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Agosto de 2026
¹E foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: ²“Por que é que convertestes em provérbio esta parábola na terra de Israel, dizendo: ‘Os pais comeram as uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se acham botos’? ³Eu vivo, diz o Senhor Deus, que esta parábola não passará mais entre vós por provérbio em Israel. ⁴Eis que todas as almas são minhas; como é minha a alma do pai, assim o é também a alma do filho; a alma que pecar, esta morrerá. ⁵Se um homem for justo e proceder conforme a equidade e a justiça; ⁶se não comer nos montes e não levantar os seus olhos para os ídolos da casa de Israel; se não ofender a mulher do seu próximo e não se juntar com a menstruada; ⁷se não entristecer ninguém, se der o penhor ao seu devedor, se não tirar nada do alheio por violência, se der do seu pão ao que tem fome, e ao nu cobrir com vestimenta; ⁸se não emprestar com usura e não receber mais do que o que emprestou; se afastar a sua mão da iniquidade e sentenciar com justiça entre homem e homem; ⁹se andar nos meus preceitos e guardar os meus mandamentos, para proceder segundo a verdade – este tal é justo e viverá certissimamente, diz o Senhor Deus. ¹⁰Porém, se gerar filho ladrão, que derrame sangue e que cometa qualquer destas faltas, ¹³ᵇ não viverá, porque praticou todas estas ações detestáveis; infalivelmente morrerá, e o seu sangue será contra ele mesmo. ³⁰Por isso, casa de Israel, eu julgarei cada um conforme os seus caminhos, diz o Senhor Deus. ³⁰Convertei-vos e fazei penitência de todas as vossas iniquidades, e a iniquidade não causará a vossa ruína. ³¹Lançai para longe de vós todas as prevaricações de que vos tornastes culpados, e fazei-vos um coração novo e um espírito novo. E por que hás de morrer, ó casa de Israel? ³²Eu não quero a morte do que morre, diz o Senhor Deus; convertei-vos e vivei."
Palavra do Senhor.
¹² Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova nas minhas entranhas um espírito reto.
¹³ Não me arremesses da tua presença e não tires de mim o teu Espírito Santo. R.
¹⁴ Dá-me a alegria da tua salvação e conforta-me com um espírito magnânimo.
¹⁵ Ensinarei aos iníquos os teus caminhos, e os ímpios se converterão a ti. R.
¹⁸ Porque, se quisesses um sacrifício, eu o teria oferecido; mas tu não te comprazes com holocaustos.
¹⁹ O sacrifício digno de Deus é um espírito compungido; não desprezarás, ó Deus, um coração contrito e humilhado. R.
¹³Então lhe foram apresentadas várias crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse [por elas]. Mas os discípulos os repreendiam. ¹⁴Jesus, porém, lhes disse: “Deixai as crianças, e não as impeçais de vir até mim, porque delas é o reino dos céus”. ¹⁵E, tendo-lhes imposto as mãos, partiu dali.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Tarcísio viveu em Roma no século III, durante a perseguição do imperador Valeriano. Era um jovem acólito da Igreja de Roma, que servia ao lado do Papa Sisto II e participava das liturgias celebradas nas catacumbas de São Calisto.
Naquele tempo, muitos cristãos estavam presos por causa da fé, e desejavam ardentemente receber a Eucaristia como último consolo antes do martírio. Por ser jovem e aparentemente inofensivo, Tarcísio ofereceu-se para levar o Corpo de Cristo aos cristãos encarcerados. Comovido com sua coragem, o Papa confiou-lhe o bornal com as hóstias consagradas.
No caminho até a prisão, Tarcísio foi abordado por um grupo de jovens pagãos. Ao perceberem que ele carregava algo junto ao peito, tentaram forçá-lo a entregar. Diante da recusa firme do menino, passaram a espancá-lo e apedrejá-lo. Mesmo sob tamanha violência, Tarcísio não deixou que as hóstias fossem profanadas.
Um oficial romano, convertido secretamente ao cristianismo, encontrou Tarcísio agonizante e o levou ao sacerdote de sua comunidade. Entre suas mãos cruzadas, ainda estava o bornal com a Eucaristia. Uma antiga tradição conta que, ao revistarem o seu corpo após a morte, nenhuma hóstia foi encontrada como se o próprio Corpo de Cristo tivesse se unido à carne do jovem mártir.
Tarcísio tinha apenas 12 anos quando entregou sua vida em defesa da Eucaristia, no ano de 257. Tornou-se exemplo de pureza, coragem e zelo pelo Santíssimo Sacramento. Por isso, é venerado como o padroeiro dos acólitos e coroinhas de todo o mundo.
São Tarcísio, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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