A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas porque a Igreja quis estabelecer um início simbólico para este tempo de conversão. A imposição das cinzas é um gesto penitencial antigo, que nos lembra de nossa fragilidade (“lembra-te que és pó e ao pó voltarás”) e da urgência da conversão (“convertei-vos e crede no Evangelho”). Começar a Quaresma com este rito solene marca uma ruptura com o tempo comum e nos coloca em atitude de humildade e busca por Deus.
A Quaresma muda de data porque está ligada à Páscoa, e a Páscoa é uma festa móvel. A data da Páscoa é calculada com base no calendário lunar: ela é celebrada no primeiro domingo depois da primeira lua cheia que ocorre após o equinócio de primavera (no hemisfério norte). Como a Quaresma são os quarenta dias que antecedem a Páscoa, contando para trás a partir da Quinta-feira Santa, sua data também varia a cada ano. Essa ligação com os ciclos lunares vem da tradição judaica, já que Jesus morreu e ressuscitou durante a celebração da Páscoa judaica.
Não desanime nem desista. Nem sempre nosso caminho durante a Quaresma será linear, e as quedas podem vir a acontecer. Lembre-se que Deus também espera de você sinceridade e humildade para reconhecer a própria fraqueza. Cada vez que você levanta após uma queda, está praticando exatamente aquilo que a Quaresma nos propõe: a conversão constante. É importante também meditar sobre o motivo da falha e, se perceber que houve negligência voluntária, confessá-la.
Sim! Na verdade, a Quaresma é um tempo ainda mais especial para quem está afastado recomeçar, justamente porque toda a Igreja está voltada para a conversão e o retorno a Deus. Não importa há quanto tempo você está longe – a porta está sempre aberta.
Não. O jejum, a penitência e a caridade são pilares permanentes da vida cristã, não práticas sazonais. A Quaresma é um tempo em que a Igreja nos convida a intensificar essas práticas e a tomá-las mais a sério, mas elas devem fazer parte de nossa rotina durante todo o ano.
Claro que pode! Ainda que o ideal seja viver a Quaresma desde o início, é melhor começar tarde do que não começar. Mesmo que você só tome a decisão na última semana da Quaresma, ainda assim vale a pena. Cada passo dado em direção a Deus, por menor que seja, é valioso.
Jejum significa fazer apenas uma refeição completa ao dia (geralmente no almoço), podendo fazer duas pequenas refeições (café da manhã e jantar) que, juntas, não ultrapassem a quantidade da refeição principal. Ou seja, você come menos do que normalmente comeria. Líquidos (água, chá, café) podem ser consumidos normalmente ao longo do dia.
Abstinência significa não comer carne de animais de sangue quente nem derivados (como caldo de carne ou embutidos, por exemplo). Pode-se comer peixe, ovos, leite e derivados, vegetais, grãos, etc.
O jejum é obrigatório para católicos entre 18 e 59 anos de idade, que gozem de plena saúde. Quem está doente, grávidas, lactantes, pessoas com trabalhos muito desgastantes ou outras condições especiais estão dispensados.
Já a abstinência de carne é obrigatória para católicos a partir dos 14 anos de idade, exceto se houver alguma condição de saúde que a contraindique.
Na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. Muitos católicos escolhem jejuar voluntariamente em outras ocasiões durante a Quaresma (como todas as quartas e sextas-feiras), mas a obrigação canônica se limita aos dois dias mencionados.
A Quaresma não é uma lista de proibições, mas um convite à conversão. Não existe uma regra rígida do tipo “isto pode, aquilo não pode”. O espírito da Quaresma é de moderação, recolhimento e foco em Deus. Por isso, recomenda-se evitar grandes festas e celebrações, excessos de qualquer tipo (comida, bebida, entretenimento) e atividades que dispersem a sua vida espiritual. Mas o critério final para sua decisão do que fazer ou não fazer é sempre a conversão do coração, não o cumprimento mecânico de regras.
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