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Devoção

Joana d’Arc: guerreira e santa

Conheça a vida impressionante de Santa Joana d'Arc: suas visões, seu chamado, a guerra que enfrentou, seu julgamento e seu legado.

Joana d’Arc: guerreira e santa
Devoção

Joana d’Arc: guerreira e santa

Conheça a vida impressionante de Santa Joana d'Arc: suas visões, seu chamado, a guerra que enfrentou, seu julgamento e seu legado.

Data da Publicação: 30/05/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC
Data da Publicação: 30/05/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC

Conheça a vida impressionante de Santa Joana d’Arc: suas visões, seu chamado, a guerra que enfrentou, seu julgamento e seu legado.

Você certamente já escutou a frase que diz que “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”. Embora essa frase não seja bíblica, seu significado se assemelha muito às palavras de São Paulo que dizia que na sua fraqueza humana é que a força de Deus crescia e se manifestava. 

Foi exatamente esta força divina que capacitou Joana d’Arc, uma jovem camponesa simples e analfabeta, a derrotar os exércitos ingleses e a morrer bravamente em nome de Jesus Cristo.

Para a sociedade francesa da época, Joana era apenas uma moça jovem do campo, criada em uma família católica, mas para Deus ela era a grande escolhida para liderar os exércitos no campo de batalha em favor da França. Continue lendo este artigo para conhecer mais sobre a fantástica vida desta humilde serva de Deus.

Quem foi Joana d’Arc?


Joana d’Arc nasceu no fim da Idade Média, em 1412, num pequeno vilarejo entre a França e a Lorena, chamado Domrémy. Filha de pais camponeses e fortemente católicos, Joana, ainda que não tenha sido alfabetizada, recebeu uma educação religiosa exemplar, o que a tornou uma católica fervorosa cheia de espiritualidade.

Aos 13 anos, a jovem começou a ter experiências místicas que a comunicaram o plano de Deus para ela — ser a responsável pela libertação da França do domínio do exército inglês. A missão que Deus deu à Joana não seria nada fácil, muitos duvidariam de sua veracidade, ela seria profundamente perseguida pelos seus inimigos e, no fim, terminaria morta balbuciando o nome de Cristo.  

Estátua de Santa Joana d'Arc.
Estátua de Santa Joana d’Arc.

Contexto histórico


A França estava passando por um momento extremamente delicado, a Guerra dos Cem Anos, cuja inimiga era a Inglaterra, governada pelo Rei Henrique VI. A Guerra dos Cem Anos foi uma sucessão de conflitos entre a Inglaterra e a França que se originou com a disputa pelo trono francês em 1328, perdurou por longos anos, e terminou somente em 1453. Joana d’Arc ficou mundialmente reconhecida por ter sido uma peça fundamental no término dessa guerra. 

Antes de Joana intervir, a situação estava péssima, o rei francês Carlos VII havia sido deposto do trono e uma considerável parte do território francês já estava ocupado pelos ingleses e também pelos aliados franceses de Borgonha, chamados borguinhões. 

Diante deste cenário, os ingleses estavam investindo incansavelmente contra a França a fim de conquistar o território de uma vez por todas, enquanto, por outro lado, as tropas francesas tentavam se defender e recuperar as terras perdidas.

As visões divinas de Joana d’Arc


A camponesa Joana tinha apenas 13 anos quando vivenciou suas primeiras experiências místicas. Através das vozes que ouvia do Arcanjo São Miguel, de Santa Catarina de Alexandria e de Santa Margarida de Antioquia, Joana d’Arc sentiu-se chamada por Nosso Senhor para crescer espiritualmente, dedicando-se a uma vida interior mais intensa, bem como para ser aquela que iria libertar o seu povo.

As vozes a chamavam para libertar a França, mas antes de verdadeiramente empunhar a espada, Joana fez um compromisso sério e muito valioso com Deus, entregou a Ele a sua virgindade por meio de um voto. Além disso, a jovem também intensificou a sua vida de oração e piedade, indo à Santa Missa diariamente e recebendo os sacramentos com frequência. Antes de ser a libertadora do povo francês, Joana serviu fielmente a Jesus Cristo, de onde brotou toda a sua força.

Aos 17 anos, Joana começa oficialmente a sua missão. Ela encontra o delfim Carlos VII, o rei deposto, que a submete a alguns exames e análises por parte dos teólogos da época para que averiguassem a respeito das vozes que ela ouvia. Nada de mal foi declarado acerca da moça, muitos realmente creram que Deus a teria enviado.

Você também pode gostar deste vídeo: Como encontrar minha vocação?

Líder de um exército

Ícone de Santa Joana d'Arc — autor desconhecido.
Ícone de Santa Joana d’Arc — autor desconhecido.


Carlos VII, então, coloca as tropas do seu exército nas mãos da jovem camponesa de 17 anos, Joana d’Arc, que desta forma, se torna verdadeiramente líder do exército francês. Carregando bandeiras com os nomes de Jesus e de Maria, Joana vence a primeira de muitas batalhas, libertando a cidade de Orleans em 8 de maio de 1429.

Embora fosse uma simples camponesa, dizem que no campo de batalha Joana atuava espantosamente como uma verdadeira líder de um exército, experiente e com conhecimento técnico. Além disso, Joana d’Arc, por sua grande fé, buscou levar a espiritualidade cristã também para o centro do exército, implementando a celebração da Santa Missa e exigindo a recepção dos sacramentos pelos soldados antes de cada batalha.

O período em que Joana passou batalhando à frente do exército francês foi de muito sucesso. Como prometido, ela conseguiu fazer com que o Rei Carlos VII fosse coroado em Reims. Diante disso, os ingleses começaram até mesmo a acreditar que a moça teria realmente sido enviada por Deus. 

Conheça também a história de outras 6 mulheres santas!

O julgamento e a morte de Joana d’Arc


A paixão de Joana — termo utilizado pelo Papa Bento XVI em uma audiência sobre Santa Joana d’Arc em 20111 — começou quando ela foi capturada pelos seus inimigos, os borguinhões, que eram franceses traidores aliados do exército inglês, eles a venderam para os ingleses, que por sua vez a levaram para Rouen.

Sabendo da proximidade entre Joana e o Rei Carlos VII, os ingleses buscaram desmoralizá-la, a fim de atingir também o reinado de Carlos, e foi desta forma que inventaram uma farsa a respeito da santa. 

Joana foi acusada de herege e bruxa por um tribunal de docentes da universidade de Paris. Todos ansiavam obter algum benefício dos ingleses com essa acusação, e o processo foi chefiado pelo Bispo Pierre Cauchon, que também estava com os olhos voltados para a possibilidade de receber o cargo de Arcebispo da capital. Foi um processo extremamente sujo, onde os envolvidos não estavam comprometidos com a verdade, mas apenas com a possibilidade de receber cargos políticos.

 “Assim, os juízes de Joana são radicalmente incapazes de a compreender, de ver a beleza da sua alma: não sabiam que condenavam uma santa.” 1

A humilhação da jovem Joana durou aproximadamente 5 meses, onde foi terrivelmente acusada e perseguida. Ela tentou apelar ao Juízo do Papa, mas não recebeu permissão do tribunal. Em 30 de maio de 1431, Joana invoca piedosamente o nome de Jesus enquanto é queimada na fogueira, cumprindo a sua condenação.

Confira também: O que é Heresia?

Canonização e legado


Aproximadamente 25 anos depois, o Papa Calisto III revisou o processo de Santa Joana d’Arc, declarando-a verdadeiramente inocente e invalidando todo o processo. Por fim, a camponesa guerreira foi canonizada em 1920 pelo Papa Bento XV, que também proclamou Santa Joana d’Arc como padroeira de toda a França.

Uma curiosidade muito interessante é que Joana teve uma admiradora muito especial, que também é uma grande santa do território francês, Santa Teresinha do Menino Jesus. Embora de realidade completamente distinta, dentro do carmelo, Teresa alimentou o seu desejo de se entregar a Jesus como fez Santa Joana, que tinha uma alma de verdadeira guerreira. Você pode saber mais lendo o artigo “Teresinha e Joana d’Arc: duas santas muito próximas”.

A história de Joana d’Arc nos demonstra que Deus realmente capacita aqueles que escolhe, concedendo sua força e sua bênção. Joana, de uma simples camponesa analfabeta a uma santa, guerreira, líder do exército, libertadora, mística e escolhida por Deus.

Referências

  1. Audiência Geral de 26 de janeiro de 2011 do Papa Bento XVI[][]

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    O que você vai encontrar neste artigo?

    Conheça a vida impressionante de Santa Joana d’Arc: suas visões, seu chamado, a guerra que enfrentou, seu julgamento e seu legado.

    Você certamente já escutou a frase que diz que “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”. Embora essa frase não seja bíblica, seu significado se assemelha muito às palavras de São Paulo que dizia que na sua fraqueza humana é que a força de Deus crescia e se manifestava. 

    Foi exatamente esta força divina que capacitou Joana d’Arc, uma jovem camponesa simples e analfabeta, a derrotar os exércitos ingleses e a morrer bravamente em nome de Jesus Cristo.

    Para a sociedade francesa da época, Joana era apenas uma moça jovem do campo, criada em uma família católica, mas para Deus ela era a grande escolhida para liderar os exércitos no campo de batalha em favor da França. Continue lendo este artigo para conhecer mais sobre a fantástica vida desta humilde serva de Deus.

    Quem foi Joana d’Arc?


    Joana d’Arc nasceu no fim da Idade Média, em 1412, num pequeno vilarejo entre a França e a Lorena, chamado Domrémy. Filha de pais camponeses e fortemente católicos, Joana, ainda que não tenha sido alfabetizada, recebeu uma educação religiosa exemplar, o que a tornou uma católica fervorosa cheia de espiritualidade.

    Aos 13 anos, a jovem começou a ter experiências místicas que a comunicaram o plano de Deus para ela — ser a responsável pela libertação da França do domínio do exército inglês. A missão que Deus deu à Joana não seria nada fácil, muitos duvidariam de sua veracidade, ela seria profundamente perseguida pelos seus inimigos e, no fim, terminaria morta balbuciando o nome de Cristo.  

    Estátua de Santa Joana d'Arc.
    Estátua de Santa Joana d’Arc.

    Contexto histórico


    A França estava passando por um momento extremamente delicado, a Guerra dos Cem Anos, cuja inimiga era a Inglaterra, governada pelo Rei Henrique VI. A Guerra dos Cem Anos foi uma sucessão de conflitos entre a Inglaterra e a França que se originou com a disputa pelo trono francês em 1328, perdurou por longos anos, e terminou somente em 1453. Joana d’Arc ficou mundialmente reconhecida por ter sido uma peça fundamental no término dessa guerra. 

    Antes de Joana intervir, a situação estava péssima, o rei francês Carlos VII havia sido deposto do trono e uma considerável parte do território francês já estava ocupado pelos ingleses e também pelos aliados franceses de Borgonha, chamados borguinhões. 

    Diante deste cenário, os ingleses estavam investindo incansavelmente contra a França a fim de conquistar o território de uma vez por todas, enquanto, por outro lado, as tropas francesas tentavam se defender e recuperar as terras perdidas.

    As visões divinas de Joana d’Arc


    A camponesa Joana tinha apenas 13 anos quando vivenciou suas primeiras experiências místicas. Através das vozes que ouvia do Arcanjo São Miguel, de Santa Catarina de Alexandria e de Santa Margarida de Antioquia, Joana d’Arc sentiu-se chamada por Nosso Senhor para crescer espiritualmente, dedicando-se a uma vida interior mais intensa, bem como para ser aquela que iria libertar o seu povo.

    As vozes a chamavam para libertar a França, mas antes de verdadeiramente empunhar a espada, Joana fez um compromisso sério e muito valioso com Deus, entregou a Ele a sua virgindade por meio de um voto. Além disso, a jovem também intensificou a sua vida de oração e piedade, indo à Santa Missa diariamente e recebendo os sacramentos com frequência. Antes de ser a libertadora do povo francês, Joana serviu fielmente a Jesus Cristo, de onde brotou toda a sua força.

    Aos 17 anos, Joana começa oficialmente a sua missão. Ela encontra o delfim Carlos VII, o rei deposto, que a submete a alguns exames e análises por parte dos teólogos da época para que averiguassem a respeito das vozes que ela ouvia. Nada de mal foi declarado acerca da moça, muitos realmente creram que Deus a teria enviado.

    Você também pode gostar deste vídeo: Como encontrar minha vocação?

    Líder de um exército

    Ícone de Santa Joana d'Arc — autor desconhecido.
    Ícone de Santa Joana d’Arc — autor desconhecido.


    Carlos VII, então, coloca as tropas do seu exército nas mãos da jovem camponesa de 17 anos, Joana d’Arc, que desta forma, se torna verdadeiramente líder do exército francês. Carregando bandeiras com os nomes de Jesus e de Maria, Joana vence a primeira de muitas batalhas, libertando a cidade de Orleans em 8 de maio de 1429.

    Embora fosse uma simples camponesa, dizem que no campo de batalha Joana atuava espantosamente como uma verdadeira líder de um exército, experiente e com conhecimento técnico. Além disso, Joana d’Arc, por sua grande fé, buscou levar a espiritualidade cristã também para o centro do exército, implementando a celebração da Santa Missa e exigindo a recepção dos sacramentos pelos soldados antes de cada batalha.

    O período em que Joana passou batalhando à frente do exército francês foi de muito sucesso. Como prometido, ela conseguiu fazer com que o Rei Carlos VII fosse coroado em Reims. Diante disso, os ingleses começaram até mesmo a acreditar que a moça teria realmente sido enviada por Deus. 

    Conheça também a história de outras 6 mulheres santas!

    O julgamento e a morte de Joana d’Arc


    A paixão de Joana — termo utilizado pelo Papa Bento XVI em uma audiência sobre Santa Joana d’Arc em 20111 — começou quando ela foi capturada pelos seus inimigos, os borguinhões, que eram franceses traidores aliados do exército inglês, eles a venderam para os ingleses, que por sua vez a levaram para Rouen.

    Sabendo da proximidade entre Joana e o Rei Carlos VII, os ingleses buscaram desmoralizá-la, a fim de atingir também o reinado de Carlos, e foi desta forma que inventaram uma farsa a respeito da santa. 

    Joana foi acusada de herege e bruxa por um tribunal de docentes da universidade de Paris. Todos ansiavam obter algum benefício dos ingleses com essa acusação, e o processo foi chefiado pelo Bispo Pierre Cauchon, que também estava com os olhos voltados para a possibilidade de receber o cargo de Arcebispo da capital. Foi um processo extremamente sujo, onde os envolvidos não estavam comprometidos com a verdade, mas apenas com a possibilidade de receber cargos políticos.

     “Assim, os juízes de Joana são radicalmente incapazes de a compreender, de ver a beleza da sua alma: não sabiam que condenavam uma santa.” 1

    A humilhação da jovem Joana durou aproximadamente 5 meses, onde foi terrivelmente acusada e perseguida. Ela tentou apelar ao Juízo do Papa, mas não recebeu permissão do tribunal. Em 30 de maio de 1431, Joana invoca piedosamente o nome de Jesus enquanto é queimada na fogueira, cumprindo a sua condenação.

    Confira também: O que é Heresia?

    Canonização e legado


    Aproximadamente 25 anos depois, o Papa Calisto III revisou o processo de Santa Joana d’Arc, declarando-a verdadeiramente inocente e invalidando todo o processo. Por fim, a camponesa guerreira foi canonizada em 1920 pelo Papa Bento XV, que também proclamou Santa Joana d’Arc como padroeira de toda a França.

    Uma curiosidade muito interessante é que Joana teve uma admiradora muito especial, que também é uma grande santa do território francês, Santa Teresinha do Menino Jesus. Embora de realidade completamente distinta, dentro do carmelo, Teresa alimentou o seu desejo de se entregar a Jesus como fez Santa Joana, que tinha uma alma de verdadeira guerreira. Você pode saber mais lendo o artigo “Teresinha e Joana d’Arc: duas santas muito próximas”.

    A história de Joana d’Arc nos demonstra que Deus realmente capacita aqueles que escolhe, concedendo sua força e sua bênção. Joana, de uma simples camponesa analfabeta a uma santa, guerreira, líder do exército, libertadora, mística e escolhida por Deus.

    Referências

    1. Audiência Geral de 26 de janeiro de 2011 do Papa Bento XVI[][]
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