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Espiritualidade

Semana Santa: história, celebrações e preparação

Conheça a origem da Semana Santa, o que nós celebramos em cada um de seus dias e como devemos nos preparar para bem vivê-la.

Semana Santa: história, celebrações e preparação
Espiritualidade

Semana Santa: história, celebrações e preparação

Conheça a origem da Semana Santa, o que nós celebramos em cada um de seus dias e como devemos nos preparar para bem vivê-la.

Data da Publicação: 01/03/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC
Data da Publicação: 01/03/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC

Você conhece a origem da Semana Santa? E mais: sabia que em cada um dos dias dessa semana — que inicia no Domingo de Ramos e termina no Domingo de Páscoa — nós fazemos memória a acontecimentos específicos da Paixão, Morte e Ressurreição do Nosso Senhor? 

A Semana Santa é a semana mais importante do ano litúrgico e se segue ao final da quaresma. É o seu centro, de forma que ou estamos nos preparando para ela ou estamos colhendo seus frutos. 

E a grande pergunta é: sendo essa semana tão importante para nós, católicos, você sabe como se preparar para ela?

Neste texto, respondemos a essas e outras perguntas e convidamos você a intensificar suas práticas de oração nesta Semana Santa, a fim de bem viver o sacrifício de Nosso Senhor na Cruz e, com Ele, ressuscitar para uma vida nova!

Qual é a origem da Semana Santa?


A observância litúrgica da Semana Santa tem origem no século II. Em uma entrevista 1, o então presidente do Pontifício Instituto Litúrgico de Roma, padre beneditino Juan Javier Flores Arcas, explica sua história. 

Ele ressalta que o núcleo originário mais antigo da Semana Santa é a Vigília Pascal, da qual havia vestígios já no segundo século da era cristã. “Era sempre uma noite de vigília, em memória e expectativa da ressurreição de Jesus Cristo”.

Conforme o padre, à vigília logo se juntou a recepção dos sacramentos da iniciação cristã: o batismo, a confirmação e a eucaristia, de modo que se tornou, por sua vez, a grande noite sacramental da Igreja.

“Posteriormente, a Vigília Pascal foi estendida no tempo e transformada no tríduo da Paixão, morte e ressurreição do Senhor, que Santo Agostinho já mencionava como uma celebração muito generalizada”, enfatiza.

Todos os dias da Semana Santa


Domingo de Ramos

Domingo de Ramos, marca o início da Semana Santa.
Procissão do Domingo de Ramos em Salvador (BA) — Foto: Ramon Ferraz / TV Bahia


Com esta celebração, a Igreja dá início à Semana Santa. O Domingo de Ramos recorda a entrada triunfal de Nosso Senhor em Jerusalém, sendo aclamado pelos judeus. Desse modo, lembramos os louvores da multidão, que cobriam com ramos o caminho para a passagem de Jesus Cristo, proclamando: “Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor”.2 Do mesmo modo, durante a procissão, os cristãos carregam ramos, manifestando sua fé em Jesus Cristo como Rei e Senhor.

Segunda, Terça e Quarta-feira da Semana Santa


Na Segunda-Feira Santa, durante a Missa é proclamado o Evangelho segundo São João. Seis dias antes da Páscoa, Jesus chega a Betânia para fazer a última visita aos amigos de toda a vida. Jesus já havia anunciado que Sua hora havia chegado.

A mensagem central da Terça-Feira Santa passa pela Última Ceia. Cristo sente, na entrega, que faz a “glorificação de Deus”, ainda que encontre, no caminho, a covardia e o desamor. No Evangelho, há uma antecipação da Quinta-feira Santa. Jesus anuncia a traição de Judas e as fraquezas de Pedro. 

Em muitas paróquias, especialmente no interior do país, realiza-se a famosa “Procissão do Encontro” na Quarta-feira Santa. Os homens saem de uma igreja ou local determinado, com a imagem de Nosso Senhor dos Passos; as mulheres saem de outro ponto com Nossa Senhora das Dores. Acontece, então, o doloroso encontro entre a Mãe e o Filho. O padre proclama o célebre “Sermão das Sete Palavras”, fazendo uma reflexão, que chama os fiéis à conversão e à penitência.

Procissão do Encontro, Bom Jesus dos Passos e Nossa Senhora das Dores no Santuário Nossa Senhora da Conceição – Pedras de Fogo (PB) Arquidiocese da Paraíba.

Quinta-feira Santa


A Quinta-Feira Santa possui diversas cerimônias e ritos. Uma das cerimônias litúrgicas é a bênção dos santos óleos, usados durante todo o ano pelas paróquias. São três os óleos abençoados nesta celebração: o do Crisma, dos Catecúmenos e dos Enfermos. 

Nesta celebração, também ocorre o ritual do Lava-pés, que recorda a última ceia do Senhor. Jesus, ao lavar os pés dos discípulos, quer demonstrar Seu amor por cada um e mostrar a todos que a humildade e o serviço são o centro de Sua mensagem; portanto, esta celebração é a maior explicação para o grande gesto de Jesus, que é a Eucaristia. 

Foto do ritual do Lava-pés da Santa Missa da Ceia do Senhor na Basílica de Aparecida — Foto: Divulgação/TV Aparecida.

Com a Santa Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde ou na noite da Quinta-feira Santa, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e faz memória da Última Ceia, quando Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu ao Pai o Seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou aos apóstolos para que os tomassem, mandando-os também oferecer aos seus sucessores.

Nessa missa, também celebra-se a instituição do sacerdócio, pois, foi na véspera de Sua Paixão, durante a Última Ceia, que Nosso Senhor disse: “Tomai e comei, isto é meu corpo [..] Fazei isto em memória de mim”. Com essas palavras, o Senhor instituiu a Eucaristia e o sacerdócio.

Sexta-feira Santa

Papa Francisco ao se prostrar diante de Jesus, adorando o mistério da Santa Cruz na Semana Santa
Papa Francisco ao se prostrar diante de Jesus, adorando o mistério da Santa Cruz. Foto: Vatican News.


A tarde da Sexta-feira Santa apresenta o drama incomensurável da morte de Cristo no Calvário. Com a Paixão de Jesus, segundo o Evangelho de João, contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que o transpassou o lado. Há um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da santa cruz, momento em que esta é apresentada solenemente à comunidade.

Sábado Santo

Papa Francisco na Vigília Pascal de 2018. Foto: Vatican News.


No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal” – que inicia-se na noite de sábado em memória à noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nela, a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Assim, os cinco elementos que compõem a liturgia da Vigília Pascal são: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia eucarística.

Domingo de Páscoa


Este é o dia santo mais importante do ano para os católicos. Depois de morrer crucificado, o corpo de Jesus foi sepultado e ali permaneceu até a ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. A presença de Jesus ressuscitado não é uma alucinação dos Apóstolos. Nosso grande Amado está realmente vivo, está realmente conosco: e Ele será, hoje e para sempre, a nossa única e verdadeira Alegria.

Saiba como fazer um bom exame de consciência.

Como se preparar para a Semana Santa?


A Igreja nos recomenda diversas práticas espirituais para nos prepararmos bem durante a Semana Santa. Uma delas é a Via Sacra — uma das mais antigas formas para meditar a Paixão de Cristo. 

Via Sacra, vem do latim e significa “caminho sagrado”, ou seja, trata-se do trajeto percorrido por Nosso Senhor com a Cruz às costas, desde sua condenação à morte, até o Calvário, onde foi crucificado. 

Uma antiga tradição da Igreja conta que a primeira pessoa a rezar a Via Sacra foi a Virgem Maria. Depois da morte e ressurreição de Jesus, Nossa Senhora tinha o costume de refazer o caminho pelo qual Nosso Senhor passou, em Jerusalém, carregando Sua cruz. Essa prática se tornou tão popular, que muitos fiéis começaram a imitar a Virgem Maria e fazer o mesmo. Quem não morava em Jerusalém, porém, não tinha como fazer esse caminho sagrado.

Pensando nisso, a Santa Igreja permitiu e recomendou que se erigissem, em qualquer igreja ou capela do mundo, cruzes ou pinturas que representassem as 14 estações da via crucis de Jesus.

Assim, nasceu uma das práticas devocionais mais importantes do catolicismo. Rezar a Via Sacra nos permite reviver, com Maria, o caminho de entrega total de Jesus por nós.

Aqui você encontra um e-book gratuito meditações da Via Sacra do Papa Bento XVI!

Referências

  1. ZENIT International News Agency, ZENIT Daily Dispatch, History of Holy Week, Interview With Father Juan Flores Arcas[]
  2. Lc 19, 38; Mt 21, 9[]

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    Você conhece a origem da Semana Santa? E mais: sabia que em cada um dos dias dessa semana — que inicia no Domingo de Ramos e termina no Domingo de Páscoa — nós fazemos memória a acontecimentos específicos da Paixão, Morte e Ressurreição do Nosso Senhor? 

    A Semana Santa é a semana mais importante do ano litúrgico e se segue ao final da quaresma. É o seu centro, de forma que ou estamos nos preparando para ela ou estamos colhendo seus frutos. 

    E a grande pergunta é: sendo essa semana tão importante para nós, católicos, você sabe como se preparar para ela?

    Neste texto, respondemos a essas e outras perguntas e convidamos você a intensificar suas práticas de oração nesta Semana Santa, a fim de bem viver o sacrifício de Nosso Senhor na Cruz e, com Ele, ressuscitar para uma vida nova!

    Qual é a origem da Semana Santa?


    A observância litúrgica da Semana Santa tem origem no século II. Em uma entrevista 1, o então presidente do Pontifício Instituto Litúrgico de Roma, padre beneditino Juan Javier Flores Arcas, explica sua história. 

    Ele ressalta que o núcleo originário mais antigo da Semana Santa é a Vigília Pascal, da qual havia vestígios já no segundo século da era cristã. “Era sempre uma noite de vigília, em memória e expectativa da ressurreição de Jesus Cristo”.

    Conforme o padre, à vigília logo se juntou a recepção dos sacramentos da iniciação cristã: o batismo, a confirmação e a eucaristia, de modo que se tornou, por sua vez, a grande noite sacramental da Igreja.

    “Posteriormente, a Vigília Pascal foi estendida no tempo e transformada no tríduo da Paixão, morte e ressurreição do Senhor, que Santo Agostinho já mencionava como uma celebração muito generalizada”, enfatiza.

    Todos os dias da Semana Santa


    Domingo de Ramos

    Domingo de Ramos, marca o início da Semana Santa.
    Procissão do Domingo de Ramos em Salvador (BA) — Foto: Ramon Ferraz / TV Bahia


    Com esta celebração, a Igreja dá início à Semana Santa. O Domingo de Ramos recorda a entrada triunfal de Nosso Senhor em Jerusalém, sendo aclamado pelos judeus. Desse modo, lembramos os louvores da multidão, que cobriam com ramos o caminho para a passagem de Jesus Cristo, proclamando: “Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor”.2 Do mesmo modo, durante a procissão, os cristãos carregam ramos, manifestando sua fé em Jesus Cristo como Rei e Senhor.

    Segunda, Terça e Quarta-feira da Semana Santa


    Na Segunda-Feira Santa, durante a Missa é proclamado o Evangelho segundo São João. Seis dias antes da Páscoa, Jesus chega a Betânia para fazer a última visita aos amigos de toda a vida. Jesus já havia anunciado que Sua hora havia chegado.

    A mensagem central da Terça-Feira Santa passa pela Última Ceia. Cristo sente, na entrega, que faz a “glorificação de Deus”, ainda que encontre, no caminho, a covardia e o desamor. No Evangelho, há uma antecipação da Quinta-feira Santa. Jesus anuncia a traição de Judas e as fraquezas de Pedro. 

    Em muitas paróquias, especialmente no interior do país, realiza-se a famosa “Procissão do Encontro” na Quarta-feira Santa. Os homens saem de uma igreja ou local determinado, com a imagem de Nosso Senhor dos Passos; as mulheres saem de outro ponto com Nossa Senhora das Dores. Acontece, então, o doloroso encontro entre a Mãe e o Filho. O padre proclama o célebre “Sermão das Sete Palavras”, fazendo uma reflexão, que chama os fiéis à conversão e à penitência.

    Procissão do Encontro, Bom Jesus dos Passos e Nossa Senhora das Dores no Santuário Nossa Senhora da Conceição – Pedras de Fogo (PB) Arquidiocese da Paraíba.

    Quinta-feira Santa


    A Quinta-Feira Santa possui diversas cerimônias e ritos. Uma das cerimônias litúrgicas é a bênção dos santos óleos, usados durante todo o ano pelas paróquias. São três os óleos abençoados nesta celebração: o do Crisma, dos Catecúmenos e dos Enfermos. 

    Nesta celebração, também ocorre o ritual do Lava-pés, que recorda a última ceia do Senhor. Jesus, ao lavar os pés dos discípulos, quer demonstrar Seu amor por cada um e mostrar a todos que a humildade e o serviço são o centro de Sua mensagem; portanto, esta celebração é a maior explicação para o grande gesto de Jesus, que é a Eucaristia. 

    Foto do ritual do Lava-pés da Santa Missa da Ceia do Senhor na Basílica de Aparecida — Foto: Divulgação/TV Aparecida.

    Com a Santa Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde ou na noite da Quinta-feira Santa, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e faz memória da Última Ceia, quando Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu ao Pai o Seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou aos apóstolos para que os tomassem, mandando-os também oferecer aos seus sucessores.

    Nessa missa, também celebra-se a instituição do sacerdócio, pois, foi na véspera de Sua Paixão, durante a Última Ceia, que Nosso Senhor disse: “Tomai e comei, isto é meu corpo [..] Fazei isto em memória de mim”. Com essas palavras, o Senhor instituiu a Eucaristia e o sacerdócio.

    Sexta-feira Santa

    Papa Francisco ao se prostrar diante de Jesus, adorando o mistério da Santa Cruz na Semana Santa
    Papa Francisco ao se prostrar diante de Jesus, adorando o mistério da Santa Cruz. Foto: Vatican News.


    A tarde da Sexta-feira Santa apresenta o drama incomensurável da morte de Cristo no Calvário. Com a Paixão de Jesus, segundo o Evangelho de João, contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que o transpassou o lado. Há um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da santa cruz, momento em que esta é apresentada solenemente à comunidade.

    Sábado Santo

    Papa Francisco na Vigília Pascal de 2018. Foto: Vatican News.


    No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal” – que inicia-se na noite de sábado em memória à noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nela, a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Assim, os cinco elementos que compõem a liturgia da Vigília Pascal são: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia eucarística.

    Domingo de Páscoa


    Este é o dia santo mais importante do ano para os católicos. Depois de morrer crucificado, o corpo de Jesus foi sepultado e ali permaneceu até a ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. A presença de Jesus ressuscitado não é uma alucinação dos Apóstolos. Nosso grande Amado está realmente vivo, está realmente conosco: e Ele será, hoje e para sempre, a nossa única e verdadeira Alegria.

    Saiba como fazer um bom exame de consciência.

    Como se preparar para a Semana Santa?


    A Igreja nos recomenda diversas práticas espirituais para nos prepararmos bem durante a Semana Santa. Uma delas é a Via Sacra — uma das mais antigas formas para meditar a Paixão de Cristo. 

    Via Sacra, vem do latim e significa “caminho sagrado”, ou seja, trata-se do trajeto percorrido por Nosso Senhor com a Cruz às costas, desde sua condenação à morte, até o Calvário, onde foi crucificado. 

    Uma antiga tradição da Igreja conta que a primeira pessoa a rezar a Via Sacra foi a Virgem Maria. Depois da morte e ressurreição de Jesus, Nossa Senhora tinha o costume de refazer o caminho pelo qual Nosso Senhor passou, em Jerusalém, carregando Sua cruz. Essa prática se tornou tão popular, que muitos fiéis começaram a imitar a Virgem Maria e fazer o mesmo. Quem não morava em Jerusalém, porém, não tinha como fazer esse caminho sagrado.

    Pensando nisso, a Santa Igreja permitiu e recomendou que se erigissem, em qualquer igreja ou capela do mundo, cruzes ou pinturas que representassem as 14 estações da via crucis de Jesus.

    Assim, nasceu uma das práticas devocionais mais importantes do catolicismo. Rezar a Via Sacra nos permite reviver, com Maria, o caminho de entrega total de Jesus por nós.

    Aqui você encontra um e-book gratuito meditações da Via Sacra do Papa Bento XVI!

    Referências

    1. ZENIT International News Agency, ZENIT Daily Dispatch, History of Holy Week, Interview With Father Juan Flores Arcas[]
    2. Lc 19, 38; Mt 21, 9[]
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