Devoção, Espiritualidade, Formação

Práticas da consagração a Nossa Senhora

Práticas da consagração a Nossa Senhora
Devoção, Espiritualidade, Formação

Práticas da consagração a Nossa Senhora

Data da Publicação: 14/08/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC
Data da Publicação: 14/08/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC

Conheça todas as práticas da consagração a Nossa Senhora, sejam elas interiores ou exteriores.

Um consagrado deve agir como tal. Essa frase resume todo o texto a seguir. Se consagrar não é um ato pontual. É o início de uma profunda devoção à Santíssima Virgem e que demanda um contínuo movimento da alma em direção a um amor mais perfeito.

Vamos trocar por miúdos? Um devoto deve internamente e externamente alimentar a devoção. 

Afinal, qual o sentido de se dizer consagrado se não rezamos mais, se não evangelizamos mais, se não estimulamos outras pessoas a amarem Jesus por meio de sua Mãe? A consagração não é um diploma. A consagração é um estilo de vida.

Aqui iremos deixar de maneira muito clara e prática as Práticas Interiores e Exteriores da Consagração a Nossa Senhora. Todas elas são sugeridas pelo próprio São Luís Maria Grignion de Montfort. Nosso objetivo é fazer com que cada coração, ao final do texto, tenha mais vontade ainda de servir a Nosso Senhor. 

as práticas da consagração a nossa senhora estão descritas no Tratado da Verdadeira Devoção
O Tratado da Verdadeira Devoção, escrito por São Luís, apresenta todas as práticas da consagração a Nossa Senhora.

O que são as práticas interiores e exteriores da consagração a Nossa Senhora?


Reforçando: a Consagração é um método de vida e não um diploma que se tira e guarda na gaveta. Dessa maneira, São Luís propõe práticas exteriores e interiores que são, basicamente, coisas a serem feitas para cobrir todos os aspectos das nossas vidas com um espírito devoto profundo. Quem segue a risca, constantemente se lembra do sentido final do método proposto pelo grande santo mariano: amar e servir a Deus com maior perfeição. 

Qual é a diferença entre as práticas interiores e as exteriores da consagração a Nossa Senhora?


Um pequeno detalhe: a devoção à Santíssima Virgem é predominantemente interior. E isso é muito claro, pois todo tipo de ação exterior, se não for acompanhada por uma mudança interior, é hipócrita, estéril e soberba. Aliás, aplicar esse princípio em tudo é um importante remédio contra a vaidade. Dito isso, a única diferença entre as práticas exteriores e interiores é que as primeiras carregam algum tipo de elemento visível. Portanto não são puramente exteriores. 

Veja também: O primeiro passo para a consagração a Nossa Senhora

Práticas exteriores

Cadeia de nossa senhora aparecida, usada para simbolizar a consagração a nossa senhora. É uma das praticas da consagração a nossa senhora.


Então, quais são as práticas exteriores propostas por São Luis?

1) A preparação e a consagração 

Essa prática consiste nos 33 dias preparatórios que antecedem o ato de consagração. É de costume que o dia escolhido para a Consagração seja uma data mariana. Esses 33 dias são divididos em 4 partes: 

  • Parte 1: O desapego às coisas do mundo. 12 dias 
  • Parte 2: Primeira semana. O conhecimento de si mesmo
  • Parte 3: Segunda semana. O conhecimento de Maria 
  • Parte 4: Terceira semana. O conhecimento de Jesus

Em cada parte, há orações específicas. E ao final dessas 3 semanas, nos confessamos e, durante ou logo após a Sagrada Comunhão, recitamos o Ato de Consagração. São Luís recomenda que anualmente realizemos os mesmos passos para renovar nossas promessas. 

2) A pequena coroa à Santíssima Virgem

Essa prática consiste em rezar diariamente a pequena coroa à Santíssima Virgem, que consiste basicamente em 3 Pai-Nossos e 12 Ave-Marias. Importante porque é algo rotineiro, que nos conduz continuamente nos lembrarmos da nossa devoção. 

3) As correntes ou cadeias

A mais popular das três. Aqui, é importante colocarmos um aviso fraterno: muito cuidado com a vaidade que parece fazer um elo ao redor da corrente. Esse símbolo representa a escravidão voluntária a Jesus Cristo. Então, ela não deve ser usada como uma coroa de orgulho: “Vejam como sou devoto! Vejam como tenho vida espiritual!” Se algo assim passa pelo menos perto da nossa mente, esse símbolo, que deveria ser um benefício, passa a ser um grande prejuízo. Se, com essa corrente, não dizemos não à escravidão das coisas do mundo, então, não compreendemos nada do que significa ser devoto. 

4) Outras 

Dizemos “outras” não por serem menos importantes, mas apenas porque são muitas as sugeridas por São Luís Maria:

  • Rezar a Ave-Maria e o Santo Rosário
  • Rezar o Magnificat
  • Ter particular interesse pelo mistério da Encarnação, celebrado em 25 de março
  • Reforçar o desprezo às coisas do mundo por meio de exercícios constantes (o Santo sugere os da primeira parte da preparação)

Práticas interiores

Papa Francisco rezando a ladainha de Nossa Senhora.


São Luís Maria elenca 4 classificações para as práticas interiores: Por Meio de Maria, Em Maria, Com Maria e Por Maria. 

1) Por Meio de Maria

Como Maria jamais deixou-se guiar por seu próprio espírito, seguindo apenas o Espírito de Deus, São Luís diz que o espírito de Maria é o espírito de Deus, tamanha a comunhão. Portanto, um consagrado deve fazer tudo por meio de Maria. Dessa maneira, deve:

  • Renunciar a seu espírito e suas vontades. 
  • Entregar-se ao espírito de Maria.
  • Renovar os dois passos acima, nem que seja por uma simples jaculatória. 

2) Com Maria 

Devemos fazer tudo com Maria, procurando imitá-La em suas virtudes. Todo o mérito é de Deus, mas Maria foi quem melhor se deixou transformar por essas graças. Em especial, devemos imitar: 

  • Sua fé viva
  • Sua profunda humildade 
  • Sua pureza irrepreensível 

3) Em Maria 

São Luís chama Maria de “o verdadeiro paraíso”, por meio do qual veio ao mundo o Salvador. Onde habitou o novo Adão. Portanto, diz que devemos ter essa analogia com um lugar santo. E que adentrando nesse “local”, possamos:

  • Ser alimentados por Sua compaixão materna
  • Ser libertos da ansiedade e dos escrúpulos
  • Ser defendidos dos inimigos 
  • Ser formados em Nosso Senhor. 

4) Por Maria 

Por fim, uma vez entregues voluntariamente ao serviço a Deus por meio de Maria, devemos consagrar todas as nossas atitudes, obras e orações à Virgem Maria que, seguramente, as levará com maior gosto a Nosso Senhor.

Consagre-se: uma grande campanha de consagração do Brasil a Nossa Senhora

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    MBC

    O que você vai encontrar neste artigo?

    Conheça todas as práticas da consagração a Nossa Senhora, sejam elas interiores ou exteriores.

    Um consagrado deve agir como tal. Essa frase resume todo o texto a seguir. Se consagrar não é um ato pontual. É o início de uma profunda devoção à Santíssima Virgem e que demanda um contínuo movimento da alma em direção a um amor mais perfeito.

    Vamos trocar por miúdos? Um devoto deve internamente e externamente alimentar a devoção. 

    Afinal, qual o sentido de se dizer consagrado se não rezamos mais, se não evangelizamos mais, se não estimulamos outras pessoas a amarem Jesus por meio de sua Mãe? A consagração não é um diploma. A consagração é um estilo de vida.

    Aqui iremos deixar de maneira muito clara e prática as Práticas Interiores e Exteriores da Consagração a Nossa Senhora. Todas elas são sugeridas pelo próprio São Luís Maria Grignion de Montfort. Nosso objetivo é fazer com que cada coração, ao final do texto, tenha mais vontade ainda de servir a Nosso Senhor. 

    as práticas da consagração a nossa senhora estão descritas no Tratado da Verdadeira Devoção
    O Tratado da Verdadeira Devoção, escrito por São Luís, apresenta todas as práticas da consagração a Nossa Senhora.

    O que são as práticas interiores e exteriores da consagração a Nossa Senhora?


    Reforçando: a Consagração é um método de vida e não um diploma que se tira e guarda na gaveta. Dessa maneira, São Luís propõe práticas exteriores e interiores que são, basicamente, coisas a serem feitas para cobrir todos os aspectos das nossas vidas com um espírito devoto profundo. Quem segue a risca, constantemente se lembra do sentido final do método proposto pelo grande santo mariano: amar e servir a Deus com maior perfeição. 

    Qual é a diferença entre as práticas interiores e as exteriores da consagração a Nossa Senhora?


    Um pequeno detalhe: a devoção à Santíssima Virgem é predominantemente interior. E isso é muito claro, pois todo tipo de ação exterior, se não for acompanhada por uma mudança interior, é hipócrita, estéril e soberba. Aliás, aplicar esse princípio em tudo é um importante remédio contra a vaidade. Dito isso, a única diferença entre as práticas exteriores e interiores é que as primeiras carregam algum tipo de elemento visível. Portanto não são puramente exteriores. 

    Veja também: O primeiro passo para a consagração a Nossa Senhora

    Práticas exteriores

    Cadeia de nossa senhora aparecida, usada para simbolizar a consagração a nossa senhora. É uma das praticas da consagração a nossa senhora.


    Então, quais são as práticas exteriores propostas por São Luis?

    1) A preparação e a consagração 

    Essa prática consiste nos 33 dias preparatórios que antecedem o ato de consagração. É de costume que o dia escolhido para a Consagração seja uma data mariana. Esses 33 dias são divididos em 4 partes: 

    • Parte 1: O desapego às coisas do mundo. 12 dias 
    • Parte 2: Primeira semana. O conhecimento de si mesmo
    • Parte 3: Segunda semana. O conhecimento de Maria 
    • Parte 4: Terceira semana. O conhecimento de Jesus

    Em cada parte, há orações específicas. E ao final dessas 3 semanas, nos confessamos e, durante ou logo após a Sagrada Comunhão, recitamos o Ato de Consagração. São Luís recomenda que anualmente realizemos os mesmos passos para renovar nossas promessas. 

    2) A pequena coroa à Santíssima Virgem

    Essa prática consiste em rezar diariamente a pequena coroa à Santíssima Virgem, que consiste basicamente em 3 Pai-Nossos e 12 Ave-Marias. Importante porque é algo rotineiro, que nos conduz continuamente nos lembrarmos da nossa devoção. 

    3) As correntes ou cadeias

    A mais popular das três. Aqui, é importante colocarmos um aviso fraterno: muito cuidado com a vaidade que parece fazer um elo ao redor da corrente. Esse símbolo representa a escravidão voluntária a Jesus Cristo. Então, ela não deve ser usada como uma coroa de orgulho: “Vejam como sou devoto! Vejam como tenho vida espiritual!” Se algo assim passa pelo menos perto da nossa mente, esse símbolo, que deveria ser um benefício, passa a ser um grande prejuízo. Se, com essa corrente, não dizemos não à escravidão das coisas do mundo, então, não compreendemos nada do que significa ser devoto. 

    4) Outras 

    Dizemos “outras” não por serem menos importantes, mas apenas porque são muitas as sugeridas por São Luís Maria:

    • Rezar a Ave-Maria e o Santo Rosário
    • Rezar o Magnificat
    • Ter particular interesse pelo mistério da Encarnação, celebrado em 25 de março
    • Reforçar o desprezo às coisas do mundo por meio de exercícios constantes (o Santo sugere os da primeira parte da preparação)

    Práticas interiores

    Papa Francisco rezando a ladainha de Nossa Senhora.


    São Luís Maria elenca 4 classificações para as práticas interiores: Por Meio de Maria, Em Maria, Com Maria e Por Maria. 

    1) Por Meio de Maria

    Como Maria jamais deixou-se guiar por seu próprio espírito, seguindo apenas o Espírito de Deus, São Luís diz que o espírito de Maria é o espírito de Deus, tamanha a comunhão. Portanto, um consagrado deve fazer tudo por meio de Maria. Dessa maneira, deve:

    • Renunciar a seu espírito e suas vontades. 
    • Entregar-se ao espírito de Maria.
    • Renovar os dois passos acima, nem que seja por uma simples jaculatória. 

    2) Com Maria 

    Devemos fazer tudo com Maria, procurando imitá-La em suas virtudes. Todo o mérito é de Deus, mas Maria foi quem melhor se deixou transformar por essas graças. Em especial, devemos imitar: 

    • Sua fé viva
    • Sua profunda humildade 
    • Sua pureza irrepreensível 

    3) Em Maria 

    São Luís chama Maria de “o verdadeiro paraíso”, por meio do qual veio ao mundo o Salvador. Onde habitou o novo Adão. Portanto, diz que devemos ter essa analogia com um lugar santo. E que adentrando nesse “local”, possamos:

    • Ser alimentados por Sua compaixão materna
    • Ser libertos da ansiedade e dos escrúpulos
    • Ser defendidos dos inimigos 
    • Ser formados em Nosso Senhor. 

    4) Por Maria 

    Por fim, uma vez entregues voluntariamente ao serviço a Deus por meio de Maria, devemos consagrar todas as nossas atitudes, obras e orações à Virgem Maria que, seguramente, as levará com maior gosto a Nosso Senhor.

    Consagre-se: uma grande campanha de consagração do Brasil a Nossa Senhora

    MBC

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