Como você lê a Bíblia? Confira neste artigo a lectio divina, uma antiga prática da Igreja que nos ensina a rezar com as Sagradas Escrituras.
Como você lê a Bíblia? Confira neste artigo a lectio divina, uma antiga prática da Igreja que nos ensina a rezar com as Sagradas Escrituras.
Como você lê a Bíblia? Confira neste artigo a lectio divina, uma antiga prática da Igreja que nos ensina a rezar com as Sagradas Escrituras.
A leitura das Sagradas Escrituras é fundamental para conhecermos a vida de Cristo, seu plano de salvação e sua vontade. No entanto, não basta ler, é necessário que essas palavras evoluam para a oração e, por fim, para uma transformação de vida — uma verdadeira conversão.
Mas você já tentou ler alguma passagem bíblica e não entendeu? Muitas vezes, o desafio reside em como interpretar e aplicar a Palavra de Deus em nossa vida cotidiana. Neste artigo, você vai descobrir uma valiosa prática da Igreja que orienta a leitura das Sagradas Escrituras, ensinando não apenas a compreendê-las, mas também a transformá-las em uma experiência de oração e incorporá-las de forma prática em nossas vidas.
A lectio divina é uma antiga prática da Igreja e representa uma forma tradicional de ler as Sagradas Escrituras. A expressão latina Lectio Divina sugere uma leitura orante da Palavra de Deus, uma maneira profunda e significativa de se relacionar intimamente com o Senhor.
Ao realizar a Lectio Divina, não nos vemos simplesmente como leitores de um documento histórico, mas como participantes de um diálogo com o próprio Deus. Esta leitura não é uma atividade acadêmica, mas uma postura de escuta atenta, onde Deus se comunica diretamente conosco. Nesse sentido, a Palavra de Deus é uma mensagem viva, uma comunicação pessoal endereçada a cada um de nós.
Desdobrando-se em quatro fases dinâmicas, a lectio divina vai além da simples leitura das Escrituras, tornando-se uma verdadeira escola de oração para os cristãos. Nesse contexto, a oração é vista como uma resposta amorosa a Deus, que toma a iniciativa de se comunicar conosco.
O cerne desta prática está, portanto, no diálogo com Deus: lemos Sua Palavra, falamos com Ele e, em seguida, nos recolhemos para escutar, buscando aplicar em nossa vida o que Ele nos ensina.
Conheça os três pilares da Fé Católica: Tradição, Magistério e Sagrada Escritura.
O primeiro passo na Lectio Divina é a leitura das Sagradas Escrituras. No entanto, não se trata de uma leitura comum, pois estamos diante da Palavra do próprio Deus, que se comunica diretamente ao nosso coração. Essa leitura é o meio pelo qual nos conectamos ao Cristo Ressuscitado e à Sua vida.
As Escrituras representam a voz viva de Deus, o Verbo Encarnado que se dirige a cada um de nós. Portanto, é fundamental fazer essa leitura de modo espiritual, reconhecendo que as palavras têm um significado profundo e nos conduzem à presença de Cristo.
É importante neste momento imaginar-se naquela cena descrita pela Palavra — o ambiente, os personagens, os diálogos etc. — e observar tudo o que está acontecendo como se estivesse lá. Além disso, é valioso memorizar certos trechos para meditar ao longo do dia. Pois a Palavra de Deus nutre nossa alma com um vigor espiritual e ilumina nosso caminho diário.
Após a leitura, a meditação é o estágio em que a mensagem divina é internalizada. Ao memorizar trechos específicos, facilita-se a meditação, permitindo que a verdade divina ilumine a alma. Esse processo envolve uma escuta atenta à voz de Deus, em busca da verdade do amor de Cristo, que ressoa nas Escrituras.
De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, “a meditação é sobretudo uma busca. O espírito procura compreender o porquê e o como da vida cristã, para aderir e corresponder ao que o Senhor lhe pede.” 1
Na meditação, não se busca sentimentos, mas a verdade divina. Reconhecemos que o Cristo dos Evangelhos pensava em nós enquanto falava ou realizava milagres, portanto, este trecho das Escrituras torna-se um encontro pessoal com a voz de Deus: “o que Ele está dizendo a mim?”. Sendo assim, é o momento também de confrontar a Palavra divina com a própria vida 2, guiados pela iluminação do Espírito Santo.
Só é possível dar uma resposta a Deus quando se compreende o que Ele pede de maneira direta. Embora a Palavra de Deus seja para toda a humanidade, na meditação da lectio divina, busca-se entender o que o Senhor quer comunicar a cada um, individualmente, através da Sua Palavra.
Aprenda como interpretar a Bíblia.
No terceiro estágio, a oração emerge como uma resposta à verdade assimilada na meditação. A Palavra de Deus se converte em expressões de fé, esperança e caridade, tornando-se um veículo para manifestar o amor por Cristo. Nesse diálogo pessoal, as palavras não precisam ser rebuscadas; basta proferir frases simples como “Senhor, eu creio em Ti” ou “Senhor, desejo amar-Te, concede-me a graça”.
A oração vocal transforma-se em um canal para pedir a graça de crer na mensagem divina, corresponder ao amor de Deus e amá-lo verdadeiramente. A oração é um diálogo no qual se expressam as necessidades, mesmo sabendo que o Senhor as conhece. É o momento de pedir o que for necessário — amor, paciência, força, alegria, fé —, com base naquilo que o Senhor revelou durante a meditação.
O objetivo dessa oração é ser uma resposta que não se limite a palavras, mas resulte em um compromisso com Deus, a fim de gerar uma verdadeira mudança de vida — a partir da descoberta da verdade contida na Palavra de Deus.
Por fim, atinge-se a contemplação, é o momento de permanecer na presença amorosa de Deus. Nesse estágio da lectio divina, não há mais palavras; trata-se de um silêncio repleto de significado. Após a leitura, a meditação e a oração, recolhemo-nos na presença ativa de Deus. É o momento de Cristo agir na alma agitada que se aquieta.
Assim como o discípulo João que se reclinou no peito do mestre, permanecemos em comunhão íntima. Nesse estado contemplativo, é possível experimentar a presença de Deus — lembrando que isso não significa sentir — como uma luz divina que ilumina a compreensão e revela o conhecimento do Seu amor constante em suas vidas.
A contemplação é adentrar no mistério de Cristo, Santa Teresa a resume nestas palavras: “Outra coisa não é, a meu parecer, oração mental, senão tratar de amizade — estando muitas vezes tratando a sós — com Quem sabemos que nos ama.” 3
Confira por que setembro é o mês dedicado à Bíblia.

Com a tradução clássica do Pe. Matos Soares e mais de 8.000 notas de rodapé, a Bíblia da MBC é ideal para quem deseja aprofundar a compreensão da Palavra de Deus. Traz introduções que contextualizam cada livro bíblico, explicações acessíveis sobre passagens difíceis e um projeto gráfico pensado para favorecer uma leitura fluida e proveitosa.
O maior clube de leitores católicos do Brasil.
Como você lê a Bíblia? Confira neste artigo a lectio divina, uma antiga prática da Igreja que nos ensina a rezar com as Sagradas Escrituras.
A leitura das Sagradas Escrituras é fundamental para conhecermos a vida de Cristo, seu plano de salvação e sua vontade. No entanto, não basta ler, é necessário que essas palavras evoluam para a oração e, por fim, para uma transformação de vida — uma verdadeira conversão.
Mas você já tentou ler alguma passagem bíblica e não entendeu? Muitas vezes, o desafio reside em como interpretar e aplicar a Palavra de Deus em nossa vida cotidiana. Neste artigo, você vai descobrir uma valiosa prática da Igreja que orienta a leitura das Sagradas Escrituras, ensinando não apenas a compreendê-las, mas também a transformá-las em uma experiência de oração e incorporá-las de forma prática em nossas vidas.
A lectio divina é uma antiga prática da Igreja e representa uma forma tradicional de ler as Sagradas Escrituras. A expressão latina Lectio Divina sugere uma leitura orante da Palavra de Deus, uma maneira profunda e significativa de se relacionar intimamente com o Senhor.
Ao realizar a Lectio Divina, não nos vemos simplesmente como leitores de um documento histórico, mas como participantes de um diálogo com o próprio Deus. Esta leitura não é uma atividade acadêmica, mas uma postura de escuta atenta, onde Deus se comunica diretamente conosco. Nesse sentido, a Palavra de Deus é uma mensagem viva, uma comunicação pessoal endereçada a cada um de nós.
Desdobrando-se em quatro fases dinâmicas, a lectio divina vai além da simples leitura das Escrituras, tornando-se uma verdadeira escola de oração para os cristãos. Nesse contexto, a oração é vista como uma resposta amorosa a Deus, que toma a iniciativa de se comunicar conosco.
O cerne desta prática está, portanto, no diálogo com Deus: lemos Sua Palavra, falamos com Ele e, em seguida, nos recolhemos para escutar, buscando aplicar em nossa vida o que Ele nos ensina.
Conheça os três pilares da Fé Católica: Tradição, Magistério e Sagrada Escritura.
O primeiro passo na Lectio Divina é a leitura das Sagradas Escrituras. No entanto, não se trata de uma leitura comum, pois estamos diante da Palavra do próprio Deus, que se comunica diretamente ao nosso coração. Essa leitura é o meio pelo qual nos conectamos ao Cristo Ressuscitado e à Sua vida.
As Escrituras representam a voz viva de Deus, o Verbo Encarnado que se dirige a cada um de nós. Portanto, é fundamental fazer essa leitura de modo espiritual, reconhecendo que as palavras têm um significado profundo e nos conduzem à presença de Cristo.
É importante neste momento imaginar-se naquela cena descrita pela Palavra — o ambiente, os personagens, os diálogos etc. — e observar tudo o que está acontecendo como se estivesse lá. Além disso, é valioso memorizar certos trechos para meditar ao longo do dia. Pois a Palavra de Deus nutre nossa alma com um vigor espiritual e ilumina nosso caminho diário.
Após a leitura, a meditação é o estágio em que a mensagem divina é internalizada. Ao memorizar trechos específicos, facilita-se a meditação, permitindo que a verdade divina ilumine a alma. Esse processo envolve uma escuta atenta à voz de Deus, em busca da verdade do amor de Cristo, que ressoa nas Escrituras.
De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, “a meditação é sobretudo uma busca. O espírito procura compreender o porquê e o como da vida cristã, para aderir e corresponder ao que o Senhor lhe pede.” 1
Na meditação, não se busca sentimentos, mas a verdade divina. Reconhecemos que o Cristo dos Evangelhos pensava em nós enquanto falava ou realizava milagres, portanto, este trecho das Escrituras torna-se um encontro pessoal com a voz de Deus: “o que Ele está dizendo a mim?”. Sendo assim, é o momento também de confrontar a Palavra divina com a própria vida 2, guiados pela iluminação do Espírito Santo.
Só é possível dar uma resposta a Deus quando se compreende o que Ele pede de maneira direta. Embora a Palavra de Deus seja para toda a humanidade, na meditação da lectio divina, busca-se entender o que o Senhor quer comunicar a cada um, individualmente, através da Sua Palavra.
Aprenda como interpretar a Bíblia.
No terceiro estágio, a oração emerge como uma resposta à verdade assimilada na meditação. A Palavra de Deus se converte em expressões de fé, esperança e caridade, tornando-se um veículo para manifestar o amor por Cristo. Nesse diálogo pessoal, as palavras não precisam ser rebuscadas; basta proferir frases simples como “Senhor, eu creio em Ti” ou “Senhor, desejo amar-Te, concede-me a graça”.
A oração vocal transforma-se em um canal para pedir a graça de crer na mensagem divina, corresponder ao amor de Deus e amá-lo verdadeiramente. A oração é um diálogo no qual se expressam as necessidades, mesmo sabendo que o Senhor as conhece. É o momento de pedir o que for necessário — amor, paciência, força, alegria, fé —, com base naquilo que o Senhor revelou durante a meditação.
O objetivo dessa oração é ser uma resposta que não se limite a palavras, mas resulte em um compromisso com Deus, a fim de gerar uma verdadeira mudança de vida — a partir da descoberta da verdade contida na Palavra de Deus.
Por fim, atinge-se a contemplação, é o momento de permanecer na presença amorosa de Deus. Nesse estágio da lectio divina, não há mais palavras; trata-se de um silêncio repleto de significado. Após a leitura, a meditação e a oração, recolhemo-nos na presença ativa de Deus. É o momento de Cristo agir na alma agitada que se aquieta.
Assim como o discípulo João que se reclinou no peito do mestre, permanecemos em comunhão íntima. Nesse estado contemplativo, é possível experimentar a presença de Deus — lembrando que isso não significa sentir — como uma luz divina que ilumina a compreensão e revela o conhecimento do Seu amor constante em suas vidas.
A contemplação é adentrar no mistério de Cristo, Santa Teresa a resume nestas palavras: “Outra coisa não é, a meu parecer, oração mental, senão tratar de amizade — estando muitas vezes tratando a sós — com Quem sabemos que nos ama.” 3
Confira por que setembro é o mês dedicado à Bíblia.

Com a tradução clássica do Pe. Matos Soares e mais de 8.000 notas de rodapé, a Bíblia da MBC é ideal para quem deseja aprofundar a compreensão da Palavra de Deus. Traz introduções que contextualizam cada livro bíblico, explicações acessíveis sobre passagens difíceis e um projeto gráfico pensado para favorecer uma leitura fluida e proveitosa.