Devoção, Formação

São Luís Maria Grignion de Montfort: vida e obra

Conheça a vida e obra de São Luís Maria Grignion de Montfort, santo e sacerdote, grande responsável pela difusão da devoção mariana no mundo.

São Luís Maria Grignion de Montfort: vida e obra
Devoção, Formação

São Luís Maria Grignion de Montfort: vida e obra

Conheça a vida e obra de São Luís Maria Grignion de Montfort, santo e sacerdote, grande responsável pela difusão da devoção mariana no mundo.

Data da Publicação: 28/04/2023
Tempo de leitura:
Autor: Redação MBC
Data da Publicação: 28/04/2023
Tempo de leitura:
Autor: Redação MBC

Provavelmente este santo já tenha passado, de algum modo, na vida de todo católico dos últimos tempos. A difusão da consagração a Nossa Senhora pelo método de São Luís Maria Grignion de Montfort tem sido divulgada por várias paróquias de nosso país.

Ser católico e não possuir conhecimento sobre quem é Maria Santíssima e qual a importância do rosário é impensável. Mas, conhecer o santo que é responsável por grande parte da pregação sobre a devoção à Maria pode garantir uns pontos a mais a quem quiser aprofundar a sua fé. Conhecer a vida e a obra de um santo da estatura de São Luís Maria é indispensável para a contemporaneidade, que, a exemplo do santo, precisa estar pronta a defender tão boa Mãe, como é a Virgem Maria.

Quem foi São Luís Maria Grignion de Montfort?


Luís Maria Grignion nasceu em 31 de janeiro de 1673, na cidade de Montfort-sur-Meu, na França, oriundo de uma família com profundos costumes cristãos. É o primogênito em uma família de 18 filhos e foi batizado um dia após seu nascimento, pois seus pais sempre tiveram por preocupação a adequada educação e instrução dos filhos na religião católica.

Desde muito criança já possuía uma profunda abertura para a vida interior e para a vocação sacerdotal. Com efeito, em 5 de julho de 1700, com 27 anos, no dia de Pentecostes, foi ordenado sacerdote após intensivos anos no Seminário de São Suplício com estudos na Universidade de Sorbonne. Testemunhas contam que ele permaneceu durante todo o feliz dia da sua ordenação em adoração, como se fosse “um anjo diante do altar”.

São Luís Maria possuía um ardente zelo missionário. Foi enviado a Poitiers, e, ali, já no início de seu ministério, começou a se destacar pela sua vida de profunda oração.

Um de seus biógrafos, Luis Le Crom, conta que a história e testemunhas atestam que, com a chegada de São Luís Maria a alguma localidade da época, a emoção era intensa entre todos, pois ele possuía uma força nas suas palavras, um fogo no olhar, e sermões que faziam com que todos saíssem da indiferença ao o ouvir. Sua santidade de vida, sua devoção ardente por Maria Santíssima, pela eucaristia e pelo rosário, fez com que milhares de pessoas se convertessem nas suas missões.

Pelo seu temperamento forte, e por seu ardor missionário e amor à Verdade, não é de se admirar que sofreu, também, perseguições em sua vida, sobretudo de adeptos da ideologia jansenista e galicana, os quais fora especialmente incumbido de combater, pelo papa Clemente XI, em 1706. Nesta ocasião, após ter peregrinado desde Poitiers até Roma, São Luís Maria recebeu o título de “Missionário Apostólico”.

No dia 28 de abril de 1716, durante uma missão, São Luís Maria Grignion de Montfort faleceu de pneumonia, com apenas 43 anos, mas com uma vida intensamente missionária e diversos escritos. Além disso, também fundou duas congregações que deixou como legado: as Filhas da Sabedoria, em 1703, e a Companhia de Maria, em 1705.

Luís Maria Grignion foi beatificado, em 1888, pelo Papa Leão XIII e canonizado, em 1947, por Pio XII.

Sua influência até hoje é notável. São João Paulo II adotou para o seu Pontificado o lema “Totus Tuus”, que é extraído da espiritualidade de São Luís Maria.

Leia mais:
O que é Totus Tuus?
Um guia para rezar o rosário
4 meios para aumentar a devoção à Nossa Senhora

A devoção à Nossa Senhora


“Eu não acho que uma pessoa possa ter uma união íntima com Nosso Senhor e uma perfeita fidelidade ao Espírito Santo, se não tiver uma grandíssima união com a Santíssima Virgem”. É este o fundamento da espiritualidade de São Luís Maria Grignion de Montfort.

O santo tinha por lema sacerdotal “ser escravo de Maria”, porque a sua ímpar devoção à Nossa Senhora o inspirava no caminho da santidade desde muito cedo. Seu nome “Maria” foi acrescentado no dia de sua crisma. Não é de se admirar que tamanha devoção fosse, também, alvo de seu incansável ministério como sacerdote.

Em uma de suas viagens missionárias, antes de retornar à sua casa, São Luis Maria, atraído pelo modo submisso à Virgem com o qual Jesus viveu em Nazaré, visitou a Santa Casa de Loreto. Montfort se definia, sempre, como um simples “Servo de Maria”.

Erra quem acha que a devoção à Nossa Senhora deve ser moderada por temer à idolatria. Segundo Montfort, a verdadeira devoção mariana é cristocêntrica, e seguir Maria é o caminho seguro e certo para encontrar Jesus Cristo. Amparado nessa convicção, teve por centralidade na pregação o culto à Virgem Maria, a difusão da oração do Santo Rosário e a organização de todo tipo de procissão e orações marianas, para que as almas, assim como ele, chegassem a Jesus pelas mãos de Maria.

Naquela época, mesmo que o culto mariano ainda estivesse sendo apenas considerado em alguns aspectos, São Luís Maria pregava a veneração à Nossa Senhora sem excessos, pois foi por meio d’Ela que Jesus fez o primeiro milagre em Caná.

A sua maior obra, a mais conhecida mundialmente, onde ele expõe os fundamentos da espiritualidade mariana, se chama o Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, redigido em 1712.

Curiosidade: essa obra ficou escondida num cofre por 150 anos. Em 1842, ao ser descoberta, foi publicada. Hoje, é referência da espiritualidade mariana no mundo inteiro.

São Luís Maria e a heresia jansenita


A história da Igreja é permeada, hoje e sempre, pelo surgimento de heresias, que significam, de modo geral, a perversão de parte da doutrina que a Igreja professa. No contexto de São Luís Maria, a heresia que estava levando ao erro muitos fiéis católicos, era a jansenista.

A doutrina jansenista pregava a predestinação da alma, apresentando, assim, Deus como alguém sem misericórdia. Foi fundada por Jansênio, bispo de Ypres, que defendia, entre outras teses, a de que as pessoas nascem predestinadas ao céu ou ao inferno. Deus não daria a graça suficiente para alguns se salvarem, de modo que tais pessoas inevitavelmente se perderiam. Essa heresia foi condenada pela Igreja em 1653.

Além disso, por causa de uma má compreensão da Eucaristia, os jansênios afastavam os fieis da comunhão, por “respeito” a ela. A fim de não ofuscar a glória de Deus, os jansênios afastavam os homens da devoção à Virgem Maria, Mãe de Deus. Não é à toa que tal doutrina fosse combatida de modo incansável por São Luís, e, ao mesmo tempo, que os jansenistas tivessem ódio mortal a Montfort, o perseguindo e atormentando.

Logo após a ordenação, no lugar em que fora enviado para exercer seu ministério, em Nantes, vive São Luís Maria em uma comunidade de padres. Tais sacerdotes foram, mais tarde, condenados como sendo jansenistas — o que ocasionou o início das perseguições. Por causa dessas divergências, ele foi expulso do hospital em que trabalhava, bem como da diocese na qual fora ordenado.

Esse foi o fato que o fez ir a pé até Roma, para falar com o Romano Pontífice. O desejo de São Luís era, na verdade, de ser missionário para além-mar, no Canadá, pois sentia que na França não haveria mais lugar para ele. Mas o Papa, com sabedoria, o envia de volta à França, pois sabia que o zelo de Montfort por Nossa Senhora e pela Eucaristia seriam decisivos e necessários para a fidelidade da França à Igreja.

Redação MBC

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Provavelmente este santo já tenha passado, de algum modo, na vida de todo católico dos últimos tempos. A difusão da consagração a Nossa Senhora pelo método de São Luís Maria Grignion de Montfort tem sido divulgada por várias paróquias de nosso país.

Ser católico e não possuir conhecimento sobre quem é Maria Santíssima e qual a importância do rosário é impensável. Mas, conhecer o santo que é responsável por grande parte da pregação sobre a devoção à Maria pode garantir uns pontos a mais a quem quiser aprofundar a sua fé. Conhecer a vida e a obra de um santo da estatura de São Luís Maria é indispensável para a contemporaneidade, que, a exemplo do santo, precisa estar pronta a defender tão boa Mãe, como é a Virgem Maria.

Quem foi São Luís Maria Grignion de Montfort?


Luís Maria Grignion nasceu em 31 de janeiro de 1673, na cidade de Montfort-sur-Meu, na França, oriundo de uma família com profundos costumes cristãos. É o primogênito em uma família de 18 filhos e foi batizado um dia após seu nascimento, pois seus pais sempre tiveram por preocupação a adequada educação e instrução dos filhos na religião católica.

Desde muito criança já possuía uma profunda abertura para a vida interior e para a vocação sacerdotal. Com efeito, em 5 de julho de 1700, com 27 anos, no dia de Pentecostes, foi ordenado sacerdote após intensivos anos no Seminário de São Suplício com estudos na Universidade de Sorbonne. Testemunhas contam que ele permaneceu durante todo o feliz dia da sua ordenação em adoração, como se fosse “um anjo diante do altar”.

São Luís Maria possuía um ardente zelo missionário. Foi enviado a Poitiers, e, ali, já no início de seu ministério, começou a se destacar pela sua vida de profunda oração.

Um de seus biógrafos, Luis Le Crom, conta que a história e testemunhas atestam que, com a chegada de São Luís Maria a alguma localidade da época, a emoção era intensa entre todos, pois ele possuía uma força nas suas palavras, um fogo no olhar, e sermões que faziam com que todos saíssem da indiferença ao o ouvir. Sua santidade de vida, sua devoção ardente por Maria Santíssima, pela eucaristia e pelo rosário, fez com que milhares de pessoas se convertessem nas suas missões.

Pelo seu temperamento forte, e por seu ardor missionário e amor à Verdade, não é de se admirar que sofreu, também, perseguições em sua vida, sobretudo de adeptos da ideologia jansenista e galicana, os quais fora especialmente incumbido de combater, pelo papa Clemente XI, em 1706. Nesta ocasião, após ter peregrinado desde Poitiers até Roma, São Luís Maria recebeu o título de “Missionário Apostólico”.

No dia 28 de abril de 1716, durante uma missão, São Luís Maria Grignion de Montfort faleceu de pneumonia, com apenas 43 anos, mas com uma vida intensamente missionária e diversos escritos. Além disso, também fundou duas congregações que deixou como legado: as Filhas da Sabedoria, em 1703, e a Companhia de Maria, em 1705.

Luís Maria Grignion foi beatificado, em 1888, pelo Papa Leão XIII e canonizado, em 1947, por Pio XII.

Sua influência até hoje é notável. São João Paulo II adotou para o seu Pontificado o lema “Totus Tuus”, que é extraído da espiritualidade de São Luís Maria.

Leia mais:
O que é Totus Tuus?
Um guia para rezar o rosário
4 meios para aumentar a devoção à Nossa Senhora

A devoção à Nossa Senhora


“Eu não acho que uma pessoa possa ter uma união íntima com Nosso Senhor e uma perfeita fidelidade ao Espírito Santo, se não tiver uma grandíssima união com a Santíssima Virgem”. É este o fundamento da espiritualidade de São Luís Maria Grignion de Montfort.

O santo tinha por lema sacerdotal “ser escravo de Maria”, porque a sua ímpar devoção à Nossa Senhora o inspirava no caminho da santidade desde muito cedo. Seu nome “Maria” foi acrescentado no dia de sua crisma. Não é de se admirar que tamanha devoção fosse, também, alvo de seu incansável ministério como sacerdote.

Em uma de suas viagens missionárias, antes de retornar à sua casa, São Luis Maria, atraído pelo modo submisso à Virgem com o qual Jesus viveu em Nazaré, visitou a Santa Casa de Loreto. Montfort se definia, sempre, como um simples “Servo de Maria”.

Erra quem acha que a devoção à Nossa Senhora deve ser moderada por temer à idolatria. Segundo Montfort, a verdadeira devoção mariana é cristocêntrica, e seguir Maria é o caminho seguro e certo para encontrar Jesus Cristo. Amparado nessa convicção, teve por centralidade na pregação o culto à Virgem Maria, a difusão da oração do Santo Rosário e a organização de todo tipo de procissão e orações marianas, para que as almas, assim como ele, chegassem a Jesus pelas mãos de Maria.

Naquela época, mesmo que o culto mariano ainda estivesse sendo apenas considerado em alguns aspectos, São Luís Maria pregava a veneração à Nossa Senhora sem excessos, pois foi por meio d’Ela que Jesus fez o primeiro milagre em Caná.

A sua maior obra, a mais conhecida mundialmente, onde ele expõe os fundamentos da espiritualidade mariana, se chama o Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, redigido em 1712.

Curiosidade: essa obra ficou escondida num cofre por 150 anos. Em 1842, ao ser descoberta, foi publicada. Hoje, é referência da espiritualidade mariana no mundo inteiro.

São Luís Maria e a heresia jansenita


A história da Igreja é permeada, hoje e sempre, pelo surgimento de heresias, que significam, de modo geral, a perversão de parte da doutrina que a Igreja professa. No contexto de São Luís Maria, a heresia que estava levando ao erro muitos fiéis católicos, era a jansenista.

A doutrina jansenista pregava a predestinação da alma, apresentando, assim, Deus como alguém sem misericórdia. Foi fundada por Jansênio, bispo de Ypres, que defendia, entre outras teses, a de que as pessoas nascem predestinadas ao céu ou ao inferno. Deus não daria a graça suficiente para alguns se salvarem, de modo que tais pessoas inevitavelmente se perderiam. Essa heresia foi condenada pela Igreja em 1653.

Além disso, por causa de uma má compreensão da Eucaristia, os jansênios afastavam os fieis da comunhão, por “respeito” a ela. A fim de não ofuscar a glória de Deus, os jansênios afastavam os homens da devoção à Virgem Maria, Mãe de Deus. Não é à toa que tal doutrina fosse combatida de modo incansável por São Luís, e, ao mesmo tempo, que os jansenistas tivessem ódio mortal a Montfort, o perseguindo e atormentando.

Logo após a ordenação, no lugar em que fora enviado para exercer seu ministério, em Nantes, vive São Luís Maria em uma comunidade de padres. Tais sacerdotes foram, mais tarde, condenados como sendo jansenistas — o que ocasionou o início das perseguições. Por causa dessas divergências, ele foi expulso do hospital em que trabalhava, bem como da diocese na qual fora ordenado.

Esse foi o fato que o fez ir a pé até Roma, para falar com o Romano Pontífice. O desejo de São Luís era, na verdade, de ser missionário para além-mar, no Canadá, pois sentia que na França não haveria mais lugar para ele. Mas o Papa, com sabedoria, o envia de volta à França, pois sabia que o zelo de Montfort por Nossa Senhora e pela Eucaristia seriam decisivos e necessários para a fidelidade da França à Igreja.

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