Devido à tragédia climática no RS, os prazos de entrega poderão ser afetados.
Formação

Qual a importância do Sacerdote para a Igreja?

Qual a importância do sacerdote para o catolicismo? Entenda a origem da vocação sacerdotal para a vida da Igreja.

Qual a importância do Sacerdote para a Igreja?
Formação

Qual a importância do Sacerdote para a Igreja?

Qual a importância do sacerdote para o catolicismo? Entenda a origem da vocação sacerdotal para a vida da Igreja.

Data da Publicação: 29/01/2024
Tempo de leitura:
Autor: MBC
Data da Publicação: 29/01/2024
Tempo de leitura:
Autor: MBC

A figura do sacerdote é fundamental na Igreja Católica. Confira neste artigo o desenvolvimento histórico da figura do sacerdote na Antiga e na Nova Aliança.

O sacerdote nas Escrituras


Nos povos antigos, o sacerdote era aquele que oferecia vítimas à divindade que cultuavam. Sua posição era sempre elevada, pois cabia a ele cuidar das cerimônias sagradas. Em geral, a expiação dos pecados através do oferecimento de vítimas, oblações.

O sacerdote na Antiga Aliança


Não só entre os povos pagãos, mas assim também o era entre o povo de Deus da Antiga Aliança. Seu principal encargo era a apresentação da vítima, do holocausto, a Deus através do seu sacrifício. É comum a menção ao “Sangue da Vítima”. 1

Ainda, relata-se a existência de três graus de sacerdócio no Antigo Testamento:

1. Sumo Sacerdote:


Exercido por aquele que era o chefe dos sacerdotes, sendo o mais alto grau. Aarão ocupava esse papel 2. Trata-se do responsável pelo oculto.

2. Sacerdócio ministerial:


Em um grau menor estavam os filhos de Aarão e os levitas, 3 que auxiliavam no serviço religioso, no culto.

3. Sacerdócio comum:


O último grau era exercido por todo o Povo de Deus. Nesse sentido, os judeus eram um povo de sacerdotes. 4

Veja também Antigo Testamento: origem, divisão e principais temas.

O sacerdote na Nova Aliança


Há uma relação íntima entre o sacerdócio da Antiga e da Nova Aliança. O sacerdócio no Antigo Testamento era uma prefiguração, ainda imperfeita, do que viria no Novo. Era uma sombra dos bens futuros e não sua expressão real. 5

Cristo eleva o sacrifício, o templo e o sacerdócio à mais alta dignidade. O sacrifício de animais é cessado, substituído e elevado pelo sacrifício de Cristo na Cruz — e no altar.

“Não quiseste sacrifício nem oblação, mas me formaste um corpo.” 6

De forma misteriosa, pela oferta de si mesmo, Nosso Senhor torna-se sacerdote e vítima. E, por isso, ocupa o mais alto grau do sacerdócio e é chamado sumo sacerdote da Nova Aliança. 7

E aqueles a quem Cristo escolheu pessoalmente como Apóstolos, receberam na última ceia o dom do sacerdócio ministerial. Por isso, na Missa da quinta-feira santa, recordando a última ceia, celebra-se a instituição do sacerdócio.

Assim como os sacerdotes da Antiga Aliança auxiliavam no culto e no templo para a realização do sacrifício, os sacerdotes da Nova Aliança receberam de Cristo a missão de renovar na Santa Missa seu sacrifício na Cruz, “Fazei isto em memória de mim.” 8

sacerdote consagrando a Eucaristia


E hoje, nossos padres continuam este sacerdócio ministerial, celebrando a cada Santa Missa o Sacrifício de Cristo no Altar. Todos aqueles que receberam o sacramento da Ordem exercem o sacerdócio ministerial.

Leia mais:


Resta ainda o último grau, o sacerdócio comum. Na Nova Aliança, ele é conferido àqueles que receberam o Sacramento do Batismo. Todos os batizados participam do sacerdócio único de Cristo à sua medida.

O leigo une-se a Cristo pela fé e caridade em união espiritual e não pelo poder sacramental. 9

Sua união se dá pelo sacrifício de si mesmo: Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto. 10

Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito. 11

“E quais outras pedras vivas, vós também vos tornais os materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.” 12

Mas é válido chamar a atenção ao sacerdócio ministerial — e aos padres, em especial — cuja presença e relevância não recebem seu devido valor.

Como seria o mundo sem os padres?


Essa é uma pergunta que todo fiel, em especial leigo, deve fazer. E a resposta fica bem clara nas palavras de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes:

“Se não tivéssemos o sacramento da Ordem, não teríamos Nosso Senhor. Quem o colocou no tabernáculo? O padre. Quem foi que recebeu nossa alma à entrada da vida? O padre. Quem a alimenta para lhe dar força de fazer sua peregrinação? O padre.”

Referências

  1. Lv 7, 2[]
  2. Ex 30, 30[]
  3. Ex 28, 21[]
  4. Ex 19, 6[]
  5. Hb 10, 1[]
  6. Hb 10, 5[]
  7. Hb 3, 1[]
  8. Lc 22, 19[]
  9. S. Th. III, q. 82, a. 1, ad 2[]
  10. Rm 12, 1[]
  11. Sl 50[]
  12. 1 Pd 2, 5[]

Assine nossa newsletter com conteúdos exclusivos

    Ao clicar em quero assinar você declara aceita receber conteúdos em seu email e concorda com a nossa política de privacidade.

    Avatar

    MBC

    O que você vai encontrar neste artigo?

    A figura do sacerdote é fundamental na Igreja Católica. Confira neste artigo o desenvolvimento histórico da figura do sacerdote na Antiga e na Nova Aliança.

    O sacerdote nas Escrituras


    Nos povos antigos, o sacerdote era aquele que oferecia vítimas à divindade que cultuavam. Sua posição era sempre elevada, pois cabia a ele cuidar das cerimônias sagradas. Em geral, a expiação dos pecados através do oferecimento de vítimas, oblações.

    O sacerdote na Antiga Aliança


    Não só entre os povos pagãos, mas assim também o era entre o povo de Deus da Antiga Aliança. Seu principal encargo era a apresentação da vítima, do holocausto, a Deus através do seu sacrifício. É comum a menção ao “Sangue da Vítima”. 1

    Ainda, relata-se a existência de três graus de sacerdócio no Antigo Testamento:

    1. Sumo Sacerdote:


    Exercido por aquele que era o chefe dos sacerdotes, sendo o mais alto grau. Aarão ocupava esse papel 2. Trata-se do responsável pelo oculto.

    2. Sacerdócio ministerial:


    Em um grau menor estavam os filhos de Aarão e os levitas, 3 que auxiliavam no serviço religioso, no culto.

    3. Sacerdócio comum:


    O último grau era exercido por todo o Povo de Deus. Nesse sentido, os judeus eram um povo de sacerdotes. 4

    Veja também Antigo Testamento: origem, divisão e principais temas.

    O sacerdote na Nova Aliança


    Há uma relação íntima entre o sacerdócio da Antiga e da Nova Aliança. O sacerdócio no Antigo Testamento era uma prefiguração, ainda imperfeita, do que viria no Novo. Era uma sombra dos bens futuros e não sua expressão real. 5

    Cristo eleva o sacrifício, o templo e o sacerdócio à mais alta dignidade. O sacrifício de animais é cessado, substituído e elevado pelo sacrifício de Cristo na Cruz — e no altar.

    “Não quiseste sacrifício nem oblação, mas me formaste um corpo.” 6

    De forma misteriosa, pela oferta de si mesmo, Nosso Senhor torna-se sacerdote e vítima. E, por isso, ocupa o mais alto grau do sacerdócio e é chamado sumo sacerdote da Nova Aliança. 7

    E aqueles a quem Cristo escolheu pessoalmente como Apóstolos, receberam na última ceia o dom do sacerdócio ministerial. Por isso, na Missa da quinta-feira santa, recordando a última ceia, celebra-se a instituição do sacerdócio.

    Assim como os sacerdotes da Antiga Aliança auxiliavam no culto e no templo para a realização do sacrifício, os sacerdotes da Nova Aliança receberam de Cristo a missão de renovar na Santa Missa seu sacrifício na Cruz, “Fazei isto em memória de mim.” 8

    sacerdote consagrando a Eucaristia


    E hoje, nossos padres continuam este sacerdócio ministerial, celebrando a cada Santa Missa o Sacrifício de Cristo no Altar. Todos aqueles que receberam o sacramento da Ordem exercem o sacerdócio ministerial.

    Leia mais:


    Resta ainda o último grau, o sacerdócio comum. Na Nova Aliança, ele é conferido àqueles que receberam o Sacramento do Batismo. Todos os batizados participam do sacerdócio único de Cristo à sua medida.

    O leigo une-se a Cristo pela fé e caridade em união espiritual e não pelo poder sacramental. 9

    Sua união se dá pelo sacrifício de si mesmo: Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto. 10

    Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito. 11

    “E quais outras pedras vivas, vós também vos tornais os materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.” 12

    Mas é válido chamar a atenção ao sacerdócio ministerial — e aos padres, em especial — cuja presença e relevância não recebem seu devido valor.

    Como seria o mundo sem os padres?


    Essa é uma pergunta que todo fiel, em especial leigo, deve fazer. E a resposta fica bem clara nas palavras de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes:

    “Se não tivéssemos o sacramento da Ordem, não teríamos Nosso Senhor. Quem o colocou no tabernáculo? O padre. Quem foi que recebeu nossa alma à entrada da vida? O padre. Quem a alimenta para lhe dar força de fazer sua peregrinação? O padre.”

    Referências

    1. Lv 7, 2[]
    2. Ex 30, 30[]
    3. Ex 28, 21[]
    4. Ex 19, 6[]
    5. Hb 10, 1[]
    6. Hb 10, 5[]
    7. Hb 3, 1[]
    8. Lc 22, 19[]
    9. S. Th. III, q. 82, a. 1, ad 2[]
    10. Rm 12, 1[]
    11. Sl 50[]
    12. 1 Pd 2, 5[]
    Avatar

    MBC

    Assine nossa newsletter com conteúdos exclusivos

      Ao clicar em quero assinar você declara aceita receber conteúdos em seu email e concorda com a nossa política de privacidade.