Formação

Livro do Gênesis: O início da História da Salvação

Conheça o livro do Gênesis, suas lições e como as histórias de Abraão, Isaac e Jacó prefiguram a Nova Aliança em Cristo.

Livro do Gênesis: O início da História da Salvação
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Livro do Gênesis: O início da História da Salvação

Conheça o livro do Gênesis, suas lições e como as histórias de Abraão, Isaac e Jacó prefiguram a Nova Aliança em Cristo.

Data da Publicação: 06/12/2024
Tempo de leitura:
Autor: Redação MBC
Data da Publicação: 06/12/2024
Tempo de leitura:
Autor: Redação MBC

Conheça o livro do Gênesis, suas lições e como as histórias de Abraão, Isaac e Jacó prefiguram a Nova Aliança em Cristo.

O livro do Gênesis é fundamental para a fé cristã, pois estabelece as bases da revelação divina e da história da salvação. Como o primeiro livro da Bíblia, o Gênesis revela a criação do mundo, a origem da humanidade e os primeiros momentos da aliança entre Deus e seu povo. Essas narrativas não apenas descrevem o início de todas as coisas, mas também manifestam o caráter de Deus como Criador, Provedor e Redentor. Por meio desses relatos, somos chamados a contemplar a profunda comunhão que o Senhor deseja estabelecer com a humanidade.

Além disso, o Gênesis é fundamental para entender as alianças que Deus faz com os patriarcas, como Abraão, Isaac e Jacó, que prefiguram a Nova Aliança em Cristo. As promessas feitas a esses homens de fé ecoam ao longo das Escrituras, culminando na vinda de Jesus. O livro do Gênesis não é, portanto, apenas um relato de origens, mas um guia que nos orienta na compreensão do plano divino para a salvação da humanidade.

O que é o Livro do Gênesis?

O Livro do Gênesis, primeiro dos cinco volumes do Pentateuco, apresenta as origens da criação e da humanidade. Seu título, de origem grega, significa “geração”, refletindo o tema central da narrativa. Em hebraico, o nome Bereshit (“no princípio”) remete à primeira palavra que inicia o relato, destacando a ação divina no surgimento de tudo o que existe. Tradicionalmente atribuído a Moisés, o Gênesis foi escrito no deserto para instruir o povo de Israel, integrando a revelação divina e as tradições dos patriarcas. Dividido em quatro partes, cobre desde a criação até os feitos dos patriarcas Abraão, Isaac, Jacó e José, encerrando com a morte deste último no Egito. 1

Além de narrar acontecimentos como o Dilúvio e a dispersão das nações, o Gênesis revela verdades fundamentais sobre Deus, o homem e o pecado. É um texto que ensina, pela história, o plano de salvação iniciado por Deus. Com figuras como Noé, Abraão e José, o livro aponta para Cristo, o Libertador prometido. Ao ler o Gênesis, o cristão não apenas contempla as origens do universo e da fé, mas também encontra sinais do amor redentor que percorre toda a Escritura, ecoando na história de cada geração. 2

Como a Igreja interpreta o Gênesis?

A Igreja Católica distingue entre a leitura literal e a simbólica do Livro do Gênesis para interpretar suas narrativas à luz da fé e da razão. O sentido literal refere-se ao significado direto das palavras, ou seja, o que o autor sagrado pretendia comunicar em seu contexto histórico e cultural. 3 Já o sentido simbólico vai além das palavras, buscando os significados espirituais que Deus quis revelar através delas.

Essa distinção permite compreender o Gênesis como um texto rico em verdades espirituais. A Igreja ensina que, embora o Gênesis não seja um tratado científico, ele comunica verdades inerrantes sobre Deus, a dignidade humana e o pecado original. 4 Assim, elementos como a criação de Adão e Eva e o Jardim do Éden são lidos simbolicamente para iluminar a dignidade humana, o propósito da vida e o drama do pecado original. 5

A Sagrada Escritura apresenta a obra do Criador, simbolicamente, como uma sequência de seis dias «de trabalho» divino, que terminam no «repouso» do sétimo dia. O texto sagrado ensina, a respeito da criação, verdades reveladas por Deus para a nossa salvação, as quais permitem «conhecer a natureza última e o valor de todas as criaturas e a sua ordenação para a glória de Deus». 6

O Gênesis no contexto do Antigo Testamento

O Livro do Gênesis ocupa uma posição central no Antigo Testamento, lançando as bases para a compreensão de toda a revelação divina. Como primeiro volume do Pentateuco, ele não apenas inicia a história do povo de Deus, mas também apresenta os temas fundamentais que perpassam os demais livros: a criação, a aliança, o pecado e a promessa de redenção. O relato do Gênesis prepara o terreno para os eventos narrados em Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, onde a aliança se desdobra de forma mais concreta, e o povo de Israel assume plenamente sua identidade como nação eleita.

A importância do Gênesis reside em sua revelação inaugural do plano divino. É nele que encontramos a origem da criação, a dignidade do ser humano como imagem de Deus e o drama do pecado original que rompeu a harmonia inicial. Esses temas não apenas explicam a condição humana, mas também apontam para a necessidade de um Salvador, promessa que ecoa ao longo do Antigo Testamento. Assim, o Gênesis não é um texto isolado, mas a introdução a uma narrativa maior, na qual Deus se revela progressivamente e conduz seu povo em direção à redenção definitiva, que será plenamente realizada em Cristo.

Conheça a origem, a divisão e os principais temas do Antigo Testamento.

Temas centrais do Livro do Gênesis

O Livro do Gênesis, como o início da História da Salvação, apresenta temas centrais que ecoam através das gerações. Um dos principais é a criação, que não apenas narra a origem do universo, mas também revela a bondade de Deus em criar um mundo ordenado e belo. A relação entre Deus e a humanidade é outro tema fundamental, evidenciado na criação de Adão e Eva, que simboliza a intimidade desejada por Deus com sua criação.

A queda do homem, representada pelo pecado original, introduz a corrupção e a miséria na experiência humana, destacando a necessidade de redenção. O Dilúvio, que salva Noé e sua família, prefigura a esperança de um novo começo, enquanto a história dos patriarcas, como Abraão, Isaac, Jacó e José, ilustra a fidelidade de Deus às suas promessas e a formação do povo escolhido. 2

Além disso, o Gênesis antecipa a vinda do Salvador, com figuras como Abel, Noé e José, que prefiguram aspectos da vida e missão de Cristo. Assim, o Gênesis não é apenas um relato de eventos, mas uma profunda reflexão sobre a relação entre Deus e a humanidade, a necessidade de salvação e a esperança que permeia a história da redenção.

A criação do mundo e do homem

A criação do mundo e do homem, conforme descrito em Gênesis, revela não apenas a majestade de Deus, mas também a dignidade intrínseca do ser humano. No início, Deus criou o céu e a terra, trazendo luz ao caos e separando as trevas (Gn 1,1-3):

No princípio criou Deus o céu e a terra. Mas a terra estava ainda informe e vazia, toda envolta em trevas e coberta de águas profundas. E disse Deus: “Faça-se a luz!” E houve luz. 7

Essa ação divina não é apenas um ato de poder, mas um convite à ordem e à beleza. Como Santo Agostinho observa, as trevas representam a ausência de luz, simbolizando a necessidade de Deus para iluminar nossas vidas e nossos corações. 8

Quando Deus cria o homem à Sua imagem e semelhança, Ele confere uma dignidade única ao ser humano, que é chamado a ter domínio sobre a criação (Gn 1,26). Essa dignidade não é apenas um status, mas uma responsabilidade de cuidar e zelar pela criação. Orígenes nos lembra que, assim como a luz do Criador ilumina o mundo, o ser humano, ao refletir essa luz, deve ser capaz de distinguir entre o bem e o mal. 8

A criação do homem do barro e a infusão de uma alma imortal (Gn 2,7) enfatizam a conexão entre o humano e a terra, lembrando-nos de nossa fragilidade e dependência de Deus. Assim, a dignidade humana é um chamado à santidade, à busca de uma vida que glorifique o Criador e que, por meio de nossas ações, reflita a luz de Cristo, a verdadeira luz que ilumina todo homem (Jo 1,9). Confira mais um comentário de Orígenes sobre isso

Perseveremos, pois, a fim de que tomemos as águas “que estão debaixo do céu” e lancemo-las de nós, para que o “elemento árido” – que significa nossas obras feitas na carne – apareçam. Quando isso acontecer, poderão os homens ver “as vossas boas obras, e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5,16). Caso não separemos de nós essas águas que estão debaixo do céu – isto é, os pecados e os vícios do nosso corpo –, nosso elemento árido não aparecerá e tampouco terá coragem para avançar rumo à luz (…). O elemento árido, depois que se lhe remove a água, não continua a ser chamado por Deus de “elemento árido”, mas sim de “terra”. Assim também nossos corpos, se essa separação acontecer, não serão mais “elemento árido”: serão, antes, chamados de “terra”, porque assim poderão dar frutos a Deus. 8

O pecado original e a queda do homem

O pecado original e a queda do homem, conforme narrado em Gênesis, têm suas raízes na inveja do demônio, que não suportava a felicidade do homem no Paraíso. A serpente, instrumento do diabo, seduziu Eva com a promessa de que, ao comer do fruto proibido, ela e Adão se tornariam semelhantes a Deus, conhecendo o bem e o mal (Gn 3,1-5).

O demônio invejava ao homem tanta ventura, e por isso tratou de perdê-lo, valendo-se da serpente. Um dia que Eva andava passeando por perto da árvore proibida, a serpente que ali estava lhe disse: “Por que vos proibiu Deus o comerdes do fruto desta árvore?”. Respondeu Eva: “Porque no dia em que comermos desse fruto morreremos”. A serpente replicou: “Nada! Não morrereis se comerdes; antes pelo contrário, abrir-se-ão vossos olhos, e vos tornareis semelhantes a Deus, conhecendo o bem e o mal”. 9

Ambrósio, um dos Padres da Igreja, explica que “o motivo da inveja foi a felicidade do homem colocado no Paraíso”, ressaltando a indignação do diabo ao ver uma criatura inferior, feita de barro, receber as benesses divinas. 10

Quadro O Julgamento de Adão, William Blake, cena do pecado original retratado no livro do genesis.
O Julgamento de Adão, William Blake.

A desobediência de Adão e Eva, impulsionada pela soberania do orgulho, é um tema central. Santo Agostinho afirma que “o princípio de todo pecado é a soberba”, 10 indicando que a queda do homem se origina na tentativa de se igualar a Deus (Eclo 10,15). Essa transgressão resultou na separação da humanidade de Deus e na entrada do medo, da vergonha e da morte no mundo.

A resposta divina à queda é a promessa de redenção, que se manifesta na descendência da mulher, que “pisará a cabeça da serpente” (Gn 3,15).

[…] Porei inimizades entre ti e a mulher e entre a tua descendência e a descendência dela. Ela te pisará a cabeça, e tu armarás traições ao seu calcanhar”. 11

Irineu, outro Padre da Igreja, destaca que, assim como a desobediência de uma virgem (Eva) trouxe a morte, a obediência de outra virgem, Maria, trouxe a salvação.

Assim como a raça humana passou a estar sujeita à morte por causa do ato duma virgem, também por uma virgem foi salva; assim, a desobediência duma virgem foi cancelada pela obediência de outra. 10

Portanto, a origem do pecado está entrelaçada com a necessidade de redenção, pois a história da salvação inicia-se com a promessa de um Salvador que restaurará a relação entre Deus e a humanidade.

Leia mais sobre o pecado original: a origem da queda e a promessa da redenção.

A caravana de Abraão, por James Tissot.

A aliança de Deus com os patriarcas

A Nova Aliança, na teologia cristã, refere-se ao pacto estabelecido por Deus com a humanidade através de Jesus Cristo. Essa aliança é vista como o cumprimento das promessas feitas nas alianças anteriores, como a de Abraão, e é caracterizada pela salvação oferecida a todos os que creem em Cristo.

A Nova Aliança é associada à redenção dos pecados e à reconciliação entre Deus e a humanidade, realizada através do sacrifício de Jesus na cruz.

As histórias de Abraão, Isaac e Jacó são consideradas prefigurações da Nova Aliança porque cada uma delas contém elementos que antecipam a vinda de Cristo e o que Ele realizaria:

Abraão: Sua fé e obediência a Deus, ao deixar sua terra e seguir a promessa divina, simbolizam a disposição de seguir a Cristo, que também chamou seus discípulos a deixarem tudo para segui-lo. A promessa de que “em ti serão abençoadas todas as nações” (Gn 12,3) antecipa a inclusão dos gentios na salvação através de Jesus.

Isaac: A quase imolação de Isaac por Abraão é uma poderosa prefiguração do sacrifício de Cristo. Assim como Isaac foi oferecido como sacrifício, Jesus se entregou por amor à humanidade, cumprindo a promessa de redenção.

Santo Ambrósio comenta que

[Isaac] Foi oferecido em sacrifício de uma maneira singular, de modo que seu pai não o perdesse e ainda assim pudesse cumprir o sacrifício. Da mesma forma, em seu próprio nome ele prefigura a graça: Isaac significa “riso”, e o riso é sinal de alegria. Ora, todos sabem que Jesus é a alegria de quantos abandonam o pavor da morte, e que lançou fora o seu terror e para todos os povos converteu-se no perdão de seus pecados. 12

Jacó: A vida de Jacó, marcada por lutas e transformações, reflete os trabalhos de Jesus, que, através de sua vida e ministério, trouxe a salvação e a nova identidade para aqueles que creem. A bênção de Jacó e suas promessas a seus filhos também simbolizam a herança espiritual que os crentes recebem em Cristo.

Portanto, as histórias dos patriarcas não são apenas relatos do passado, mas prefigurações que apontam para a Nova Aliança, onde Deus se revela como fiel às suas promessas e oferece a salvação a toda a humanidade através de Jesus Cristo.

O Gênesis no Novo Testamento

O Livro do Gênesis é fundamental para entender a plenitude que se revela em Cristo no Novo Testamento. Desde a criação, onde Deus traz luz ao caos (Gn 1,3), vemos a prefiguração de Cristo, que é a luz do mundo (Jo 8,12). A história de Abraão, que obedece ao chamado divino e se torna pai de muitas nações (Gn 12,2), também antecipa a inclusão dos gentios na salvação através de Jesus, como Paulo afirma em Gálatas (3, 29): “Ora, se sois de Cristo, então sois verdadeiramente a descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.”

A história de Adão e Eva, que traz a entrada do pecado no mundo, é redimida em Cristo, o “novo Adão” (1 Cor 15,45), que traz a restauração e a vida. A promessa feita a Abraão de que todas as nações da terra serão benditas (Gn 12,3) encontra o seu cumprimento em Jesus, que, através de sua morte e ressurreição, oferece salvação a todos.

Isaac, que foi levado para o sacrifício por seu pai, também é um símbolo do sacrifício de Cristo. Como Ambrósio observa, “Isaac foi oferecido em sacrifício de uma maneira singular”, refletindo a entrega de Jesus. Por fim, a luta de Jacó com o anjo (Gn 32,24) prefigura a luta de Cristo no Getsemâni, onde Ele também se entrega à vontade do Pai.

Assim, o Gênesis não é apenas um relato de origens, mas um mapa que aponta para a plenitude da revelação em Cristo.

Os mistérios desse divino Salvador estão de um admirável modo prefigurados nos principais acontecimentos relatados no Gênesis. Assim vemos prefigurada em Abel a morte violenta e injusta que haveria de sofrer pela inveja de seus irmãos; sua vida oculta vemos na de Henoc; seu atributo de salvador vemos em Noé, que em sua Arca preserva a espécie humana; sua vida de contínuas peregrinações vemos na de Abraão; seu sacerdócio vemos no de Melquisedec; seu sacrifício vemos no de Isaac; seus trabalhos vemos nos de Jacó; seu sofrimento e gloriosa ressurreição vemos nas humilhações de José, assim como a glória que delas surgiu. 8

Leia mais sobre a origem e os principais temas do Novo Testamento.

O que o livro do Gênesis ensina para a nossa vida espiritual?

O livro do Gênesis, com suas narrativas riquíssimas, ensina lições valiosas que podem ser aplicadas à nossa vida espiritual e à vivência cristã hoje. A criação do mundo, por exemplo, recorda-nos da grandeza de Deus e da sua soberania sobre tudo. Isso nos convida a cultivar a prática do louvor em nossas orações, reconhecendo que cada dia — e mais: cada situação que nos acontece — é um presente divino, uma ação da providência.

A história de Adão e Eva, por sua vez, revela com profundidade as consequências do pecado e o chamado à obediência a Deus, cuja lei, antes de ser escrita, foi inscrita em nosso coração. Essa narrativa nos convida a ponderar sobre a responsabilidade que acompanha nossas escolhas diárias, lembrando-nos de que cada decisão molda nossa proximidade com o Criador.

É um apelo poderoso para que busquemos harmonizar nossa vontade com a dele, rejeitando as seduções que obscurecem o caminho para a comunhão plena com o Senhor.

A fé de Abraão surge como um testemunho vivo para nós. Ele entregou-se às promessas de Deus mesmo sem vislumbrar o cumprimento imediato, convidando-nos a perseverar na confiança em meio às incertezas. Sua história ecoa as palavras da Escritura: “uma certeza a respeito do que não se vê” (Hb 11,1), desafiando-nos a manter o coração firme na oração, não como quem exige, mas como quem confia. Mesmo quando as respostas divinas não se manifestam como esperamos, somos chamados a confiar na certeza de que Deus, em sua sabedoria, guia todas as coisas para o bem.

As histórias de Isaac e Jacó nos convidam a contemplar a beleza e o desafio das relações humanas. Por meio delas, aprender que a vida em comunidade é uma escola de paciência, generosidade e reconciliação. Valorizá-la exige gestos concretos: estender a mão ao próximo em necessidade, oferecer palavras de conforto que sofrem, ou mesmo buscar a paz após uma desavença.

Assim, o Livro do Gênesis, com suas lições profundas e atemporais, continua a iluminar nosso caminho espiritual, convidando-nos a viver como filhos de um Deus que nos chama a amar como Ele nos ama.

Que tal aprender um pouco mais sobre os 10 mandamentos?

Referências

  1. BÍBLIA. Tradução do Pe. Matos Soares a partir da Vulgata Clementina (1927-1932). Corrigida e atualizada. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2023, p.27[]
  2. BÍBLIA. Tradução do Pe. Matos Soares a partir da Vulgata Clementina (1927-1932). Corrigida e atualizada. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2023, p.28[][]
  3. CIC, 109[]
  4. CIC, 289[]
  5. CIC, 390[]
  6. CIC, 337[]
  7. COSTA, Antônio de Macedo. História bíblica: narrativas do Antigo e do Novo Testamento. 1. ed. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2024. p.23[]
  8. BÍBLIA. Tradução do Pe. Matos Soares a partir da Vulgata Clementina (1927-1932). Corrigida e atualizada. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2023, p.29[][][][]
  9. COSTA, Antônio de Macedo. História bíblica: narrativas do Antigo e do Novo Testamento. 1. ed. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2024. p.25[]
  10. BÍBLIA. Tradução do Pe. Matos Soares a partir da Vulgata Clementina (1927-1932). Corrigida e atualizada. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2023, p.31[][][]
  11. COSTA, Antônio de Macedo. História bíblica: narrativas do Antigo e do Novo Testamento. 1. ed. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2024. p.26[]
  12. BÍBLIA. Tradução do Pe. Matos Soares a partir da Vulgata Clementina (1927-1932). Corrigida e atualizada. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2023, p.44[]
Redação MBC

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Conheça o livro do Gênesis, suas lições e como as histórias de Abraão, Isaac e Jacó prefiguram a Nova Aliança em Cristo.

O livro do Gênesis é fundamental para a fé cristã, pois estabelece as bases da revelação divina e da história da salvação. Como o primeiro livro da Bíblia, o Gênesis revela a criação do mundo, a origem da humanidade e os primeiros momentos da aliança entre Deus e seu povo. Essas narrativas não apenas descrevem o início de todas as coisas, mas também manifestam o caráter de Deus como Criador, Provedor e Redentor. Por meio desses relatos, somos chamados a contemplar a profunda comunhão que o Senhor deseja estabelecer com a humanidade.

Além disso, o Gênesis é fundamental para entender as alianças que Deus faz com os patriarcas, como Abraão, Isaac e Jacó, que prefiguram a Nova Aliança em Cristo. As promessas feitas a esses homens de fé ecoam ao longo das Escrituras, culminando na vinda de Jesus. O livro do Gênesis não é, portanto, apenas um relato de origens, mas um guia que nos orienta na compreensão do plano divino para a salvação da humanidade.

O que é o Livro do Gênesis?

O Livro do Gênesis, primeiro dos cinco volumes do Pentateuco, apresenta as origens da criação e da humanidade. Seu título, de origem grega, significa “geração”, refletindo o tema central da narrativa. Em hebraico, o nome Bereshit (“no princípio”) remete à primeira palavra que inicia o relato, destacando a ação divina no surgimento de tudo o que existe. Tradicionalmente atribuído a Moisés, o Gênesis foi escrito no deserto para instruir o povo de Israel, integrando a revelação divina e as tradições dos patriarcas. Dividido em quatro partes, cobre desde a criação até os feitos dos patriarcas Abraão, Isaac, Jacó e José, encerrando com a morte deste último no Egito. 1

Além de narrar acontecimentos como o Dilúvio e a dispersão das nações, o Gênesis revela verdades fundamentais sobre Deus, o homem e o pecado. É um texto que ensina, pela história, o plano de salvação iniciado por Deus. Com figuras como Noé, Abraão e José, o livro aponta para Cristo, o Libertador prometido. Ao ler o Gênesis, o cristão não apenas contempla as origens do universo e da fé, mas também encontra sinais do amor redentor que percorre toda a Escritura, ecoando na história de cada geração. 2

Como a Igreja interpreta o Gênesis?

A Igreja Católica distingue entre a leitura literal e a simbólica do Livro do Gênesis para interpretar suas narrativas à luz da fé e da razão. O sentido literal refere-se ao significado direto das palavras, ou seja, o que o autor sagrado pretendia comunicar em seu contexto histórico e cultural. 3 Já o sentido simbólico vai além das palavras, buscando os significados espirituais que Deus quis revelar através delas.

Essa distinção permite compreender o Gênesis como um texto rico em verdades espirituais. A Igreja ensina que, embora o Gênesis não seja um tratado científico, ele comunica verdades inerrantes sobre Deus, a dignidade humana e o pecado original. 4 Assim, elementos como a criação de Adão e Eva e o Jardim do Éden são lidos simbolicamente para iluminar a dignidade humana, o propósito da vida e o drama do pecado original. 5

A Sagrada Escritura apresenta a obra do Criador, simbolicamente, como uma sequência de seis dias «de trabalho» divino, que terminam no «repouso» do sétimo dia. O texto sagrado ensina, a respeito da criação, verdades reveladas por Deus para a nossa salvação, as quais permitem «conhecer a natureza última e o valor de todas as criaturas e a sua ordenação para a glória de Deus». 6

O Gênesis no contexto do Antigo Testamento

O Livro do Gênesis ocupa uma posição central no Antigo Testamento, lançando as bases para a compreensão de toda a revelação divina. Como primeiro volume do Pentateuco, ele não apenas inicia a história do povo de Deus, mas também apresenta os temas fundamentais que perpassam os demais livros: a criação, a aliança, o pecado e a promessa de redenção. O relato do Gênesis prepara o terreno para os eventos narrados em Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, onde a aliança se desdobra de forma mais concreta, e o povo de Israel assume plenamente sua identidade como nação eleita.

A importância do Gênesis reside em sua revelação inaugural do plano divino. É nele que encontramos a origem da criação, a dignidade do ser humano como imagem de Deus e o drama do pecado original que rompeu a harmonia inicial. Esses temas não apenas explicam a condição humana, mas também apontam para a necessidade de um Salvador, promessa que ecoa ao longo do Antigo Testamento. Assim, o Gênesis não é um texto isolado, mas a introdução a uma narrativa maior, na qual Deus se revela progressivamente e conduz seu povo em direção à redenção definitiva, que será plenamente realizada em Cristo.

Conheça a origem, a divisão e os principais temas do Antigo Testamento.

Temas centrais do Livro do Gênesis

O Livro do Gênesis, como o início da História da Salvação, apresenta temas centrais que ecoam através das gerações. Um dos principais é a criação, que não apenas narra a origem do universo, mas também revela a bondade de Deus em criar um mundo ordenado e belo. A relação entre Deus e a humanidade é outro tema fundamental, evidenciado na criação de Adão e Eva, que simboliza a intimidade desejada por Deus com sua criação.

A queda do homem, representada pelo pecado original, introduz a corrupção e a miséria na experiência humana, destacando a necessidade de redenção. O Dilúvio, que salva Noé e sua família, prefigura a esperança de um novo começo, enquanto a história dos patriarcas, como Abraão, Isaac, Jacó e José, ilustra a fidelidade de Deus às suas promessas e a formação do povo escolhido. 2

Além disso, o Gênesis antecipa a vinda do Salvador, com figuras como Abel, Noé e José, que prefiguram aspectos da vida e missão de Cristo. Assim, o Gênesis não é apenas um relato de eventos, mas uma profunda reflexão sobre a relação entre Deus e a humanidade, a necessidade de salvação e a esperança que permeia a história da redenção.

A criação do mundo e do homem

A criação do mundo e do homem, conforme descrito em Gênesis, revela não apenas a majestade de Deus, mas também a dignidade intrínseca do ser humano. No início, Deus criou o céu e a terra, trazendo luz ao caos e separando as trevas (Gn 1,1-3):

No princípio criou Deus o céu e a terra. Mas a terra estava ainda informe e vazia, toda envolta em trevas e coberta de águas profundas. E disse Deus: “Faça-se a luz!” E houve luz. 7

Essa ação divina não é apenas um ato de poder, mas um convite à ordem e à beleza. Como Santo Agostinho observa, as trevas representam a ausência de luz, simbolizando a necessidade de Deus para iluminar nossas vidas e nossos corações. 8

Quando Deus cria o homem à Sua imagem e semelhança, Ele confere uma dignidade única ao ser humano, que é chamado a ter domínio sobre a criação (Gn 1,26). Essa dignidade não é apenas um status, mas uma responsabilidade de cuidar e zelar pela criação. Orígenes nos lembra que, assim como a luz do Criador ilumina o mundo, o ser humano, ao refletir essa luz, deve ser capaz de distinguir entre o bem e o mal. 8

A criação do homem do barro e a infusão de uma alma imortal (Gn 2,7) enfatizam a conexão entre o humano e a terra, lembrando-nos de nossa fragilidade e dependência de Deus. Assim, a dignidade humana é um chamado à santidade, à busca de uma vida que glorifique o Criador e que, por meio de nossas ações, reflita a luz de Cristo, a verdadeira luz que ilumina todo homem (Jo 1,9). Confira mais um comentário de Orígenes sobre isso

Perseveremos, pois, a fim de que tomemos as águas “que estão debaixo do céu” e lancemo-las de nós, para que o “elemento árido” – que significa nossas obras feitas na carne – apareçam. Quando isso acontecer, poderão os homens ver “as vossas boas obras, e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5,16). Caso não separemos de nós essas águas que estão debaixo do céu – isto é, os pecados e os vícios do nosso corpo –, nosso elemento árido não aparecerá e tampouco terá coragem para avançar rumo à luz (…). O elemento árido, depois que se lhe remove a água, não continua a ser chamado por Deus de “elemento árido”, mas sim de “terra”. Assim também nossos corpos, se essa separação acontecer, não serão mais “elemento árido”: serão, antes, chamados de “terra”, porque assim poderão dar frutos a Deus. 8

O pecado original e a queda do homem

O pecado original e a queda do homem, conforme narrado em Gênesis, têm suas raízes na inveja do demônio, que não suportava a felicidade do homem no Paraíso. A serpente, instrumento do diabo, seduziu Eva com a promessa de que, ao comer do fruto proibido, ela e Adão se tornariam semelhantes a Deus, conhecendo o bem e o mal (Gn 3,1-5).

O demônio invejava ao homem tanta ventura, e por isso tratou de perdê-lo, valendo-se da serpente. Um dia que Eva andava passeando por perto da árvore proibida, a serpente que ali estava lhe disse: “Por que vos proibiu Deus o comerdes do fruto desta árvore?”. Respondeu Eva: “Porque no dia em que comermos desse fruto morreremos”. A serpente replicou: “Nada! Não morrereis se comerdes; antes pelo contrário, abrir-se-ão vossos olhos, e vos tornareis semelhantes a Deus, conhecendo o bem e o mal”. 9

Ambrósio, um dos Padres da Igreja, explica que “o motivo da inveja foi a felicidade do homem colocado no Paraíso”, ressaltando a indignação do diabo ao ver uma criatura inferior, feita de barro, receber as benesses divinas. 10

Quadro O Julgamento de Adão, William Blake, cena do pecado original retratado no livro do genesis.
O Julgamento de Adão, William Blake.

A desobediência de Adão e Eva, impulsionada pela soberania do orgulho, é um tema central. Santo Agostinho afirma que “o princípio de todo pecado é a soberba”, 10 indicando que a queda do homem se origina na tentativa de se igualar a Deus (Eclo 10,15). Essa transgressão resultou na separação da humanidade de Deus e na entrada do medo, da vergonha e da morte no mundo.

A resposta divina à queda é a promessa de redenção, que se manifesta na descendência da mulher, que “pisará a cabeça da serpente” (Gn 3,15).

[…] Porei inimizades entre ti e a mulher e entre a tua descendência e a descendência dela. Ela te pisará a cabeça, e tu armarás traições ao seu calcanhar”. 11

Irineu, outro Padre da Igreja, destaca que, assim como a desobediência de uma virgem (Eva) trouxe a morte, a obediência de outra virgem, Maria, trouxe a salvação.

Assim como a raça humana passou a estar sujeita à morte por causa do ato duma virgem, também por uma virgem foi salva; assim, a desobediência duma virgem foi cancelada pela obediência de outra. 10

Portanto, a origem do pecado está entrelaçada com a necessidade de redenção, pois a história da salvação inicia-se com a promessa de um Salvador que restaurará a relação entre Deus e a humanidade.

Leia mais sobre o pecado original: a origem da queda e a promessa da redenção.

A caravana de Abraão, por James Tissot.

A aliança de Deus com os patriarcas

A Nova Aliança, na teologia cristã, refere-se ao pacto estabelecido por Deus com a humanidade através de Jesus Cristo. Essa aliança é vista como o cumprimento das promessas feitas nas alianças anteriores, como a de Abraão, e é caracterizada pela salvação oferecida a todos os que creem em Cristo.

A Nova Aliança é associada à redenção dos pecados e à reconciliação entre Deus e a humanidade, realizada através do sacrifício de Jesus na cruz.

As histórias de Abraão, Isaac e Jacó são consideradas prefigurações da Nova Aliança porque cada uma delas contém elementos que antecipam a vinda de Cristo e o que Ele realizaria:

Abraão: Sua fé e obediência a Deus, ao deixar sua terra e seguir a promessa divina, simbolizam a disposição de seguir a Cristo, que também chamou seus discípulos a deixarem tudo para segui-lo. A promessa de que “em ti serão abençoadas todas as nações” (Gn 12,3) antecipa a inclusão dos gentios na salvação através de Jesus.

Isaac: A quase imolação de Isaac por Abraão é uma poderosa prefiguração do sacrifício de Cristo. Assim como Isaac foi oferecido como sacrifício, Jesus se entregou por amor à humanidade, cumprindo a promessa de redenção.

Santo Ambrósio comenta que

[Isaac] Foi oferecido em sacrifício de uma maneira singular, de modo que seu pai não o perdesse e ainda assim pudesse cumprir o sacrifício. Da mesma forma, em seu próprio nome ele prefigura a graça: Isaac significa “riso”, e o riso é sinal de alegria. Ora, todos sabem que Jesus é a alegria de quantos abandonam o pavor da morte, e que lançou fora o seu terror e para todos os povos converteu-se no perdão de seus pecados. 12

Jacó: A vida de Jacó, marcada por lutas e transformações, reflete os trabalhos de Jesus, que, através de sua vida e ministério, trouxe a salvação e a nova identidade para aqueles que creem. A bênção de Jacó e suas promessas a seus filhos também simbolizam a herança espiritual que os crentes recebem em Cristo.

Portanto, as histórias dos patriarcas não são apenas relatos do passado, mas prefigurações que apontam para a Nova Aliança, onde Deus se revela como fiel às suas promessas e oferece a salvação a toda a humanidade através de Jesus Cristo.

O Gênesis no Novo Testamento

O Livro do Gênesis é fundamental para entender a plenitude que se revela em Cristo no Novo Testamento. Desde a criação, onde Deus traz luz ao caos (Gn 1,3), vemos a prefiguração de Cristo, que é a luz do mundo (Jo 8,12). A história de Abraão, que obedece ao chamado divino e se torna pai de muitas nações (Gn 12,2), também antecipa a inclusão dos gentios na salvação através de Jesus, como Paulo afirma em Gálatas (3, 29): “Ora, se sois de Cristo, então sois verdadeiramente a descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.”

A história de Adão e Eva, que traz a entrada do pecado no mundo, é redimida em Cristo, o “novo Adão” (1 Cor 15,45), que traz a restauração e a vida. A promessa feita a Abraão de que todas as nações da terra serão benditas (Gn 12,3) encontra o seu cumprimento em Jesus, que, através de sua morte e ressurreição, oferece salvação a todos.

Isaac, que foi levado para o sacrifício por seu pai, também é um símbolo do sacrifício de Cristo. Como Ambrósio observa, “Isaac foi oferecido em sacrifício de uma maneira singular”, refletindo a entrega de Jesus. Por fim, a luta de Jacó com o anjo (Gn 32,24) prefigura a luta de Cristo no Getsemâni, onde Ele também se entrega à vontade do Pai.

Assim, o Gênesis não é apenas um relato de origens, mas um mapa que aponta para a plenitude da revelação em Cristo.

Os mistérios desse divino Salvador estão de um admirável modo prefigurados nos principais acontecimentos relatados no Gênesis. Assim vemos prefigurada em Abel a morte violenta e injusta que haveria de sofrer pela inveja de seus irmãos; sua vida oculta vemos na de Henoc; seu atributo de salvador vemos em Noé, que em sua Arca preserva a espécie humana; sua vida de contínuas peregrinações vemos na de Abraão; seu sacerdócio vemos no de Melquisedec; seu sacrifício vemos no de Isaac; seus trabalhos vemos nos de Jacó; seu sofrimento e gloriosa ressurreição vemos nas humilhações de José, assim como a glória que delas surgiu. 8

Leia mais sobre a origem e os principais temas do Novo Testamento.

O que o livro do Gênesis ensina para a nossa vida espiritual?

O livro do Gênesis, com suas narrativas riquíssimas, ensina lições valiosas que podem ser aplicadas à nossa vida espiritual e à vivência cristã hoje. A criação do mundo, por exemplo, recorda-nos da grandeza de Deus e da sua soberania sobre tudo. Isso nos convida a cultivar a prática do louvor em nossas orações, reconhecendo que cada dia — e mais: cada situação que nos acontece — é um presente divino, uma ação da providência.

A história de Adão e Eva, por sua vez, revela com profundidade as consequências do pecado e o chamado à obediência a Deus, cuja lei, antes de ser escrita, foi inscrita em nosso coração. Essa narrativa nos convida a ponderar sobre a responsabilidade que acompanha nossas escolhas diárias, lembrando-nos de que cada decisão molda nossa proximidade com o Criador.

É um apelo poderoso para que busquemos harmonizar nossa vontade com a dele, rejeitando as seduções que obscurecem o caminho para a comunhão plena com o Senhor.

A fé de Abraão surge como um testemunho vivo para nós. Ele entregou-se às promessas de Deus mesmo sem vislumbrar o cumprimento imediato, convidando-nos a perseverar na confiança em meio às incertezas. Sua história ecoa as palavras da Escritura: “uma certeza a respeito do que não se vê” (Hb 11,1), desafiando-nos a manter o coração firme na oração, não como quem exige, mas como quem confia. Mesmo quando as respostas divinas não se manifestam como esperamos, somos chamados a confiar na certeza de que Deus, em sua sabedoria, guia todas as coisas para o bem.

As histórias de Isaac e Jacó nos convidam a contemplar a beleza e o desafio das relações humanas. Por meio delas, aprender que a vida em comunidade é uma escola de paciência, generosidade e reconciliação. Valorizá-la exige gestos concretos: estender a mão ao próximo em necessidade, oferecer palavras de conforto que sofrem, ou mesmo buscar a paz após uma desavença.

Assim, o Livro do Gênesis, com suas lições profundas e atemporais, continua a iluminar nosso caminho espiritual, convidando-nos a viver como filhos de um Deus que nos chama a amar como Ele nos ama.

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Referências

  1. BÍBLIA. Tradução do Pe. Matos Soares a partir da Vulgata Clementina (1927-1932). Corrigida e atualizada. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2023, p.27[]
  2. BÍBLIA. Tradução do Pe. Matos Soares a partir da Vulgata Clementina (1927-1932). Corrigida e atualizada. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2023, p.28[][]
  3. CIC, 109[]
  4. CIC, 289[]
  5. CIC, 390[]
  6. CIC, 337[]
  7. COSTA, Antônio de Macedo. História bíblica: narrativas do Antigo e do Novo Testamento. 1. ed. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2024. p.23[]
  8. BÍBLIA. Tradução do Pe. Matos Soares a partir da Vulgata Clementina (1927-1932). Corrigida e atualizada. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2023, p.29[][][][]
  9. COSTA, Antônio de Macedo. História bíblica: narrativas do Antigo e do Novo Testamento. 1. ed. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2024. p.25[]
  10. BÍBLIA. Tradução do Pe. Matos Soares a partir da Vulgata Clementina (1927-1932). Corrigida e atualizada. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2023, p.31[][][]
  11. COSTA, Antônio de Macedo. História bíblica: narrativas do Antigo e do Novo Testamento. 1. ed. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2024. p.26[]
  12. BÍBLIA. Tradução do Pe. Matos Soares a partir da Vulgata Clementina (1927-1932). Corrigida e atualizada. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2023, p.44[]

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