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Devoção, Espiritualidade

Novena a São Pedro

Reze a novena a São Pedro e medite sobre a sua vida, o seu relacionamento com Nosso Senhor e sua missão de ser o primeiro Vigário de Cristo.

Novena a São Pedro
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Novena a São Pedro

Reze a novena a São Pedro e medite sobre a sua vida, o seu relacionamento com Nosso Senhor e sua missão de ser o primeiro Vigário de Cristo.

Data da Publicação: 24/04/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC
Data da Publicação: 24/04/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC

Reze conosco a novena a São Pedro e medite sobre a vida do Príncipe dos Apóstolos, o seu relacionamento com Nosso Senhor e a sua missão de ser o primeiro Vigário de Cristo.

Tradicionalmente, inicia-se esta novena no dia 20 de junho e finaliza-se no dia 29, quando a Igreja celebra a festa de São Pedro e São Paulo. Porém, ela também pode ser rezada em qualquer outro período do ano.

Apresente seus pedidos a Deus por intercessão de São Pedro Apóstolo.

Oração inicial da novena a São Pedro (para todos os dias)


Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

℣. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
℟. Senhor, socorrei-me sem demora.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como
era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos
dos séculos. Amém.

Primeiro dia da novena: a vocação de Pedro


São Pedro deve sua grandeza e santidade ao seu encontro com Jesus. Chamado por Ele a segui-lo, responde com prontidão e generosidade, deixando tudo e logo se tornando o Primeiro dos Apóstolos.

Do Evangelho segundo Lucas (5,1–11)

Aconteceu que [um dia], comprimindo-se as multidões em volta dele para ouvir a palavra de Deus, ele estava junto do lago de Genesaré. E viu duas barcas que estacionavam à borda do lago; e os pescadores tinham saído e lavavam as redes. Entrando numa destas barcas, que era a de Simão, rogou-lhe que se afastasse um pouco da terra.

E, estando sentado, ensinava o povo da barca. Quando acabou de falar, disse a Simão: “Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar”. Respondendo Simão, disse-lhe: “Mestre, tendo trabalhado toda a noite, não apanhamos nada; porém, sobre a tua palavra, lançarei a rede”. E, tendo feito isto, apanharam tão grande quantidade de peixes que a sua rede rompia-se. E fizeram sinal aos companheiros, que estavam na outra barca, para que os viessem ajudar.

E vieram, e encheram tanto ambas as barcas que quase afundavam. Simão Pedro, vendo isto, lançou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Retira-te de mim Senhor, pois eu sou um homem pecador”. Porque tanto ele como todos os que se encontravam com ele ficaram tomados de espanto, por causa da pesca que tinham feito. E o mesmo tinha acontecido a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão.

E Jesus disse a Simão: “Não tenhas medo; desta hora em diante serás pescador de homens”. E, trazidas as barcas para terra, deixando tudo, seguiram-no.

Oração final da novena a São Pedro (para todos os dias)


I. Ó glorioso Príncipe dos Apóstolos, que tinhas em Jesus Cristo uma fé tão viva, e proclamastes por primeiro que Ele era o Filho do Deus vivo (cf. Mt 16,16) e que apenas dele procedem palavras de vida eterna (cf. Jo 6,69); que destes prova de tal fé, ora retomando em seu nome a pesca inutilmente tentada por toda a noite, ora caminhando sobre as águas do lago, obtende-nos uma fé tão viva quanto a vossa, de modo que também sejamos sempre dóceis em seguir Jesus. Vós, que amastes Jesus tão ardentemente, declarando-vos pronto a enfrentar a prisão e a morte por Ele; que o seguistes em todos os lugares com entusiasmo e constância; que lavastes a tríplice negação com lágrimas amargas de arrependimento; que demonstrastes tal amor pregando o Evangelho corajosamente às gentes e especialmente abraçando alegremente a cruz do martírio, obtende-nos amar ardentemente o Senhor e ser-lhe fiel até à morte.

Pai Nosso…
℣.São Pedro Apóstolo.
℟. Rogai por nós.

II. Ó glorioso São Pedro, que, como prêmio pela vossa grande fé e amor ardente, fostes enriquecido por Jesus com grandes privilégios e eleito Príncipe dos Apóstolos e fundamento e guia da sua Igreja e, como tal, reconhecido e amado por todos os cristãos, alcançai-nos a graça de amar sempre vosso sucessor, o romano pontífice, como cabeça visível da Igreja, de seguir sempre as suas diretivas e de participar ativamente da vida da Igreja. Alcançai, vos rogamos, a unidade de todos os cristãos e a conversão dos incrédulos, para que haja logo “um só rebanho e um só pastor”1.

Pai Nosso…
℣.São Pedro Apóstolo.
℟. Rogai por nós.

III. Ó glorioso Príncipe dos Apóstolos, que em nome de Jesus curastes em um instante o coxo que pedia esmola na porta do Templo de Jerusalém 2 e que recebestes de Jesus tamanho poder sobre as doenças que curastes enfermos pelo mero contato da vossa sombra 3, olhai, vos rogamos, com benigna compaixão para os acometidos por moléstias e que sofrem no corpo, e obtende-lhes a saúde, a fim de que possam em breve retomar suas ocupações habituais e glorificar a Deus servindo-o com fidelidade 4.

Pai Nosso…
℣.São Pedro Apóstolo.
℟. Rogai por nós.

(Pede-se a graça pretendida)

℣. Rogai por nós, São Pedro Apóstolo.
℟. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração: Ó Deus, que, confiando a São Pedro, vosso apóstolo, as chaves do Reino celestial, lhe conferiste a autoridade pontifícia de “ligar e desligar”, concedei, pelo poder da sua intercessão, sejamos livres das cadeias de nossos pecados. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Segundo dia da novena: Pedro é chamado a reger a Igreja


Reza-se a oração inicial

Deixados o barco e a rede, Pedro seguiu Jesus na peregrinação da sua vida pública, recebendo dele sinais de predileção. O Evangelho o apresenta como testemunha de milagres, interlocutor de Jesus, sua pessoa de confiança. A ele Jesus promete as chaves do Reino dos Céus.

Do Evangelho segundo Mateus (16,13–19)

E Jesus foi para as partes de Cesareia de Filipe, e interrogou os seus discípulos, dizendo: “Quem dizem os homens que é o Filho do homem?”. E eles responderam: “Uns dizem que é João Batista; outros que é Elias; e outros que é Jeremias, ou algum dos profetas”. Jesus disse-lhes: “E vós quem dizeis que eu sou?”. Respondendo Simão Pedro, disse: “Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo”. E, respondendo Jesus, disse-lhe: “Bem-aventurado és, Simão Bar-Jona, porque não foi a carne e o sangue que to revelou, mas meu Pai que está nos céus. E eu digo-te que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus; e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus”.

– Reza-se a oração final

Terceiro dia: a coragem e a fraqueza de Pedro


– Reza-se a oração inicial

Pedro tinha um temperamento impulsivo, espontâneo e generoso, que o torna muito humano, mas o acabou traindo. Isso fica claro sobretudo na Paixão do Senhor, quando, após uma solene promessa de fidelidade, renega o seu Mestre.

Do Evangelho segundo João (13,36–38; 18,15–18.25–27)

Disse-lhe Simão Pedro: “Senhor, para onde vais tu?”. Respondeu-lhe Jesus: “Para onde eu vou não podes tu agora seguir-me, mas seguir-me-ás depois”. Disse-lhe Pedro: “Por que não posso eu seguir-te agora? Darei a minha vida por ti”. Jesus respondeu-lhe: “Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: não cantará o galo sem que tu me tenhas negado três vezes”. (…) Ora, Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus.

E este discípulo era conhecido do pontífice, e entrou com Jesus no pátio do pontífice. Mas Pedro ficou fora à porta. Saiu então o outro discípulo, que era conhecido do pontífice, e falou à porteira, e fez entrar Pedro. Então a criada porteira disse a Pedro: “Não és tu também dos discípulos deste homem?”. Ele respondeu: “Não sou”. Ora, os servos e os guardas estavam ao lume, porque estava frio, e aqueciam-se (…). E estava lá Simão Pedro, aquecendo-se. E eles disseram-lhe: “Não és tu também dos seus discípulos?”.

Ele negou e disse: “Não sou”. Disse-lhe um dos servos do pontífice, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: “Não te vi eu com ele no horto?”. Pedro negou-o outra vez, e imediatamente cantou o galo.

– Reza-se a oração final

Quarto dia: Pedro, primeira testemunha da ressurreição


– Reza-se a oração inicial

A negação na casa do sumo sacerdote foi uma fraqueza momentânea de Pedro, apagada por um arrependimento muito sincero. Jesus mantém a sua predileção: Pedro pôde ver primeiro o sepulcro vazio e constatar a Ressurreição de Cristo, e mais tarde recebeu dele o encargo de guiar o seu rebanho.

Do Evangelho segundo João (20,1–10)

No primeiro dia da semana, foi Maria Madalena ao sepulcro, de manhã, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. Correu, pois, e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: “Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram”. Partiu então Pedro e outro discípulo, e foram ao sepulcro. Corriam ambos juntos, mas aquele outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. E, tendo-se inclinado viu os lençóis postos no chão, mas não entrou. Chegou depois Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro e viu os lençóis postos no chão, e o sudário que estivera na cabeça de Jesus, o qual não estava com os lençóis, mas dobrado num lugar à parte. Então entrou também aquele discípulo que tinha chegado primeiro ao sepulcro; e viu e creu; porque ainda não entendiam a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos. Voltaram, pois, outra vez os discípulos para sua casa.

– Reza-se a oração final

Quinto dia: Pedro guia os primeiros passos da Igreja


– Reza-se a oração inicial

Logo após a Ascensão, Pedro encontrava-se à cabeça do pequeno grupo de discípulos de Cristo. O Livro dos Atos dos Apóstolos mostra como Pedro exercitou prontamente a primazia que lhe fora confiada por Jesus, não apenas sobre o povo cristão, mas sobre os próprios Apóstolos, dos quais é o primeiro a falar e a tomar decisões.

Dos Atos dos Apóstolos (1,15–17.20–26)

Naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos irmãos (o número das pessoas ali reunidas era de cerca de cento e vinte), disse: “Meus irmãos, é necessário que se cumpra o que o Espírito Santo predisse na Escritura pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus; ele, que estava alistado entre nós, e que teve parte neste mistério. (…) Porque está escrito no livro dos Salmos: ‘Fique deserta a sua habitação, e não haja quem habite nela; e receba outro o seu cargo’. É necessário, pois, que destes varões que têm estado juntos conosco durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu entre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que foi arrebatado [ao céu] dentre nós, [convém que] um destes seja constituído testemunha conosco da sua ressurreição’”.

E apresentaram dois, José, que era chamado Barsabas, o qual tinha por sobrenome o Justo, e Matias. E, orando, disseram: “Tu, Senhor, que conheces os corações de todos, mostra-nos destes dois o que escolheste para ocupar o lugar deste ministério e apostolado, do qual se transviou Judas para ir ao seu lugar”. E tiraram os seus nomes à sorte, e caiu a sorte em Matias, e foi associado aos onze Apóstolos.

– Reza-se a oração final

Sexto dia: Pedro corajosamente anuncia Cristo ressuscitado


– Reza-se a oração inicial

Eis a última ordem recebida pelos Apóstolos: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16,15). Pedro foi o primeiro a falar ao povo hebreu e aos seus príncipes sobre Jesus, e falou com coragem, entusiasmo e eficácia. As suas palavras converteram os bons e confundiram os maus.

Dos Atos dos Apóstolos (4,8–20)

Então Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: “Príncipes do povo e anciãos, ouvi-me: já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um homem enfermo, [para saber] de que modo este homem foi curado, seja notório a todos vós, e a todo o povo de Israel, que é em nome de nosso Senhor Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dos mortos, [é] neste nome que este está são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós que edificais, a qual foi posta por [pedra] fundamental do ângulo; e não há salvação em nenhum outro. Porque, sob o céu, nenhum outro nome foi dado aos homens pelo qual nós devamos ser salvos”.

Vendo eles, pois, a constância de Pedro, e de João, sabendo que eram homens sem letras e do povo, admiravam-se, e reconheciam ser os que tinham estado com Jesus; e, vendo também em pé junto deles o homem que tinha sido curado, não podiam dizer nada em contrário. Mandaram, pois, que saíssem para fora da assembleia; e conferiam entre si, dizendo: “Que faremos destes homens?

Porquanto foi feito por eles um grande milagre, notório a todos os habitantes de Jerusalém; é manifesto e não o podemos negar. Mas para que não se divulgue mais entre o povo, proibamos-lhe com graves ameaças que, para o futuro, não falem mais a homem algum neste nome”. E, chamando-os, intimaram-lhes que absolutamente não falassem mais, nem ensinassem em nome de Jesus. Mas Pedro e João, respondendo, disseram-lhes: “Se é justo diante de Deus obedecer antes a vós que a Deus, julgai-o vós mesmos; não podemos, pois, deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido”.

– Reza-se a oração final

Sétimo dia: Pedro exerce o poder dos milagres


– Reza-se a oração inicial

Jesus conferiu aos Apóstolos, com a ordem de pregar, o poder de operar milagres, como prova da verdade do que anunciavam e da autenticidade do seu mandato. Os Atos contam como o povo levava os doentes para as praças, a fim de que fossem curados pelo mero contato com a sua sombra.

Dos Atos dos Apóstolos (9,32–42)

Ora, aconteceu que Pedro, saindo a visitar todos [os fiéis], chegou aos santos que habitavam em Lida. E encontrou ali um homem, chamado Eneias, que havia oito anos jazia num leito porque estava paralítico. E Pedro disse-lhe: “Eneias, o Senhor Jesus Cristo cura-te; levanta-te, e faze tu mesmo a tua cama”. E imediatamente se levantou. E viram-no todos os que habitavam em Lida e em Saron, os quais se converteram ao Senhor.

Havia em Jope uma discípula, chamada Tabita, [nome] que, traduzido [em grego] quer dizer Dorcas. Estava cheia de boas obras e de esmolas que fazia. E aconteceu naqueles dias que, caindo enferma, morreu. E, tendo-a lavado, puseram-na num quarto alto. E, como Lida estava perto de Jope, os discípulos, ouvindo dizer que Pedro se encontrava lá, enviaram-lhe dois homens, rogando-lhe: “Não te demores em vir ter conosco”. E Pedro, levantando-se, foi com eles. Logo que chegou, levaram-no ao quarto alto e cercaram-no todas as viúvas, chorando e mostrando-lhe as túnicas e os vestidos que Dorcas lhes fazia. Então Pedro, tendo feito sair a todos para fora pondo-se de joelhos, orou, e depois, voltado para o corpo, disse: “Tabita, levanta-te”. Ela abriu os olhos, e, vendo Pedro, sentou-se. E ele a fez levantar, dando-lhe a mão. Tendo chamado os santos e as viúvas, lha entregou viva. Este fato foi sabido por toda Jope, e muitos creram no Senhor.

– Reza-se a oração final

Oitavo dia: Pedro acolhe os pagãos na Igreja


– Reza-se a oração inicial

O Espírito Santo guiava os Apóstolos nas suas conquistas, mesmo de maneira extraordinária, sobretudo nas decisões que eram difíceis para sua mentalidade judaica. São Pedro foi protagonista da conversão do centurião romano Cornélio, que assinalou o início do acolhimento dos pagãos pela Igreja.

Dos Atos dos Apóstolos (11,1–18)

Os Apóstolos e os irmãos que estavam na Judeia ouviram que também os gentios tinham recebido a palavra de Deus. Quando Pedro voltou a Jerusalém, os que eram da circuncisão disputavam contra ele, dizendo: “Por que entraste em casa de homens não circuncidados e comeste com eles?”.

Mas Pedro começou a expor-lhes as coisas por ordem, dizendo: “Eu estava orando na cidade de Jope, e vi em um êxtase esta visão: descia uma espécie de vaso, como um grande lençol, o qual, suspenso pelas quatro pontas, baixava do céu, e veio até mim. Fixando eu os olhos nele, estava-o contemplando, e vi [dentro] animais terrestres quadrúpedes, feras, répteis e aves do céu. Ouvi também uma voz que me dizia: ‘Levanta-te, Pedro, mata e come’. E eu disse: ‘De nenhum modo, Senhor, porque nunca entrou na minha boca coisa profana ou imunda’.

E respondeu-me outra vez a voz do céu: ‘O que Deus purificou, não lhe chames tu imundo’. E isto sucedeu por três vezes; e depois tudo foi retirado para o céu.

E eis que chegaram logo três homens à casa onde eu estava, enviados a mim de Cesareia. E o Espírito disse-me que fosse com eles, sem hesitação alguma. Estes seis irmãos foram também comigo, e entramos na casa daquele homem [que me mandou buscar]. Ele contou-nos como tinha visto na sua casa um anjo apresentar-se diante dele, dizendo: ‘Manda a Jope chamar Simão, que tem por sobrenome Pedro, o qual te anunciará palavras pelas quais serás salvo, tu e toda a tua casa’. E, tendo eu começado a falar, desceu o Espírito Santo sobre eles, como [tinha descido] sobre nós no princípio. E lembrei-me então da palavra do Senhor, como ele tinha dito: ‘João na verdade batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo’. Se Deus, pois, lhes deu a mesma graça que a nós, que cremos no Senhor Jesus Cristo, quem era eu para que me pudesse opor a Deus?”.

Eles, tendo ouvido estas coisas, aquietaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: “Logo Deus concedeu também aos gentios a penitência, a fim de que tenham a vida [sobrenatural]”.

– Reza-se a oração final

Nono dia: Pedro preso e libertado por um anjo


– Reza-se a oração inicial

Jesus havia predito sobre os Apóstolos que seriam perseguidos assim como Ele o foi. Pedro conhece cedo a dureza da perseguição, muito antes de sacrificar a sua vida pelo Mestre na Colina do Vaticano. Preso pelos mesmos príncipes que haviam matado Jesus, foi milagrosamente libertado, pois sua missão ainda não havia sido cumprida.

Dos Atos dos Apóstolos (12,1–11)

Naquele mesmo tempo o rei Herodes começou a maltratar alguns da Igreja. E matou à espada Tiago, irmão de João.

Vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender Pedro. Eram então os dias dos ázimos. E, tendo-o mandado prender, meteu-o no cárcere, dando-o a guardar a quatro piquetes de quatro soldados cada um, tendo intenção de o apresentar ao povo depois da Páscoa.

Pedro, pois, estava assim guardado no cárcere. Entretanto, a igreja fazia sem cessar oração a Deus por ele. Ora, na mesma noite em que Herodes estava para o apresentar [ao povo], Pedro dormia entre dois soldados, ligado com duas cadeias; e os guardas à porta vigiavam o cárcere. Eis que sobreveio um anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz no aposento; e, tocando no lado de Pedro, o despertou, dizendo: “Levanta-te depressa”. Caíram as cadeias das suas mãos. E o anjo disse-lhe: “Toma o teu cinto e calça as tuas sandálias”. E ele fez assim. E [o anjo] disse-lhe: “Põe sobre ti a tua capa e segue-me”. E ele, saindo, seguia-o, e não sabia que era realidade o que se fazia por intervenção do anjo; mas julgava ver uma visão. Depois de passarem a primeira e a segunda guarda, chegaram à porta de ferro que dá para a cidade, a qual se lhes abriu por si mesma. Saindo, passaram uma rua, e imediatamente o anjo afastou-se dele.

Então Pedro, voltando a si, disse: “Agora sei verdadeiramente que o Senhor mandou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes e de tudo o que esperava o povo dos judeus”.

– Reza-se a oração final

Referências

  1. Jo 10,16[]
  2. cf. At 3,1–7[]
  3. cf. At 5,15[]
  4. cf. Mc 1,30–31[]

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    Tradicionalmente, inicia-se esta novena no dia 20 de junho e finaliza-se no dia 29, quando a Igreja celebra a festa de São Pedro e São Paulo. Porém, ela também pode ser rezada em qualquer outro período do ano.

    Apresente seus pedidos a Deus por intercessão de São Pedro Apóstolo.

    Oração inicial da novena a São Pedro (para todos os dias)


    Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

    ℣. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
    ℟. Senhor, socorrei-me sem demora.

    Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como
    era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos
    dos séculos. Amém.

    Primeiro dia da novena: a vocação de Pedro


    São Pedro deve sua grandeza e santidade ao seu encontro com Jesus. Chamado por Ele a segui-lo, responde com prontidão e generosidade, deixando tudo e logo se tornando o Primeiro dos Apóstolos.

    Do Evangelho segundo Lucas (5,1–11)

    Aconteceu que [um dia], comprimindo-se as multidões em volta dele para ouvir a palavra de Deus, ele estava junto do lago de Genesaré. E viu duas barcas que estacionavam à borda do lago; e os pescadores tinham saído e lavavam as redes. Entrando numa destas barcas, que era a de Simão, rogou-lhe que se afastasse um pouco da terra.

    E, estando sentado, ensinava o povo da barca. Quando acabou de falar, disse a Simão: “Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar”. Respondendo Simão, disse-lhe: “Mestre, tendo trabalhado toda a noite, não apanhamos nada; porém, sobre a tua palavra, lançarei a rede”. E, tendo feito isto, apanharam tão grande quantidade de peixes que a sua rede rompia-se. E fizeram sinal aos companheiros, que estavam na outra barca, para que os viessem ajudar.

    E vieram, e encheram tanto ambas as barcas que quase afundavam. Simão Pedro, vendo isto, lançou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Retira-te de mim Senhor, pois eu sou um homem pecador”. Porque tanto ele como todos os que se encontravam com ele ficaram tomados de espanto, por causa da pesca que tinham feito. E o mesmo tinha acontecido a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão.

    E Jesus disse a Simão: “Não tenhas medo; desta hora em diante serás pescador de homens”. E, trazidas as barcas para terra, deixando tudo, seguiram-no.

    Oração final da novena a São Pedro (para todos os dias)


    I. Ó glorioso Príncipe dos Apóstolos, que tinhas em Jesus Cristo uma fé tão viva, e proclamastes por primeiro que Ele era o Filho do Deus vivo (cf. Mt 16,16) e que apenas dele procedem palavras de vida eterna (cf. Jo 6,69); que destes prova de tal fé, ora retomando em seu nome a pesca inutilmente tentada por toda a noite, ora caminhando sobre as águas do lago, obtende-nos uma fé tão viva quanto a vossa, de modo que também sejamos sempre dóceis em seguir Jesus. Vós, que amastes Jesus tão ardentemente, declarando-vos pronto a enfrentar a prisão e a morte por Ele; que o seguistes em todos os lugares com entusiasmo e constância; que lavastes a tríplice negação com lágrimas amargas de arrependimento; que demonstrastes tal amor pregando o Evangelho corajosamente às gentes e especialmente abraçando alegremente a cruz do martírio, obtende-nos amar ardentemente o Senhor e ser-lhe fiel até à morte.

    Pai Nosso…
    ℣.São Pedro Apóstolo.
    ℟. Rogai por nós.

    II. Ó glorioso São Pedro, que, como prêmio pela vossa grande fé e amor ardente, fostes enriquecido por Jesus com grandes privilégios e eleito Príncipe dos Apóstolos e fundamento e guia da sua Igreja e, como tal, reconhecido e amado por todos os cristãos, alcançai-nos a graça de amar sempre vosso sucessor, o romano pontífice, como cabeça visível da Igreja, de seguir sempre as suas diretivas e de participar ativamente da vida da Igreja. Alcançai, vos rogamos, a unidade de todos os cristãos e a conversão dos incrédulos, para que haja logo “um só rebanho e um só pastor”1.

    Pai Nosso…
    ℣.São Pedro Apóstolo.
    ℟. Rogai por nós.

    III. Ó glorioso Príncipe dos Apóstolos, que em nome de Jesus curastes em um instante o coxo que pedia esmola na porta do Templo de Jerusalém 2 e que recebestes de Jesus tamanho poder sobre as doenças que curastes enfermos pelo mero contato da vossa sombra 3, olhai, vos rogamos, com benigna compaixão para os acometidos por moléstias e que sofrem no corpo, e obtende-lhes a saúde, a fim de que possam em breve retomar suas ocupações habituais e glorificar a Deus servindo-o com fidelidade 4.

    Pai Nosso…
    ℣.São Pedro Apóstolo.
    ℟. Rogai por nós.

    (Pede-se a graça pretendida)

    ℣. Rogai por nós, São Pedro Apóstolo.
    ℟. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

    Oração: Ó Deus, que, confiando a São Pedro, vosso apóstolo, as chaves do Reino celestial, lhe conferiste a autoridade pontifícia de “ligar e desligar”, concedei, pelo poder da sua intercessão, sejamos livres das cadeias de nossos pecados. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

    Segundo dia da novena: Pedro é chamado a reger a Igreja


    Reza-se a oração inicial

    Deixados o barco e a rede, Pedro seguiu Jesus na peregrinação da sua vida pública, recebendo dele sinais de predileção. O Evangelho o apresenta como testemunha de milagres, interlocutor de Jesus, sua pessoa de confiança. A ele Jesus promete as chaves do Reino dos Céus.

    Do Evangelho segundo Mateus (16,13–19)

    E Jesus foi para as partes de Cesareia de Filipe, e interrogou os seus discípulos, dizendo: “Quem dizem os homens que é o Filho do homem?”. E eles responderam: “Uns dizem que é João Batista; outros que é Elias; e outros que é Jeremias, ou algum dos profetas”. Jesus disse-lhes: “E vós quem dizeis que eu sou?”. Respondendo Simão Pedro, disse: “Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo”. E, respondendo Jesus, disse-lhe: “Bem-aventurado és, Simão Bar-Jona, porque não foi a carne e o sangue que to revelou, mas meu Pai que está nos céus. E eu digo-te que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus; e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus”.

    – Reza-se a oração final

    Terceiro dia: a coragem e a fraqueza de Pedro


    – Reza-se a oração inicial

    Pedro tinha um temperamento impulsivo, espontâneo e generoso, que o torna muito humano, mas o acabou traindo. Isso fica claro sobretudo na Paixão do Senhor, quando, após uma solene promessa de fidelidade, renega o seu Mestre.

    Do Evangelho segundo João (13,36–38; 18,15–18.25–27)

    Disse-lhe Simão Pedro: “Senhor, para onde vais tu?”. Respondeu-lhe Jesus: “Para onde eu vou não podes tu agora seguir-me, mas seguir-me-ás depois”. Disse-lhe Pedro: “Por que não posso eu seguir-te agora? Darei a minha vida por ti”. Jesus respondeu-lhe: “Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: não cantará o galo sem que tu me tenhas negado três vezes”. (…) Ora, Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus.

    E este discípulo era conhecido do pontífice, e entrou com Jesus no pátio do pontífice. Mas Pedro ficou fora à porta. Saiu então o outro discípulo, que era conhecido do pontífice, e falou à porteira, e fez entrar Pedro. Então a criada porteira disse a Pedro: “Não és tu também dos discípulos deste homem?”. Ele respondeu: “Não sou”. Ora, os servos e os guardas estavam ao lume, porque estava frio, e aqueciam-se (…). E estava lá Simão Pedro, aquecendo-se. E eles disseram-lhe: “Não és tu também dos seus discípulos?”.

    Ele negou e disse: “Não sou”. Disse-lhe um dos servos do pontífice, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: “Não te vi eu com ele no horto?”. Pedro negou-o outra vez, e imediatamente cantou o galo.

    – Reza-se a oração final

    Quarto dia: Pedro, primeira testemunha da ressurreição


    – Reza-se a oração inicial

    A negação na casa do sumo sacerdote foi uma fraqueza momentânea de Pedro, apagada por um arrependimento muito sincero. Jesus mantém a sua predileção: Pedro pôde ver primeiro o sepulcro vazio e constatar a Ressurreição de Cristo, e mais tarde recebeu dele o encargo de guiar o seu rebanho.

    Do Evangelho segundo João (20,1–10)

    No primeiro dia da semana, foi Maria Madalena ao sepulcro, de manhã, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. Correu, pois, e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: “Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram”. Partiu então Pedro e outro discípulo, e foram ao sepulcro. Corriam ambos juntos, mas aquele outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. E, tendo-se inclinado viu os lençóis postos no chão, mas não entrou. Chegou depois Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro e viu os lençóis postos no chão, e o sudário que estivera na cabeça de Jesus, o qual não estava com os lençóis, mas dobrado num lugar à parte. Então entrou também aquele discípulo que tinha chegado primeiro ao sepulcro; e viu e creu; porque ainda não entendiam a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos. Voltaram, pois, outra vez os discípulos para sua casa.

    – Reza-se a oração final

    Quinto dia: Pedro guia os primeiros passos da Igreja


    – Reza-se a oração inicial

    Logo após a Ascensão, Pedro encontrava-se à cabeça do pequeno grupo de discípulos de Cristo. O Livro dos Atos dos Apóstolos mostra como Pedro exercitou prontamente a primazia que lhe fora confiada por Jesus, não apenas sobre o povo cristão, mas sobre os próprios Apóstolos, dos quais é o primeiro a falar e a tomar decisões.

    Dos Atos dos Apóstolos (1,15–17.20–26)

    Naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos irmãos (o número das pessoas ali reunidas era de cerca de cento e vinte), disse: “Meus irmãos, é necessário que se cumpra o que o Espírito Santo predisse na Escritura pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus; ele, que estava alistado entre nós, e que teve parte neste mistério. (…) Porque está escrito no livro dos Salmos: ‘Fique deserta a sua habitação, e não haja quem habite nela; e receba outro o seu cargo’. É necessário, pois, que destes varões que têm estado juntos conosco durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu entre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que foi arrebatado [ao céu] dentre nós, [convém que] um destes seja constituído testemunha conosco da sua ressurreição’”.

    E apresentaram dois, José, que era chamado Barsabas, o qual tinha por sobrenome o Justo, e Matias. E, orando, disseram: “Tu, Senhor, que conheces os corações de todos, mostra-nos destes dois o que escolheste para ocupar o lugar deste ministério e apostolado, do qual se transviou Judas para ir ao seu lugar”. E tiraram os seus nomes à sorte, e caiu a sorte em Matias, e foi associado aos onze Apóstolos.

    – Reza-se a oração final

    Sexto dia: Pedro corajosamente anuncia Cristo ressuscitado


    – Reza-se a oração inicial

    Eis a última ordem recebida pelos Apóstolos: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16,15). Pedro foi o primeiro a falar ao povo hebreu e aos seus príncipes sobre Jesus, e falou com coragem, entusiasmo e eficácia. As suas palavras converteram os bons e confundiram os maus.

    Dos Atos dos Apóstolos (4,8–20)

    Então Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: “Príncipes do povo e anciãos, ouvi-me: já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um homem enfermo, [para saber] de que modo este homem foi curado, seja notório a todos vós, e a todo o povo de Israel, que é em nome de nosso Senhor Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dos mortos, [é] neste nome que este está são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós que edificais, a qual foi posta por [pedra] fundamental do ângulo; e não há salvação em nenhum outro. Porque, sob o céu, nenhum outro nome foi dado aos homens pelo qual nós devamos ser salvos”.

    Vendo eles, pois, a constância de Pedro, e de João, sabendo que eram homens sem letras e do povo, admiravam-se, e reconheciam ser os que tinham estado com Jesus; e, vendo também em pé junto deles o homem que tinha sido curado, não podiam dizer nada em contrário. Mandaram, pois, que saíssem para fora da assembleia; e conferiam entre si, dizendo: “Que faremos destes homens?

    Porquanto foi feito por eles um grande milagre, notório a todos os habitantes de Jerusalém; é manifesto e não o podemos negar. Mas para que não se divulgue mais entre o povo, proibamos-lhe com graves ameaças que, para o futuro, não falem mais a homem algum neste nome”. E, chamando-os, intimaram-lhes que absolutamente não falassem mais, nem ensinassem em nome de Jesus. Mas Pedro e João, respondendo, disseram-lhes: “Se é justo diante de Deus obedecer antes a vós que a Deus, julgai-o vós mesmos; não podemos, pois, deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido”.

    – Reza-se a oração final

    Sétimo dia: Pedro exerce o poder dos milagres


    – Reza-se a oração inicial

    Jesus conferiu aos Apóstolos, com a ordem de pregar, o poder de operar milagres, como prova da verdade do que anunciavam e da autenticidade do seu mandato. Os Atos contam como o povo levava os doentes para as praças, a fim de que fossem curados pelo mero contato com a sua sombra.

    Dos Atos dos Apóstolos (9,32–42)

    Ora, aconteceu que Pedro, saindo a visitar todos [os fiéis], chegou aos santos que habitavam em Lida. E encontrou ali um homem, chamado Eneias, que havia oito anos jazia num leito porque estava paralítico. E Pedro disse-lhe: “Eneias, o Senhor Jesus Cristo cura-te; levanta-te, e faze tu mesmo a tua cama”. E imediatamente se levantou. E viram-no todos os que habitavam em Lida e em Saron, os quais se converteram ao Senhor.

    Havia em Jope uma discípula, chamada Tabita, [nome] que, traduzido [em grego] quer dizer Dorcas. Estava cheia de boas obras e de esmolas que fazia. E aconteceu naqueles dias que, caindo enferma, morreu. E, tendo-a lavado, puseram-na num quarto alto. E, como Lida estava perto de Jope, os discípulos, ouvindo dizer que Pedro se encontrava lá, enviaram-lhe dois homens, rogando-lhe: “Não te demores em vir ter conosco”. E Pedro, levantando-se, foi com eles. Logo que chegou, levaram-no ao quarto alto e cercaram-no todas as viúvas, chorando e mostrando-lhe as túnicas e os vestidos que Dorcas lhes fazia. Então Pedro, tendo feito sair a todos para fora pondo-se de joelhos, orou, e depois, voltado para o corpo, disse: “Tabita, levanta-te”. Ela abriu os olhos, e, vendo Pedro, sentou-se. E ele a fez levantar, dando-lhe a mão. Tendo chamado os santos e as viúvas, lha entregou viva. Este fato foi sabido por toda Jope, e muitos creram no Senhor.

    – Reza-se a oração final

    Oitavo dia: Pedro acolhe os pagãos na Igreja


    – Reza-se a oração inicial

    O Espírito Santo guiava os Apóstolos nas suas conquistas, mesmo de maneira extraordinária, sobretudo nas decisões que eram difíceis para sua mentalidade judaica. São Pedro foi protagonista da conversão do centurião romano Cornélio, que assinalou o início do acolhimento dos pagãos pela Igreja.

    Dos Atos dos Apóstolos (11,1–18)

    Os Apóstolos e os irmãos que estavam na Judeia ouviram que também os gentios tinham recebido a palavra de Deus. Quando Pedro voltou a Jerusalém, os que eram da circuncisão disputavam contra ele, dizendo: “Por que entraste em casa de homens não circuncidados e comeste com eles?”.

    Mas Pedro começou a expor-lhes as coisas por ordem, dizendo: “Eu estava orando na cidade de Jope, e vi em um êxtase esta visão: descia uma espécie de vaso, como um grande lençol, o qual, suspenso pelas quatro pontas, baixava do céu, e veio até mim. Fixando eu os olhos nele, estava-o contemplando, e vi [dentro] animais terrestres quadrúpedes, feras, répteis e aves do céu. Ouvi também uma voz que me dizia: ‘Levanta-te, Pedro, mata e come’. E eu disse: ‘De nenhum modo, Senhor, porque nunca entrou na minha boca coisa profana ou imunda’.

    E respondeu-me outra vez a voz do céu: ‘O que Deus purificou, não lhe chames tu imundo’. E isto sucedeu por três vezes; e depois tudo foi retirado para o céu.

    E eis que chegaram logo três homens à casa onde eu estava, enviados a mim de Cesareia. E o Espírito disse-me que fosse com eles, sem hesitação alguma. Estes seis irmãos foram também comigo, e entramos na casa daquele homem [que me mandou buscar]. Ele contou-nos como tinha visto na sua casa um anjo apresentar-se diante dele, dizendo: ‘Manda a Jope chamar Simão, que tem por sobrenome Pedro, o qual te anunciará palavras pelas quais serás salvo, tu e toda a tua casa’. E, tendo eu começado a falar, desceu o Espírito Santo sobre eles, como [tinha descido] sobre nós no princípio. E lembrei-me então da palavra do Senhor, como ele tinha dito: ‘João na verdade batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo’. Se Deus, pois, lhes deu a mesma graça que a nós, que cremos no Senhor Jesus Cristo, quem era eu para que me pudesse opor a Deus?”.

    Eles, tendo ouvido estas coisas, aquietaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: “Logo Deus concedeu também aos gentios a penitência, a fim de que tenham a vida [sobrenatural]”.

    – Reza-se a oração final

    Nono dia: Pedro preso e libertado por um anjo


    – Reza-se a oração inicial

    Jesus havia predito sobre os Apóstolos que seriam perseguidos assim como Ele o foi. Pedro conhece cedo a dureza da perseguição, muito antes de sacrificar a sua vida pelo Mestre na Colina do Vaticano. Preso pelos mesmos príncipes que haviam matado Jesus, foi milagrosamente libertado, pois sua missão ainda não havia sido cumprida.

    Dos Atos dos Apóstolos (12,1–11)

    Naquele mesmo tempo o rei Herodes começou a maltratar alguns da Igreja. E matou à espada Tiago, irmão de João.

    Vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender Pedro. Eram então os dias dos ázimos. E, tendo-o mandado prender, meteu-o no cárcere, dando-o a guardar a quatro piquetes de quatro soldados cada um, tendo intenção de o apresentar ao povo depois da Páscoa.

    Pedro, pois, estava assim guardado no cárcere. Entretanto, a igreja fazia sem cessar oração a Deus por ele. Ora, na mesma noite em que Herodes estava para o apresentar [ao povo], Pedro dormia entre dois soldados, ligado com duas cadeias; e os guardas à porta vigiavam o cárcere. Eis que sobreveio um anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz no aposento; e, tocando no lado de Pedro, o despertou, dizendo: “Levanta-te depressa”. Caíram as cadeias das suas mãos. E o anjo disse-lhe: “Toma o teu cinto e calça as tuas sandálias”. E ele fez assim. E [o anjo] disse-lhe: “Põe sobre ti a tua capa e segue-me”. E ele, saindo, seguia-o, e não sabia que era realidade o que se fazia por intervenção do anjo; mas julgava ver uma visão. Depois de passarem a primeira e a segunda guarda, chegaram à porta de ferro que dá para a cidade, a qual se lhes abriu por si mesma. Saindo, passaram uma rua, e imediatamente o anjo afastou-se dele.

    Então Pedro, voltando a si, disse: “Agora sei verdadeiramente que o Senhor mandou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes e de tudo o que esperava o povo dos judeus”.

    – Reza-se a oração final

    Referências

    1. Jo 10,16[]
    2. cf. At 3,1–7[]
    3. cf. At 5,15[]
    4. cf. Mc 1,30–31[]
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