Devoção, Formação

A vida de São Bento

Conheça a vida de São Bento, o pai dos monges, padroeiro da Europa e um dos santos mais influentes de todo o ocidente.

A vida de São Bento
Devoção, Formação

A vida de São Bento

Conheça a vida de São Bento, o pai dos monges, padroeiro da Europa e um dos santos mais influentes de todo o ocidente.

Data da Publicação: 26/06/2023
Tempo de leitura:
Autor: MBC
Data da Publicação: 26/06/2023
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Autor: MBC

São Bento é um dos santos que mais influência teve para a construção do Ocidente. Não é à toa que ele é chamado de Patriarca dos monges do Ocidente e padroeiro da Europa.

Confere o artigo que preparamos especialmente para que tu possas ter uma noção de quão importante para nós é a vida de São Bento.

Quem foi São Bento?


Infância e juventude


São Bento nasceu no ano de 480, em Núrsia, na Itália. Fortemente inclinado desde cedo à oração, e por ser de família nobre, pode se dedicar ao estudo ainda jovem. Estudou artes liberais em Roma, até o dia em que, influenciado por Romano, um eremita, resolve se retirar para uma gruta, no monte Subíaco, para se dedicar exclusivamente à oração e à contemplação. Tinha somente 20 anos.

São Bento passou 3 anos isolado, até que tendo descoberto seu isolamento, bem como sua sabedoria e santidade, várias pessoas passaram a buscá-lo para pedir conselhos e orações.1

Sua fama de santidade foi se estendendo tão rapidamente que, perto dali, um convento de monges, que ficara sem superior, se dirigiu a São Bento para que este regesse o convento, na cidade de Vicovaro. São Bento aceitou, após muita insistência dos monges. Porém, a vida que aqueles monges levavam em nada condizia com o ideal de São Bento, o que gerou inimizade a tal ponto de tentarem envenená-lo. Ao levarem uma taça de vinho envenenado a São Bento, este o abençoou, como fazia de costume, o que fez com que a taça se rompesse em sua mão. Imediatamente São Bento se levantou, e disse: “Deus tenha compaixão de vós, irmãos. (…) Não vos disse eu previamente que não harmonizavam os vossos e os meus costumes?” Dito isso, retornou a seu isolamento em Subíaco 2.

Veja também: Água benta — origem, significado e importância

Monge e fundador de mosteiros


Com o tempo, São Bento amadurece a ideia de fundar mosteiros que levariam à vida exemplar que tinha como ideal. Aos 40 anos ele sai da gruta em que residia para fundar, no sul de Roma, aquele que seria o referencial de mosteiros para todo o ocidente: Mosteiro de Monte Cassino. Ali, ele começou a moldar a diretriz de vida monástica que pauta a vocação dos monges até hoje. A única mudança necessária, entendida por São Bento, é que a vida do monge deve ser comunitária, e não mais solitária numa gruta, tendo, diante de si, a direção de um abade.

“Como o santo homem [São Bento], vivendo muito tempo naquela solidão, crescesse em virtude e milagres, foi reunindo muitos naquele lugar para o serviço de Deus Todo-poderoso. Pode, assim, construir, com a ajuda de Jesus Cristo, Senhor onipotente, doze mosteiros, em cada um dos quais colocou doze monges sob um abade instituído.” 3

Muitas eram as famílias romanas que enviavam seus filhos para serem educados pelos monges. Logo no início já surgiram homens santos, a exemplo de São Bento, como São Mauro e São Plácido, dentre muitos outros, que entendendo o espírito monacal, foram grande auxílio para que a Regra de São Bento logo criasse forma e solidez. 

A irmã gêmea de São Bento

Santa Escolástica e São Bento


São Bento tinha uma irmã gêmea, Santa Escolástica, a responsável por liderar o ramo feminino da doutrina beneditina, que também se reuniu em mosteiros femininos para seguir a Regra de São Bento.

Desde jovem, a santa já havia consagrado sua vida a Deus através de um voto de castidade, porém, sem saber onde servir na Igreja. Foi quando seu irmão, São Bento, fundou a Ordem dos Beneditinos, sendo o primeiro mosteiro cristão do Ocidente, que Santa Escolástica entendeu seu chamado, e fundou o ramo feminino da Ordem Beneditina, chamado também de Escolásticas.

São Bento e Santa Escolástica tinham uma relação de profunda e santa amizade. Os mosteiros femininos e masculinos ficavam, geralmente, próximos uns dos outros, mas, mesmo assim, os irmãos gêmeos só se viam uma vez por ano, por causa da escolha de vida mortificada de ambos. 

Num desses encontros anuais, os santos passaram o dia falando das coisas do Reino de Deus, a tal ponto que Santa Escolástica implorou a São Bento que permanecessem em diálogo até o amanhecer. À recusa a esse pedido, pois jamais um monge dormia fora do mosteiro, Santa Escolástica pôs-se a rezar até que, repentinamente, uma tempestade passou a cair numa noite que era impossível que isso ocorresse. Permaneceram, pois, em colóquio, durante toda a noite. Pela manhã, se dirigiram aos seus mosteiros. Três dias depois desse encontro, no dia 10 de fevereiro de 547, faleceu Santa Escolástica. São Bento, neste momento, viu o espírito de Santa Escolástica subir ao céu, em forma de pomba, para entrar no Paraíso. 4

Derrotou o diabo


Dentre as muitas obras magníficas e milagrosas de São Bento, sem dúvida, a forma como ele combatia o demônio na vida espiritual é o que ganha mais destaque. Certa vez, o espírito maligno entrou em um de seus monges, prostrando-o por terra e o atormentando ferozmente. “Quando o homem de Deus [São Bento] de volta da oração, viu o monge assim cruelmente maltratado, deu-lhe uma bofetada apenas e com isso logo expulsou o espírito mau, que não ousou voltar a agredir o velho.” 5

Conheça mais sobre o combate de São Bento contra o demônio neste vídeo do nosso canal:

A morte de São Bento


Depois de sepultar Santa Escolástica no túmulo que havia preparado para si — apenas 40 dias após o falecimento de sua irmã — São Bento entrega sua alma a Deus, no mosteiro que fundou por primeiro. O santo faleceu de pé, na capela, com as mãos elevadas ao céu.

Com a sua morte, sua fama e vida de santidade, bem como a de sua irmã, mais e mais se difundiram em todo o Ocidente. A partir da Regra de São Bento, muitas ordens e almas se inspiraram no lema criado por São Bento: ora et labora, oração e trabalho.

Tão logo após sua morte, os mosteiros beneditinos tornaram-se, sobretudo na Idade Média, importantes centros de referência, tendo saído deles inúmeros santos, papas e ícones para a Igreja. 

São Bento é, por sua influência, considerado o Patriarca dos monges do Ocidente e o padroeiro da Europa. Foi canonizado no ano de 1220 e sua festa é celebrada no dia 11 de julho.

Já ouviu falar do livro Preparação para a Morte?

A Regra de São Bento


A Regra de São Bento nada mais é que um livro escrito por São Bento com todas as regras para a vida monástica comunitária. Possui 73 capítulos curtos.

A Regra tem por prioridade a prática do silêncio, da oração, do trabalho, do recolhimento, da obediência e da fraternidade. É por essa regra que a Ordem de São Bento se mantém inabalável após mais de 1500 anos, sendo ela o referencial de vida para muitos mosteiros do ocidente e para muitos leigos que buscam a vida de santidade no cotidiano.

Na Regra, São Bento conta, de modo claro e simples, tão somente aquilo que ele viveu. Nos narra São Gregório, no livro que fala da vida de São Bento, o seguinte: “Se, pois, alguém quiser conhecer mais exatamente os costumes e a vida do santo Pai, poderá encontrar nos preceitos dessa Regra todas as ações que ele praticou como mestre, pois o santo homem de modo nenhum pôde ensinar outra coisa senão aquilo que ele mesmo viveu.” 6

A Regra escrita por São Bento inicia com a célebre frase, que identifica, e muito, toda a espiritualidade beneditina: “Escuta, ó filho, os preceitos do mestre, e inclina os ouvidos do teu coração.” O monge que quer seguir tão bom mestre, como foi São Bento, deve ser formado na escola da escuta.

Cruz, medalha e oração de São Bento


A cruz de São Bento tem sua origem no próprio santo. As primeiras medalhas, que eram feitas no Monte Cassino, possuíam a cruz como principal símbolo, pois foi por ela que São Bento evitou inúmeros perigos, sendo um poderoso sinal contra o mal e contra a morte.

A medalha de São Bento, por sua vez, foi sofrendo variações como o passar dos séculos, mas pode ser considerada como um dos maiores símbolos de São Bento, pois carrega em si, além da Cruz de São Bento, toda uma simbologia essencial para a espiritualidade beneditina.

Nas medalhas mais antigas se encontra a figura de São Bento desenhada, com a frase em latim: “Eius in obitu nostro presentia muniamur” (que na hora de nossa morte, nos proteja tua presença). Atualmente, é comum lermos, junto da imagem de São Bento, a seguinte frase: Crux Sancti Patris Benedict (Cruz Santa do Pai Bento), ou, ainda, somente “Sanctus Benedictus” (São Bento).

No verso da medalha, vemos a figura da cruz de São Bento, com as seguintes inscrições:

CSPB – Crux Sancti Patris Benedicti
CSSML – Crux Sacra Sit Mihi Lux  
NDSMD – Non Draco Sit Mihi Dux
VRS – Vade Retro Satana
NSMV – Nunquam Suade Mihi Vana
SMQL – Sunt Mola Quae Libas
IVB – Ipse Venana Bibas

Cruz do Santo Pai Bento
A Cruz Sagrada seja a minha luz
Não seja o dragão o meu guia
Para trás, satanás
Nunca seduzas minha alma
São coisas más que brindas
Bebas do mesmo veneno.

Medalha de São Bento

Em 1942, o Papa Clemente XIV aprovou o uso da medalha como um instrumento de adoração e devoção de fé, fazendo com que ficasse claro que tal medalha não é e não pode ser usada simplesmente como um amuleto supersticioso.

A oração de São Bento, inspirada na sua medalha e cruz, é uma poderosíssima arma contra o diabo, nas horas de dificuldade e de perigos, podendo ser rezada diariamente por todos os fiéis:

A Cruz Sagrada seja a minha Luz. Não seja o dragão o meu guia. Retira-te satanás. Nunca me aconselhe coisas vãs. É do mal o que tu me ofereces. Bebas tu mesmo do teu veneno.

Você também pode se interessar: Crucifixo — por que ter este sacramental?

Referências

  1. cf. Vida de São Bento, São Gregorio, p. 24[]
  2. cf. Vida de São Bento, São Gregório, p. 28[]
  3. Vida de São Bento, São Gregório, p. 32[]
  4. cf. Vida de São Bento, São Gregorio, p. 104[]
  5. Vida de São bento, São Gregório, p. 95[]
  6. Vida de São Bento, São Gregório, p. 113[]

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    MBC

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    São Bento é um dos santos que mais influência teve para a construção do Ocidente. Não é à toa que ele é chamado de Patriarca dos monges do Ocidente e padroeiro da Europa.

    Confere o artigo que preparamos especialmente para que tu possas ter uma noção de quão importante para nós é a vida de São Bento.

    Quem foi São Bento?


    Infância e juventude


    São Bento nasceu no ano de 480, em Núrsia, na Itália. Fortemente inclinado desde cedo à oração, e por ser de família nobre, pode se dedicar ao estudo ainda jovem. Estudou artes liberais em Roma, até o dia em que, influenciado por Romano, um eremita, resolve se retirar para uma gruta, no monte Subíaco, para se dedicar exclusivamente à oração e à contemplação. Tinha somente 20 anos.

    São Bento passou 3 anos isolado, até que tendo descoberto seu isolamento, bem como sua sabedoria e santidade, várias pessoas passaram a buscá-lo para pedir conselhos e orações.1

    Sua fama de santidade foi se estendendo tão rapidamente que, perto dali, um convento de monges, que ficara sem superior, se dirigiu a São Bento para que este regesse o convento, na cidade de Vicovaro. São Bento aceitou, após muita insistência dos monges. Porém, a vida que aqueles monges levavam em nada condizia com o ideal de São Bento, o que gerou inimizade a tal ponto de tentarem envenená-lo. Ao levarem uma taça de vinho envenenado a São Bento, este o abençoou, como fazia de costume, o que fez com que a taça se rompesse em sua mão. Imediatamente São Bento se levantou, e disse: “Deus tenha compaixão de vós, irmãos. (…) Não vos disse eu previamente que não harmonizavam os vossos e os meus costumes?” Dito isso, retornou a seu isolamento em Subíaco 2.

    Veja também: Água benta — origem, significado e importância

    Monge e fundador de mosteiros


    Com o tempo, São Bento amadurece a ideia de fundar mosteiros que levariam à vida exemplar que tinha como ideal. Aos 40 anos ele sai da gruta em que residia para fundar, no sul de Roma, aquele que seria o referencial de mosteiros para todo o ocidente: Mosteiro de Monte Cassino. Ali, ele começou a moldar a diretriz de vida monástica que pauta a vocação dos monges até hoje. A única mudança necessária, entendida por São Bento, é que a vida do monge deve ser comunitária, e não mais solitária numa gruta, tendo, diante de si, a direção de um abade.

    “Como o santo homem [São Bento], vivendo muito tempo naquela solidão, crescesse em virtude e milagres, foi reunindo muitos naquele lugar para o serviço de Deus Todo-poderoso. Pode, assim, construir, com a ajuda de Jesus Cristo, Senhor onipotente, doze mosteiros, em cada um dos quais colocou doze monges sob um abade instituído.” 3

    Muitas eram as famílias romanas que enviavam seus filhos para serem educados pelos monges. Logo no início já surgiram homens santos, a exemplo de São Bento, como São Mauro e São Plácido, dentre muitos outros, que entendendo o espírito monacal, foram grande auxílio para que a Regra de São Bento logo criasse forma e solidez. 

    A irmã gêmea de São Bento

    Santa Escolástica e São Bento


    São Bento tinha uma irmã gêmea, Santa Escolástica, a responsável por liderar o ramo feminino da doutrina beneditina, que também se reuniu em mosteiros femininos para seguir a Regra de São Bento.

    Desde jovem, a santa já havia consagrado sua vida a Deus através de um voto de castidade, porém, sem saber onde servir na Igreja. Foi quando seu irmão, São Bento, fundou a Ordem dos Beneditinos, sendo o primeiro mosteiro cristão do Ocidente, que Santa Escolástica entendeu seu chamado, e fundou o ramo feminino da Ordem Beneditina, chamado também de Escolásticas.

    São Bento e Santa Escolástica tinham uma relação de profunda e santa amizade. Os mosteiros femininos e masculinos ficavam, geralmente, próximos uns dos outros, mas, mesmo assim, os irmãos gêmeos só se viam uma vez por ano, por causa da escolha de vida mortificada de ambos. 

    Num desses encontros anuais, os santos passaram o dia falando das coisas do Reino de Deus, a tal ponto que Santa Escolástica implorou a São Bento que permanecessem em diálogo até o amanhecer. À recusa a esse pedido, pois jamais um monge dormia fora do mosteiro, Santa Escolástica pôs-se a rezar até que, repentinamente, uma tempestade passou a cair numa noite que era impossível que isso ocorresse. Permaneceram, pois, em colóquio, durante toda a noite. Pela manhã, se dirigiram aos seus mosteiros. Três dias depois desse encontro, no dia 10 de fevereiro de 547, faleceu Santa Escolástica. São Bento, neste momento, viu o espírito de Santa Escolástica subir ao céu, em forma de pomba, para entrar no Paraíso. 4

    Derrotou o diabo


    Dentre as muitas obras magníficas e milagrosas de São Bento, sem dúvida, a forma como ele combatia o demônio na vida espiritual é o que ganha mais destaque. Certa vez, o espírito maligno entrou em um de seus monges, prostrando-o por terra e o atormentando ferozmente. “Quando o homem de Deus [São Bento] de volta da oração, viu o monge assim cruelmente maltratado, deu-lhe uma bofetada apenas e com isso logo expulsou o espírito mau, que não ousou voltar a agredir o velho.” 5

    Conheça mais sobre o combate de São Bento contra o demônio neste vídeo do nosso canal:

    A morte de São Bento


    Depois de sepultar Santa Escolástica no túmulo que havia preparado para si — apenas 40 dias após o falecimento de sua irmã — São Bento entrega sua alma a Deus, no mosteiro que fundou por primeiro. O santo faleceu de pé, na capela, com as mãos elevadas ao céu.

    Com a sua morte, sua fama e vida de santidade, bem como a de sua irmã, mais e mais se difundiram em todo o Ocidente. A partir da Regra de São Bento, muitas ordens e almas se inspiraram no lema criado por São Bento: ora et labora, oração e trabalho.

    Tão logo após sua morte, os mosteiros beneditinos tornaram-se, sobretudo na Idade Média, importantes centros de referência, tendo saído deles inúmeros santos, papas e ícones para a Igreja. 

    São Bento é, por sua influência, considerado o Patriarca dos monges do Ocidente e o padroeiro da Europa. Foi canonizado no ano de 1220 e sua festa é celebrada no dia 11 de julho.

    Já ouviu falar do livro Preparação para a Morte?

    A Regra de São Bento


    A Regra de São Bento nada mais é que um livro escrito por São Bento com todas as regras para a vida monástica comunitária. Possui 73 capítulos curtos.

    A Regra tem por prioridade a prática do silêncio, da oração, do trabalho, do recolhimento, da obediência e da fraternidade. É por essa regra que a Ordem de São Bento se mantém inabalável após mais de 1500 anos, sendo ela o referencial de vida para muitos mosteiros do ocidente e para muitos leigos que buscam a vida de santidade no cotidiano.

    Na Regra, São Bento conta, de modo claro e simples, tão somente aquilo que ele viveu. Nos narra São Gregório, no livro que fala da vida de São Bento, o seguinte: “Se, pois, alguém quiser conhecer mais exatamente os costumes e a vida do santo Pai, poderá encontrar nos preceitos dessa Regra todas as ações que ele praticou como mestre, pois o santo homem de modo nenhum pôde ensinar outra coisa senão aquilo que ele mesmo viveu.” 6

    A Regra escrita por São Bento inicia com a célebre frase, que identifica, e muito, toda a espiritualidade beneditina: “Escuta, ó filho, os preceitos do mestre, e inclina os ouvidos do teu coração.” O monge que quer seguir tão bom mestre, como foi São Bento, deve ser formado na escola da escuta.

    Cruz, medalha e oração de São Bento


    A cruz de São Bento tem sua origem no próprio santo. As primeiras medalhas, que eram feitas no Monte Cassino, possuíam a cruz como principal símbolo, pois foi por ela que São Bento evitou inúmeros perigos, sendo um poderoso sinal contra o mal e contra a morte.

    A medalha de São Bento, por sua vez, foi sofrendo variações como o passar dos séculos, mas pode ser considerada como um dos maiores símbolos de São Bento, pois carrega em si, além da Cruz de São Bento, toda uma simbologia essencial para a espiritualidade beneditina.

    Nas medalhas mais antigas se encontra a figura de São Bento desenhada, com a frase em latim: “Eius in obitu nostro presentia muniamur” (que na hora de nossa morte, nos proteja tua presença). Atualmente, é comum lermos, junto da imagem de São Bento, a seguinte frase: Crux Sancti Patris Benedict (Cruz Santa do Pai Bento), ou, ainda, somente “Sanctus Benedictus” (São Bento).

    No verso da medalha, vemos a figura da cruz de São Bento, com as seguintes inscrições:

    CSPB – Crux Sancti Patris Benedicti
    CSSML – Crux Sacra Sit Mihi Lux  
    NDSMD – Non Draco Sit Mihi Dux
    VRS – Vade Retro Satana
    NSMV – Nunquam Suade Mihi Vana
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    Cruz do Santo Pai Bento
    A Cruz Sagrada seja a minha luz
    Não seja o dragão o meu guia
    Para trás, satanás
    Nunca seduzas minha alma
    São coisas más que brindas
    Bebas do mesmo veneno.

    Medalha de São Bento

    Em 1942, o Papa Clemente XIV aprovou o uso da medalha como um instrumento de adoração e devoção de fé, fazendo com que ficasse claro que tal medalha não é e não pode ser usada simplesmente como um amuleto supersticioso.

    A oração de São Bento, inspirada na sua medalha e cruz, é uma poderosíssima arma contra o diabo, nas horas de dificuldade e de perigos, podendo ser rezada diariamente por todos os fiéis:

    A Cruz Sagrada seja a minha Luz. Não seja o dragão o meu guia. Retira-te satanás. Nunca me aconselhe coisas vãs. É do mal o que tu me ofereces. Bebas tu mesmo do teu veneno.

    Você também pode se interessar: Crucifixo — por que ter este sacramental?

    Referências

    1. cf. Vida de São Bento, São Gregorio, p. 24[]
    2. cf. Vida de São Bento, São Gregório, p. 28[]
    3. Vida de São Bento, São Gregório, p. 32[]
    4. cf. Vida de São Bento, São Gregorio, p. 104[]
    5. Vida de São bento, São Gregório, p. 95[]
    6. Vida de São Bento, São Gregório, p. 113[]

    MBC

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