Devoção, Formação

São Joaquim e Santa Ana: os avós de Jesus

Conheça a vida de São Joaquim e Santa Ana, os avós de Jesus, conforme os relatos da Igreja Primitiva e da Tradição.

São Joaquim e Santa Ana: os avós de Jesus
Devoção, Formação

São Joaquim e Santa Ana: os avós de Jesus

Conheça a vida de São Joaquim e Santa Ana, os avós de Jesus, conforme os relatos da Igreja Primitiva e da Tradição.

Data da Publicação: 23/07/2023
Tempo de leitura:
Autor: Redação MBC
Data da Publicação: 23/07/2023
Tempo de leitura:
Autor: Redação MBC

Conheça a vida de São Joaquim e Santa Ana, os avós de Jesus, conforme os relatos da Igreja Primitiva e da Tradição: origem, como se conheceram e a infância de Nossa Senhora.


Já imaginou você pudesse conhecer um pouco mais sobre a vida daqueles que criaram a Mãe de Deus, que a amaram, nutriram e prepararam para se tornar a grande Mulher que daria à luz o Salvador do mundo?

Neste artigo, vamos expor o pouco que sabemos sobre os pais de Nossa Senhora, mas o suficiente para nos tornar devotos e amar ainda mais o belíssimo fruto que geraram: a Santíssima Virgem Maria.

Você conhecerá a origem, a linhagem, os sofrimentos e anseios de São Joaquim e Santa Ana com base em São Máximo, o Confessor, que escreveu em seu livro “A vida da Virgem” sobre os pais e a infância de Nossa Senhora. Mergulhe na leitura deste artigo e aprofunde seu conhecimento e amor pelos zelosos avós de Jesus Cristo. 

A vida de São Joaquim e Santa Ana


Sobre São Joaquim, São Gregório de Nissa, um dos padres mais expressivos do século IV diz: “Li num livro apócrifo que o pai da Santíssima Virgem tinha uma conduta notável segundo a Lei e era famoso por sua caridade.”1 Cabe ressaltar que nem todos os livros apócrifos são heréticos, muitos foram assimilados pela Tradição, apenas não são colocados no mesmo nível de autoridade dos Evangelhos. São Joaquim, como o antigo padre ressalta, era um homem conhecido por sua conduta e bondade e era descendente da Tribo de Davi, o rei e profeta. 

A esposa de São Joaquim chamava-se Ana, que também era conhecida por sua honra, e era descendente da família de Aarão, ou seja, da tribo de Levi, e descendente da tribo de Judá. Ana era estéril e o casal viveu anos sem ter a graça de conceber uma criança. Isso era motivo de muita tristeza e dor para ambos, já que respeitavam a Lei de Moisés e recebiam muitos comentários ofensivos pela falta dos filhos.

O desejo por uma família

Em face desse desejo por filhos que habitava no íntimo do coração de cada um deles, ambos começaram a orar incessantemente a Deus, pedindo pela graça de gerarem uma criança. Ana, lembrando-se do que aconteceu com Abraão e Sara, partiu para o templo para rezar a Deus que lhe concedesse o milagre da gravidez e lhe prometeu que se recebesse essa graça, consagraria a criança a Deus. São Joaquim também não poupou esforços e pediu a Nosso Senhor que lhe desse a honra de ser pai e o livrasse da vergonha de não ter filhos.

Deus, em sua grande generosidade, ouviu o clamor de seus filhos e os atendeu com amor. Enviando uma mensagem para os dois, anunciou antes a São Joaquim, dizendo-lhe: “Tu receberás uma criança que será uma glória não apenas para ti, mas para o mundo inteiro”. E depois à Santa Ana, confirmando a promessa através de um anjo que lhe disse: “Deus escutou teus rogos, e tu conceberás a anunciadora da alegria, e lhe porás o nome de Maria, por meio de quem se dará a salvação do mundo inteiro.” 2

O nome “Maria” significa iluminadora, luz, e o nome faz jus ao papel que Deus preparou para ela: trazer a Luz ao mundo, o Deus Encarnado.  

A infância de Nossa Senhora junto com São Joaquim e Santa Ana

 São Joaquim e Santa Ana com Nossa Senhora criança


A promessa de Deus se cumpriu e Ana, a estéril, engravidou e gerou Maria. São Joaquim e Santa Ana não se continham de tanta alegria e gratidão a Deus. Chegaram até mesmo a organizar um banquete para celebrar e convidaram todos os vizinhos e, juntos, adoraram ao Senhor pelo milagre que concedeu ao casal.

Como São Joaquim e Santa Ana prometeram consagrar a filha a Deus, quando a pequena Maria completou seus três anos de idade, a levaram até Jerusalém para apresentá-La ao templo. Lá, consagraram-na inteiramente a Deus, cumprindo a promessa que fizeram ao Senhor.

A pequena Maria ficou no Templo até os seus doze anos de idade. Este foi um sacrifício muito custoso para São Joaquim e Santa Ana, que sofreram a ausência da Menina, mas ambos sabiam que esta era a vontade de Deus e o melhor caminho para Ela.

O dia dos avós


No dia 26 de julho, celebramos a data litúrgica de São Joaquim e Santa Ana, e em virtude disso, adotou-se o costume de comemorar também, neste mesmo dia, o dia dos avós, pois foram os avós de Jesus. 

Em 2013, na Jornada Mundial da Juventude no Brasil, o Papa Francisco disse que na Celebração litúrgica de São Joaquim e Santa Ana, somos chamados a lembrar “como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família”.

A Vida da Virgem, de São Máximo Confessor

Em “A Vida da Virgem”, São Máximo, descreve em sentido espiritual e literal os diversos episódios da vida da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus. S. Máximo, foi um grande defensor da humanidade de Cristo e quem se levantou contra a heresia monotelita no Concílio de Latrão (649). Fez prevalecer a verdade até nós transmitida, do Cristo plenamente Deus e plenamente homem.

Nossa loja é exclusiva para assinantes do clube. Conheça mais sobre o clube nesta página.

Referências

  1. Homilia de São Gregório sobre a Natividade[]
  2. Protoevangelho de Tiago, IV 1 e IV 2[]
Redação MBC

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Conheça a vida de São Joaquim e Santa Ana, os avós de Jesus, conforme os relatos da Igreja Primitiva e da Tradição: origem, como se conheceram e a infância de Nossa Senhora.


Já imaginou você pudesse conhecer um pouco mais sobre a vida daqueles que criaram a Mãe de Deus, que a amaram, nutriram e prepararam para se tornar a grande Mulher que daria à luz o Salvador do mundo?

Neste artigo, vamos expor o pouco que sabemos sobre os pais de Nossa Senhora, mas o suficiente para nos tornar devotos e amar ainda mais o belíssimo fruto que geraram: a Santíssima Virgem Maria.

Você conhecerá a origem, a linhagem, os sofrimentos e anseios de São Joaquim e Santa Ana com base em São Máximo, o Confessor, que escreveu em seu livro “A vida da Virgem” sobre os pais e a infância de Nossa Senhora. Mergulhe na leitura deste artigo e aprofunde seu conhecimento e amor pelos zelosos avós de Jesus Cristo. 

A vida de São Joaquim e Santa Ana


Sobre São Joaquim, São Gregório de Nissa, um dos padres mais expressivos do século IV diz: “Li num livro apócrifo que o pai da Santíssima Virgem tinha uma conduta notável segundo a Lei e era famoso por sua caridade.”1 Cabe ressaltar que nem todos os livros apócrifos são heréticos, muitos foram assimilados pela Tradição, apenas não são colocados no mesmo nível de autoridade dos Evangelhos. São Joaquim, como o antigo padre ressalta, era um homem conhecido por sua conduta e bondade e era descendente da Tribo de Davi, o rei e profeta. 

A esposa de São Joaquim chamava-se Ana, que também era conhecida por sua honra, e era descendente da família de Aarão, ou seja, da tribo de Levi, e descendente da tribo de Judá. Ana era estéril e o casal viveu anos sem ter a graça de conceber uma criança. Isso era motivo de muita tristeza e dor para ambos, já que respeitavam a Lei de Moisés e recebiam muitos comentários ofensivos pela falta dos filhos.

O desejo por uma família

Em face desse desejo por filhos que habitava no íntimo do coração de cada um deles, ambos começaram a orar incessantemente a Deus, pedindo pela graça de gerarem uma criança. Ana, lembrando-se do que aconteceu com Abraão e Sara, partiu para o templo para rezar a Deus que lhe concedesse o milagre da gravidez e lhe prometeu que se recebesse essa graça, consagraria a criança a Deus. São Joaquim também não poupou esforços e pediu a Nosso Senhor que lhe desse a honra de ser pai e o livrasse da vergonha de não ter filhos.

Deus, em sua grande generosidade, ouviu o clamor de seus filhos e os atendeu com amor. Enviando uma mensagem para os dois, anunciou antes a São Joaquim, dizendo-lhe: “Tu receberás uma criança que será uma glória não apenas para ti, mas para o mundo inteiro”. E depois à Santa Ana, confirmando a promessa através de um anjo que lhe disse: “Deus escutou teus rogos, e tu conceberás a anunciadora da alegria, e lhe porás o nome de Maria, por meio de quem se dará a salvação do mundo inteiro.” 2

O nome “Maria” significa iluminadora, luz, e o nome faz jus ao papel que Deus preparou para ela: trazer a Luz ao mundo, o Deus Encarnado.  

A infância de Nossa Senhora junto com São Joaquim e Santa Ana

 São Joaquim e Santa Ana com Nossa Senhora criança


A promessa de Deus se cumpriu e Ana, a estéril, engravidou e gerou Maria. São Joaquim e Santa Ana não se continham de tanta alegria e gratidão a Deus. Chegaram até mesmo a organizar um banquete para celebrar e convidaram todos os vizinhos e, juntos, adoraram ao Senhor pelo milagre que concedeu ao casal.

Como São Joaquim e Santa Ana prometeram consagrar a filha a Deus, quando a pequena Maria completou seus três anos de idade, a levaram até Jerusalém para apresentá-La ao templo. Lá, consagraram-na inteiramente a Deus, cumprindo a promessa que fizeram ao Senhor.

A pequena Maria ficou no Templo até os seus doze anos de idade. Este foi um sacrifício muito custoso para São Joaquim e Santa Ana, que sofreram a ausência da Menina, mas ambos sabiam que esta era a vontade de Deus e o melhor caminho para Ela.

O dia dos avós


No dia 26 de julho, celebramos a data litúrgica de São Joaquim e Santa Ana, e em virtude disso, adotou-se o costume de comemorar também, neste mesmo dia, o dia dos avós, pois foram os avós de Jesus. 

Em 2013, na Jornada Mundial da Juventude no Brasil, o Papa Francisco disse que na Celebração litúrgica de São Joaquim e Santa Ana, somos chamados a lembrar “como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família”.

A Vida da Virgem, de São Máximo Confessor

Em “A Vida da Virgem”, São Máximo, descreve em sentido espiritual e literal os diversos episódios da vida da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus. S. Máximo, foi um grande defensor da humanidade de Cristo e quem se levantou contra a heresia monotelita no Concílio de Latrão (649). Fez prevalecer a verdade até nós transmitida, do Cristo plenamente Deus e plenamente homem.

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Referências

  1. Homilia de São Gregório sobre a Natividade[]
  2. Protoevangelho de Tiago, IV 1 e IV 2[]

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