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Devoção, Formação

Crucifixo: por que ter este sacramental?

Por que os católicos utilizam crucifixo e outros sacramentais? Confira a história dessa devoção e dicas para aumentá-la.

Crucifixo: por que ter este sacramental?
Devoção, Formação

Crucifixo: por que ter este sacramental?

Por que os católicos utilizam crucifixo e outros sacramentais? Confira a história dessa devoção e dicas para aumentá-la.

Data da Publicação: 16/05/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC
Data da Publicação: 16/05/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC

Provavelmente você se depara com a imagem de um crucifixo com frequência. É provável que, se procurares neste momento, encontrarás algum perto de ti.

Qual é o significado e o poder de um homem pendurado num madeiro? Como a imagem de um crucificado, de condenação e vergonha, passou a ser sinal de glória e de redenção? Jesus escolheu o caminho da Cruz para salvar a humanidade e manifestar o amor da Santíssima Trindade pelos homens. A cruz, como lugar do sacrifício de Cristo, é o princípio da salvação dos homens. Por isso, diz o Catecismo 1 que a Igreja a venera professando nela sua esperança: “Salve, ó Cruz, única esperança”.

Os sacramentais, intimamente ligados aos sete sacramentos, possuem uma eficácia enorme na alma do fiel que busca se unir a Deus no cotidiano de sua vida.

O que são sacramentais?


Os sacramentais são uma extensão dos sacramentos. Com efeito, o catecismo define o seguinte:

“A Santa mãe Igreja instituiu os sacramentais, que são sinais sagrados 2 pelos quais, à imitação dos sacramentos, são significados efeitos principalmente espirituais, obtidos pela oração da Igreja. Pelos sacramentais, os homens se dispõem a receber o efeito principal dos sacramentos e são santificadas as diversas circunstâncias da vida”.3

A semelhança de termos não é por acaso! Sacramental deriva de sacramento, porque é, realmente, “algo semelhante a um sacramento”. Mas atenção: o sacramental não confere a graça do Espírito Santo como ocorre nos 7 sacramentos, que foram instituídos por Cristo, nosso Senhor, com a finalidade de dar a graça às nossas almas. Os sacramentais não conferem a graça por si, mas pela oração da Igreja, e preparam a alma do fiel para o recebimento das graças conferidas pelos sacramentos 4.

O número de sacramentais é enorme. Exemplos deles são a água benta, que constitui o primeiro lugar dentro dos sacramentais 5, e tudo que esta água abençoa, como imagens, crucifixos, casas, enfermos, idosos, veículos, e etc; a imposição das cinzas no início da quaresma; as exéquias e os ritos fúnebres; a veneração do crucifixo, de Maria e dos santos, bem como as peregrinações a santuários, via-sacras, procissões, etc.

O desenvolvimento histórico-teológico entre a distinção de sacramentos e sacramentais foi ocorrendo com o passar dos séculos. Ao longo do primeiro milênio, o sacramento era um termo bem mais amplo que hoje, contendo, em si, todos os sacramentos e sacramentais. Foi no segundo milênio, sobretudo em Trento, que se estabeleceu uma hierarquia e uma diferenciação entre os  7 sacramentos e os sacramentais.

Os sacramentais, como apontado acima, dentro de uma hierarquia da graça, ainda que sendo muito importantes para a piedade popular e pessoal, são inferiores aos sacramentos. Portanto, não devem ser entendidos como amuletos supersticiosos, mas como meio de conversão e preparação para a própria vida sacramental do fiel e unidade com Deus.

Padres, Bispos, Papa, Cardeais, você conhece a Hierarquia da Igreja Católica? Confira neste artigo.

O crucifixo na tradição cristã


“Porque os judeus pedem sinais, os gregos procuram sabedoria, ao passo que nós anunciamos o Messias crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos.” 6

A cruz, instrumento de tortura destinado a Cristo para remissão dos pecados, possui sua origem já antes do cristianismo, entre os romanos. Com efeito, era maldito aquele que pendia no madeiro 7. Por esta morte, o nome do condenado era apagado da história, definitivamente. Mas, em Cristo, ressuscitado dentre os mortos, a cruz assumiu um novo significado.

Santo Hipólito de Roma, que viveu no século II, já nos atesta a devoção ao sinal da cruz, prática que fazemos até hoje. Diz ele que, durante as tentações, devemos fazer o sinal da cruz piedosamente, pois sendo este o sinal da Paixão de Cristo, serve de escudo contra o demônio. O adversário, com efeito, vendo que a alma que serve o Verbo crucificado se reveste da força que provém da cruz, fugirá imediatamente 8.

É claro que o desenvolvimento e uso do crucifixo, dentro da tradição cristã, demorou para se desenvolver e para chegar ao conhecimento teológico e simbólico que temos hoje. No princípio, era algo muito sutil. Os primeiros cristãos, em seus desenhos, costumavam a associar o Cristo com as letras gregas Alpha e Omega, a primeira e a última do alfabeto. Ou, ainda, com o símbolo do peixe, que, em grego (ichthus), pode significar Jesus (Iēsous) Cristo (Christos) de Deus (Theou) Filho (Yios) Salvador (Sōtēr).

Crucifixo de São Damião
Capela de São Damião, Assis – Itália

O estaurograma pode ser considerado a primeira representação da cruz como símbolo. Nele, se unem as letras Tau e Rho, formando uma cruz, e seu som, se assemelha com a palavra grega para crucificar: stauroo. Com o desenvolvimento do cristianismo para novos povos, novas culturas, de lugares que não possuíam, por vezes, muita alfabetização, o uso das imagens passa a ser mais frequente para a catequese. A primeira notícia de uma imagem de um crucifixo, como conhecemos hoje, data de aproximadamente 420, em Roma. Nesta representação, a cena é entalhada em marfim com todos os elementos teológicos que temos hoje.

Leia também: O sentido do sofrimento.

Função do crucifixo como sacramental


O crucifixo é um desses sacramentais mais poderosos que temos, que é encontrado com muita frequência em nossos lares, empregos e vida pública. Este sacramental não só nos recorda o Amor de Deus para conosco, mas possui o poder espiritual tremendo de ser uma das armas principais contra os inimigos espirituais, como comprovado desde os primeiros cristãos. O crucifixo atesta a derrota de Satanás, e é sinal de tudo aquilo que ele despreza.

O objetivo dos sacramentais é consagrar toda a vida do homem a Deus e também o seu ambiente de vida, para que ele esteja livre dos perigos e voltado sempre para Deus, livrando-o dos pecados. Ter diante de si um crucifixo faz com que a alma, longe de ser supersticiosa e voltada para a gnose moderna, de querer manipular as forças divinas e maléficas, confie e imite o Cristo Jesus, e vença as ações maléficas do seu cotidiano pelo poder da oração, do sacrifício, e, sobretudo, da humildade, em se reconhecer fraco diante de Deus.

O demônio foge do crucifixo pois sabe que este é o sinal de sua derrota. Ao fiel que souber do poder dela, e souber reconhecer que nossa força está precisamente aí, escondida na Cruz de Cristo, será feliz, pois nenhum mal a poderá roubar da salvação operada na Cruz.

Uso e devoção


O uso dos crucifixos na vida dos católicos possui diversas formas. É recomendável, em primeiro lugar, ter um crucifixo em cada cômodo da casa, para que a alma sempre medite, a exemplo dos grandes santos, no imenso sacrifício que Jesus fez por nossa salvação.

E mais: tendo diante dos olhos a imagem do crucificado, a alma se encoraja na luta contra as tentações, pois, se lutar com as próprias forças, certamente será vencida por sua soberba, mas se associar-se à humilde Cruz do Senhor, sairá vitoriosa em Cristo. Assim como todos os objetos de culto, é importante pedir que um sacerdote abençoe os crucifixos (tais bençãos são necessárias somente uma vez para cada objeto).

Santo Agostinho, em suas Confissões, nos recorda que Cristo, pela sua encarnação, paixão e morte, nos ensina que é pela via da humildade que se chega ao Criador. Somente a alma que não é soberba, mas se faz humilde, pequena, pobre e dependente de Cristo, é que pode perceber a grandeza que encerra o Crucificado. 

Confira também: Santo Agostinho além das suas confissões.

Para que se possa viver essa realidade na nossa vida cotidiana, a Igreja propõe, com os santos e com toda a tradição destes séculos, devoções que nos auxiliam na contemplação do mistério de Cristo, morto e crucificado, para nossa redenção gloriosa.

Um exemplo clássico de devoção, que é especialmente favorecida na quaresma, mas que deve ser rezada pelo fiel durante todo ano, sobretudo nas sextas-feiras, é a Via-Sacra, contemplando as estações da dolorosa paixão de Jesus, e adorando o lenho sagrado, sinal de nossa esperança e salvação.

Tenha acesso a um e-book gratuito da Via-Sacra com as meditações do Papa Bento XVI.

Além disso, algumas orações também podem nos auxiliar, sobretudo se feitas com um crucifixo diante dos olhos:

Oração de Santo Antônio para afastar o mal:

Ecce Crucem Domini! +
Fugite partes adversae!
+
Vicit Leo de tribu Juda,
+
Radix David! Alleluia!

Tradução

Eis a cruz do Senhor! +
Fugi forças inimigas! +
Venceu o Leão de Judá, +
A raiz de David! Aleluia!

Oração da medalha de São Bento:

“Crux Sacra Sit Mihi Lux.
Non Draco Sit Mihi Dux.
Vade Retro Satana! Nunquam Suade Mihi Vana.
Sunt Mala Quae Libas. Ipse Venena Bibas.”

Tradução

A Cruz Sagrada seja a minha luz,
não seja o dragão o meu guia.
Retira-te, satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs.
É mau o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo os teus venenos!”

Referências

  1. CIC, § 617[]
  2. SC 60[]
  3. CIC 1667[]
  4. cf. CIC 1670[]
  5. CIC 1671[]
  6. ICor 1, 22-23[]
  7. Dt 21, 23[]
  8. Tradição dos Apóstolos 42[]

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    MBC

    O que você vai encontrar neste artigo?

    Provavelmente você se depara com a imagem de um crucifixo com frequência. É provável que, se procurares neste momento, encontrarás algum perto de ti.

    Qual é o significado e o poder de um homem pendurado num madeiro? Como a imagem de um crucificado, de condenação e vergonha, passou a ser sinal de glória e de redenção? Jesus escolheu o caminho da Cruz para salvar a humanidade e manifestar o amor da Santíssima Trindade pelos homens. A cruz, como lugar do sacrifício de Cristo, é o princípio da salvação dos homens. Por isso, diz o Catecismo 1 que a Igreja a venera professando nela sua esperança: “Salve, ó Cruz, única esperança”.

    Os sacramentais, intimamente ligados aos sete sacramentos, possuem uma eficácia enorme na alma do fiel que busca se unir a Deus no cotidiano de sua vida.

    O que são sacramentais?


    Os sacramentais são uma extensão dos sacramentos. Com efeito, o catecismo define o seguinte:

    “A Santa mãe Igreja instituiu os sacramentais, que são sinais sagrados 2 pelos quais, à imitação dos sacramentos, são significados efeitos principalmente espirituais, obtidos pela oração da Igreja. Pelos sacramentais, os homens se dispõem a receber o efeito principal dos sacramentos e são santificadas as diversas circunstâncias da vida”.3

    A semelhança de termos não é por acaso! Sacramental deriva de sacramento, porque é, realmente, “algo semelhante a um sacramento”. Mas atenção: o sacramental não confere a graça do Espírito Santo como ocorre nos 7 sacramentos, que foram instituídos por Cristo, nosso Senhor, com a finalidade de dar a graça às nossas almas. Os sacramentais não conferem a graça por si, mas pela oração da Igreja, e preparam a alma do fiel para o recebimento das graças conferidas pelos sacramentos 4.

    O número de sacramentais é enorme. Exemplos deles são a água benta, que constitui o primeiro lugar dentro dos sacramentais 5, e tudo que esta água abençoa, como imagens, crucifixos, casas, enfermos, idosos, veículos, e etc; a imposição das cinzas no início da quaresma; as exéquias e os ritos fúnebres; a veneração do crucifixo, de Maria e dos santos, bem como as peregrinações a santuários, via-sacras, procissões, etc.

    O desenvolvimento histórico-teológico entre a distinção de sacramentos e sacramentais foi ocorrendo com o passar dos séculos. Ao longo do primeiro milênio, o sacramento era um termo bem mais amplo que hoje, contendo, em si, todos os sacramentos e sacramentais. Foi no segundo milênio, sobretudo em Trento, que se estabeleceu uma hierarquia e uma diferenciação entre os  7 sacramentos e os sacramentais.

    Os sacramentais, como apontado acima, dentro de uma hierarquia da graça, ainda que sendo muito importantes para a piedade popular e pessoal, são inferiores aos sacramentos. Portanto, não devem ser entendidos como amuletos supersticiosos, mas como meio de conversão e preparação para a própria vida sacramental do fiel e unidade com Deus.

    Padres, Bispos, Papa, Cardeais, você conhece a Hierarquia da Igreja Católica? Confira neste artigo.

    O crucifixo na tradição cristã


    “Porque os judeus pedem sinais, os gregos procuram sabedoria, ao passo que nós anunciamos o Messias crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos.” 6

    A cruz, instrumento de tortura destinado a Cristo para remissão dos pecados, possui sua origem já antes do cristianismo, entre os romanos. Com efeito, era maldito aquele que pendia no madeiro 7. Por esta morte, o nome do condenado era apagado da história, definitivamente. Mas, em Cristo, ressuscitado dentre os mortos, a cruz assumiu um novo significado.

    Santo Hipólito de Roma, que viveu no século II, já nos atesta a devoção ao sinal da cruz, prática que fazemos até hoje. Diz ele que, durante as tentações, devemos fazer o sinal da cruz piedosamente, pois sendo este o sinal da Paixão de Cristo, serve de escudo contra o demônio. O adversário, com efeito, vendo que a alma que serve o Verbo crucificado se reveste da força que provém da cruz, fugirá imediatamente 8.

    É claro que o desenvolvimento e uso do crucifixo, dentro da tradição cristã, demorou para se desenvolver e para chegar ao conhecimento teológico e simbólico que temos hoje. No princípio, era algo muito sutil. Os primeiros cristãos, em seus desenhos, costumavam a associar o Cristo com as letras gregas Alpha e Omega, a primeira e a última do alfabeto. Ou, ainda, com o símbolo do peixe, que, em grego (ichthus), pode significar Jesus (Iēsous) Cristo (Christos) de Deus (Theou) Filho (Yios) Salvador (Sōtēr).

    Crucifixo de São Damião
    Capela de São Damião, Assis – Itália

    O estaurograma pode ser considerado a primeira representação da cruz como símbolo. Nele, se unem as letras Tau e Rho, formando uma cruz, e seu som, se assemelha com a palavra grega para crucificar: stauroo. Com o desenvolvimento do cristianismo para novos povos, novas culturas, de lugares que não possuíam, por vezes, muita alfabetização, o uso das imagens passa a ser mais frequente para a catequese. A primeira notícia de uma imagem de um crucifixo, como conhecemos hoje, data de aproximadamente 420, em Roma. Nesta representação, a cena é entalhada em marfim com todos os elementos teológicos que temos hoje.

    Leia também: O sentido do sofrimento.

    Função do crucifixo como sacramental


    O crucifixo é um desses sacramentais mais poderosos que temos, que é encontrado com muita frequência em nossos lares, empregos e vida pública. Este sacramental não só nos recorda o Amor de Deus para conosco, mas possui o poder espiritual tremendo de ser uma das armas principais contra os inimigos espirituais, como comprovado desde os primeiros cristãos. O crucifixo atesta a derrota de Satanás, e é sinal de tudo aquilo que ele despreza.

    O objetivo dos sacramentais é consagrar toda a vida do homem a Deus e também o seu ambiente de vida, para que ele esteja livre dos perigos e voltado sempre para Deus, livrando-o dos pecados. Ter diante de si um crucifixo faz com que a alma, longe de ser supersticiosa e voltada para a gnose moderna, de querer manipular as forças divinas e maléficas, confie e imite o Cristo Jesus, e vença as ações maléficas do seu cotidiano pelo poder da oração, do sacrifício, e, sobretudo, da humildade, em se reconhecer fraco diante de Deus.

    O demônio foge do crucifixo pois sabe que este é o sinal de sua derrota. Ao fiel que souber do poder dela, e souber reconhecer que nossa força está precisamente aí, escondida na Cruz de Cristo, será feliz, pois nenhum mal a poderá roubar da salvação operada na Cruz.

    Uso e devoção


    O uso dos crucifixos na vida dos católicos possui diversas formas. É recomendável, em primeiro lugar, ter um crucifixo em cada cômodo da casa, para que a alma sempre medite, a exemplo dos grandes santos, no imenso sacrifício que Jesus fez por nossa salvação.

    E mais: tendo diante dos olhos a imagem do crucificado, a alma se encoraja na luta contra as tentações, pois, se lutar com as próprias forças, certamente será vencida por sua soberba, mas se associar-se à humilde Cruz do Senhor, sairá vitoriosa em Cristo. Assim como todos os objetos de culto, é importante pedir que um sacerdote abençoe os crucifixos (tais bençãos são necessárias somente uma vez para cada objeto).

    Santo Agostinho, em suas Confissões, nos recorda que Cristo, pela sua encarnação, paixão e morte, nos ensina que é pela via da humildade que se chega ao Criador. Somente a alma que não é soberba, mas se faz humilde, pequena, pobre e dependente de Cristo, é que pode perceber a grandeza que encerra o Crucificado. 

    Confira também: Santo Agostinho além das suas confissões.

    Para que se possa viver essa realidade na nossa vida cotidiana, a Igreja propõe, com os santos e com toda a tradição destes séculos, devoções que nos auxiliam na contemplação do mistério de Cristo, morto e crucificado, para nossa redenção gloriosa.

    Um exemplo clássico de devoção, que é especialmente favorecida na quaresma, mas que deve ser rezada pelo fiel durante todo ano, sobretudo nas sextas-feiras, é a Via-Sacra, contemplando as estações da dolorosa paixão de Jesus, e adorando o lenho sagrado, sinal de nossa esperança e salvação.

    Tenha acesso a um e-book gratuito da Via-Sacra com as meditações do Papa Bento XVI.

    Além disso, algumas orações também podem nos auxiliar, sobretudo se feitas com um crucifixo diante dos olhos:

    Oração de Santo Antônio para afastar o mal:

    Ecce Crucem Domini! +
    Fugite partes adversae!
    +
    Vicit Leo de tribu Juda,
    +
    Radix David! Alleluia!

    Tradução

    Eis a cruz do Senhor! +
    Fugi forças inimigas! +
    Venceu o Leão de Judá, +
    A raiz de David! Aleluia!

    Oração da medalha de São Bento:

    “Crux Sacra Sit Mihi Lux.
    Non Draco Sit Mihi Dux.
    Vade Retro Satana! Nunquam Suade Mihi Vana.
    Sunt Mala Quae Libas. Ipse Venena Bibas.”

    Tradução

    A Cruz Sagrada seja a minha luz,
    não seja o dragão o meu guia.
    Retira-te, satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs.
    É mau o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo os teus venenos!”

    Referências

    1. CIC, § 617[]
    2. SC 60[]
    3. CIC 1667[]
    4. cf. CIC 1670[]
    5. CIC 1671[]
    6. ICor 1, 22-23[]
    7. Dt 21, 23[]
    8. Tradição dos Apóstolos 42[]
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