Descubra a vida e missão de Santa Faustina, a apóstola da Divina Misericórdia, e o legado espiritual que ela deixou ao mundo.
Descubra a vida e missão de Santa Faustina, a apóstola da Divina Misericórdia, e o legado espiritual que ela deixou ao mundo.
Descubra a vida e missão de Santa Faustina, a apóstola da Divina Misericórdia, e o legado espiritual que ela deixou ao mundo.
Santa Faustina Kowalska é uma das grandes santas do século XX, escolhida por Cristo para ser mensageira da Divina Misericórdia: “Ó Sangue e Água, que jorrastes do Coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós!” Sua vida foi marcada por intensas experiências místicas, uma profunda intimidade com Deus e o sacrifício silencioso pela salvação das almas. Através de suas revelações, Jesus concedeu ao mundo a devoção à Misericórdia Divina, convidando todos à confiança absoluta em Seu amor infinito.
Neste artigo, exploraremos sua vida, sua missão e as graças que, por meio dela, foram derramadas sobre a Igreja. Conheceremos a origem da Imagem de Jesus Misericordioso, o Terço e a Festa da Misericórdia, além do legado espiritual que continua a tocar milhões de pessoas.
Santa Faustina Kowalska foi uma religiosa polonesa e mística da Igreja Católica, conhecida como Apóstola da Divina Misericórdia. De origem polonesa, recebeu o nome de Helena Kowalska. Desde a infância, demonstrou uma grande inclinação para a oração e um imenso desejo de estar na presença de Deus. Ainda jovem, ingressou na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, onde recebeu diversas visões e revelações místicas de Jesus.
Sua missão central foi transmitir ao mundo a devoção à Divina Misericórdia, conforme o próprio Cristo lhe revelou. Nos seus escritos íntimos, ela descreveu detalhadamente suas experiências espirituais, narrando a origem dessa devoção, incluindo a imagem de Jesus Misericordioso, o Terço da Misericórdia e a Festa da Misericórdia. Sua vida foi permeada por sofrimentos e sacrifícios, que ela se ofereceu pela conversão dos pecadores, tornando-se um exemplo de fé, humildade e entrega total à vontade de Deus.
A Igreja celebra a festa litúrgica de Santa Faustina Kowalska no dia 5 de outubro, data de seu falecimento em 1938. Esse dia é uma ocasião especial para os devotos da Divina Misericórdia, que recorrem à sua intercessão e recordam sua missão de transmitir a mensagem do amor misericordioso de Deus.
Sua festa é celebrada com especial fervor na Polônia, em santuários dedicados à Divina Misericórdia, e em muitas comunidades ao redor do mundo que foram transformadas por sua mensagem. Santa Faustina não apenas testemunhou a Misericórdia de Deus em sua vida, mas continua a ser um farol de esperança para os fiéis que buscam confiar plenamente no amor de Cristo.
A história da Igreja está repleta de almas escolhidas que foram instrumentos diretos da graça divina. No entanto, poucos receberam uma missão tão clara e urgente quanto Santa Faustina Kowalska.
Sua vida não foi marcada por feitos espetaculares aos olhos do mundo, mas pelo testemunho silencioso de quem soube ouvir e obedecer. Através de sua humildade e entrega, Cristo confiou-lhe uma das mensagens mais importantes dos tempos modernos: a revelação da Divina Misericórdia. Confira, a seguir, os principais acontecimentos de sua vida.
Santa Faustina Kowalska nasceu em 25 de agosto de 1905, em Głogowiec, na Polônia, sendo batizada com o nome de Helena Kowalska. Desde cedo, sua vida foi marcada pela humildade e piedade, cultivadas no ambiente familiar por seus pais, Stanisław e Marianna, ambos camponeses.
Desde a infância, Helena manifestava sinais de uma vocação especial. Gostava de se encontrar em oração, tinha uma sensibilidade incomum para as coisas de Deus e, ainda jovem, sentia um forte chamado à vida religiosa. No entanto, sua família não podia custear o dote necessário para que ela ingressasse em um convento. Então, com cerca de 16 anos, ela trabalhou como empregada doméstica para juntar recursos, enquanto esperava que Deus abrisse as portas.
Aos 19 anos, após uma visão de Cristo sofredor, a jovem Helena compreendeu que a espera não poderia mais se prolongar. Pediu permissão aos pais para entrar no convento, mas encontrou resistência. No entanto, a ordem de Jesus era clara: não postergar mais a sua decisão. Então, com determinação e fé, partiu para Varsóvia, onde, sem recursos e sem conhecer ninguém, bateu à porta de várias congregações até finalmente ser acolhida. Assim começou a grande missão de sua vida.
Em 1925, Helena Kowalska ingressou na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, adotando o nome religioso de Maria Faustina. No convento, dedica-se com humildade às tarefas mais simples, trabalhando na cozinha, no jardim e como porteira. Mas sua vida exterior escondia uma realidade interior muito mais profunda: um diálogo contínuo com Deus.
Santa Faustina recebeu graças místicas extraordinárias. Desde os primeiros anos no convento, começou a ter visões, revelações e locuções interiores nas quais Cristo lhe comunicava a grandeza de Sua Misericórdia e o desejo de que essa mensagem fosse levada a toda a humanidade. Essas experiências, no entanto, não fizeram Faustina se sentir envaidecida ou superior. Pelo contrário, ela enfrentou duras provas espirituais e perseguições, inclusive dentro do próprio convento, onde algumas irmãs e superiores a consideraram iludida ou exagerada.
Entre êxtases e noites escuras da alma, ela viveu em perfeita obediência, oferecendo suas dores pelo resgate das almas. Sua vida no convento foi marcada por um profundo amor à Eucaristia, pelo espírito de sacrifícios e pela busca da santidade, que Santa Faustina entendia como um chamado universal a todos os cristãos.
Cristo revelou a Santa Faustina um dos maiores tesouros espirituais dos tempos modernos: a devoção à Divina Misericórdia. Em uma de Suas aparições, Jesus lhe disse: “Minha filha, fala ao mundo inteiro da Minha insondável misericórdia. Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio para todas as almas.” (Escritos íntimos)
Dessas revelações nasceram três grandes pilares dessa devoção: a Festa da Misericórdia, o Terço da Misericórdia e a imagem de Jesus Misericordioso. Em uma visão, Cristo apareceu a ela com uma túnica branca e dois raios saíram do seu peito – um vermelho e outro branco –, representando o sangue e a água que jorraram de Seu lado aberto na Cruz. Ordenou-lhe que pintasse essa imagem com a inscrição: “Jesus, eu confio em Vós.”
O Terço da Misericórdia foi ensinado pelo próprio Senhor a Faustina como uma oração poderosa para interceder pelas almas e alcançar a graça da conversão. Já a Festa da Misericórdia, Jesus pediu que fosse celebrada no segundo domingo da Páscoa como um dia de graças abundantes, especialmente destinado a todos os pecadores que desejam conversão.
Confira aqui como rezar o Terço da Misericórdia.
Os escritos de Santa Faustina são um eco da voz de Cristo, que lhe revelou os mistérios de Sua misericórdia. Em suas anotações espirituais, ela testemunha a infinita paciência de Deus para com os pecadores e a urgência da conversão: “Quanto maior o pecador, tanto maior o direito que tem à Minha misericórdia.” (Escritos íntimos)
Jesus insistiu na confiança como chave para receber Suas graças: “A alma que confia na Minha misericórdia é a mais feliz, porque Eu mesmo cuido delas.” (Escritos íntimos) Essa confiança vem especialmente da oração e faz crer na misericórdia, a ponto de haver uma entrega total à vontade divina. Santa Faustina compreendeu que a misericórdia de Deus não dispensa a luta pela santidade, mas é justamente o sustento dessa caminhada.
Nos últimos anos de sua vida, Santa Faustina foi consumida por uma grave tuberculose, que a fez sofrer dores intensas. Mas, não se lamentava, oferecia o seu sofrimento pela conversão dos pecadores, unindo-se ao sacrifício de Cristo na Cruz.
Mesmo enfraquecida pela doença, continuou escrevendo sobre o que Deus lhe havia revelado e vivendo sua missão com fidelidade. Compreendia que sua vida não lhe pertencia, mas era um instrumento para levar a Misericórdia de Deus às almas. Toda sua vida foi um testemunho de sua entrega total a Cristo.
No dia 5 de outubro de 1938, Santa Faustina faleceu, com apenas 33 anos, no convento de Cracóvia. Sua morte, no entanto, foi apenas o início da propagação de sua missão. A devoção à Divina Misericórdia cresceu rapidamente, e seus escritos se espalharam pelo mundo, alcançando milhões de almas.
Santa Faustina sempre nutriu uma viva e profunda devoção à Nossa Senhora. A Virgem Maria não era para ela uma figura distante, mas uma mãe querida e próxima, atenta às necessidades de sua alma: “Minha filha, por recomendação de Deus, devo ser de maneira especial e exclusiva uma mãe para ti, mas desejo que tu também sejas de forma particular minha criança”. (Escritos íntimos)
Santa Faustina via em Nossa Senhora o modelo perfeito da vida interior e da entrega incondicional a Deus. Seu amor à Virgem não se limitava a palavras ou sentimentos; era uma devoção concreta, que se traduzia na imitação de suas virtudes e na confiança total em sua intercessão. E foi justamente sob essa proteção materna que ela encontrou força para cumprir sua missão, passando pelas provas e sofrimentos com confiança absoluta no auxílio da Mãe de Deus.
Conheça 5 mensagens que Santa Faustina recebeu de Jesus Cristo.
Santa Faustina contemplava em Maria o exemplo supremo da santidade, pois nela encontrou o reflexo perfeito das virtudes que Deus havia pedido a ela: “Eu desejo, minha querida filha, que pratiques três virtudes que me são caras entre todas e que são as mais agradáveis a Deus: a primeira é a humildade, humildade e mais humildade; a segunda é a castidade; a terceira é o amor a Deus”. (Escritos íntimos)
A humildade foi a pedra angular de sua espiritualidade, pois compreendia que apenas um coração humilde pode ser plenamente entregue a Deus. A castidade, vivida não apenas no corpo, mas também na pureza de intenções e desejos, fazia parte desse caminho. E, acima de tudo, o amor a Deus orientava cada escolha e cada renúncia.
Maria era a mãe que lhe ensinava, com doçura e firmeza, como trilhar esse caminho. Assim, Faustina encontrou na Virgem um guia seguro para sua própria jornada de santidade.
Santa Faustina sempre recorria à Virgem Maria em momentos de dificuldade, pedindo-lhe auxílio e proteção. Nos momentos de provação, nos sofrimentos internos e nas perseguições, encontrava refúgio no colo da Mãe de Deus. Para ela, Maria era uma segurança constante de que jamais seria abandonada: “Ela me ensinou a amar a Deus interiormente, e a como cumprir sua santa vontade em tudo. Maria, tu és a alegria, porque por meio de ti Deus desceu à Terra e ao meu coração.” (Escritos íntimos)
Sua confiança era inabalável, pois sabia que a Virgem a guiava, moldando sua alma para que fosse completamente de Cristo. Assim como Maria foi a porta pela qual Deus entrou no mundo, Faustina a via como porta de entrada para uma comunhão mais profunda com Deus. Ela compreendeu que ninguém melhor do que a Mãe do Salvador poderia ensiná-la a viver na presença de Deus e a cumprir Sua vontade em tudo.
Para Santa Faustina, a Sagrada Eucaristia era o centro de sua vida, e ninguém melhor do que Maria para prepará-la para esse encontro. Se Cristo veio ao mundo pelo ventre puríssimo da Virgem, também foi por meio dela que Faustina desejava receber o Senhor em sua alma.
Antes de cada comunhão, confiava-se à Mãe de Deus, pedindo que purificasse seu coração, para que ali Jesus encontrasse um abrigo digno: “Antes de cada comunhão, rogo fervorosamente à Mãe de Deus para que me ajude a preparar minha alma para a vinda de seu Filho e sinto claramente sua proteção sobre mim”. (Escritos íntimos)
Essa devoção era um ato de confiança profunda. Santa Faustina sabia que Maria, que formou Cristo em seu seio, também formaria Cristo na alma daqueles que a ela recorrem. Assim, sua comunhão não era apenas um momento de piedade, mas uma renovação da entrega total a Deus, sob os cuidados maternos da Virgem Santíssima.
A missão de Santa Faustina foi propagar a devoção à Divina Misericórdia, conforme revelado por Jesus. Ela recebeu de Cristo a tarefa de ser Apóstola da Misericórdia, transmitindo ao mundo a certeza de que a Misericórdia de Deus é infinita e está sempre à disposição daqueles que buscam o Senhor com confiança.
Santa Faustina recebeu de Jesus a missão de mandar pintar a Imagem da Divina Misericórdia, um ícone que expressa visualmente a profundidade do amor de Deus pela humanidade: “Pinta uma imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós.” (Escritos íntimos) Os raios que emanam do Coração de Cristo – um vermelho e outro branco – representam o Sangue e a Água que jorraram de Seu lado na Cruz, sinais do sacrifício redentor e dos Sacramentos da Igreja.
Jesus explicou que essa imagem deveria ser um canal de graças para aqueles que nela confiassem. Ele prometeu: “Ofereço aos homens um vaso com o qual devem vir buscar graças na fonte da Misericórdia. Esse vaso é esta Imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós.” (Escritos íntimos)
Mais do que uma representação artística, a Imagem de Jesus Misericordioso é um chamado à conversão e à confiança absoluta em Deus. Ela lembra que Cristo nunca rejeita um pecador arrependido e que Sua Misericórdia está sempre acessível àqueles que dele se aproximam com fé.
O Terço da Divina Misericórdia foi uma revelação direta de Jesus a Santa Faustina, destacando-se como uma oração de grande poder e eficácia. Ao pedir a recitação desse Terço, Jesus ensinou que, por meio dele, poderia se alcançar não só a graça divina para os pecadores, mas também a intercessão por todo o mundo. Além disso, Jesus revelou à Santa Faustina que “Pela recitação desse Terço, agrada-Me dar tudo o que Me pedirem.” (Escritos íntimos)
Ele prometeu que, ao rezar essa oração, grandes graças serão derramadas sobre aqueles que se aproximam com fé, especialmente os mais necessitados de misericórdia. A estrutura do Terço, com a repetição das palavras “Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro”, oferece uma forma de unificar a alma na confiança e no arrependimento, lembrando constantemente o sofrimento de Cristo e Sua infinita misericórdia.
Para Santa Faustina, essa oração tornou-se um instrumento para interceder pelos pecadores e alcançar a conversão. O Senhor vincula grandes promessas à recitação do Terço da Misericórdia: “As almas que recitarem este terço serão envolvidas pela minha misericórdia durante a sua vida e especialmente na hora da morte”. (Escritos íntimos) De acordo com o autor de uma biografia de Santa Faustina, o Senhor nunca deixou de encorajar Faustina a rezar este terço, especialmente, pelos dos moribundos, para que assim morressem em paz.
Jesus revelou a Santa Faustina que o domingo após a Páscoa deveria ser dedicado à Festa da Misericórdia: “Desejo que o primeiro domingo depois da Páscoa seja a Festa da Misericórdia.” (Escritos íntimos)
Esse dia foi instituído como um tempo especial de graça, no qual as portas da Misericórdia se abrem de modo extraordinário para todos os pecadores. Jesus prometeu derramar abundantes bênçãos sobre aqueles que se aproximassem dele com confiança e arrependimento sincero, oferecendo o perdão dos pecados.
A Festa da Misericórdia recorda à humanidade que, por mais que o homem tenha se afastado de Deus, sempre há um caminho de volta, sempre há um convite ao arrependimento e à confiança em Seu amor infinito. Nesse dia, a Igreja é chamada a proclamar a grandeza da Misericórdia Divina e a conduzir as almas para o Coração de Cristo, que nunca rejeita quem a Ele recorre.
Santa Faustina, como padroeira da Divina Misericórdia, tornou-se um símbolo de confiança e esperança no perdão divino. A sua beatificação e canonização, promovidas por São João Paulo II, ajudaram a consolidar a devoção à Misericórdia Divina, que continua a trazer esperança ao mundo, especialmente nos momentos de sofrimento e dificuldade.
Santa Faustina Kowalska, cuja vida foi marcada pela profunda vivência da Misericórdia Divina, foi beatificada por São João Paulo II em 1993 e canonizada, também por ele, no ano 2000, tornando-se a primeira santa do novo milênio. Na ocasião, o Papa também instituiu uma Festa da Divina Misericórdia para toda a Igreja, atendendo ao pedido de Jesus à Santa Faustina.
A devoção à Divina Misericórdia, propagada por ela, cresceu exponencialmente e hoje é uma das mais populares da Igreja. O Terço da Misericórdia é rezado por milhões de fiéis diariamente, especialmente às três horas da tarde, lembrando a hora da morte de Cristo. E a imagem de Jesus Misericordioso, com os raios do sangue e da água que brotaram de Seu coração, tornou-se um grande símbolo da fé católica, presente em numerosos lares e igrejas, difundindo a mensagem da infinita misericórdia de Deus.
Leia aqui a Homilia da Canonização de Santa Faustina Kowalska.
Ó Jesus, que fizestes de Santa Faustina uma grande devota da Vossa infinita misericórdia, concede-me, por sua intercessão, se isto for conforme a Vossa Santíssima vontade, a graça…, que Vos peço.
Eu, pecador, não sou digno da Vossa misericórdia, mas olhe o espírito de sacrifício de Santa Irmã Faustina e gratifique as suas virtudes, escutando as súplicas que através dela Vos apresento com confiança.
Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
Santa Faustina, rogai por nós!
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Descubra a vida e missão de Santa Faustina, a apóstola da Divina Misericórdia, e o legado espiritual que ela deixou ao mundo.
Santa Faustina Kowalska é uma das grandes santas do século XX, escolhida por Cristo para ser mensageira da Divina Misericórdia: “Ó Sangue e Água, que jorrastes do Coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós!” Sua vida foi marcada por intensas experiências místicas, uma profunda intimidade com Deus e o sacrifício silencioso pela salvação das almas. Através de suas revelações, Jesus concedeu ao mundo a devoção à Misericórdia Divina, convidando todos à confiança absoluta em Seu amor infinito.
Neste artigo, exploraremos sua vida, sua missão e as graças que, por meio dela, foram derramadas sobre a Igreja. Conheceremos a origem da Imagem de Jesus Misericordioso, o Terço e a Festa da Misericórdia, além do legado espiritual que continua a tocar milhões de pessoas.
Santa Faustina Kowalska foi uma religiosa polonesa e mística da Igreja Católica, conhecida como Apóstola da Divina Misericórdia. De origem polonesa, recebeu o nome de Helena Kowalska. Desde a infância, demonstrou uma grande inclinação para a oração e um imenso desejo de estar na presença de Deus. Ainda jovem, ingressou na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, onde recebeu diversas visões e revelações místicas de Jesus.
Sua missão central foi transmitir ao mundo a devoção à Divina Misericórdia, conforme o próprio Cristo lhe revelou. Nos seus escritos íntimos, ela descreveu detalhadamente suas experiências espirituais, narrando a origem dessa devoção, incluindo a imagem de Jesus Misericordioso, o Terço da Misericórdia e a Festa da Misericórdia. Sua vida foi permeada por sofrimentos e sacrifícios, que ela se ofereceu pela conversão dos pecadores, tornando-se um exemplo de fé, humildade e entrega total à vontade de Deus.
A Igreja celebra a festa litúrgica de Santa Faustina Kowalska no dia 5 de outubro, data de seu falecimento em 1938. Esse dia é uma ocasião especial para os devotos da Divina Misericórdia, que recorrem à sua intercessão e recordam sua missão de transmitir a mensagem do amor misericordioso de Deus.
Sua festa é celebrada com especial fervor na Polônia, em santuários dedicados à Divina Misericórdia, e em muitas comunidades ao redor do mundo que foram transformadas por sua mensagem. Santa Faustina não apenas testemunhou a Misericórdia de Deus em sua vida, mas continua a ser um farol de esperança para os fiéis que buscam confiar plenamente no amor de Cristo.
A história da Igreja está repleta de almas escolhidas que foram instrumentos diretos da graça divina. No entanto, poucos receberam uma missão tão clara e urgente quanto Santa Faustina Kowalska.
Sua vida não foi marcada por feitos espetaculares aos olhos do mundo, mas pelo testemunho silencioso de quem soube ouvir e obedecer. Através de sua humildade e entrega, Cristo confiou-lhe uma das mensagens mais importantes dos tempos modernos: a revelação da Divina Misericórdia. Confira, a seguir, os principais acontecimentos de sua vida.
Santa Faustina Kowalska nasceu em 25 de agosto de 1905, em Głogowiec, na Polônia, sendo batizada com o nome de Helena Kowalska. Desde cedo, sua vida foi marcada pela humildade e piedade, cultivadas no ambiente familiar por seus pais, Stanisław e Marianna, ambos camponeses.
Desde a infância, Helena manifestava sinais de uma vocação especial. Gostava de se encontrar em oração, tinha uma sensibilidade incomum para as coisas de Deus e, ainda jovem, sentia um forte chamado à vida religiosa. No entanto, sua família não podia custear o dote necessário para que ela ingressasse em um convento. Então, com cerca de 16 anos, ela trabalhou como empregada doméstica para juntar recursos, enquanto esperava que Deus abrisse as portas.
Aos 19 anos, após uma visão de Cristo sofredor, a jovem Helena compreendeu que a espera não poderia mais se prolongar. Pediu permissão aos pais para entrar no convento, mas encontrou resistência. No entanto, a ordem de Jesus era clara: não postergar mais a sua decisão. Então, com determinação e fé, partiu para Varsóvia, onde, sem recursos e sem conhecer ninguém, bateu à porta de várias congregações até finalmente ser acolhida. Assim começou a grande missão de sua vida.
Em 1925, Helena Kowalska ingressou na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, adotando o nome religioso de Maria Faustina. No convento, dedica-se com humildade às tarefas mais simples, trabalhando na cozinha, no jardim e como porteira. Mas sua vida exterior escondia uma realidade interior muito mais profunda: um diálogo contínuo com Deus.
Santa Faustina recebeu graças místicas extraordinárias. Desde os primeiros anos no convento, começou a ter visões, revelações e locuções interiores nas quais Cristo lhe comunicava a grandeza de Sua Misericórdia e o desejo de que essa mensagem fosse levada a toda a humanidade. Essas experiências, no entanto, não fizeram Faustina se sentir envaidecida ou superior. Pelo contrário, ela enfrentou duras provas espirituais e perseguições, inclusive dentro do próprio convento, onde algumas irmãs e superiores a consideraram iludida ou exagerada.
Entre êxtases e noites escuras da alma, ela viveu em perfeita obediência, oferecendo suas dores pelo resgate das almas. Sua vida no convento foi marcada por um profundo amor à Eucaristia, pelo espírito de sacrifícios e pela busca da santidade, que Santa Faustina entendia como um chamado universal a todos os cristãos.
Cristo revelou a Santa Faustina um dos maiores tesouros espirituais dos tempos modernos: a devoção à Divina Misericórdia. Em uma de Suas aparições, Jesus lhe disse: “Minha filha, fala ao mundo inteiro da Minha insondável misericórdia. Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio para todas as almas.” (Escritos íntimos)
Dessas revelações nasceram três grandes pilares dessa devoção: a Festa da Misericórdia, o Terço da Misericórdia e a imagem de Jesus Misericordioso. Em uma visão, Cristo apareceu a ela com uma túnica branca e dois raios saíram do seu peito – um vermelho e outro branco –, representando o sangue e a água que jorraram de Seu lado aberto na Cruz. Ordenou-lhe que pintasse essa imagem com a inscrição: “Jesus, eu confio em Vós.”
O Terço da Misericórdia foi ensinado pelo próprio Senhor a Faustina como uma oração poderosa para interceder pelas almas e alcançar a graça da conversão. Já a Festa da Misericórdia, Jesus pediu que fosse celebrada no segundo domingo da Páscoa como um dia de graças abundantes, especialmente destinado a todos os pecadores que desejam conversão.
Confira aqui como rezar o Terço da Misericórdia.
Os escritos de Santa Faustina são um eco da voz de Cristo, que lhe revelou os mistérios de Sua misericórdia. Em suas anotações espirituais, ela testemunha a infinita paciência de Deus para com os pecadores e a urgência da conversão: “Quanto maior o pecador, tanto maior o direito que tem à Minha misericórdia.” (Escritos íntimos)
Jesus insistiu na confiança como chave para receber Suas graças: “A alma que confia na Minha misericórdia é a mais feliz, porque Eu mesmo cuido delas.” (Escritos íntimos) Essa confiança vem especialmente da oração e faz crer na misericórdia, a ponto de haver uma entrega total à vontade divina. Santa Faustina compreendeu que a misericórdia de Deus não dispensa a luta pela santidade, mas é justamente o sustento dessa caminhada.
Nos últimos anos de sua vida, Santa Faustina foi consumida por uma grave tuberculose, que a fez sofrer dores intensas. Mas, não se lamentava, oferecia o seu sofrimento pela conversão dos pecadores, unindo-se ao sacrifício de Cristo na Cruz.
Mesmo enfraquecida pela doença, continuou escrevendo sobre o que Deus lhe havia revelado e vivendo sua missão com fidelidade. Compreendia que sua vida não lhe pertencia, mas era um instrumento para levar a Misericórdia de Deus às almas. Toda sua vida foi um testemunho de sua entrega total a Cristo.
No dia 5 de outubro de 1938, Santa Faustina faleceu, com apenas 33 anos, no convento de Cracóvia. Sua morte, no entanto, foi apenas o início da propagação de sua missão. A devoção à Divina Misericórdia cresceu rapidamente, e seus escritos se espalharam pelo mundo, alcançando milhões de almas.
Santa Faustina sempre nutriu uma viva e profunda devoção à Nossa Senhora. A Virgem Maria não era para ela uma figura distante, mas uma mãe querida e próxima, atenta às necessidades de sua alma: “Minha filha, por recomendação de Deus, devo ser de maneira especial e exclusiva uma mãe para ti, mas desejo que tu também sejas de forma particular minha criança”. (Escritos íntimos)
Santa Faustina via em Nossa Senhora o modelo perfeito da vida interior e da entrega incondicional a Deus. Seu amor à Virgem não se limitava a palavras ou sentimentos; era uma devoção concreta, que se traduzia na imitação de suas virtudes e na confiança total em sua intercessão. E foi justamente sob essa proteção materna que ela encontrou força para cumprir sua missão, passando pelas provas e sofrimentos com confiança absoluta no auxílio da Mãe de Deus.
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Santa Faustina contemplava em Maria o exemplo supremo da santidade, pois nela encontrou o reflexo perfeito das virtudes que Deus havia pedido a ela: “Eu desejo, minha querida filha, que pratiques três virtudes que me são caras entre todas e que são as mais agradáveis a Deus: a primeira é a humildade, humildade e mais humildade; a segunda é a castidade; a terceira é o amor a Deus”. (Escritos íntimos)
A humildade foi a pedra angular de sua espiritualidade, pois compreendia que apenas um coração humilde pode ser plenamente entregue a Deus. A castidade, vivida não apenas no corpo, mas também na pureza de intenções e desejos, fazia parte desse caminho. E, acima de tudo, o amor a Deus orientava cada escolha e cada renúncia.
Maria era a mãe que lhe ensinava, com doçura e firmeza, como trilhar esse caminho. Assim, Faustina encontrou na Virgem um guia seguro para sua própria jornada de santidade.
Santa Faustina sempre recorria à Virgem Maria em momentos de dificuldade, pedindo-lhe auxílio e proteção. Nos momentos de provação, nos sofrimentos internos e nas perseguições, encontrava refúgio no colo da Mãe de Deus. Para ela, Maria era uma segurança constante de que jamais seria abandonada: “Ela me ensinou a amar a Deus interiormente, e a como cumprir sua santa vontade em tudo. Maria, tu és a alegria, porque por meio de ti Deus desceu à Terra e ao meu coração.” (Escritos íntimos)
Sua confiança era inabalável, pois sabia que a Virgem a guiava, moldando sua alma para que fosse completamente de Cristo. Assim como Maria foi a porta pela qual Deus entrou no mundo, Faustina a via como porta de entrada para uma comunhão mais profunda com Deus. Ela compreendeu que ninguém melhor do que a Mãe do Salvador poderia ensiná-la a viver na presença de Deus e a cumprir Sua vontade em tudo.
Para Santa Faustina, a Sagrada Eucaristia era o centro de sua vida, e ninguém melhor do que Maria para prepará-la para esse encontro. Se Cristo veio ao mundo pelo ventre puríssimo da Virgem, também foi por meio dela que Faustina desejava receber o Senhor em sua alma.
Antes de cada comunhão, confiava-se à Mãe de Deus, pedindo que purificasse seu coração, para que ali Jesus encontrasse um abrigo digno: “Antes de cada comunhão, rogo fervorosamente à Mãe de Deus para que me ajude a preparar minha alma para a vinda de seu Filho e sinto claramente sua proteção sobre mim”. (Escritos íntimos)
Essa devoção era um ato de confiança profunda. Santa Faustina sabia que Maria, que formou Cristo em seu seio, também formaria Cristo na alma daqueles que a ela recorrem. Assim, sua comunhão não era apenas um momento de piedade, mas uma renovação da entrega total a Deus, sob os cuidados maternos da Virgem Santíssima.
A missão de Santa Faustina foi propagar a devoção à Divina Misericórdia, conforme revelado por Jesus. Ela recebeu de Cristo a tarefa de ser Apóstola da Misericórdia, transmitindo ao mundo a certeza de que a Misericórdia de Deus é infinita e está sempre à disposição daqueles que buscam o Senhor com confiança.
Santa Faustina recebeu de Jesus a missão de mandar pintar a Imagem da Divina Misericórdia, um ícone que expressa visualmente a profundidade do amor de Deus pela humanidade: “Pinta uma imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós.” (Escritos íntimos) Os raios que emanam do Coração de Cristo – um vermelho e outro branco – representam o Sangue e a Água que jorraram de Seu lado na Cruz, sinais do sacrifício redentor e dos Sacramentos da Igreja.
Jesus explicou que essa imagem deveria ser um canal de graças para aqueles que nela confiassem. Ele prometeu: “Ofereço aos homens um vaso com o qual devem vir buscar graças na fonte da Misericórdia. Esse vaso é esta Imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós.” (Escritos íntimos)
Mais do que uma representação artística, a Imagem de Jesus Misericordioso é um chamado à conversão e à confiança absoluta em Deus. Ela lembra que Cristo nunca rejeita um pecador arrependido e que Sua Misericórdia está sempre acessível àqueles que dele se aproximam com fé.
O Terço da Divina Misericórdia foi uma revelação direta de Jesus a Santa Faustina, destacando-se como uma oração de grande poder e eficácia. Ao pedir a recitação desse Terço, Jesus ensinou que, por meio dele, poderia se alcançar não só a graça divina para os pecadores, mas também a intercessão por todo o mundo. Além disso, Jesus revelou à Santa Faustina que “Pela recitação desse Terço, agrada-Me dar tudo o que Me pedirem.” (Escritos íntimos)
Ele prometeu que, ao rezar essa oração, grandes graças serão derramadas sobre aqueles que se aproximam com fé, especialmente os mais necessitados de misericórdia. A estrutura do Terço, com a repetição das palavras “Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro”, oferece uma forma de unificar a alma na confiança e no arrependimento, lembrando constantemente o sofrimento de Cristo e Sua infinita misericórdia.
Para Santa Faustina, essa oração tornou-se um instrumento para interceder pelos pecadores e alcançar a conversão. O Senhor vincula grandes promessas à recitação do Terço da Misericórdia: “As almas que recitarem este terço serão envolvidas pela minha misericórdia durante a sua vida e especialmente na hora da morte”. (Escritos íntimos) De acordo com o autor de uma biografia de Santa Faustina, o Senhor nunca deixou de encorajar Faustina a rezar este terço, especialmente, pelos dos moribundos, para que assim morressem em paz.
Jesus revelou a Santa Faustina que o domingo após a Páscoa deveria ser dedicado à Festa da Misericórdia: “Desejo que o primeiro domingo depois da Páscoa seja a Festa da Misericórdia.” (Escritos íntimos)
Esse dia foi instituído como um tempo especial de graça, no qual as portas da Misericórdia se abrem de modo extraordinário para todos os pecadores. Jesus prometeu derramar abundantes bênçãos sobre aqueles que se aproximassem dele com confiança e arrependimento sincero, oferecendo o perdão dos pecados.
A Festa da Misericórdia recorda à humanidade que, por mais que o homem tenha se afastado de Deus, sempre há um caminho de volta, sempre há um convite ao arrependimento e à confiança em Seu amor infinito. Nesse dia, a Igreja é chamada a proclamar a grandeza da Misericórdia Divina e a conduzir as almas para o Coração de Cristo, que nunca rejeita quem a Ele recorre.
Santa Faustina, como padroeira da Divina Misericórdia, tornou-se um símbolo de confiança e esperança no perdão divino. A sua beatificação e canonização, promovidas por São João Paulo II, ajudaram a consolidar a devoção à Misericórdia Divina, que continua a trazer esperança ao mundo, especialmente nos momentos de sofrimento e dificuldade.
Santa Faustina Kowalska, cuja vida foi marcada pela profunda vivência da Misericórdia Divina, foi beatificada por São João Paulo II em 1993 e canonizada, também por ele, no ano 2000, tornando-se a primeira santa do novo milênio. Na ocasião, o Papa também instituiu uma Festa da Divina Misericórdia para toda a Igreja, atendendo ao pedido de Jesus à Santa Faustina.
A devoção à Divina Misericórdia, propagada por ela, cresceu exponencialmente e hoje é uma das mais populares da Igreja. O Terço da Misericórdia é rezado por milhões de fiéis diariamente, especialmente às três horas da tarde, lembrando a hora da morte de Cristo. E a imagem de Jesus Misericordioso, com os raios do sangue e da água que brotaram de Seu coração, tornou-se um grande símbolo da fé católica, presente em numerosos lares e igrejas, difundindo a mensagem da infinita misericórdia de Deus.
Leia aqui a Homilia da Canonização de Santa Faustina Kowalska.
Ó Jesus, que fizestes de Santa Faustina uma grande devota da Vossa infinita misericórdia, concede-me, por sua intercessão, se isto for conforme a Vossa Santíssima vontade, a graça…, que Vos peço.
Eu, pecador, não sou digno da Vossa misericórdia, mas olhe o espírito de sacrifício de Santa Irmã Faustina e gratifique as suas virtudes, escutando as súplicas que através dela Vos apresento com confiança.
Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
Santa Faustina, rogai por nós!
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