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Janeiro de 2027
¹²Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e chega até a separação da alma e do espírito, das juntas e das medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. ¹³E não há nenhuma criatura invisível na sua presença, mas todas as coisas estão a nu e a descoberto aos olhos daquele de quem falamos. ¹⁴Tendo nós, pois, um grande sumo sacerdote, que penetrou os céus, Jesus, Filho de Deus, sejamos firmes na profissão da nossa fé. ¹⁵Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas enfermidades, mas que foi tentado em tudo à nossa semelhança, exceto no pecado. ¹⁶Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e de encontrar graça, para sermos socorridos em tempo oportuno.
Palavra do Senhor.
⁸ A lei do Senhor, que é imaculada, converte as almas; o testemunho do Senhor é fiel, dá sabedoria aos pequeninos. R.⁹ As justiças do Senhor são retas, alegram os corações; o preceito do Senhor é claro e aos olhos esclarece. R.¹⁰ O temor do Senhor é santo, permanece pelos séculos dos séculos; os juízos do Senhor são verdadeiros, cheios de justiça em si mesmos. R.¹⁵ Então as palavras da minha boca te serão agradáveis, e a meditação do meu coração será sempre em tua presença. Senhor, tu és o meu amparo e o meu redentor. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Sl 18(19B),8.9.10.15 (R. cf. Jo 6,63c)
¹³Jesus foi outra vez para o lado do mar, e vinha todo o povo ao seu encontro, e ele o ensinava. ¹⁴Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no telônio, e disse-lhe: “Segue-me”. Ele se levantou e o seguiu. ¹⁵Aconteceu que, estando sentado à mesa na casa dele, estavam também à mesa com Jesus e com os seus discípulos muitos publicanos e pecadores, porque havia muitos deles que também o seguiam. ¹⁶Os escribas e fariseus, vendo que Jesus comia com os publicanos e pecadores, diziam a seus discípulos: “Por que come e bebe o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?” ¹⁷Ouvindo isto Jesus, disse-lhes: “Os sãos não têm necessidade de médico, mas os enfermos; porque eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Hoje celebramos os cinco primeiros mártires da Ordem dos Frades Menores: Berardo, Otone, Pietro, Accursio e Adiuto. Foram os primeiros missionários franciscanos enviados por São Francisco às terras dos sarracenos, impulsionados pelo desejo ardente de anunciar o Evangelho e entregar a vida por amor a Cristo. Ainda nos primeiros anos da Ordem, já se viam frutos de coragem e radicalidade.
São Francisco, movido pelo ideal do martírio, tentou por diversas vezes pregar entre os muçulmanos, mas foi impedido por circunstâncias adversas. Sem desistir de seu propósito, enviou esses cinco irmãos, autorizando-os a anunciar Cristo no Marrocos. Após uma longa peregrinação, que passou por Aragão, Coimbra e Sevilha, chegaram à África e começaram a proclamar com ousadia o Evangelho, mesmo diante de fortes ameaças. Berardo, que conhecia a língua local, liderava as pregações e denunciava com clareza os erros contidos no Alcorão.
Apesar das prisões, flagelações, torturas e ofertas de honrarias para que negassem a fé, os cinco frades perseveraram com heroísmo. Suportaram açoites, fome, feridas tratadas cruelmente com vinagre e sal, e até a oferta de riquezas e mulheres para renunciarem a Cristo — mas nada os afastou do amor de Deus. O próprio rei muçulmano, tomado de fúria, mandou decapitá-los em 16 de janeiro de 1220, em Marraquexe.
No momento de suas mortes, suas almas apareceram à Infanta Sancha de Portugal, que havia os ajudado em sua missão. Santo Antônio de Lisboa (de Pádua), ao saber do martírio, ficou profundamente comovido e decidiu deixar os Cônegos Regulares para ingressar na Ordem dos Frades Menores, desejando seguir o exemplo dos mártires.
Canonizados em 1481 pelo Papa Sisto IV, nos lembram que o martírio é sinal da vitória de Cristo na alma que ama até o fim.
São Berardo e companheiros mártires, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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