não ouvem, porque é um povo rebelde. ³Tu, porém, filho do homem, vai preparando para ti a bagagem para mudar de país. Emigrarás em pleno dia diante deles e passarás do lugar em que estás a outro lugar à vista deles, a ver se porventura reparam nisso, porque é uma casa de rebeldes. ⁴E à vista deles tirarás para fora os teus pertences, como pertences de quem muda de dia, e sairás de tarde diante deles, como faz quem vai se mudar. ⁵Faze à vista deles uma abertura na muralha, por onde sairás. ⁶À vista deles, faze-te transportar aos ombros, e serás conduzido na escuridão. Cobrirás com um véu o teu rosto, e não verás a terra, porque eu te dei [como] presságio à casa de Israel”. ⁷Eu fiz então como o Senhor me tinha ordenado; tirei para fora os meus trastes, em pleno dia, como quem vai emigrar. Depois, à tarde fiz pela minha mão uma abertura na muralha e saí na escuridão, levado aos ombros na presença deles. ⁸Pela manhã foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: ⁹“Filho do homem, porventura os da casa de Israel, casa de rebeldes, não te disseram: ‘Que fazes tu?’ ¹⁰Dize-lhes: ‘Isto diz o Senhor Deus: Este duro vaticínio há de cair sobre o chefe que está em Jerusalém e sobre toda a casa de Israel, que está no meio deles’. ¹¹Dize-lhes mais: ‘Eu sou para vós um presságio; assim como eu fiz, assim lhes sucederá a eles; passarão dum país a outro e irão para o cativeiro’. ¹²E o chefe que está no meio deles será levado às costas, sairá na escuridão; escavarão a muralha para o fazerem sair; o seu rosto será coberto com um véu, para com os seus olhos não ver a terra.
Palavra do Senhor.
⁵⁶ Eles, porém, de novo tentaram e irritaram ao Deus excelso, e não guardaram os seus preceitos.
⁵⁷ E voltaram-lhe as costas, e não observaram a aliança, semelhantes a seus pais, falsearam como um arco torto. R.
⁵⁸ Excitaram-no à ira nas suas colinas, e com os ídolos que esculpiram inflamaram-lhe o zelo.
⁵⁹ Ouviu-os Deus, e desprezou-os, e reduziu Israel ao extremo abatimento. R.
⁶¹ E entregou ao cativeiro a força deles, e a sua glória nas mãos do inimigo.
⁶² Entregou o seu povo à espada e desprezou a sua própria herança. R.
²¹Então, aproximando-se dele Pedro, disse: “Senhor, até quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Até sete vezes?”. ²²Jesus respondeu-lhe: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. ²³“Por isso o reino dos céus é comparado a um rei que quis fazer as contas com os seus servos. ²⁴Tendo começado a fazer as contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. ²⁵Como não tivesse com que pagar, mandou o seu senhor que fosse vendido ele, e sua mulher, e seus filhos, e tudo o que tinha, para se saldar a dívida. ²⁶Porém o servo, lançando-se-lhe aos pés, lhe suplicava, dizendo: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo’. ²⁷Então o senhor, compadecido daquele servo, deixou-o ir embora e perdoou-lhe a dívida. ²⁸Mas este servo, ao sair, encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando-lhe a mão, o sufocava, dizendo: ‘Paga o que me deves!’. ²⁹Então o companheiro, lançando-se-lhe aos pés, lhe suplicava, dizendo: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo’. ³⁰Ele, porém, não quis, antes retirou-se e mandou que o metessem na prisão, até pagar a dívida. ³¹Ora, os outros servos seus companheiros, ao verem isso, ficaram muito contristados e foram relatar ao seu senhor tudo o que tinha acontecido. ³²Então o senhor o chamou e disse-lhe: ‘Servo mau, eu perdoei-te a dívida toda, porque me suplicaste; ³³não devias tu logo compadecer-te também do teu companheiro, como eu me compadeci de ti?’. ³⁴E o seu senhor, irado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a dívida. ³⁵Assim também vos fará meu Pai celestial, se de todo coração não perdoardes cada um a seu irmão.” ¹E aconteceu que, tendo Jesus acabado estes discursos, partiu da Galileia e foi para os confins da Judeia, além do Jordão.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Santa Dulce dos Pobres nasceu em 1914, em Salvador, Bahia, com o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Era a segunda dos cinco filhos de Augusto e Dulce Maria. Órfã de mãe aos seis anos, foi ainda adolescente que Maria Rita começou a se dedicar aos mais necessitados. No porão de sua casa, acolhia pobres, doentes e idosos, buscando com vizinhos e parentes os recursos para alimentá-los, vesti-los e medicá-los.
Já cursando o mestrado, ingressou na Ordem Terceira Franciscana. Mais tarde, conheceu os Missionários da Imaculada Conceição da Mãe de Deus e, em 1933, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Em 15 de agosto de 1934, professou os votos religiosos e passou a ser chamada Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.
A vida de Irmã Dulce foi marcada pela caridade, tanto que, em 1935, fundou o Sindicato Operário de São Francisco e, pouco depois, criou o Clube dos Trabalhadores. Em 1939, o Colégio Santo Antônio, escola voltada à formação de operários e seus filhos. Nesse mesmo ano, começou a acolher doentes em imóveis abandonados e, em 1949, transformou um galinheiro no primeiro abrigo para enfermos, com autorização da superiora. Em 1960, inaugurou o Asilo Social Suor Dulce, que passou a abrigar todas as suas obras, com caráter cristão e humanitário.
Seus últimos anos foram marcados pelo sofrimento e, em 1990, seu estado de saúde se agravou. Em 1991, durante visita a Salvador, o Papa João Paulo II fez questão de visitá-la em sua cama. O cardeal Lucas Moreira Neves contou que o Papa, ao vê-la, disse: “Este é o sofrimento dos inocentes. Igual ao de Jesus.” Irmã Dulce entregou sua dor com fé, vivendo até o fim como uma oferta a Deus.
Sem fomentar divisões, lembrava aos ricos a urgência de partilhar com os necessitados, como exige o Evangelho. Seu testemunho era, acima de tudo, uma confissão viva da grandeza do homem como filho de Deus.
Santa Dulce dos Pobres faleceu em 13 de março de 1992, em Salvador, Bahia. Em 13 de outubro de 2019, foi canonizada pelo Papa Francisco.
“Eu nada fiz, porque nada sou. Quem faz tudo é Deus, nunca se esqueça disso” - Santa Dulce dos Pobres
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Autor: Redação Biblioteca Católica