Formação

Beato Clemens von Galen: o “Leão de Münster”

Conheça a história impressionante do Beato Clemens von Galen, o Leão de Münster, um ferrenho adversário dos nazistas.

Beato Clemens von Galen: o “Leão de Münster”
Formação

Beato Clemens von Galen: o “Leão de Münster”

Conheça a história impressionante do Beato Clemens von Galen, o Leão de Münster, um ferrenho adversário dos nazistas.

Data da Publicação: 13/03/2024
Tempo de leitura:
Autor: Redação Minha Biblioteca Católica
Data da Publicação: 13/03/2024
Tempo de leitura:
Autor: Redação Minha Biblioteca Católica

No fim do século XIX, pouco tempos após as agitações da unificação territorial promovida por Otto von Bismarck, o “chanceler de ferro”, nascia o beato Clemens August von Galen, o décimo primeiro filho do Conde Ferdinand Heribert von Galen e da Condessa Elisabeth von Spree. De origem nobre, o menino foi educado nas melhores escolas de Fribourg, Innsbrück e Münster, mesma cidade onde anos mais tarde perceberia os sinais da vocação sacerdotal e onde seria ordenado em maio de 1904.

Início do ministério do Beato Clemens von Galen

Na cidade de Münster iniciou seu ministério sacerdotal exercendo a função de vigário capitular, sendo transferido na sequência para a igreja de São Matias em Berlim, então capital do Império Alemão, de onde assistiria com seus cuidados pastorais seus compatriotas durante a Primeira Guerra Mundial e também durante os anos difíceis da República de Weimar. Em 1929 será chamado a Münster para assumir a Paróquia de São Lamberto, onde começará a escrever e pregar duramente contra os erros da sociedade moderna e contra os engodos políticos que poderiam seduzir católicos incautos em tempos de crise. De sua paróquia o Padre Clemens von Galen sairá para ser ordenado bispo em 1933, ano em que Hitler subiu ao poder nas eleições de março. Em outubro, Von Galen se tornava bispo de Münster e iniciaria uma jornada enérgica de ensino da verdade, combate ao erro, restauração da influência social da Igreja Católica em sua diocese e uma grande organização da vida pastoral. Desde a ascensão de Hitler, mostrou claramente sua posição contrária aos nazistas, manifestando-a amiúde de forma corajosa e clara. Von Galen foi convidado por Pio XI participar da redação da encíclica Mit Brennender Sorge, escrita extraordinariamente em alemão e sob a supervisão do Cardeal Eugenio Pacelli, futuro papa Pio XII, que foi núncio apostólico na Alemanha de 1917 a 1929 e conhecia bem os meandros políticos e culturais daquela nação.

Beato Clemens von Galen
Imagem do Leão de Münster: o cardeal Clemens August von Galen.

O Beato Clemens von Galen e sua oposição a Hitler e ao Nazismo

Quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial e o avanço nazista se mostrou mais incisivo, Von Galen passou a atacar publicamente os nazistas em seus sermões, os quais se tornaram tão populares a ponto de soldados no front de guerra trocarem comida pelas folhas amarrotadas dos sermões do bispo de Münster, que passaram haviam passado a ser transcritos e impressos, alcançando tiragens muito grandes. Três sermões foram decisivos no posicionamento público do bispo de Münster e sistematizaram sua crítica de modo a desvendar os verdadeiros interesses dos nazistas. No dia 3 de agosto de 1941, foi pronunciado o primeiro dos três grandes sermões que já de início denunciavam o programa de eutanásia nazista, a visão eugenista ariana e a perseguição e a morte de inimigos políticos como um atentado direto ao mandamento divino de não matar.

As críticas foram tão bem recebidas pela população, que Hitler chegou a suspender seu programa de extermínio de deficientes físicos e mentais (Aktion T4), considerados um peso para a sociedade. Os historiadores e pesquisadores afirmam de modo unânime que essas mortes prosseguiram até a queda definitiva do Terceiro Reich, mas já não era um programa executado de modo tão evidente, e sim velado. O posicionamento corajoso do bispo que passou a ser chamado de o “Leão de Münster” rendeu uma forte represália do governo nazista, que perseguiu e prendeu 24 padres e 18 religiosos de sua diocese em campos de concentração. Alguns foram enviados ao campo de Dachau, sendo destinados ao chamado “Pavilhão dos Padres”, onde centenas de sacerdotes da Alemanha e de outras nacionalidades foram mortos. Desses sacerdotes e religiosos (42 ao todo), dez desapareceram e os demais foram libertos com a queda do nazismo.

Por conta da coragem e da audácia do bispo de Münster, os irmãos Sophie e Hans Scholl passaram a imprimir e distribuir os seus sermões na Universidade de Munique, de onde se difundiram para vários outros lugares e tiveram ampla aceitação. Dessa atitude de inspiração católica e antinazista dos irmãos surgiria o movimento Rosa Branca ou Weiße Rose, que reuniria dezenas de intelectuais católicos dispostos a lutar contra o nazismo. Os líderes do movimento viriam a ser presos e guilhotinados pela Gestapo em 1943. O Rosa Branca foi um dos grandes difusores dos sermões de Von Galen. Quando os panfletos do movimento começaram a sair da Alemanha, passaram a ser reproduzidos em outras nações, tanto que os ingleses, ao tomarem conhecimento do último panfleto produzido antes da execução das lideranças do movimento, fizeram questão de reimprimi-lo e lançar de seus aviões centenas de cópias sobre a Alemanha.

No sermão de 13 de julho de 1941, na Igreja de São Lamberto, em Münster, num dia de domingo, o Cardeal Von Galen diz: “Meus cristãos, pode-se dizer contra mim que por este discurso franco estou enfraquecendo a frente interna do povo alemão neste tempo de guerra. Em resposta, afirmo: não sou eu a causa de qualquer enfraquecimento da frente interna, mas aqueles que (…) impõem punições pesadas a cidadãos inocentes, sem sentença judicial e sem chance de defesa, roubando nossos compatriotas, nossos irmãos e irmãs, de suas propriedades, jogando-os na rua e caçando-os pelo país! Por isso, em nome do honesto povo alemão, em nome da majestade da Justiça, no interesse da paz e da unidade da frente interna, ergo minha voz; por isso apelo em voz alta como homem alemão, como cidadão honrado, como representante da religião cristã, como bispo católico: Exigimos justiça!

(…) nenhum de nós está seguro – pode-se ser o mais fiel e consciencioso dos cidadãos e pode-se estar consciente de completa inocência – mas não se pode ter certeza de um dia não ser arrancado de casa, privado da liberdade e trancado em porões e campos de concentração da Gestapo.”

Beato Clemens von Galen
 Agosto de 1941 – Bispo von Galen prega contra a eutanásia.

No domingo seguinte, dia 20 de julho de 1941, a assembleia estava lotada para ouvir o santo bispo de Münster: “Somos a bigorna, não o martelo. Mas pergunte ao ferreiro e ouvirá o que ele diz: o objeto forjado na bigorna recebe sua forma não só do martelo, mas também da bigorna. A bigorna não pode e não precisa atacar: ele só deve ser firme, sólida! Se for suficientemente forte, firme e sólida, a bigorna geralmente dura mais que o martelo. Por duros que sejam os golpes do martelo, a bigorna permanece firme e silenciosamente no lugar e continuará por muito tempo a moldar os objetos forjados em cima dela. (…) o que está sendo forjado nestes dias entre o martelo e a bigorna são nossos jovens – a nova geração, ainda informe, ainda capaz de ser moldada, ainda maleável. Não podemos protegê-los das marteladas da incredulidade, da hostilidade ao cristianismo, das falsas doutrinas e da falsa ética. O que é instilado neles nas reuniões dessas organizações de juventude, de que nos dizem que eles aderiram voluntariamente e com o consentimento dos pais? O que ouvem nas escolas que os filhos são obrigados a frequentar sem levar em conta os desejos dos pais? O que leem nos novos livros escolares? Pais cristãos, peçam a seus filhos para mostrar-lhes seus livros, principalmente os de história usados nas escolas secundárias. (…) somos a bigorna, não o martelo! Infelizmente vocês não podem proteger seus filhos, o metal nobre, mas ainda destemperado e cru, das marteladas da hostilidade contra a fé e contra a Igreja. Mas a bigorna também desempenha um papel na moldagem. Deixe sua casa de família, sua devoção e amor paternal, sua vida cristã exemplar serem a forte, firme, sólida e inquebrantável bigorna que absorve a força dos golpes hostis, que continuamente reforça e fortifica a capacidade ainda fraca dos jovens na sagrada resolução de não se permitirem ser desviados do rumo que leva a Deus”.

Depois da Guerra

Acabada a guerra, Von Galen seguiu criticando também os excessos das tropas aliadas no trato com o povo alemão e recusou de forma veemente a imputação da culpa pelo nazismo e pela guerra a todo o povo alemão indistintamente. Em 1946, Pio XII o fez cardeal, mas ao retornar para a Alemanha, após calorosa recepção de seus fieis, adoeceu e morreu no dia 22 de março de 1946, sendo sepultado na catedral em ruínas. Após sua morte, pela santidade de sua vida, sua paciência invencível, por sua piedade de pastor e por sua intrepidez e coragem, seu sucessor, observando a fama de santidade em que morrera e a veneração que os fiéis seguiram lhe prestando, abriu o seu processo de beatificação. E providencialmente coube a outro alemão que viu de perto os horrores do nazismo beatificá-lo: Bento XVI, que na sua juventude chegou a ser forçosamente recrutado para a SS, viu e experimentou as dores de seu povo e anos depois teve a graça, enquanto Sumo Pontífice, de inscrever o nome do Cardeal Von Galen entre os beatos da Igreja, o que se deu a 9 de outubro de 2005.

Leia também Santos na Segunda Guerra: um testemunho de esperança.

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    Redação Minha Biblioteca Católica

    Equipe de redação do maior clube de leitores católicos do Brasil.

    O que você vai encontrar neste artigo?

    No fim do século XIX, pouco tempos após as agitações da unificação territorial promovida por Otto von Bismarck, o “chanceler de ferro”, nascia o beato Clemens August von Galen, o décimo primeiro filho do Conde Ferdinand Heribert von Galen e da Condessa Elisabeth von Spree. De origem nobre, o menino foi educado nas melhores escolas de Fribourg, Innsbrück e Münster, mesma cidade onde anos mais tarde perceberia os sinais da vocação sacerdotal e onde seria ordenado em maio de 1904.

    Início do ministério do Beato Clemens von Galen

    Na cidade de Münster iniciou seu ministério sacerdotal exercendo a função de vigário capitular, sendo transferido na sequência para a igreja de São Matias em Berlim, então capital do Império Alemão, de onde assistiria com seus cuidados pastorais seus compatriotas durante a Primeira Guerra Mundial e também durante os anos difíceis da República de Weimar. Em 1929 será chamado a Münster para assumir a Paróquia de São Lamberto, onde começará a escrever e pregar duramente contra os erros da sociedade moderna e contra os engodos políticos que poderiam seduzir católicos incautos em tempos de crise. De sua paróquia o Padre Clemens von Galen sairá para ser ordenado bispo em 1933, ano em que Hitler subiu ao poder nas eleições de março. Em outubro, Von Galen se tornava bispo de Münster e iniciaria uma jornada enérgica de ensino da verdade, combate ao erro, restauração da influência social da Igreja Católica em sua diocese e uma grande organização da vida pastoral. Desde a ascensão de Hitler, mostrou claramente sua posição contrária aos nazistas, manifestando-a amiúde de forma corajosa e clara. Von Galen foi convidado por Pio XI participar da redação da encíclica Mit Brennender Sorge, escrita extraordinariamente em alemão e sob a supervisão do Cardeal Eugenio Pacelli, futuro papa Pio XII, que foi núncio apostólico na Alemanha de 1917 a 1929 e conhecia bem os meandros políticos e culturais daquela nação.

    Beato Clemens von Galen
    Imagem do Leão de Münster: o cardeal Clemens August von Galen.

    O Beato Clemens von Galen e sua oposição a Hitler e ao Nazismo

    Quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial e o avanço nazista se mostrou mais incisivo, Von Galen passou a atacar publicamente os nazistas em seus sermões, os quais se tornaram tão populares a ponto de soldados no front de guerra trocarem comida pelas folhas amarrotadas dos sermões do bispo de Münster, que passaram haviam passado a ser transcritos e impressos, alcançando tiragens muito grandes. Três sermões foram decisivos no posicionamento público do bispo de Münster e sistematizaram sua crítica de modo a desvendar os verdadeiros interesses dos nazistas. No dia 3 de agosto de 1941, foi pronunciado o primeiro dos três grandes sermões que já de início denunciavam o programa de eutanásia nazista, a visão eugenista ariana e a perseguição e a morte de inimigos políticos como um atentado direto ao mandamento divino de não matar.

    As críticas foram tão bem recebidas pela população, que Hitler chegou a suspender seu programa de extermínio de deficientes físicos e mentais (Aktion T4), considerados um peso para a sociedade. Os historiadores e pesquisadores afirmam de modo unânime que essas mortes prosseguiram até a queda definitiva do Terceiro Reich, mas já não era um programa executado de modo tão evidente, e sim velado. O posicionamento corajoso do bispo que passou a ser chamado de o “Leão de Münster” rendeu uma forte represália do governo nazista, que perseguiu e prendeu 24 padres e 18 religiosos de sua diocese em campos de concentração. Alguns foram enviados ao campo de Dachau, sendo destinados ao chamado “Pavilhão dos Padres”, onde centenas de sacerdotes da Alemanha e de outras nacionalidades foram mortos. Desses sacerdotes e religiosos (42 ao todo), dez desapareceram e os demais foram libertos com a queda do nazismo.

    Por conta da coragem e da audácia do bispo de Münster, os irmãos Sophie e Hans Scholl passaram a imprimir e distribuir os seus sermões na Universidade de Munique, de onde se difundiram para vários outros lugares e tiveram ampla aceitação. Dessa atitude de inspiração católica e antinazista dos irmãos surgiria o movimento Rosa Branca ou Weiße Rose, que reuniria dezenas de intelectuais católicos dispostos a lutar contra o nazismo. Os líderes do movimento viriam a ser presos e guilhotinados pela Gestapo em 1943. O Rosa Branca foi um dos grandes difusores dos sermões de Von Galen. Quando os panfletos do movimento começaram a sair da Alemanha, passaram a ser reproduzidos em outras nações, tanto que os ingleses, ao tomarem conhecimento do último panfleto produzido antes da execução das lideranças do movimento, fizeram questão de reimprimi-lo e lançar de seus aviões centenas de cópias sobre a Alemanha.

    No sermão de 13 de julho de 1941, na Igreja de São Lamberto, em Münster, num dia de domingo, o Cardeal Von Galen diz: “Meus cristãos, pode-se dizer contra mim que por este discurso franco estou enfraquecendo a frente interna do povo alemão neste tempo de guerra. Em resposta, afirmo: não sou eu a causa de qualquer enfraquecimento da frente interna, mas aqueles que (…) impõem punições pesadas a cidadãos inocentes, sem sentença judicial e sem chance de defesa, roubando nossos compatriotas, nossos irmãos e irmãs, de suas propriedades, jogando-os na rua e caçando-os pelo país! Por isso, em nome do honesto povo alemão, em nome da majestade da Justiça, no interesse da paz e da unidade da frente interna, ergo minha voz; por isso apelo em voz alta como homem alemão, como cidadão honrado, como representante da religião cristã, como bispo católico: Exigimos justiça!

    (…) nenhum de nós está seguro – pode-se ser o mais fiel e consciencioso dos cidadãos e pode-se estar consciente de completa inocência – mas não se pode ter certeza de um dia não ser arrancado de casa, privado da liberdade e trancado em porões e campos de concentração da Gestapo.”

    Beato Clemens von Galen
     Agosto de 1941 – Bispo von Galen prega contra a eutanásia.

    No domingo seguinte, dia 20 de julho de 1941, a assembleia estava lotada para ouvir o santo bispo de Münster: “Somos a bigorna, não o martelo. Mas pergunte ao ferreiro e ouvirá o que ele diz: o objeto forjado na bigorna recebe sua forma não só do martelo, mas também da bigorna. A bigorna não pode e não precisa atacar: ele só deve ser firme, sólida! Se for suficientemente forte, firme e sólida, a bigorna geralmente dura mais que o martelo. Por duros que sejam os golpes do martelo, a bigorna permanece firme e silenciosamente no lugar e continuará por muito tempo a moldar os objetos forjados em cima dela. (…) o que está sendo forjado nestes dias entre o martelo e a bigorna são nossos jovens – a nova geração, ainda informe, ainda capaz de ser moldada, ainda maleável. Não podemos protegê-los das marteladas da incredulidade, da hostilidade ao cristianismo, das falsas doutrinas e da falsa ética. O que é instilado neles nas reuniões dessas organizações de juventude, de que nos dizem que eles aderiram voluntariamente e com o consentimento dos pais? O que ouvem nas escolas que os filhos são obrigados a frequentar sem levar em conta os desejos dos pais? O que leem nos novos livros escolares? Pais cristãos, peçam a seus filhos para mostrar-lhes seus livros, principalmente os de história usados nas escolas secundárias. (…) somos a bigorna, não o martelo! Infelizmente vocês não podem proteger seus filhos, o metal nobre, mas ainda destemperado e cru, das marteladas da hostilidade contra a fé e contra a Igreja. Mas a bigorna também desempenha um papel na moldagem. Deixe sua casa de família, sua devoção e amor paternal, sua vida cristã exemplar serem a forte, firme, sólida e inquebrantável bigorna que absorve a força dos golpes hostis, que continuamente reforça e fortifica a capacidade ainda fraca dos jovens na sagrada resolução de não se permitirem ser desviados do rumo que leva a Deus”.

    Depois da Guerra

    Acabada a guerra, Von Galen seguiu criticando também os excessos das tropas aliadas no trato com o povo alemão e recusou de forma veemente a imputação da culpa pelo nazismo e pela guerra a todo o povo alemão indistintamente. Em 1946, Pio XII o fez cardeal, mas ao retornar para a Alemanha, após calorosa recepção de seus fieis, adoeceu e morreu no dia 22 de março de 1946, sendo sepultado na catedral em ruínas. Após sua morte, pela santidade de sua vida, sua paciência invencível, por sua piedade de pastor e por sua intrepidez e coragem, seu sucessor, observando a fama de santidade em que morrera e a veneração que os fiéis seguiram lhe prestando, abriu o seu processo de beatificação. E providencialmente coube a outro alemão que viu de perto os horrores do nazismo beatificá-lo: Bento XVI, que na sua juventude chegou a ser forçosamente recrutado para a SS, viu e experimentou as dores de seu povo e anos depois teve a graça, enquanto Sumo Pontífice, de inscrever o nome do Cardeal Von Galen entre os beatos da Igreja, o que se deu a 9 de outubro de 2005.

    Leia também Santos na Segunda Guerra: um testemunho de esperança.

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