Devoção, Espiritualidade, Formação

Um guia para rezar o Rosário

A oração diária do rosário é o maior pedido que Nossa Senhora nos fez. Neste post, veja um guia completo para aprender a rezá-la.

Um guia para rezar o Rosário
Devoção, Espiritualidade, Formação

Um guia para rezar o Rosário

A oração diária do rosário é o maior pedido que Nossa Senhora nos fez. Neste post, veja um guia completo para aprender a rezá-la.

Data da Publicação: 07/12/2022
Tempo de leitura:
Autor: Redação MBC
Data da Publicação: 07/12/2022
Tempo de leitura:
Autor: Redação MBC

Quando a Virgem Maria apareceu em Fátima sob o título de Nossa Senhora do Rosário, Ela pediu a Lúcia, Jacinta e Francisco que rezassem o terço todos os dias.

E nós também somos chamados a praticar esta devoção diariamente — se possível, o Rosário completo — pela salvação das almas dos pecadores.

Por isso, preparamos este post para ajudar você a realizar este que é o maior pedido de Maria Santíssima a cada um de Seus filhos.

O que é o Rosário?


O Papa S. João Paulo II, em 16 de Outubro de 2002, escreveu uma bela carta apostólica intitulada Rosarium Virginis Mariae, explicando o sentido e o profundo significado da oração do Rosário para os católicos. Nesta carta, começa por explicar que “o Rosário à Virgem Maria é, na sua simplicidade e profundidade, uma oração de grande significado destinada a produzir frutos de santidade”. Em outras palavras, o Santo Rosário nada mais é do que contemplar os acontecimentos mais importantes da vida de Cristo para que “imitando o que eles contêm e alcançando o que prometem” possamos alcançar a santidade através dos olhos de Maria.

Qual a origem desta oração?


A origem do Rosário, em poucas palavras, remonta à Idade Média. Após a expansão do cristianismo no Oriente e no Ocidente, ou seja, após a conversão de famílias, aldeias e cidades inteiras, os homens medievais procuraram fugir das grandes metrópoles, devastadas e profundamente paganizadas, para lugares mais distantes onde pudessem se recolher, viver em comunidade cristã e em constante oração; talvez o caso mais conhecido de todos seja o de São Bento.

Desde então, começaram a surgir os chamados monges e a fundar mosteiros. Rezavam e trabalhavam muito intensamente, em contraste com os nossos tempos. Por exemplo, rezavam os 150 salmos por dia, em coro na igreja, como uma oração diária. Enquanto outros lavravam o solo sob o sol duro, outros rezavam ao sol que nasce do alto. 1

No entanto, houve uma dificuldade: nem todos tinham a oportunidade de rezar constantemente os 150 salmos juntamente com o coro de monges, pelo simples fato de terem de se alimentar e cultivar a terra. 

Assim, tiveram a brilhante ideia de fazer outras práticas piedosas enquanto cuidavam do cultivo ou mantinham a ordem monástica; começaram a rezar orações jaculatórias e a recitar frases do Evangelho, em lugar dos 150 salmos, e a contar com os dedos.

Uma das récitas mais conhecidas foi a saudação do Anjo Gabriel à Virgem Maria: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo: bendita és tu entre as mulheres” (Lucas 1,28). Estas práticas piedosas, especialmente a Saudação à Virgem Maria, foram transmitidas aos fiéis da época que não tinham acesso aos 150 Salmos por escrito, mas em vez disso rezavam 150 Ave-Marias. E assim, ao longo do tempo, as outras partes foram acrescentadas até chegarmos ao que hoje conhecemos como o Santo Rosário.

De fato, o Rosário foi mencionado pela primeira vez num documento papal no século XVI. Em sua bula Consueverunt, São Pio V observou que “o Rosário ou o Saltério da Santíssima Virgem” é uma “forma de oração” através da qual “veneramos Maria com a saudação angélica repetida cento e cinquenta vezes, seguindo o número de salmos do Rei Davi, e antes de cada contagem de dez Ave-Marias, rezamos a Nosso Senhor, com meditações que ilustram toda a vida do próprio Senhor Jesus Cristo”.

Portanto, quando falamos da origem do Santo Rosário, de uma forma prática e simples podemos voltar a fatos puramente históricos. Mas o que sabemos, sem qualquer dúvida, é que a origem do Rosário vai além desses fatos históricos. É um verdadeiro querer divino na Terra para que seus filhos estejam com o coração voltado a Ele e à Sua Mãe. Pela  saudação divina do Anjo Gabriel à Santíssima Mãe de Deus, contemplamos os mistérios da vida humana e divina de Cristo, e deixamos que eles frutifiquem também em nossas vidas.

Leia mais: 4 meios para aumentar a devoção à Nossa Senhora

Como rezá-la?


Num ritmo compassado de orações “simples e profundas”, como as de uma criança à sua mãe. O Santo Rosário está dividido em elementos, partes, seções e o todo. Por outras palavras, é perfeitamente pensado com o propósito de ter uma melhor intimidade, familiaridade, de forma natural e sobrenatural com Jesus através de Maria, a mãe que dá à luz os novos filhos de Deus.

Para uma melhor contemplação da vida de Cristo, o Santo Rosário está dividido em Pai-nossos, Ave-Marias e Glórias, organizados em dezenas de contas menores e maiores. Dessa forma, a cristandade quis organizar a vida de Cristo em 5 mistérios, referindo-se talvez teologicamente ao Pentateuco, uma vez que a nova lei “faço novas todas as coisas” 2, e a verdadeira lei “Eu sou a verdade, o caminho e a vida” 3, é o próprio Cristo. Ou porque historicamente, aqueles que não podiam rezar os 150 salmos, devido a circunstâncias da vida, refugiaram-se na Mãe de Deus com amor e admiração, para seguirem o seu exemplo de guardar no coração e viver os mistérios de Cristo, e para cada salmo recitaram uma Ave-Maria.

No entanto, o que nunca deve ser esquecido é que cada Santo Rosário é como aquela passagem do Evangelho 4 onde Jesus subiu a uma montanha para rezar, levando consigo os seus três discípulos favoritos, Pedro, Tiago e João. E enquanto rezava, o seu corpo foi transfigurado. A sua roupa tornou-se mais branca do que a neve, e o seu rosto mais brilhante do que o sol. E Moisés e Elias apareceram e falaram-lhe do que lhe estava prestes a acontecer em Jerusalém.

Pedro ficou muito entusiasmado e exclamou: “Senhor, como é bom que estejamos aqui!” Assim acontece com o Santo Rosário: como é bom estarmos no colo de nossa Mãe, entregando-lhe tudo o que somos e temos.

De forma prática, a oração do rosário, ou terço, se dá da seguinte forma:

Passo 1:


Inicie fazendo o sinal da cruz;

Passo 2:


Ofereça a oração por alguma intenção que você queira rezar, para alguém ou alguma situação. 

Passo 3:


Reze a oração do Creio. Depois, na primeira conta (bolinha) maior separada, reze um Pai-Nosso. Em seguida, três Ave-Marias e, na conta maior separada, um “Glória”: 

 “Glória ao Pai, ao Filho e o Espírito Santo. Como era no princípio, agora é sempre. Amém. 

Oh! Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Amém.”

Passo 4:


A partir daqui começamos a oração dos mistérios. A cada dezena lembramos de um mistério da vida de Jesus, seguido de 1 Pai-Nosso e 10 Ave-Marias. No terço, eles são separados da seguinte forma:

  • Segunda e sábado: quando oramos os mistérios gozosos;
  • Terças e sextas: quando oramos os mistérios dolorosos; 
  • Quartas e domingos: quando oramos os mistérios gloriosos; 
  • Quinta: quando oramos os mistérios luminosos.

Passo 5:


Após cada dezena de Ave-Marias, deve-se rezar um “Glória” e a oração pelas almas do Purgatório:

“Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem de Vossa Misericórdia.”

Passo 6:


Por fim, fecha-se o terço com um encerramento e oração da Salve Rainha.

Terço ou Rosário?


Costumamos designar “terço” como a récita das 150 Ave-Marias, acompanhadas do mistério do dia. É possível, também, recitar todos os 4 grupos de mistérios em sequência. A isso designamos “Rosário”. Iniciamos meditando o nascimento de Jesus, com os mistérios gozosos, e terminamos com sua ressurreição e instituição sacramental da Eucaristia, com os mistérios gloriosos. Dependendo do tempo disponível do fiel, ele escolhe quanto deseja rezar.

Com a oração completa do Rosário, podemos meditar sobre a vida inteira de Jesus e, com Ele, entregar também nossas vidas. Por isso, essa é uma prática muito difundida e que garante muitos frutos às almas.

O Rosário e Nossa Senhora de Fátima


Em suas aparições aos pastorinhos, em 1917, Nossa Senhora de Fátima sempre falou sobre a necessidade de muita oração e, especialmente, da oração do Santo Terço. Na primeira aparição, em maio, ela já dizia: 

“Rezem o terço, todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.” 5

Nas demais aparições, feitas até outubro do mesmo ano, esse foi o pedido constante de Nossa Senhora: rezar muito o santo terço, em intenção pela paz no mundo e pela salvação das almas.

De fato, as três crianças levaram a recomendação à risca e rezavam incessantemente, todos os dias, ao visitar a Cova da Íria e durante seus afazeres. Isso está registrado nas memórias da Irmã Lúcia, especialmente a São Francisco Marto:

“– Ó minha Nossa Senhora, terços, rezo todos quantos Vós quiserdes. E, desde aí, tomou o costume de se afastar de nós, como que passeando; e se chamava por ele e Ihe perguntava que andava a fazer, levantava o braço e mostrava-me o terço. Se Ihe dizia que viesse brincar, que depois rezava conosco, respondia: – Depois também rezo. Não te lembras que Nossa Senhora disse que tinha de rezar muitos terços?” 6

Assim como essas crianças, Nossa Senhora também espera de nós um coração humilde e disponível, que a encontre muitas vezes na oração do Santo Terço. Por isso, seu pedido é recorrente em cada aparição que realiza. Quando estudamos tais aparições, especialmente com o livro “Aparições de Nossa Senhora”, vemos o quanto a Virgem Maria deseja nossa presença amorosa por meio do rosário.

Referências

  1. Lc 1,78-79[]
  2. Apocalipse 21,5[]
  3. Jo 14, 6[]
  4. Lc. 9, Mc. 6, Mt. 10[]
  5. Memórias da Ir. Lúcia, p.174[]
  6. Memórias da Ir. Lúcia, p.141[]
Redação MBC

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O que você vai encontrar neste artigo?

Quando a Virgem Maria apareceu em Fátima sob o título de Nossa Senhora do Rosário, Ela pediu a Lúcia, Jacinta e Francisco que rezassem o terço todos os dias.

E nós também somos chamados a praticar esta devoção diariamente — se possível, o Rosário completo — pela salvação das almas dos pecadores.

Por isso, preparamos este post para ajudar você a realizar este que é o maior pedido de Maria Santíssima a cada um de Seus filhos.

O que é o Rosário?


O Papa S. João Paulo II, em 16 de Outubro de 2002, escreveu uma bela carta apostólica intitulada Rosarium Virginis Mariae, explicando o sentido e o profundo significado da oração do Rosário para os católicos. Nesta carta, começa por explicar que “o Rosário à Virgem Maria é, na sua simplicidade e profundidade, uma oração de grande significado destinada a produzir frutos de santidade”. Em outras palavras, o Santo Rosário nada mais é do que contemplar os acontecimentos mais importantes da vida de Cristo para que “imitando o que eles contêm e alcançando o que prometem” possamos alcançar a santidade através dos olhos de Maria.

Qual a origem desta oração?


A origem do Rosário, em poucas palavras, remonta à Idade Média. Após a expansão do cristianismo no Oriente e no Ocidente, ou seja, após a conversão de famílias, aldeias e cidades inteiras, os homens medievais procuraram fugir das grandes metrópoles, devastadas e profundamente paganizadas, para lugares mais distantes onde pudessem se recolher, viver em comunidade cristã e em constante oração; talvez o caso mais conhecido de todos seja o de São Bento.

Desde então, começaram a surgir os chamados monges e a fundar mosteiros. Rezavam e trabalhavam muito intensamente, em contraste com os nossos tempos. Por exemplo, rezavam os 150 salmos por dia, em coro na igreja, como uma oração diária. Enquanto outros lavravam o solo sob o sol duro, outros rezavam ao sol que nasce do alto. 1

No entanto, houve uma dificuldade: nem todos tinham a oportunidade de rezar constantemente os 150 salmos juntamente com o coro de monges, pelo simples fato de terem de se alimentar e cultivar a terra. 

Assim, tiveram a brilhante ideia de fazer outras práticas piedosas enquanto cuidavam do cultivo ou mantinham a ordem monástica; começaram a rezar orações jaculatórias e a recitar frases do Evangelho, em lugar dos 150 salmos, e a contar com os dedos.

Uma das récitas mais conhecidas foi a saudação do Anjo Gabriel à Virgem Maria: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo: bendita és tu entre as mulheres” (Lucas 1,28). Estas práticas piedosas, especialmente a Saudação à Virgem Maria, foram transmitidas aos fiéis da época que não tinham acesso aos 150 Salmos por escrito, mas em vez disso rezavam 150 Ave-Marias. E assim, ao longo do tempo, as outras partes foram acrescentadas até chegarmos ao que hoje conhecemos como o Santo Rosário.

De fato, o Rosário foi mencionado pela primeira vez num documento papal no século XVI. Em sua bula Consueverunt, São Pio V observou que “o Rosário ou o Saltério da Santíssima Virgem” é uma “forma de oração” através da qual “veneramos Maria com a saudação angélica repetida cento e cinquenta vezes, seguindo o número de salmos do Rei Davi, e antes de cada contagem de dez Ave-Marias, rezamos a Nosso Senhor, com meditações que ilustram toda a vida do próprio Senhor Jesus Cristo”.

Portanto, quando falamos da origem do Santo Rosário, de uma forma prática e simples podemos voltar a fatos puramente históricos. Mas o que sabemos, sem qualquer dúvida, é que a origem do Rosário vai além desses fatos históricos. É um verdadeiro querer divino na Terra para que seus filhos estejam com o coração voltado a Ele e à Sua Mãe. Pela  saudação divina do Anjo Gabriel à Santíssima Mãe de Deus, contemplamos os mistérios da vida humana e divina de Cristo, e deixamos que eles frutifiquem também em nossas vidas.

Leia mais: 4 meios para aumentar a devoção à Nossa Senhora

Como rezá-la?


Num ritmo compassado de orações “simples e profundas”, como as de uma criança à sua mãe. O Santo Rosário está dividido em elementos, partes, seções e o todo. Por outras palavras, é perfeitamente pensado com o propósito de ter uma melhor intimidade, familiaridade, de forma natural e sobrenatural com Jesus através de Maria, a mãe que dá à luz os novos filhos de Deus.

Para uma melhor contemplação da vida de Cristo, o Santo Rosário está dividido em Pai-nossos, Ave-Marias e Glórias, organizados em dezenas de contas menores e maiores. Dessa forma, a cristandade quis organizar a vida de Cristo em 5 mistérios, referindo-se talvez teologicamente ao Pentateuco, uma vez que a nova lei “faço novas todas as coisas” 2, e a verdadeira lei “Eu sou a verdade, o caminho e a vida” 3, é o próprio Cristo. Ou porque historicamente, aqueles que não podiam rezar os 150 salmos, devido a circunstâncias da vida, refugiaram-se na Mãe de Deus com amor e admiração, para seguirem o seu exemplo de guardar no coração e viver os mistérios de Cristo, e para cada salmo recitaram uma Ave-Maria.

No entanto, o que nunca deve ser esquecido é que cada Santo Rosário é como aquela passagem do Evangelho 4 onde Jesus subiu a uma montanha para rezar, levando consigo os seus três discípulos favoritos, Pedro, Tiago e João. E enquanto rezava, o seu corpo foi transfigurado. A sua roupa tornou-se mais branca do que a neve, e o seu rosto mais brilhante do que o sol. E Moisés e Elias apareceram e falaram-lhe do que lhe estava prestes a acontecer em Jerusalém.

Pedro ficou muito entusiasmado e exclamou: “Senhor, como é bom que estejamos aqui!” Assim acontece com o Santo Rosário: como é bom estarmos no colo de nossa Mãe, entregando-lhe tudo o que somos e temos.

De forma prática, a oração do rosário, ou terço, se dá da seguinte forma:

Passo 1:


Inicie fazendo o sinal da cruz;

Passo 2:


Ofereça a oração por alguma intenção que você queira rezar, para alguém ou alguma situação. 

Passo 3:


Reze a oração do Creio. Depois, na primeira conta (bolinha) maior separada, reze um Pai-Nosso. Em seguida, três Ave-Marias e, na conta maior separada, um “Glória”: 

 “Glória ao Pai, ao Filho e o Espírito Santo. Como era no princípio, agora é sempre. Amém. 

Oh! Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Amém.”

Passo 4:


A partir daqui começamos a oração dos mistérios. A cada dezena lembramos de um mistério da vida de Jesus, seguido de 1 Pai-Nosso e 10 Ave-Marias. No terço, eles são separados da seguinte forma:

  • Segunda e sábado: quando oramos os mistérios gozosos;
  • Terças e sextas: quando oramos os mistérios dolorosos; 
  • Quartas e domingos: quando oramos os mistérios gloriosos; 
  • Quinta: quando oramos os mistérios luminosos.

Passo 5:


Após cada dezena de Ave-Marias, deve-se rezar um “Glória” e a oração pelas almas do Purgatório:

“Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem de Vossa Misericórdia.”

Passo 6:


Por fim, fecha-se o terço com um encerramento e oração da Salve Rainha.

Terço ou Rosário?


Costumamos designar “terço” como a récita das 150 Ave-Marias, acompanhadas do mistério do dia. É possível, também, recitar todos os 4 grupos de mistérios em sequência. A isso designamos “Rosário”. Iniciamos meditando o nascimento de Jesus, com os mistérios gozosos, e terminamos com sua ressurreição e instituição sacramental da Eucaristia, com os mistérios gloriosos. Dependendo do tempo disponível do fiel, ele escolhe quanto deseja rezar.

Com a oração completa do Rosário, podemos meditar sobre a vida inteira de Jesus e, com Ele, entregar também nossas vidas. Por isso, essa é uma prática muito difundida e que garante muitos frutos às almas.

O Rosário e Nossa Senhora de Fátima


Em suas aparições aos pastorinhos, em 1917, Nossa Senhora de Fátima sempre falou sobre a necessidade de muita oração e, especialmente, da oração do Santo Terço. Na primeira aparição, em maio, ela já dizia: 

“Rezem o terço, todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.” 5

Nas demais aparições, feitas até outubro do mesmo ano, esse foi o pedido constante de Nossa Senhora: rezar muito o santo terço, em intenção pela paz no mundo e pela salvação das almas.

De fato, as três crianças levaram a recomendação à risca e rezavam incessantemente, todos os dias, ao visitar a Cova da Íria e durante seus afazeres. Isso está registrado nas memórias da Irmã Lúcia, especialmente a São Francisco Marto:

“– Ó minha Nossa Senhora, terços, rezo todos quantos Vós quiserdes. E, desde aí, tomou o costume de se afastar de nós, como que passeando; e se chamava por ele e Ihe perguntava que andava a fazer, levantava o braço e mostrava-me o terço. Se Ihe dizia que viesse brincar, que depois rezava conosco, respondia: – Depois também rezo. Não te lembras que Nossa Senhora disse que tinha de rezar muitos terços?” 6

Assim como essas crianças, Nossa Senhora também espera de nós um coração humilde e disponível, que a encontre muitas vezes na oração do Santo Terço. Por isso, seu pedido é recorrente em cada aparição que realiza. Quando estudamos tais aparições, especialmente com o livro “Aparições de Nossa Senhora”, vemos o quanto a Virgem Maria deseja nossa presença amorosa por meio do rosário.

Referências

  1. Lc 1,78-79[]
  2. Apocalipse 21,5[]
  3. Jo 14, 6[]
  4. Lc. 9, Mc. 6, Mt. 10[]
  5. Memórias da Ir. Lúcia, p.174[]
  6. Memórias da Ir. Lúcia, p.141[]

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