Quaresma tempo de conversão
Depois de comerem do fruto proibido, a primeira atitude de Adão e Eva foi esconder-se de Deus.

Mas mesmo sabendo o que havia acontecido e onde Adão estava, Deus o chama. E faz isso porque nunca cansa de nos buscar, ainda que o pecado nos faça ter medo de encarar nossas próprias faltas e rompa nossa comunhão com Ele.

Na Quaresma, Deus nos busca de um modo ainda mais especial, convidando-nos a não ter medo de sair do esconderijo do pecado para a luz da Sua Graça.
O que é a Quaresma
A Quaresma é um tempo litúrgico de 40 dias de preparação penitencial para a celebração da Páscoa, durante o qual a Igreja convida os fiéis a uma intensa conversão interior por meio da oração, do jejum e da esmola.

Essa prática anual reflete a tradição antiga da Igreja, que desde os primeiros séculos observava um período de jejum para imitar Cristo e purificar o coração, preparando-se para os sacramentos da iniciação cristã e para a renovação da fé de todos os batizados.
Quando começa e quando termina a Quaresma?
A Quaresma inicia na Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa, antes da celebração da missa da Ceia do Senhor, onde começa o Tríduo Pascal.
Início da Caminhada
Quarta-feira de Cinzas
A Quaresma inicia com a Quarta-feira de Cinzas, quando somos chamados à refletir sobre a brevidade da vida e a necessidade de conversão.
O Significado
Os 40 anos do povo de Israel no deserto
O tempo da Quaresma remete ao caminho do povo de Israel pelo deserto durante 40 anos rumo à Terra Prometida, mostrando Cristo como o novo Moisés que conduz Seu povo à liberdade.
Os 40 dias de Jesus no deserto
sse tempo remete também aos 40 dias que Jesus passou no deserto, onde Ele jejuou e foi tentado pelo diabo. Esse episódio modela o combate espiritual do cristão, preparando-o para a vitória pascal de Cristo sobre o pecado e a morte.
*Embora o intervalo total seja de 46 dias, excluem-se os seis domingos, que não são dias penitenciais, resultando nos 40 dias.
O Encerramento
Quinta-feira Santa
A Quaresma termina na Quinta-feira Santa, antes da celebração da missa da Ceia do Senhor, onde tem início o Tríduo Pascal.
O coração da Quaresma
Tempo de Conversão
A Quaresma é o tempo favorável para voltar o coração a Deus e olhar para dentro de si, reconhecendo o que tem nos afastado d’Ele.
Tempo de combate espiritual:
O pecado nos torna escravos, porque tira a nossa liberdade de filhos de Deus, e a Quaresma é o momento de fortalecer nossa vida interior para enfrentar as tentações e vencer o pecado.
Tempo de retorno a Deus:
Como o filho pródigo que decide voltar para a casa do Pai, a Quaresma nos convida a nos aproximarmos novamente da fonte de toda vida.
Por que a Quaresma é necessária?
Nós, seres humanos, vivemos a vida dentro do tempo e do espaço. E, por isso, precisamos ter uma certa distinção entre o que é profano e o que é sagrado.

Quando entramos num espaço sagrado, algo muda dentro de nós. Nosso coração se abre mais, a alma fica mais atenta, e nos colocamos de forma mais inteira diante do Senhor.

Do mesmo modo, existe também um tempo sagrado. Um tempo com uma densidade espiritual diferente, oferecido a Deus, no qual nos dispomos com mais profundidade para a Sua ação.

Ao longo do ano, por causa do pecado, a amizade e a comunhão com com Deus são rompidas diversas vezes. E a Quaresma surge justamente para ser esse tempo sagrado, em que somos convidados a parar e olhar para dentro de nós mesmos, e retomar essa comunhão que o pecado destruiu.
Os
pilares da Quaresma
A Igreja, em sua sabedoria milenar, nos oferece três práticas fundamentais para vivermos bem este tempo de conversão. São verdadeiros remédios espirituais que nos curam e transformam quando vividos com sinceridade.
Oração
O Senhor deseja a sua companhia, e anseia que você descanse o peso do seu dia no colo d'Ele, e permita que a Sua voz acalme a tempestade que, às vezes, agita a sua alma.
A oração nos aproxima de Deus, e é através dela que abrimos nosso coração para ouvir Sua voz, para conhecer Sua vontade e para receber Sua graça. Quando oramos, ordenamos o coração. As coisas voltam para o seu devido lugar: Deus no centro, e tudo o mais ao redor Dele. A oração também nos dá força para o combate espiritual. Sozinhos, somos fracos diante das tentações, mas unidos a Cristo pela oração, recebemos a fortaleza necessária para resistir ao mal e perseverar no bem.
Jejum
Livre não é quem faz tudo o que quer, mas quem domina a si mesmo para fazer o bem. Deus quer que você sinta uma fome que nada material pode saciar, para que você perceba que só o amor d'Ele é o alimento que verdadeiramente sacia.
Vivemos em uma cultura de excessos: excesso de comida, de entretenimento, de conforto, de estímulos. E com o tempo, nos tornamos escravos de tudo isso. O jejum serve para ajudar a nos libertarmos e a dominar essas “paixões desordenadas” que nos escravizam.
Caridade/Esmola
Deus te chama a sair do isolamento das suas próprias dores para descobrir que, ao curar a ferida do seu irmão, Ele cura também as suas.
A caridade é o pilar que rompe o egoísmo e nos educa no amor verdadeiro. Enquanto a oração nos volta para Deus e o jejum nos volta para dentro de nós mesmos em busca de conversão, a caridade nos lança para fora, em direção ao próximo. O egoísmo é uma das raízes mais profundas do pecado. Quando vivemos centrados em nós mesmos, em nossas necessidades, em nossos desejos, perdemos a capacidade de amar. A caridade nos tira de nós mesmos e nos abre para sermos sensíveis às necessidades dos irmãos.
O Sacramento da reconciliação
Pelo Batismo, nós renunciamos ao mal e recebemos uma vida nova: a remissão dos pecados, o dom do Espírito Santo, e a graça de sermos feitos filhos de Deus. 

Mas essa nova vida não elimina a nossa fragilidade.

A inclinação ao pecado – aquilo que a tradição chama de concupiscência – permanece em nós, fazendo com que vivamos um combate diário contra as tentações. E nesse combate, nem sempre saímos vencedores.

O pecado é, antes de tudo, uma ofensa a Deus, uma ruptura da comunhão com Ele. E foi para isso que Cristo instituiu o Sacramento da Penitência: para oferecer aos membros pecadores de sua Igreja uma nova possibilidade de converter-se e de recuperar a graça perdida.
“Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”
Jo 20,23
A Quaresma é tempo de conversão.
Mas não há verdadeira conversão sem a decisão de viver uma vida nova. E essa vida nova, para acontecer, depende da graça de Cristo, que nos é entregue, de modo concreto, no Sacramento da Reconciliação.

Cristo olha para as suas quedas com os braços abertos. Ele espera pela sua conversão porque deseja ardentemente restaurar a sua alegria. Não tenha medo de apresentar suas feridas a Ele; o Senhor tem mais desejo de perdoar os seus pecados do que você tem de cometê-los. Ele só espera o seu "sim" para te fazer novo outra vez.
Os receios mais comuns com relação à confissão
Tenho vergonha de falar meus pecados.
A vergonha é natural e um bom sinal, afinal, ninguém deve sentir orgulho em ter ofendido a Deus. Não sentir vergonha seria dizer que nos acostumamos ao pecado. Porém, quando a vergonha nos impede de buscar o perdão, vira uma armadilha. "Se o doente tem vergonha de mostrar sua ferida ao médico, a medicina não pode curar aquilo que ignora." Da mesma forma, é preciso ter a coragem de apresentar nossas feridas espirituais ao médico divino, através do sacramento da confissão.
Lembre-se de que a vida cristã é um combate constante. A confissão não é um atestado de perfeição alcançada, mas um remédio nessa luta diária pela conversão. Cada vez que confessamos, recebemos novas graças para continuar a luta.
O sacerdote é um homem frágil, sim — como todos nós. Mas no confessionário, o sacerdote está in persona Christi, isto é, no próprio lugar de Cristo. Por isso, é o próprio Cristo quem nos absolve de nossos pecados. Podemos, portanto, confessar-nos com confiança, humildade e sinceridade, certos de que é o próprio Cristo quem está a nos ouvir e pronto para nos perdoar.
Preparamos um passo a passo completo para ajudar você a fazer sua confissão e orientar seu exame de consciência.
Como viver a Quaresma na Prática
A Igreja estabelece algumas práticas obrigatórias durante a Quaresma e o Tempo Pascal:
Jejum e abstinência de carne na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa:
O jejum (uma refeição completa ao dia e mais duas refeições menores, que juntas, não cheguem ao tamanho de uma refeição completa) é obrigatório dos 18 aos 59 anos. A abstinência de carne é obrigatória a partir dos 14 anos.
Abstinência de carne em todas as sextas-feiras:
Essa não é uma prática obrigatória apenas nas sextas-feiras da Quaresma, mas nesse tempo, deve ser vivida com ainda mais intensidade e consciência penitencial.
Comungar ao menos uma vez ao ano:
Preferencialmente, no Tempo Pascal (da Vigília Pascal até o Domingo da Santíssima Trindade).
Porém, você pode e deve ir além do que é obrigatório para que consiga viver a Quaresma de uma forma ainda mais profunda e transformadora. Por isso, a Igreja recomenda que cultivemos com mais fervor os pilares deste tempo: a oração, o jejum e a caridade. Vivemos esses pilares concretamente através da penitência, que nos ajuda a ordenar nossos afetos e a oferecer pequenos sacrifícios por amor a Deus, fortalecendo nosso espírito para a grande alegria da Páscoa.

Por mais que envolva atos concretos, antes de tudo, a penitência é um gesto interior. A Palavra nos diz: “Rasgai os vossos corações e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus, porque ele é benigno e compassivo, paciente e de muita misericórdia” (Joel 2,13). Portanto, para serem frutuosas, suas penitências devem sempre partir de um coração que busca a conversão.
Como escolher uma penitência para a Quaresma
Discernimento, sentido espiritual e constância.
Olhar para dentro
Antes de escolher uma penitência, é preciso perguntar-se:
O que tem atrapalhado minha vida espiritual? Faça uma oração e peça ao Espírito Santo que lhe ajude neste discernimento.
Tocar suas fraquezas
A sua penitência deve tocar exatamente os pontos em que é preciso fortalecer-se. Por exemplo:
Se não tenho dificuldade para manter uma vida de oração, mas tenho apego excessivo aos bens materiais, a esmola frequente pode ser uma penitência mais frutuosa do que incluir mais uma prática de oração.
Penitência não é meta pessoal
Devemos evitar que a penitência seja uma simples ‘meta pessoal’ disfarçada, como por exemplo, cortar o café porque precisa dormir melhor ou diminuir o tempo de redes sociais apenas para render mais no trabalho. Embora esses exemplos tenham consequências boas e morais, quando a motivação é apenas benefício próprio, a prática perde sua força espiritual, já que não é um esforço oferecido a Deus.
Sentido espiritual
A penitência quaresmal precisa ter um sentido mais alto, caso contrário, ela se torna facilmente abandonada no meio do caminho ou termina sem causar nenhuma mudança.
Seja claro e prudente
É preciso equilíbrio ao escolher a penitência para a Quaresma. O ideal é assumir uma prática, no máximo duas, que realmente ajudem na sua conversão e que você consiga manter com fidelidade.

Também é fundamental ser o mais claro e específico possível. Fuja de penitências abstratas, como "ser uma pessoa melhor" ou "rezar mais", pois elas abrem espaço para as famosas negociações internas quando o cansaço bater. Por exemplo: em vez de "comer menos doce", decida "não comer sobremesa após o almoço".
Sugestões
Adapte conforme a sua realidade
Penitências corporais
  • Jejuar voluntariamente além dos dias obrigatórios
  • Renunciar a algum alimento ou bebida que você gosta muito
  • Acordar mais cedo 
  • Dormir no chão ou sem travesseiro
  • Tomar banho frio
Penitências espirituais
  • Participar da missa diária
  • Rezar a via-sacra
  • Contemplar Jesus Crucificado
  • Rezar o terço meditando os mistérios dolorosos
  • Meditar sobre as Sete Dores de Nossa Senhora
Penitências morais
  • Não reclamar de algo específico que você não gosta de fazer
  • Reduzir ou até eliminar o uso de redes sociais
  • Não ouvir música 
  • Não comprar itens supérfluos
  • Dar esmolas
  • Visitar doentes e idosos
Recomendamos as meditações de Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja. Você pode acessá-las gratuitamente clicando no botão abaixo:
Símbolos da Quaresma e da Semana Santa
A Igreja, em sua liturgia, se utiliza de símbolos e gestos para nos ajudar a viver mais profundamente os mistérios da fé. Cada detalhe tem um significado e uma razão de ser, e conhecê-los nos ajuda a participar mais conscientemente deste tempo sagrado.
As cinzas na quarta-feira de cinzas:
No início da Quaresma, o padre marca nossa testa com cinzas dizendo: "Lembra-te que és pó e ao pó voltarás" ou "Convertei-vos e crede no Evangelho". As cinzas são feitas da queima dos ramos benzidos no Domingo de Ramos do ano anterior. Este gesto nos lembra de nossa fragilidade, da brevidade da vida e da necessidade urgente de conversão. Não somos eternos nesta terra, e por isso não podemos adiar indefinidamente nosso retorno a Deus.
As imagens cobertas
A partir da quinta semana da Quaresma, especialmente na Semana Santa, as imagens e crucifixos nas igrejas são cobertos com um véu roxo. Este gesto simboliza o ocultamento da glória de Cristo durante sua Paixão. Também nos convida a um recolhimento maior, voltando nosso olhar para o interior, para o mistério que estamos prestes a celebrar. É como se a Igreja nos convidasse a fechar os olhos para todas as distrações externas e focar no essencial: o Mistério Pascal de Cristo.
As mudanças na liturgia
O "Glória" e o "Aleluia" não são cantados nas Missas, mantendo um tom mais sóbrio e contemplativo. Os sinos tocam com menos frequência. Até o altar é mais simples, sem flores. Tudo isso cria uma atmosfera de recolhimento que nos ajuda a entrar no espírito deste tempo. Não é tristeza, mas seriedade diante do mistério que contemplamos: Cristo caminhando livremente para sua Paixão por amor a nós.
Os ramos
No domingo que inicia a Semana Santa, recordamos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando o povo o aclamava agitando ramos de palmeira. Levamos ramos à igreja para serem abençoados, e depois os guardamos em nossas casas como sinal de que queremos receber Cristo como nosso Rei. É um momento de alegria em meio ao tom penitencial da Quaresma, mas uma alegria que já antecipa a Páscoa que está por vir.
As cores
O roxo é a cor predominante em toda a Quaresma. Ela simboliza penitência, preparação espiritual e conversão. Na época do Império Romano, o pigmento roxo era extremamente raro, por ser extraído de moluscos do Mediterrâneo, e acessível apenas a governantes e líderes religiosos. Por isso, ao escarnecerem de Jesus antes de sua crucificação, os soldados o vestiram com um manto púrpura e o coroaram de espinhos (Mc 15, 17).
O rosa é utilizado no quarto domingo da Quaresma, chamado Domingo Laetare (do latim "alegrai-vos"). Este dia é como um respiro em meio ao tom penitencial: estamos na metade do caminho, e a Páscoa se aproxima! Esta cor nos lembra que a penitência quaresmal não é um fim em si mesma, mas uma preparação para a grande alegria da Ressurreição.
O vermelho aparece no Domingo de Ramos (porque nesse dia, proclama-se o Evangelho da Paixão de Cristo) e na Sexta-feira Santa. É a cor do sangue derramado por Cristo, do sacrifício supremo, do amor levado até as últimas consequências. 
O branco está presente nas celebrações da quinta-feira Santa (porque celebramos a instituição da Eucaristia), na vigília pascal e no domingo de Páscoa, marcando a explosão de alegria da Ressurreição. Após os quarenta dias de roxo penitencial e o vermelho da Paixão, o branco surge como a promessa cumprida: Cristo venceu! A morte foi derrotada! A vida nova é possível! É a cor da alegria plena, da festa suprema da nossa fé.
Como viver a semana santa
A Semana Santa é a semana mais importante do ano litúrgico.
É o coração da nossa fé, o momento em que celebramos o mistério central do cristianismo: a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. 

Viver bem estes dias exige uma preparação interior mais profunda. Para auxiliar sua oração e ajudá-lo a meditar sobre o sacrifício de Cristo, disponibilizamos as meditações de Santo Afonso de Ligório, que oferecem um caminho espiritual sólido para acompanhar cada passo da Paixão.
Domingo de Ramos

A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, quando celebramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.
O povo o recebia agitando ramos e aclamando: "Hosana ao Filho de Davi!" Neste dia, levamos ramos à igreja para serem abençoados e participamos da procissão. É um momento de alegria, mas também de meditarmos sobre a inconstância do ser humano, já que o mesmo povo que aclama Jesus, em poucos dias pedirá sua crucificação. Durante a Missa, é proclamado o relato completo da Paixão de Cristo.
Segunda, Terça e Quarta-feira Santa

Embora não façam parte do Tríduo Pascal, a segunda, a terça e a quarta-feira da Semana Santa também são dias de preparação e recolhimento. A Igreja nos convida a aprofundar nossa meditação sobre a Paixão que está por vir. 
Quinta-feira Santa – Missa da Ceia do Senhor

Na quinta-feira à noite começa o Tríduo Pascal, os três dias mais sagrados do ano. Celebramos a instituição da Eucaristia e do sacerdócio na Última Ceia.
Nessa celebração, Jesus lava os pés dos apóstolos, ensinando-nos o serviço humilde. Após a Missa, o Santíssimo Sacramento é levado em procissão para um altar lateral, onde ficará exposto para adoração durante a noite. Muitos fiéis permanecem em vigília, fazendo companhia a Jesus como os apóstolos deveriam ter feito no Getsêmani. É uma noite de adoração, gratidão pela Eucaristia e solidariedade com Cristo em sua agonia.
Sexta-feira Santa – Paixão do Senhor

É o dia mais solene do ano, e o único em que não há celebração da Santa Missa em nenhum lugar do mundo.
À tarde (tradicionalmente às 15h, hora da morte de Jesus), é realizada a Celebração da Paixão do Senhor, com a proclamação da Paixão segundo São João, oração solene pela Igreja e pelo mundo, adoração da Santa Cruz, e a comunhão com hóstias consagradas na véspera. Este é um dia de jejum e abstinência obrigatórios. Neste dia, evite festividades e mantenha um espírito de recolhimento e luto. Medite sobre o amor imenso de Cristo que se entregou por você, com orações como a Via Sacra ou o Relógio da Paixão.
Sábado Santo – Sábado de Aleluia

É o dia do silêncio e da espera. Cristo está no sepulcro. Não há celebração durante o dia.
A Igreja permanece em oração, aguardando a Ressurreição. À noite, celebramos a solene Vigília Pascal, a "mãe de todas as vigílias", a celebração mais importante do ano. Ela começa na escuridão, com a bênção do fogo novo e a procissão com o Círio Pascal. Proclamamos a luz de Cristo que vence as trevas. Ouvimos as grandes leituras da História da Salvação. Renovamos as promessas batismais. E finalmente, após o silêncio da Quaresma, cantamos novamente o "Aleluia" e o "Glória", celebrando a Ressurreição do Senhor.
Domingo de Páscoa

Este é o dia da maior alegria, o fundamento da nossa fé. Cristo ressuscitou! A morte foi vencida! O pecado foi derrotado!
Participamos da Missa solene de Páscoa vestidos com nossas melhores roupas, celebrando com cânticos de júbilo. A igreja se enche de flores, os sinos tocam alegremente, tudo respira vitória e vida nova. Todas as promessas se cumpriram. Aquele que passou pela morte nos abre o caminho para a vida eterna. A Páscoa é a celebração de uma realidade presente: Cristo está vivo, e porque Ele vive, nós também viveremos!
Não deixe que a Semana Santa passe como mais uma semana de feriado.
Participe das celebrações em sua paróquia e viva esses dias como um verdadeiro retiro espiritual, desligando-se o máximo possível das distrações para estar com Cristo e acompanhar de perto os passos da Sua Paixão, Morte e Ressurreição.
Viva a Quaresma conosco
Nestes quarenta dias você receberá tudo que pode te ajudar a viver, sem medo, esse tempo:
Orientações para viver a Quaresma dia após dia
Conteúdos explicativos para orientar, passo a passo, como viver a Quaresma da sua vida;
Meditações diárias para a Quaresma, de Santo Afonso de Ligório
Reflexões do grande Doutor da Igreja para aprofundar e orientar sua oração ao longo do caminho quaresmal.
Guia prático para a confissão e o exame de consciência
Um guia completo com tudo o que você precisa para se preparar bem para o sacramento da confissão.
Trilha de aprofundamento nos temas da Quaresma:
E-mails semanais com reflexões e materiais selecionados para guiar seu estudo e meditação durante todo este tempo santo.
Dúvidas frequentes sobre a Quaresma
Por que a Quaresma começa na quarta-feira de cinzas?

A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas porque a Igreja quis estabelecer um início simbólico para este tempo de conversão. A imposição das cinzas é um gesto penitencial antigo, que nos lembra de nossa fragilidade (“lembra-te que és pó e ao pó voltarás”) e da urgência da conversão (“convertei-vos e crede no Evangelho”). Começar a Quaresma com este rito solene marca uma ruptura com o tempo comum e nos coloca em atitude de humildade e busca por Deus.

A Quaresma muda de data porque está ligada à Páscoa, e a Páscoa é uma festa móvel. A data da Páscoa é calculada com base no calendário lunar: ela é celebrada no primeiro domingo depois da primeira lua cheia que ocorre após o equinócio de primavera (no hemisfério norte). Como a Quaresma são os quarenta dias que antecedem a Páscoa, contando para trás a partir da Quinta-feira Santa, sua data também varia a cada ano. Essa ligação com os ciclos lunares vem da tradição judaica, já que Jesus morreu e ressuscitou durante a celebração da Páscoa judaica.

Não desanime nem desista. Nem sempre nosso caminho durante a Quaresma será linear, e as quedas podem vir a acontecer. Lembre-se que Deus também espera de você sinceridade e humildade para reconhecer a própria fraqueza. Cada vez que você levanta após uma queda, está praticando exatamente aquilo que a Quaresma nos propõe: a conversão constante. É importante também meditar sobre o motivo da falha e, se perceber que houve negligência voluntária, confessá-la.

Sim! Na verdade, a Quaresma é um tempo ainda mais especial para quem está afastado recomeçar, justamente porque toda a Igreja está voltada para a conversão e o retorno a Deus. Não importa há quanto tempo você está longe – a porta está sempre aberta.

Não. O jejum, a penitência e a caridade são pilares permanentes da vida cristã, não práticas sazonais. A Quaresma é um tempo em que a Igreja nos convida a intensificar essas práticas e a tomá-las mais a sério, mas elas devem fazer parte de nossa rotina durante todo o ano.

Claro que pode! Ainda que o ideal seja viver a Quaresma desde o início, é melhor começar tarde do que não começar. Mesmo que você só tome a decisão na última semana da Quaresma, ainda assim vale a pena. Cada passo dado em direção a Deus, por menor que seja, é valioso.

Jejum significa fazer apenas uma refeição completa ao dia (geralmente no almoço), podendo fazer duas pequenas refeições (café da manhã e jantar) que, juntas, não ultrapassem a quantidade da refeição principal. Ou seja, você come menos do que normalmente comeria. Líquidos (água, chá, café) podem ser consumidos normalmente ao longo do dia.

Abstinência significa não comer carne de animais de sangue quente nem derivados (como caldo de carne ou embutidos, por exemplo). Pode-se comer peixe, ovos, leite e derivados, vegetais, grãos, etc.

O jejum é obrigatório para católicos entre 18 e 59 anos de idade, que gozem de plena saúde. Quem está doente, grávidas, lactantes, pessoas com trabalhos muito desgastantes ou outras condições especiais estão dispensados.
Já a abstinência de carne é obrigatória para católicos a partir dos 14 anos de idade, exceto se houver alguma condição de saúde que a contraindique.

Na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. Muitos católicos escolhem jejuar voluntariamente em outras ocasiões durante a Quaresma (como todas as quartas e sextas-feiras), mas a obrigação canônica se limita aos dois dias mencionados.

A Quaresma não é uma lista de proibições, mas um convite à conversão. Não existe uma regra rígida do tipo “isto pode, aquilo não pode”. O espírito da Quaresma é de moderação, recolhimento e foco em Deus. Por isso, recomenda-se evitar grandes festas e celebrações, excessos de qualquer tipo (comida, bebida, entretenimento) e atividades que dispersem a sua vida espiritual. Mas o critério final para sua decisão do que fazer ou não fazer é sempre a conversão do coração, não o cumprimento mecânico de regras.

Queremos caminhar ao seu lado
Não viva esta Quaresma de qualquer jeito.
Garanta o acesso ao exame de consciência e às meditações diárias. É 100% gratuito e será o seu guia neste tempo santo.