Formação

Visões e aparições: seu papel na nossa fé

Quando ouvimos falar de visões e aparições místicas é normal ficar com um pé atrás. Confira o que a Igreja ensina sobre elas.

Visões e aparições: seu papel na nossa fé
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Visões e aparições: seu papel na nossa fé

Quando ouvimos falar de visões e aparições místicas é normal ficar com um pé atrás. Confira o que a Igreja ensina sobre elas.

Data da Publicação: 12/06/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC
Data da Publicação: 12/06/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC

Você sabe o que é uma revelação privada? Quando ouvimos falar de visões e aparições místicas, é comum que tenhamos dois tipos de reação: ou ficamos ou com “o pé atrás”, ou entusiasmados demais com tal notícia, sem antes averiguar se ela procede ou não.

A bem da verdade é que vida sobrenatural existe, bem como revelações e aparições, quistas por Deus para salvação das almas. Mas você sabia que elas tem critérios para sabermos se são verdadeiras obras de Deus, e não de pessoas mal intencionadas, ou, ainda, obras do maligno?

Confere o artigo aqui embaixo para descobrir a diferença entre uma revelação privada, qual sua relação com a revelação pública de Deus, e saber distinguir falsas visões e aparições.

Visões e aparições são revelações privadas


O Catecismo da Igreja Católica, ao falar sobre visões e aparições, dentro do contexto da Revelação de Deus, recorda um ponto chave para entendermos e situarmos as revelações privadas:

“A economia cristã, como nova e definitiva aliança, jamais passará, e já não se há de esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo.” 1

Ou seja, há dois tipos de revelação: a pública e a privada. A pública tem origem direta no Deus que se revela, desde o Antigo Testamento até o Novo Testamento, e que se encerra com a morte do último apóstolo, São João.

Apesar dessa Revelação já estar completa, ela ainda não foi totalmente entendida e apreendida pelos homens, e é essa a tarefa da fé cristã: mergulhar, gradativamente, nos mistérios de Deus. 2

No decorrer dos séculos, sempre houve as chamadas visões e aparições, que são também entendidas como um segundo tipo de revelação, chamadas “revelações privadas”. Algumas delas, apesar de serem aprovadas depois de um minucioso julgamento da Igreja, não pertencem ao depósito da fé, por isso são revelações privadas, não sendo obrigatório ao fiel acreditar em tais devoções.

O papel dessas revelações privadas, que alguns fiéis ao longo da história tiveram, “não é ‘aperfeiçoar’ ou ‘completar’ a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente, numa determinada época da história.” 3 Em geral, essas visões e aparições, quando autênticas, sempre conduzem à uma verdade de fé por vezes esquecida na sociedade da época em que ocorrem (Como em Fátima e Lourdes, por exemplo).

A Igreja, em tais casos, age com prudência, sempre levando em conta que nenhuma dessas visões e aparições pode pretender ultrapassar ou corrigir a Revelação que atesta que Cristo é a plenitude. Por isso que algumas “revelações privadas” não são consideradas como tal, como é o caso de certas religiões não-cristãs, ou até denominações de seitas cristãs que foram fundadas sobre certos tipos de aparições e visões.

Critérios que a Igreja usa para analisar visões e aparições

A igreja legisla sobre visões e aparições, qualquer tipo de revelação privada.


Quando surge a notícia de alguma visão ou aparição, a Igreja estabelece alguns critérios para que se possa julgar a veracidade dessas revelações privadas. Ainda mais hoje, com a rápida difusão pelas mídias, compete à Igreja zelar pela fidelidade à Revelação de Deus, e evitar equívocos doutrinários.

Quais são, então, os critérios que a Igreja usa para avaliar esses casos?

São esses os pontos destacados de um documento da Congregação para a Doutrina da Fé, chamado “Normas para proceder no discernimento de presumíveis aparições e revelações”:

1. Julgar o fato a partir de critérios positivos e negativos;

a. Positivos: certeza ou probabilidade imensa, após investigação, da existência do fato; qualidades positivas no sujeito vidente (equilíbrio psíquico, docilidade à Igreja, retidão de vida moral); revelação não pode conter erros doutrinais; surgimento de uma devoção sadia e com frutos de conversão.

b. Negativos: erro evidente a partir do fato; erros doutrinais acerca de verdade de fé (levar em conta que tais erros podem ter sido acrescentados humanamente a visões e aparições legítimas); busca por lucros ligados ao fato; atos imorais graves praticados pelo vidente ou seus seguidores; doenças psíquicas, psicoses, histerias coletivas.

2. Em seguida, caso a autoridade competente (em geral, o Bispo local, ou, em certos casos mais abrangentes, uma conferência episcopal, ou até mesmo o Romano Pontífice), chegar a uma posição favorável, deve permitir manifestações públicas de culto ou de devoção, mas sempre sobre a vigilância da Igreja, por prudência;

3. Depois de um tempo de experiência e de progressivas conversões geradas como fruto desta nova devoção, a Igreja pode emitir um juízo do chamado veritate et supernaturalitate (verdadeiro e sobrenatural), caso seja necessário.

Saiba mais sobre a Hierarquia da Igreja.

A revelação pública


Como dito acima, o fiel deve se ater mais a aprofundar e viver bem a revelação pública, pois é nela que está a plenitude dos desígnios de Deus para a humanidade. Essa revelação é de fé universal, ou seja, é dever de todo o cristão crer nela de forma inquestionável.

A constituição dogmática Dei Verbum, que fala precisamente sobre a revelação divina, aborda a necessidade de estarmos atentos e não desviarmos o foco do essencial do cristianismo. 

“A Deus que revela é devida a ‘obediência da fé’; pela fé, o homem entrega-se total e livremente a Deus oferecendo ‘a Deus revelador o obséquio pleno da inteligência e da vontade.” 4

A revelação pública já se encerrou! Mas isso não quer dizer que é algo estagnado. O homem deve, como afirma o documento, dar assentimento pleno às verdades reveladas, e, por isso, conta com as luzes da graça e os dons do Espírito Santo, a fim de que vendo, creia e aceite tudo o que Deus deixou como testamento. 5

Para ficar bem claro: essas verdades reveladas pelo próprio Deus não devem ser contraditas por nenhuma outra revelação privada, por mais piedosa que possa parecer. Uma autêntica revelação privada, em suas visões e aparições, sempre conduz à fidelidade a Deus e à Igreja.

4 santos que tiveram visões e aparições


Quando lemos a história dos santos, vemos que muitos foram os que receberam a graça de ter visões e aparições. Confira agora o exemplo de 4 grandes santos que tiveram revelações privadas:

São Padre Pio: São Padre Pio de Pietrelcina, um frade capuchinho de vida mística e ascética, que viveu na Itália, é conhecido por ter as chagas de Nosso Senhor em sua mão, por cinco décadas. Desde os 5 anos de idade, como ele mesmo atesta, já possuía vida espiritual exemplar. Via, com frequência, o seu anjo da guarda, ao qual chamava de “o doce companheiro da minha infância”, bem como Nosso Senhor e Nossa Senhora. Não comentava tais fatos com ninguém porque achava que era algo comum a todas as almas.

Desde a mesma idade, também via o demônio, “sob formas altamente obscenas”. Com frequência, Padre Pio teve que travar verdadeiros combates com espíritos malignos, que apareciam a ele de diversas formas.

Entre as Visões e aparições registradas pela Igreja, temos Santa Joana D'Arc que escutou o arcanjo miguel
Quadro “Jeanne d’Arc écoutant les voix” de Eugene Romain Thirion, que ilustra a aparição de São Miguel a ela.

Santa Teresa d’Ávila: a santa carmelita teve uma visão particular do inferno. Ela narra, em sua autobiografia “O Livro da Vida”, como essa visão a acompanhou durante a sua trajetória neste mundo. Nela, Santa Teresa viu, em detalhes, o lugar que estava reservado a ela, no inferno, por causa de seus pecados. Apesar da aparência amedrontadora da visão, Santa Teresa entendeu que Deus permitiu que ela tivesse essa experiência para mudar de vida e buscar as virtudes.

Santa Joana d’Arc: Santa Joana cuidava, desde muito pequena, do rebanho de seus pais. Ali, costumava passar o tempo em oração, e foi ali que ela teve uma visão que mudaria o seu destino e o de toda a França: São Miguel Arcanjo apareceu a ela, ordenando que esta se apresentasse ao príncipe e dissesse que Deus a tinha enviado para ajudar a expulsar os ingleses.

Santa Bernadette Soubirous: Santa Bernadette é a camponesa humilde escolhida por Deus para ser a vidente de Nossa Senhora, que apareceu nos arredores de Lourdes, na França. A primeira das dezoito aparições se deu em 11 de fevereiro de 1858. Nelas, Nossa Senhora deixou uma mensagem com quatro pontos centrais: penitência, oração, pobreza e devoção à Imaculada Conceição. Importante notar que o dogma da Imaculada Conceição recém havia sido proclamado pelo Papa Pio IX, e que Santa Bernadette, que era analfabeta, sequer sabia o que significava tal conceito.

Referências

  1. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 4: AAS 58 (1966) 819[]
  2. CEC 66[]
  3. CEC 67[]
  4. DV 5[]
  5. cf. DV 5[]

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    MBC

    O que você vai encontrar neste artigo?

    Você sabe o que é uma revelação privada? Quando ouvimos falar de visões e aparições místicas, é comum que tenhamos dois tipos de reação: ou ficamos ou com “o pé atrás”, ou entusiasmados demais com tal notícia, sem antes averiguar se ela procede ou não.

    A bem da verdade é que vida sobrenatural existe, bem como revelações e aparições, quistas por Deus para salvação das almas. Mas você sabia que elas tem critérios para sabermos se são verdadeiras obras de Deus, e não de pessoas mal intencionadas, ou, ainda, obras do maligno?

    Confere o artigo aqui embaixo para descobrir a diferença entre uma revelação privada, qual sua relação com a revelação pública de Deus, e saber distinguir falsas visões e aparições.

    Visões e aparições são revelações privadas


    O Catecismo da Igreja Católica, ao falar sobre visões e aparições, dentro do contexto da Revelação de Deus, recorda um ponto chave para entendermos e situarmos as revelações privadas:

    “A economia cristã, como nova e definitiva aliança, jamais passará, e já não se há de esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo.” 1

    Ou seja, há dois tipos de revelação: a pública e a privada. A pública tem origem direta no Deus que se revela, desde o Antigo Testamento até o Novo Testamento, e que se encerra com a morte do último apóstolo, São João.

    Apesar dessa Revelação já estar completa, ela ainda não foi totalmente entendida e apreendida pelos homens, e é essa a tarefa da fé cristã: mergulhar, gradativamente, nos mistérios de Deus. 2

    No decorrer dos séculos, sempre houve as chamadas visões e aparições, que são também entendidas como um segundo tipo de revelação, chamadas “revelações privadas”. Algumas delas, apesar de serem aprovadas depois de um minucioso julgamento da Igreja, não pertencem ao depósito da fé, por isso são revelações privadas, não sendo obrigatório ao fiel acreditar em tais devoções.

    O papel dessas revelações privadas, que alguns fiéis ao longo da história tiveram, “não é ‘aperfeiçoar’ ou ‘completar’ a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente, numa determinada época da história.” 3 Em geral, essas visões e aparições, quando autênticas, sempre conduzem à uma verdade de fé por vezes esquecida na sociedade da época em que ocorrem (Como em Fátima e Lourdes, por exemplo).

    A Igreja, em tais casos, age com prudência, sempre levando em conta que nenhuma dessas visões e aparições pode pretender ultrapassar ou corrigir a Revelação que atesta que Cristo é a plenitude. Por isso que algumas “revelações privadas” não são consideradas como tal, como é o caso de certas religiões não-cristãs, ou até denominações de seitas cristãs que foram fundadas sobre certos tipos de aparições e visões.

    Critérios que a Igreja usa para analisar visões e aparições

    A igreja legisla sobre visões e aparições, qualquer tipo de revelação privada.


    Quando surge a notícia de alguma visão ou aparição, a Igreja estabelece alguns critérios para que se possa julgar a veracidade dessas revelações privadas. Ainda mais hoje, com a rápida difusão pelas mídias, compete à Igreja zelar pela fidelidade à Revelação de Deus, e evitar equívocos doutrinários.

    Quais são, então, os critérios que a Igreja usa para avaliar esses casos?

    São esses os pontos destacados de um documento da Congregação para a Doutrina da Fé, chamado “Normas para proceder no discernimento de presumíveis aparições e revelações”:

    1. Julgar o fato a partir de critérios positivos e negativos;

    a. Positivos: certeza ou probabilidade imensa, após investigação, da existência do fato; qualidades positivas no sujeito vidente (equilíbrio psíquico, docilidade à Igreja, retidão de vida moral); revelação não pode conter erros doutrinais; surgimento de uma devoção sadia e com frutos de conversão.

    b. Negativos: erro evidente a partir do fato; erros doutrinais acerca de verdade de fé (levar em conta que tais erros podem ter sido acrescentados humanamente a visões e aparições legítimas); busca por lucros ligados ao fato; atos imorais graves praticados pelo vidente ou seus seguidores; doenças psíquicas, psicoses, histerias coletivas.

    2. Em seguida, caso a autoridade competente (em geral, o Bispo local, ou, em certos casos mais abrangentes, uma conferência episcopal, ou até mesmo o Romano Pontífice), chegar a uma posição favorável, deve permitir manifestações públicas de culto ou de devoção, mas sempre sobre a vigilância da Igreja, por prudência;

    3. Depois de um tempo de experiência e de progressivas conversões geradas como fruto desta nova devoção, a Igreja pode emitir um juízo do chamado veritate et supernaturalitate (verdadeiro e sobrenatural), caso seja necessário.

    Saiba mais sobre a Hierarquia da Igreja.

    A revelação pública


    Como dito acima, o fiel deve se ater mais a aprofundar e viver bem a revelação pública, pois é nela que está a plenitude dos desígnios de Deus para a humanidade. Essa revelação é de fé universal, ou seja, é dever de todo o cristão crer nela de forma inquestionável.

    A constituição dogmática Dei Verbum, que fala precisamente sobre a revelação divina, aborda a necessidade de estarmos atentos e não desviarmos o foco do essencial do cristianismo. 

    “A Deus que revela é devida a ‘obediência da fé’; pela fé, o homem entrega-se total e livremente a Deus oferecendo ‘a Deus revelador o obséquio pleno da inteligência e da vontade.” 4

    A revelação pública já se encerrou! Mas isso não quer dizer que é algo estagnado. O homem deve, como afirma o documento, dar assentimento pleno às verdades reveladas, e, por isso, conta com as luzes da graça e os dons do Espírito Santo, a fim de que vendo, creia e aceite tudo o que Deus deixou como testamento. 5

    Para ficar bem claro: essas verdades reveladas pelo próprio Deus não devem ser contraditas por nenhuma outra revelação privada, por mais piedosa que possa parecer. Uma autêntica revelação privada, em suas visões e aparições, sempre conduz à fidelidade a Deus e à Igreja.

    4 santos que tiveram visões e aparições


    Quando lemos a história dos santos, vemos que muitos foram os que receberam a graça de ter visões e aparições. Confira agora o exemplo de 4 grandes santos que tiveram revelações privadas:

    São Padre Pio: São Padre Pio de Pietrelcina, um frade capuchinho de vida mística e ascética, que viveu na Itália, é conhecido por ter as chagas de Nosso Senhor em sua mão, por cinco décadas. Desde os 5 anos de idade, como ele mesmo atesta, já possuía vida espiritual exemplar. Via, com frequência, o seu anjo da guarda, ao qual chamava de “o doce companheiro da minha infância”, bem como Nosso Senhor e Nossa Senhora. Não comentava tais fatos com ninguém porque achava que era algo comum a todas as almas.

    Desde a mesma idade, também via o demônio, “sob formas altamente obscenas”. Com frequência, Padre Pio teve que travar verdadeiros combates com espíritos malignos, que apareciam a ele de diversas formas.

    Entre as Visões e aparições registradas pela Igreja, temos Santa Joana D'Arc que escutou o arcanjo miguel
    Quadro “Jeanne d’Arc écoutant les voix” de Eugene Romain Thirion, que ilustra a aparição de São Miguel a ela.

    Santa Teresa d’Ávila: a santa carmelita teve uma visão particular do inferno. Ela narra, em sua autobiografia “O Livro da Vida”, como essa visão a acompanhou durante a sua trajetória neste mundo. Nela, Santa Teresa viu, em detalhes, o lugar que estava reservado a ela, no inferno, por causa de seus pecados. Apesar da aparência amedrontadora da visão, Santa Teresa entendeu que Deus permitiu que ela tivesse essa experiência para mudar de vida e buscar as virtudes.

    Santa Joana d’Arc: Santa Joana cuidava, desde muito pequena, do rebanho de seus pais. Ali, costumava passar o tempo em oração, e foi ali que ela teve uma visão que mudaria o seu destino e o de toda a França: São Miguel Arcanjo apareceu a ela, ordenando que esta se apresentasse ao príncipe e dissesse que Deus a tinha enviado para ajudar a expulsar os ingleses.

    Santa Bernadette Soubirous: Santa Bernadette é a camponesa humilde escolhida por Deus para ser a vidente de Nossa Senhora, que apareceu nos arredores de Lourdes, na França. A primeira das dezoito aparições se deu em 11 de fevereiro de 1858. Nelas, Nossa Senhora deixou uma mensagem com quatro pontos centrais: penitência, oração, pobreza e devoção à Imaculada Conceição. Importante notar que o dogma da Imaculada Conceição recém havia sido proclamado pelo Papa Pio IX, e que Santa Bernadette, que era analfabeta, sequer sabia o que significava tal conceito.

    Referências

    1. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Dei Verbum, 4: AAS 58 (1966) 819[]
    2. CEC 66[]
    3. CEC 67[]
    4. DV 5[]
    5. cf. DV 5[]

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